Atenção : Leia o texto abaixo para responder às questões de 31 a 43.
Para assegurar a pertinência da dominação produtiva industrial, do modo de pensar e de fazer que a gera e que ela induz, é preciso fazer romper a alteridade em múltiplas facetas de exotismo. É preciso também fazer aparecer as sociedades ainda diferentes como caminhos sem saída, erros, ausências ou inacabados no curso de uma progressão histórica inelutável. Na melhor das hipóteses, poder-se-ia considerá-los como traços de fases anteriores na construção da cidade humana universal. As sociedades que a exploração descobre, tornam-se imagens fotográficas e depois cinematográficas suscetíveis de ser transportadas, editadas, montadas, referidas e, sobretudo, comentadas em relação a um espectador cuja centralidade e o caráter de referencialidade essencial não são postos em questão. Trata-se de tentativas de levantamentos sistemáticos de desvios e de etapas no que será a elaboração de uma humanidade alocada sob a chancela universal do darwinismo.
A melhora das condições técnicas da exploração do mundo (transporte e comunicação se aperfeiçoam com a máquina a vapor, a eletricidade e o telégrafo) fornecia a essas intenções meios cada vez mais performativos. O cinema completa a panóplia dos instrumentos para essa coleta generalizada, fundindo a ambição do olhar à objetividade pela supressão dos obstáculos do espaço e do tempo. A imagem animada capta o transitório da duração, supera a subjetividade do testemunho duvidoso dos viajantes de longa distância, suprime os desvios especiosos da memória: os momentos fugidios da vivência, as singularidades e as diferenças do Outro tornam-se transportáveis e, portanto, observáveis à vontade, como o obelisco de Luxor, as múmias do Egito ou os afrescos do Partenon.
A etnografia iniciada por Franz Boas, e que fará da pesquisa de campo seu “laboratório” indispensável, emergindo dos limbos da reflexão teórica e frequentemente ética sobre as origens e as etapas das sociedades humanas, se tornará, do mesmo modo, um instrumento dessa coleção de realidades do mundo e de uma “objetivação” no mesmo sentido do olhar. A apresentação de uma observação dinâmica e totalizante, a passagem “pelo campo” e, portanto, a experimentação, fazem do cinema e da etnografia irmãos gêmeos de um empreendimento comum de descoberta, de identificação, de apropriação e talvez de absorção e de assimilação do mundo e de suas histórias.
Ao extremo da distância/diferença constatada, nas regiões mais remotas, no seio das sociedades mais exóticas, se – isto é, este anônimo genérico e referencial que se considera o homem branco – identificavam, com um fervor receoso, primitivismos nos limites de um inquietante estado de natureza, canibalismos “selvagens” marcando aparentemente o que devia ser o salto qualitativo em direção à cultura ou antes em direção à Civilização com sua maiúscula. Com essas designações, essas estigmatizações fascinadas, o homem ocidental decerto mastigava, como em uma denegação analítica, sua própria bulimia, sua necessidade incessante de apropriação, de dominação, projetando finalmente no outro seu próprio desejo de consumo, de devoração...! A gravação por imagem e som, assim como o empreendimento de categorização etnográfica, contribuem para os mesmos efeitos: absorver a distância material do outro e reduzi-lo a imagem e a conceitos de que se alimentam meu olhar e minha mente
(Adaptado de: PIAULT, Marc. Antropologia e Cinema . São Paulo, Editora Unifesp, 2018)
Banco público de questões
Questões para Concursos
Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.
Questões por banca
29 bancas disponíveis.
Clique para visualizar todas.
Questões por banca
29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.
Acesse diretamente as bancas disponíveis na QuestLab. As quantidades abaixo consideram as questões ativas do banco.
CEBRASPE
51.363 questões
FGV
25.316 questões
FCC
24.632 questões
AOCP
23.456 questões
IBFC
11.190 questões
VUNESP
10.983 questões
Instituto Quadrix
9.793 questões
FUNDATEC
9.088 questões
IBADE
7.820 questões
CESGRANRIO
6.013 questões
OBJETIVA
4.740 questões
CONSULPLAN
4.174 questões
FEPESE
3.585 questões
IADES
3.439 questões
IESES
2.627 questões
SELECON
2.377 questões
IDECAN
1.907 questões
MS CONCURSOS
1.485 questões
Instituto Legalle
1.281 questões
FAFIPA
1.161 questões
FUMARC
842 questões
ACAFE
551 questões
INSTITUTO AOCP
430 questões
NUCEPE
378 questões
FUNIVERSA
348 questões
FAURGS
203 questões
FIOCRUZ
48 questões
MACKENZIE
48 questões
CETRO
17 questões
296 questões encontradas
O texto tem o claro propósito de
Texto associado
Trata-se de tentativas de levantamentos sistemáticos de desvios e de etapas no que será a elaboração de uma humanidade alocada sob a chancela universal do darwinismo.
Levando em consideração o contexto, a frase acima
Texto associado
Atenção : Leia o texto abaixo para responder às questões de números 54 a 59.
O paulista Monteiro Lobato (1882-1948) não foi apenas um grande escritor, foi também um editor pioneiro no Brasil com a Cia. Editora Nacional, portanto, uma autoridade em matéria de livros, dominando desde a concepção do texto até o produto acabado na prateleira. Invoco sua figura para falar da coisa mais banal e nem por isso menos dramática quando se trata de escrever e publicar: o erro de revisão. Duas semanas atrás quase perdi o sono ao deixar sair aqui uma crônica com quatro sacis gritantes − quatro erros de digitação que o paginador Fábio Oliveira, assim que solicitado, me fez o imenso favor de eliminar. Falando certa vez a respeito dessa tragédia também conhecida como gralha ou pastel e que, no seu tempo, ainda se chamava erro tipográfico, Lobato assim se manifestou: “A luta contra o erro tipográfico tem algo de homérico. Durante a revisão os erros se escondem, fazem-se positivamente invisíveis. Mas, assim que o livro sai, tornam-se visibilíssimos, verdadeiros sacis a nos botar a língua em todas as páginas. Trata-se de um mistério que a ciência ainda não conseguiu decifrar”.
Se é assim com o livro, produto de elaboração demorada que comumente é lido e relido muitas vezes e por muitos olhos antes de ser impresso, o que dizer do texto jornalístico, que hoje se escreve e se publica quase simultaneamente no meio digital? Embora em geral curto, o texto de jornal nem por isso está menos sujeito ao acúmulo de gralhas. Algum tempo atrás, ao falar da obrigação de rever a própria escrita em sua coluna em O Globo, Elio Gaspari empregou o advérbio perfeito ao dizer que lera e relera aquele trabalho “piedosamente” antes de autorizar sua publicação. O termo supõe a ideia de penitência, daí sua exatidão, porque se o trabalho de escrever pode ser penoso ou gratificante, rever o próprio texto é sempre uma penitência. E uma penitência cada vez mais inevitável, já que a figura do revisor parece fadada a desaparecer das redações, se é que já não desapareceu.
E não é somente grande pena que esse animal indispensável esteja em risco de extinção, o seu fim seria também a consumação de uma eterna injustiça, porque injustiçado ele tem sido desde sempre. Falo com a autoridade de quem já reviu muito texto alheio durante muito tempo. O revisor é aquele profissional que acerta milhões de vezes, sem merecer um único elogio, mas no dia em que deixa passar um só erro ele é prontamente chamado de incompetente.
Deve ser por isso que José Saramago, certamente um bom conhecedor das agruras da profissão, criou a figura impagável daquele revisor chamado Raimundo Silva no romance História do Cerco de Lisboa. Tendo passado uma vida inteira num trabalho apagado e obscuro, um belo dia Raimundo Silva resolve acrescentar uma simples palavra − “não” − ao texto que está a revisar, e com isso muda completamente os rumos de toda uma história. Bem feito.
(MOREIRA, Eliezer. “Revisão de texto, uma penitência”, O Mirante, 13/06/2016)
O paulista Monteiro Lobato (1882-1948) não foi apenas um grande escritor, foi também um editor pioneiro no Brasil com a Cia. Editora Nacional, portanto, uma autoridade em matéria de livros, dominando desde a concepção do texto até o produto acabado na prateleira. Invoco sua figura para falar da coisa mais banal e nem por isso menos dramática quando se trata de escrever e publicar: o erro de revisão. Duas semanas atrás quase perdi o sono ao deixar sair aqui uma crônica com quatro sacis gritantes − quatro erros de digitação que o paginador Fábio Oliveira, assim que solicitado, me fez o imenso favor de eliminar. Falando certa vez a respeito dessa tragédia também conhecida como gralha ou pastel e que, no seu tempo, ainda se chamava erro tipográfico, Lobato assim se manifestou: “A luta contra o erro tipográfico tem algo de homérico. Durante a revisão os erros se escondem, fazem-se positivamente invisíveis. Mas, assim que o livro sai, tornam-se visibilíssimos, verdadeiros sacis a nos botar a língua em todas as páginas. Trata-se de um mistério que a ciência ainda não conseguiu decifrar”.
Se é assim com o livro, produto de elaboração demorada que comumente é lido e relido muitas vezes e por muitos olhos antes de ser impresso, o que dizer do texto jornalístico, que hoje se escreve e se publica quase simultaneamente no meio digital? Embora em geral curto, o texto de jornal nem por isso está menos sujeito ao acúmulo de gralhas. Algum tempo atrás, ao falar da obrigação de rever a própria escrita em sua coluna em O Globo, Elio Gaspari empregou o advérbio perfeito ao dizer que lera e relera aquele trabalho “piedosamente” antes de autorizar sua publicação. O termo supõe a ideia de penitência, daí sua exatidão, porque se o trabalho de escrever pode ser penoso ou gratificante, rever o próprio texto é sempre uma penitência. E uma penitência cada vez mais inevitável, já que a figura do revisor parece fadada a desaparecer das redações, se é que já não desapareceu.
E não é somente grande pena que esse animal indispensável esteja em risco de extinção, o seu fim seria também a consumação de uma eterna injustiça, porque injustiçado ele tem sido desde sempre. Falo com a autoridade de quem já reviu muito texto alheio durante muito tempo. O revisor é aquele profissional que acerta milhões de vezes, sem merecer um único elogio, mas no dia em que deixa passar um só erro ele é prontamente chamado de incompetente.
Deve ser por isso que José Saramago, certamente um bom conhecedor das agruras da profissão, criou a figura impagável daquele revisor chamado Raimundo Silva no romance História do Cerco de Lisboa. Tendo passado uma vida inteira num trabalho apagado e obscuro, um belo dia Raimundo Silva resolve acrescentar uma simples palavra − “não” − ao texto que está a revisar, e com isso muda completamente os rumos de toda uma história. Bem feito.
(MOREIRA, Eliezer. “Revisão de texto, uma penitência”, O Mirante, 13/06/2016)
As frases abaixo foram adaptadas do romance História do Cerco de Lisboa , de José Saramago. Está correta a redação do que se encontra em:
Texto associado
Atenção : As questões de números 6 a 9 referem-se ao texto seguinte.
A voz das celebridades
A propósito dos modismos jornalísticos: na ânsia de surpreender o leitor, houve a voga de colher opiniões de figuras públicas sobre assuntos que fugiam às suas especialidades. Botar o cirurgião célebre, por exemplo, para falar de arte cinematográfica, ou o jogador de futebol para comentar uma portaria do Banco Central. Quem vamos ouvir sobre este assunto? − perguntava-se nas redações, em sôfrega procura pelo enfoque “original”. Logo se destacaram, no picadeiro midiático, umas tantas figuras sempre prontas a deitar falação sobre o que quer que fosse. A tal ponto que um dia, na revista em que trabalhava, resolveu-se juntar os falastrões numa só matéria, onde se expusessem ao ridículo. O que se viu foi um economista palpitando sobre balé e um bailarino a discursar sobre finanças. Deu a maior confusão, naturalmente. Mas a matéria deixou exposto um modismo jornalístico inaceitável.
(Adaptado de: WERNECK, Humberto. Esse inferno vai acabar . Porto Alegre, Arquipélago Editorial, 2011, p. 102-103)
A voz das celebridades
A propósito dos modismos jornalísticos: na ânsia de surpreender o leitor, houve a voga de colher opiniões de figuras públicas sobre assuntos que fugiam às suas especialidades. Botar o cirurgião célebre, por exemplo, para falar de arte cinematográfica, ou o jogador de futebol para comentar uma portaria do Banco Central. Quem vamos ouvir sobre este assunto? − perguntava-se nas redações, em sôfrega procura pelo enfoque “original”. Logo se destacaram, no picadeiro midiático, umas tantas figuras sempre prontas a deitar falação sobre o que quer que fosse. A tal ponto que um dia, na revista em que trabalhava, resolveu-se juntar os falastrões numa só matéria, onde se expusessem ao ridículo. O que se viu foi um economista palpitando sobre balé e um bailarino a discursar sobre finanças. Deu a maior confusão, naturalmente. Mas a matéria deixou exposto um modismo jornalístico inaceitável.
(Adaptado de: WERNECK, Humberto. Esse inferno vai acabar . Porto Alegre, Arquipélago Editorial, 2011, p. 102-103)
É correto compreender que, ao utilizar a expressão
Texto associado
Considere o texto abaixo para responder às questões de números 3 a 8.
A crítica sistemática da ligação entre discurso e poder adquire plena evidência na Idade Moderna, sobretudo a partir da luta que a cultura renascentista empreende contra a força da tradição eclesiástica e contra os preconceitos da nobreza e da monarquia por direito divino.
O combate acendeu-se à medida que o conhecimento científico precisou enfrentar a ditadura do magister dixit 1 aristotélico relançada pela Contrarreforma. A ciência cumpria então o objetivo de instaurar os métodos confiáveis da experiência e da indução e os procedimentos da dedução matemática. Para tanto, era necessário dissipar a névoa cerrada dos falsos conceitos que impediam o exercício do olhar racional da nova Astronomia e da nova Física.
Remover o princípio de autoridade foi a tarefa que se propuseram Erasmo e Rabelais, precedidos pela perícia filológica dos humanistas italianos do século XV. Lorenzo Valla, entre outros tantos, examinou documentos medievais e desmentiu a versão canônica da doação das terras vaticanas que o imperador Constantino teria feito ao bispo de Roma. A sua análise linguística provou que o latim do diploma de doação era “bárbaro”; um texto forjado, portanto, cuja língua não correspondia ao estilo oficial romano do século IV.
A denúncia das correntes hegemônicas, expressa em geral em tom satírico, terá sido o primeiro passo para constituir uma noção crítica de ideologia, antes mesmo do aparecimento do termo, que é do fim do século XVIII. O Dictionnaire étymologique 2 de Albert Dauzat dá como seu criador o filósofo Destutt de Tracy, em 1796.
A ruptura de um grupo intelectual ou de um movimento político com o estilo de pensar dominante abre neste a ferida do dissenso. Um pensamento de oposição traz consigo o momento da negatividade, contesta a autoridade, tida por natural, do poder estabelecido, acusa as suas incoerências e, muitas vezes, assume estrategicamente o olhar de um outro capaz de erodir a pseudovalidade do discurso corrente. Os períodos de crise cultural engendraram a suspeita de que pode não ser verdadeiro ou justo o sistema de valores que “toda gente” admite sem maiores dúvidas.
(Trecho citado de: BOSI, Alfredo. Ideologia e contraideologia : temas e variações. São Paulo, Companhia das Letras, 2010, p. 13-14.)
1 magister dixit: expressão latina que equivale a “o mestre disse”;
2 Dictionnaire étymologique: Dicionário etimológico.
A crítica sistemática da ligação entre discurso e poder adquire plena evidência na Idade Moderna, sobretudo a partir da luta que a cultura renascentista empreende contra a força da tradição eclesiástica e contra os preconceitos da nobreza e da monarquia por direito divino.
O combate acendeu-se à medida que o conhecimento científico precisou enfrentar a ditadura do magister dixit 1 aristotélico relançada pela Contrarreforma. A ciência cumpria então o objetivo de instaurar os métodos confiáveis da experiência e da indução e os procedimentos da dedução matemática. Para tanto, era necessário dissipar a névoa cerrada dos falsos conceitos que impediam o exercício do olhar racional da nova Astronomia e da nova Física.
Remover o princípio de autoridade foi a tarefa que se propuseram Erasmo e Rabelais, precedidos pela perícia filológica dos humanistas italianos do século XV. Lorenzo Valla, entre outros tantos, examinou documentos medievais e desmentiu a versão canônica da doação das terras vaticanas que o imperador Constantino teria feito ao bispo de Roma. A sua análise linguística provou que o latim do diploma de doação era “bárbaro”; um texto forjado, portanto, cuja língua não correspondia ao estilo oficial romano do século IV.
A denúncia das correntes hegemônicas, expressa em geral em tom satírico, terá sido o primeiro passo para constituir uma noção crítica de ideologia, antes mesmo do aparecimento do termo, que é do fim do século XVIII. O Dictionnaire étymologique 2 de Albert Dauzat dá como seu criador o filósofo Destutt de Tracy, em 1796.
A ruptura de um grupo intelectual ou de um movimento político com o estilo de pensar dominante abre neste a ferida do dissenso. Um pensamento de oposição traz consigo o momento da negatividade, contesta a autoridade, tida por natural, do poder estabelecido, acusa as suas incoerências e, muitas vezes, assume estrategicamente o olhar de um outro capaz de erodir a pseudovalidade do discurso corrente. Os períodos de crise cultural engendraram a suspeita de que pode não ser verdadeiro ou justo o sistema de valores que “toda gente” admite sem maiores dúvidas.
(Trecho citado de: BOSI, Alfredo. Ideologia e contraideologia : temas e variações. São Paulo, Companhia das Letras, 2010, p. 13-14.)
1 magister dixit: expressão latina que equivale a “o mestre disse”;
2 Dictionnaire étymologique: Dicionário etimológico.
O combate acendeu-se à medida que o conhecimento científico precisou enfrentar a ditadura do magister dixit aristotélico relançada pela Contrarreforma. A ciência cumpria então o objetivo de instaurar os métodos confiáveis da experiência e da indução e os procedimentos da dedução matemática. Para tanto , era necessário dissipar a névoa cerrada dos falsos conceitos que impediam o exercício do olhar racional da nova Astronomia e da nova Física. (2º parágrafo)
Com relação às expressões sublinhadas no parágrafo transcrito acima, é correto afirmar que
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 7, considere o texto abaixo.
O carnaval do Recife deve ao Galo da Madrugada sua repercussão nacional. O bloco foi num crescendo ano a ano e virou o espetáculo grandioso que é. Tem futuro promissor. Mas precisa ser encarado como um negócio a ser tocado cada vez mais profissionalmente.
O potencial do carnaval do Recife para crescer como um “negócio” poderá ser estimulado a beneficiar mais a cidade, gerando incremento de emprego, trabalho e renda nos hotéis, restaurantes, lanchonetes, oficinas de madeira e ferro, shoppings, meios de hospedagem em residências, segurança... entre outros segmentos ligados à cadeia produtiva do evento.
Para ampliar a dimensão desse carnaval, há que se explorar ainda mais o potencial do Recife Antigo e o de Olinda. Uma cidade que dispõe, a seu lado, de uma festa tão singular, alegre e irreverente como a da vizinha cidade já é por si só um produto comercializável e lucrativo. Nossa proposta pontual é fundir os dois carnavais e transformá-los na marca “Carnaval Recife-Olinda”. Isto vai “pegar” e potencializará uma maior atratividade nacional para a festa pernambucana. Que estado no Brasil dispõe de um conjunto de atrativos em uma única festa como o “Galo” estrondoso, o frevo, os blocos antigos, maracatus, bonecos gigantes, caboclinhos, tambores silenciosos, virgens de Olinda, escolas de samba, prévias tradicionais e até espaço poprock para os mais alternativos?
Qual caminho a seguir? Primeiro, institucionalizar a aliança entre Olinda e Recife. Em seguida, buscar os patrocínios e parcerias com as associações de bares e restaurantes, indústrias de bebidas, empresas de cartões de crédito, redes sociais e sites estratégicos. O estímulo para se conhecer o “Carnaval Recife-Olinda” já deverá estar em anúncios publicitários nesses sites ao menos três meses antes da festa. Isso despertará o interesse do público de diferentes localidades. É este o caminho para transformar Pernambuco num destino ainda mais procurado a partir de 2019.
(Adaptado de: LIMA, Mauro Ferreira. “Carnaval do Recife, proposta para crescer”. Disponível em: www.diariodepernambuco.com.br. 17.02.2018)
O carnaval do Recife deve ao Galo da Madrugada sua repercussão nacional. O bloco foi num crescendo ano a ano e virou o espetáculo grandioso que é. Tem futuro promissor. Mas precisa ser encarado como um negócio a ser tocado cada vez mais profissionalmente.
O potencial do carnaval do Recife para crescer como um “negócio” poderá ser estimulado a beneficiar mais a cidade, gerando incremento de emprego, trabalho e renda nos hotéis, restaurantes, lanchonetes, oficinas de madeira e ferro, shoppings, meios de hospedagem em residências, segurança... entre outros segmentos ligados à cadeia produtiva do evento.
Para ampliar a dimensão desse carnaval, há que se explorar ainda mais o potencial do Recife Antigo e o de Olinda. Uma cidade que dispõe, a seu lado, de uma festa tão singular, alegre e irreverente como a da vizinha cidade já é por si só um produto comercializável e lucrativo. Nossa proposta pontual é fundir os dois carnavais e transformá-los na marca “Carnaval Recife-Olinda”. Isto vai “pegar” e potencializará uma maior atratividade nacional para a festa pernambucana. Que estado no Brasil dispõe de um conjunto de atrativos em uma única festa como o “Galo” estrondoso, o frevo, os blocos antigos, maracatus, bonecos gigantes, caboclinhos, tambores silenciosos, virgens de Olinda, escolas de samba, prévias tradicionais e até espaço poprock para os mais alternativos?
Qual caminho a seguir? Primeiro, institucionalizar a aliança entre Olinda e Recife. Em seguida, buscar os patrocínios e parcerias com as associações de bares e restaurantes, indústrias de bebidas, empresas de cartões de crédito, redes sociais e sites estratégicos. O estímulo para se conhecer o “Carnaval Recife-Olinda” já deverá estar em anúncios publicitários nesses sites ao menos três meses antes da festa. Isso despertará o interesse do público de diferentes localidades. É este o caminho para transformar Pernambuco num destino ainda mais procurado a partir de 2019.
(Adaptado de: LIMA, Mauro Ferreira. “Carnaval do Recife, proposta para crescer”. Disponível em: www.diariodepernambuco.com.br. 17.02.2018)
O carnaval do Recife deve ao Galo da Madrugada sua repercussão nacional. (1º parágrafo)
Nessa frase, está pressuposto que
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 6, baseie-se no texto abaixo.
Juventude de hoje, de ontem e de amanhã
A juventude é estranha porque é a velhice do mundo passada indefinidamente a limpo. Uma geração lega à outra um magma de erros e sabedoria, de vícios e virtudes, de esperanças e desilusões. O jovem é o mais velho exemplar da humanidade. Pesa-lhe a herança dos conhecimentos acumulados; pesa-lhe o desafio do que não foi conquistado; a inadequação entre o idealismo e o egoísmo prático; pesa-lhe o inconsciente da raça, esta sessão espírita permanente, através da qual cada homem se comunica com os mortos.
No encontro de duas gerações, a que murcha e a que floresce, há uma irrisão dramática, um momento de culpas, apreensões e incertezas. As duas figuras se contemplam: o jovem é o passado do velho, e este é o futuro que o jovem contempla com horror. Assim, o momento desse encontro é um espelho cujas imagens o tempo deforma, sem que se desfaça, para o moço e para o velho, a sinistra impressão de que as duas figuras são uma coisa só, um homem só, uma tragédia só.
O poeta romântico inglês Shelley poderia ser o padrão do adolescente de todas as épocas: nasceu de família respeitável e rica, foi bonito, sincero, revoltado, idealista, violento, amoroso, apaixonado pela vida e pela morte, inteligente, confuso e, sobretudo, de uma sensibilidade crispada. Não era um monstro: seus atos eram a consequência lógica de suas ideias, da lealdade às suas crenças. E enquanto escrevia versos musicais, fecundados de amor cósmico, esperança e idealismo social, atirava-se feroz contra o conformismo do clero, a monarquia, as leis vigentes, o farisaísmo universal.
(Adaptado de CAMPOS, Paulo Mendes. O amor acaba. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 135-136)
Juventude de hoje, de ontem e de amanhã
A juventude é estranha porque é a velhice do mundo passada indefinidamente a limpo. Uma geração lega à outra um magma de erros e sabedoria, de vícios e virtudes, de esperanças e desilusões. O jovem é o mais velho exemplar da humanidade. Pesa-lhe a herança dos conhecimentos acumulados; pesa-lhe o desafio do que não foi conquistado; a inadequação entre o idealismo e o egoísmo prático; pesa-lhe o inconsciente da raça, esta sessão espírita permanente, através da qual cada homem se comunica com os mortos.
No encontro de duas gerações, a que murcha e a que floresce, há uma irrisão dramática, um momento de culpas, apreensões e incertezas. As duas figuras se contemplam: o jovem é o passado do velho, e este é o futuro que o jovem contempla com horror. Assim, o momento desse encontro é um espelho cujas imagens o tempo deforma, sem que se desfaça, para o moço e para o velho, a sinistra impressão de que as duas figuras são uma coisa só, um homem só, uma tragédia só.
O poeta romântico inglês Shelley poderia ser o padrão do adolescente de todas as épocas: nasceu de família respeitável e rica, foi bonito, sincero, revoltado, idealista, violento, amoroso, apaixonado pela vida e pela morte, inteligente, confuso e, sobretudo, de uma sensibilidade crispada. Não era um monstro: seus atos eram a consequência lógica de suas ideias, da lealdade às suas crenças. E enquanto escrevia versos musicais, fecundados de amor cósmico, esperança e idealismo social, atirava-se feroz contra o conformismo do clero, a monarquia, as leis vigentes, o farisaísmo universal.
(Adaptado de CAMPOS, Paulo Mendes. O amor acaba. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 135-136)
A afirmação inicial A juventude é estranha encontra em seguida uma justificativa quando o autor argumenta que os jovens,
Texto associado
Como as espécies irão reagir às mudanças climáticas
A presença de gases de efeito estufa na atmos-
fera tem aumentado cada vez mais nas últimas dé-
cadas. Desde o início da Revolução Industrial, em
1760, a concentração desses gases cresceu mais de
5 30%. Segundo o Painel Intergovernamental de Mu-
danças do Clima (IPCC, na sigla em inglês), até o fim
do século 21, a concentração de CO 2 pode chegar ao
dobro da atual. Desde 2012, diversos estudos vêm
sendo realizados na tentativa de desvendar o que irá
10 acontecer caso as previsões dos cientistas se con
cretizem.
O CO 2 , ou gás carbônico, é um dos principais
responsáveis pelo efeito estufa na atmosfera, pois
forma uma camada que impede que a radiação solar,
15 refletida pela superfície em forma de calor, se dissipe
no espaço, o que garante as condições de tempera-
tura e clima necessários para a existência da vida na
Terra.
As principais causas desse crescimento alar-
20 mante de gases de efeito estufa estão associadas
à queima de combustíveis fósseis, às mudanças no
uso do solo, à extinção de florestas, transformadas
em áreas agrícolas ou urbanas. Uma consequência
do aumento da concentração desses gases na at-
25 mosfera é a elevação da temperatura em até 5°C em
algumas regiões do planeta até o final do século. Por
exemplo, é esperada uma elevação da temperatura
de até 6°C na região amazônica, além da redução em
45% do volume de chuvas. Essas alterações climáti-
30 cas podem trazer diversas e catastróficas consequên-
cias, como ondas de calor e estiagens ou chuvas
concentradas em determinados períodos.
Tais fatores afetarão a biodiversidade (riqueza
e variedade do mundo natural) na Terra. Isso ocor-
35 re porque são as plantas, os animais e os micror-
ganismos que fornecem alimentos, remédios e boa
parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser
humano. Além disso, afetarão, também, as intera-
ções entre espécies, a estrutura dos ecossistemas e
40 a prestação de serviços ambientais, resultando em
grandes — e talvez irreversíveis — impactos à vida na
Terra.
Os efeitos das mudanças climáticas não são
semelhantes em todos os lugares, ou seja, conheci-
45 mentos obtidos em um ambiente não serão necessa-
riamente os mesmos em outros ambientes onde as
espécies são diferentes e organizadas de maneiras
distintas. Por exemplo, embora as espécies de plan-
tas possam apresentar respostas parecidas ao au-
50 mento do CO 2 e da temperatura — como altas taxas
de crescimento —, as consequências em um dado
ecossistema podem ser o domínio de uma
espécie com características invasoras, resultando em gran-
des problemas no funcionamento do ecossistema e
55 até na extinção de espécies e perda da biodiversi-
dade.
Pesquisadores de algumas universidades e cen-
tros de pesquisa brasileiros vêm realizando experi-
mentos a fim de conhecer os efeitos das mudanças
60 climáticas em espécies de interesse econômico: nati-
vas, invasoras ou cultivadas. Entre os aspectos mais
importantes a serem compreendidos, estão as altera-
ções no desenvolvimento e na fotossíntese das plan-
tas, e a consequência disso para as espécies que in-
65 teragem com elas. Por exemplo, se algumas plantas
sofrerem estresse pela elevação de temperatura em
determinadas fases do desenvolvimento, o resultado
pode ser devastador, comprometendo totalmente as
colheitas. Esse é um dos aspectos mais preocupan-
70 tes, no contexto de mudanças climáticas, por afetar
diretamente a disponibilidade de alimentos e a segu-
rança alimentar da humanidade.
Estudos como esses são de grande importân-
cia, pois só de plantas o Brasil tem em seu território
75 mais de 55 mil espécies (cerca de 22% da diversi-
dade mundial) em biomas bastante distintos: Ama-
zônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e
Pantanal.
O estado de alerta é mundial e crescente. A pre-
80 ocupação quanto ao futuro do planeta frente às mu-
danças climáticas aumentou o interesse em pesqui-
sas científicas nessa área, mas ainda há muito a ser
feito para que possamos entender como as espécies
irão se adaptar (ou não) ao novo cenário climático.
85 Assim, a ampliação desses estudos é fundamental
e urgente para que possamos eficientemente nos
adaptar e investir na mitigação dos impactos das mu-
danças climáticas.
BORDIGNON, L.; OKI, Y.; FARIA, A.P. Revista Ciência Hoje ,
341. 28 out. 2016. Disponível em:< http://www.cienciahoje.
org.br/revista/materia/id/1104/n/como_as_especies_irao_re-
agir_as_mudancas_climaticas>. Acesso em: 05 dez. 2017.
Adaptado.
A presença de gases de efeito estufa na atmos-
fera tem aumentado cada vez mais nas últimas dé-
cadas. Desde o início da Revolução Industrial, em
1760, a concentração desses gases cresceu mais de
5 30%. Segundo o Painel Intergovernamental de Mu-
danças do Clima (IPCC, na sigla em inglês), até o fim
do século 21, a concentração de CO 2 pode chegar ao
dobro da atual. Desde 2012, diversos estudos vêm
sendo realizados na tentativa de desvendar o que irá
10 acontecer caso as previsões dos cientistas se con
cretizem.
O CO 2 , ou gás carbônico, é um dos principais
responsáveis pelo efeito estufa na atmosfera, pois
forma uma camada que impede que a radiação solar,
15 refletida pela superfície em forma de calor, se dissipe
no espaço, o que garante as condições de tempera-
tura e clima necessários para a existência da vida na
Terra.
As principais causas desse crescimento alar-
20 mante de gases de efeito estufa estão associadas
à queima de combustíveis fósseis, às mudanças no
uso do solo, à extinção de florestas, transformadas
em áreas agrícolas ou urbanas. Uma consequência
do aumento da concentração desses gases na at-
25 mosfera é a elevação da temperatura em até 5°C em
algumas regiões do planeta até o final do século. Por
exemplo, é esperada uma elevação da temperatura
de até 6°C na região amazônica, além da redução em
45% do volume de chuvas. Essas alterações climáti-
30 cas podem trazer diversas e catastróficas consequên-
cias, como ondas de calor e estiagens ou chuvas
concentradas em determinados períodos.
Tais fatores afetarão a biodiversidade (riqueza
e variedade do mundo natural) na Terra. Isso ocor-
35 re porque são as plantas, os animais e os micror-
ganismos que fornecem alimentos, remédios e boa
parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser
humano. Além disso, afetarão, também, as intera-
ções entre espécies, a estrutura dos ecossistemas e
40 a prestação de serviços ambientais, resultando em
grandes — e talvez irreversíveis — impactos à vida na
Terra.
Os efeitos das mudanças climáticas não são
semelhantes em todos os lugares, ou seja, conheci-
45 mentos obtidos em um ambiente não serão necessa-
riamente os mesmos em outros ambientes onde as
espécies são diferentes e organizadas de maneiras
distintas. Por exemplo, embora as espécies de plan-
tas possam apresentar respostas parecidas ao au-
50 mento do CO 2 e da temperatura — como altas taxas
de crescimento —, as consequências em um dado
ecossistema podem ser o domínio de uma
espécie com características invasoras, resultando em gran-
des problemas no funcionamento do ecossistema e
55 até na extinção de espécies e perda da biodiversi-
dade.
Pesquisadores de algumas universidades e cen-
tros de pesquisa brasileiros vêm realizando experi-
mentos a fim de conhecer os efeitos das mudanças
60 climáticas em espécies de interesse econômico: nati-
vas, invasoras ou cultivadas. Entre os aspectos mais
importantes a serem compreendidos, estão as altera-
ções no desenvolvimento e na fotossíntese das plan-
tas, e a consequência disso para as espécies que in-
65 teragem com elas. Por exemplo, se algumas plantas
sofrerem estresse pela elevação de temperatura em
determinadas fases do desenvolvimento, o resultado
pode ser devastador, comprometendo totalmente as
colheitas. Esse é um dos aspectos mais preocupan-
70 tes, no contexto de mudanças climáticas, por afetar
diretamente a disponibilidade de alimentos e a segu-
rança alimentar da humanidade.
Estudos como esses são de grande importân-
cia, pois só de plantas o Brasil tem em seu território
75 mais de 55 mil espécies (cerca de 22% da diversi-
dade mundial) em biomas bastante distintos: Ama-
zônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e
Pantanal.
O estado de alerta é mundial e crescente. A pre-
80 ocupação quanto ao futuro do planeta frente às mu-
danças climáticas aumentou o interesse em pesqui-
sas científicas nessa área, mas ainda há muito a ser
feito para que possamos entender como as espécies
irão se adaptar (ou não) ao novo cenário climático.
85 Assim, a ampliação desses estudos é fundamental
e urgente para que possamos eficientemente nos
adaptar e investir na mitigação dos impactos das mu-
danças climáticas.
BORDIGNON, L.; OKI, Y.; FARIA, A.P. Revista Ciência Hoje ,
341. 28 out. 2016. Disponível em:< http://www.cienciahoje.
org.br/revista/materia/id/1104/n/como_as_especies_irao_re-
agir_as_mudancas_climaticas>. Acesso em: 05 dez. 2017.
Adaptado.
De acordo com o texto, os cientistas preveem que as alterações climáticas podem causar prejuízos à vida na Terra porque afetarão a biodiversidade.
O trecho que explica a importância da biodiversidade é:
Texto associado
Mobilidade e acessibilidade desafiam cidades
..
A população do mundo chegou, em 2011, à mar-
ca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte
cada vez maior vive nas cidades: em 2010, esse con-
tingente superou os 50% dos habitantes do planeta, e
5 até 2050 prevê-se que mais de dois terços da popula
ção mundial será urbana.
No Brasil, a população urbana já representa
84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É pre-
ciso, então, que questões de mobilidade e acessibili-
10 dade urbana passem a ser discutidas.
No passado, a noção de mobilidade era estreita-
mente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado, os
moradores de grande maioria das cidades brasileiras
lidam diariamente com congestionamentos insupor-
15 táveis, que causam enormes perdas. Isso, sem falar
no alto índice de mortes em vias urbanas do país.
Depreendemos daí que a dependência do automóvel
como meio de transporte é um fator que impede a
mobilidade urbana.
20 --- É importante investir em infraestrutura pedestre,
cicloviária e em sistemas mais eficazes e adequados
de ônibus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver
cidades mais acessíveis, onde a maior parte dos ser-
viços esteja próxima às moradias e haja opções de
25 transporte não motorizado para nos locomovermos.
..
BROADUS, V. Portal Mobilize Brasil . 16 jul. 2012. Disponível em: . Acesso em: 9 jul. 2018. Adaptado.
..
Glossário :
Mobilidade urbana – É a facilidade de locomoção das entre as diferentes zonas de uma cidade.
Acessibilidade urbana – É a garantia de condições às pessoas portadoras de defi ciência ou com mobilidade reduzida, para a utilização, com segurança e autonomia, dos espaços públicos.
..
A população do mundo chegou, em 2011, à mar-
ca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte
cada vez maior vive nas cidades: em 2010, esse con-
tingente superou os 50% dos habitantes do planeta, e
5 até 2050 prevê-se que mais de dois terços da popula
ção mundial será urbana.
No Brasil, a população urbana já representa
84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É pre-
ciso, então, que questões de mobilidade e acessibili-
10 dade urbana passem a ser discutidas.
No passado, a noção de mobilidade era estreita-
mente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado, os
moradores de grande maioria das cidades brasileiras
lidam diariamente com congestionamentos insupor-
15 táveis, que causam enormes perdas. Isso, sem falar
no alto índice de mortes em vias urbanas do país.
Depreendemos daí que a dependência do automóvel
como meio de transporte é um fator que impede a
mobilidade urbana.
20 --- É importante investir em infraestrutura pedestre,
cicloviária e em sistemas mais eficazes e adequados
de ônibus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver
cidades mais acessíveis, onde a maior parte dos ser-
viços esteja próxima às moradias e haja opções de
25 transporte não motorizado para nos locomovermos.
..
BROADUS, V. Portal Mobilize Brasil . 16 jul. 2012. Disponível em: . Acesso em: 9 jul. 2018. Adaptado.
..
Glossário :
Mobilidade urbana – É a facilidade de locomoção das entre as diferentes zonas de uma cidade.
Acessibilidade urbana – É a garantia de condições às pessoas portadoras de defi ciência ou com mobilidade reduzida, para a utilização, com segurança e autonomia, dos espaços públicos.