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4 questões encontradas
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Considere o poema de José Miguel Wisnik para responder às questões de números 1 a 5.

O anel que tu me deste
Não guardei nem esqueci
Ele nunca se quebrou
Fui eu que me perdi

O anel que tu me lembras
Meu escuro escondeu
Ele nunca se partiu
Quem partiu de si fui eu

Eu ainda não sabia
Que existia o puro dom
Que era feito de verdade
Desapego e solidão

Tudo então que nos unia
Numa voz e uma canção
Nele brilha solitário
Diamante escuridão

Sob a luz estroboscópica
Do agito de um salão
Que ainda dança a nossa volta
Com as décadas que se vão

Retiraste de teu dedo
Sem nenhuma hesitação
e o puseste com cuidado
Na palma da minha mão

Era a luz alucinada
De um estranho festival
Nada ali anunciava
O teu gesto e o cristal
O amor que tu me tinhas
Não tem nome nem lugar
Luz que vem da mesma liga
Do anel a nos ligar

( O anel . José Miguel Wisnik)

Considerado o contexto, observa-se a figura de linguagem "personificação" no verso que se encontra em:

A Sem nenhuma hesitação.
B O anel que tu me lembras.
C Que ainda dança a nossa volta.
D Retiraste de teu dedo.
E e o puseste com cuidado.
Órgão: Tribunal Regional Federal da 4ª Região Cargo: Técnico - Área: Administrativa - Especialidade: Agente da Polícia Judicial Prova: FCC - TRF 4 - Técnico - Área: Administrativa - Especialidade: Agente da Polícia Judicial - 2025
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 6, baseie-se no texto abaixo.

[Eternidade do guarda-chuva]

Ontem choveu demais e eu precisava ir a três pontos diferentes da cidade. Quando o moço do jornal veio apanhar a crônica que eu acabara de escrever, pedi-lhe que me comprasse um guarda-chuva que parecesse digno da classe média, e ele o fez com competência. Depois de cumprir meus afazeres voltei para casa, pendurei o guarda-chuva a um canto e me pus a contemplá-lo. Senti então uma certa simpatia por ele, meu velho rancor contra os guarda-chuvas cedeu lugar a um estranho carinho, e eu mesmo fiquei curioso para saber qual a origem desse carinho.
Pensando bem, ele talvez derive do fato de ser o guarda-chuva o objeto do mundo moderno mais infenso a mudanças. Sou apenas um quarentão, e praticamente nenhum objeto da minha infância existe mais em sua forma primitiva. De máquinas como telefone, automóvel etc., nem é bom falar. Mil pequenos objetos de uso mudaram de forma, de cor, de material; em alguns casos, é verdade, para melhor; mas mudaram.
O guarda-chuva tem resistido. Suas irmãs, as sombrinhas, já se entregaram aos piores desregramentos futuristas e tanto abusaram que até caíram de moda. Ele permaneceu austero, negro, com seu cabo e suas invariáveis varetas. De junco fino ou pinho vulgar, de algodão ou de seda animal, pobre ou rico, ele tem se mantido digno. Reparem que é um dos engenhos mais curiosos que O homem inventou; tem ao mesmo tempo algo de ridículo e de fúnebre, essa pequena barraca. Nada disso, entretanto, lhe tira o ar honrado. Entrou calmamente pela era atômica, e olha com ironia a arquitetura e os móveis chamados funcionais. Ele já era funcional muito antes de se usar esse adjetivo; e tanto que a fantasia, a inquietação e a ânsia de variedade do homem não conseguiram modificá-lo em coisa alguma.
Ali está ele, meio aberto, ainda molhado, choroso; descansa com uma espécie de humildade ou paciência humana; se tivesse liberdade de movimentos não duvido de que iria para cima do telhado quentar sol”, como fazem os urubus.

*quentar sol: forma popular para “esquentar ao sol"

(Adaptado de BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro: Record, 1978, p. 217-218)

Na relação do autor com o guarda-chuva comparece uma figura de linguagem conhecida como personificação , tal como se dá neste segmento:

A é um dos engenhos mais curiosos que o homem inventou (3º parágrafo)
B descansa com uma espécie de humildade (4º parágrafo)
C pedi-lhe que me comprasse um guarda-chuva (1º parágrafo)
D pendurei o guarda-chuva a um canto e me pus a contemplá-lo (1º parágrafo)
E fiquei curioso para saber qual a origem desse carinho (1º parágrafo)
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região Cargo: Analista Judiciário - Área Judiciária - Oficial de Justiça Avaliador Prova: FCC - TRT 15 - Analista Judiciário - Área Judiciária - Oficial de Justiça Avaliador - 2025
Texto associado
Atenção : Leia o conto “A condição geral”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder às questões de números 1 a 7.

O barro entendia que estavam abusando de sua docilidade para fabricar cerâmicas vulgares. A água queixou-se de recolher todas as imundícies da Terra, ela que sempre foi sinônimo de limpeza. O boi nem precisou falar: era a imagem da revolta contra o sacrifício da espécie - de todas as espécies imoladas. “E a mim?” - gemeu a árvore -, “a mim, que desempenho função vital no sistema da Terra, tacam-me fogo ou retalham-me a serra e o machado”.
Os quatro concordaram que não está direito. Reclamaram do homem, que lhes declarou que não podia fazer nada. Vive onerado de impostos, afligido de doenças, e mal tem tempo de se coçar. “Em vez de me coçar, acrescentou, “assisto a seriados americanos de televisão, enquanto não se inventa outra coisa. E me entedio. Voltem para seus lugares e guardem o que lhes digo. Vocês pensam que ser homem é fácil?”

(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis . São Paulo: Companhia das Letras, 2012)

Considerando o contexto, ocorre personificação no seguinte trecho do 2º parágrafo:

A mai tem tempo de se coçar.
B enquanto não se inventa outra coisa.
C Vive onerado de impostos.
D declarou que não podia fazer nada.
E Reclamaram do homem.
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região Cargo: Analista Judiciário - Área Administrativa - Especialidade: Contabilidade Prova: FCC - TRT 11 - Analista Judiciário - Área Administrativa - Especialidade: Contabilidade - 2024
Texto associado
Atenção : Leia o texto para responder às questões de números 9 a 14.

Vladimir Malakóvski: o profeta de um tempo que rugia

Apenas nove meses após a publicação do único livro do paraibano Augusto dos Anjos, Vladimir Maiakóvski lançava em Moscou sua primeira obra com título igual em russo: “Eu!”.
Ao contrário de Augusto dos Anjos, a família de Malakóvski não pertencia à aristocracia. Vladimir, que deu ao filho o seu nome, era um agente florestal na pequena Bagdádi, na Geórgia, à época integrante do império russo. Se Augusto dos Anjos valia-se da técnica do impressionismo para a composição de suas metáforas, Malakóvski dava a impressão de imaginar pinturas cubistas e em seguida, escrever um poema a partir dos quadros que existiam só na sua cabeça, transpondo para a escrita técnicas das artes plásticas.
Em 1913, ao estrear na literatura, Malakóvski não só pressentia a vibração do novo mundo que chegaria como o celebrava a plenos pulmões. Ao amigo, e colega de futurismo, Boris Pasternak, Malakóvski disse algo que poderia muito bem ser repetido a Augusto dos Anjos: “O senhor ama o relâmpago no céu enquanto eu, o ferro elétrico”.
(Disponível em: https://pernambucoravista.com.br/. Adaptado)

No título do artigo verifica-se o emprego da seguinte figura de linguagem:

A personificação.
B ironia.
C antitese.
D eufemismo.
E pleonasmo.