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Texto associado
Com referência à atuação do psicólogo no âmbito hospitalar, julgue
os seguintes itens.

Em unidade de terapia intensiva, o paciente vê-se diante de
muitos agentes estressores, que podem ocasionar reações
emocionais de diversos níveis com repercussões na sua
recuperação ou no seu tratamento.

C Certo
E Errado
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal Cargo: Residência em Área Profissional da Saúde Prova: CESPE/CEBRASPE - SES DF - Residência em Área Profissional da Saúde - 2016
Texto associado
Com referência à atuação do psicólogo no âmbito hospitalar, julgue
os seguintes itens.

Na divisão de atribuições profissionais em ambiente hospitalar,
a promoção da adaptação do paciente à hospitalização é
atribuição do médico, cabendo ao psicólogo atuar em fase
posterior, como no enfrentamento do adoecimento.

C Certo
E Errado
Órgão: Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal Cargo: Residência em Área Profissional da Saúde Prova: CESPE/CEBRASPE - SES DF - Residência em Área Profissional da Saúde - 2016

Para o trabalho do psicólogo na emergência, na internação e nas enfermarias dos hospitais, é frequente a recomendação do uso de técnicas de interpretação educativa, apoio, intelectualização, detenção da regressão emocional, estímulo da afirmação pessoal, etc.

O que todas essas técnicas possuem em comum e que justificam sua indicação é que

A são, predominantemente, egoicas, exigem poucos recursos pessoais do paciente e produzem resultados rapidamente.
B são condicionadas pela demanda de tratamento do paciente, prescindem do dispositivo clínico tradicional e têm orientação fenomenológica.
C envolvem tanto pacientes quanto familiares, são relativamente independentes do uso da palavra e objetivam efeitos paliativos
D tomam pouco do tempo do psicólogo hospitalar, permitindo sua disponibilidade para realização de tarefas mais emergenciais.
E possuem respaldo teórico já reconhecido e dotado de coerência epistemológica, fornecendo, portanto, legitimidade à prática do psicólogo hospitalar.

O psicólogo hospitalar pode vir a lidar com pacientes terminais.

Nessas situações, é importante que o psicólogo sustente, diante da equipe e da família do paciente,

A a necessidade de preservar as crianças do contato com a morte, orientando o comedimento em relação às visitações.
B a impossibilidade de ignorar o fracasso dos esforços curativos, sustentando a importância do distanciamento da equipe médica.
C a diferença entre a intervenção em saúde e convicções religiosas ou filosóficas que o paciente porventura mantenha em relação à morte, propondo distanciamento em relação ao tema.
D a irrelevância da busca pela capacidade de dizer a coisa certa para o paciente, fomentando uma atitude de escuta e acolhimento.
E os riscos envolvidos no uso de medicações contra a dor, promovendo o controle do acesso a esse recurso.

A Sala de Espera de um ambulatório oncológico é o local onde pacientes aguardam um atendimento, consulta ou resposta de diagnóstico, sendo um cenário tenso e de muitas expectativas e fantasias sobre um veredito, e um dos momentos mais difíceis para o paciente e para sua família.

Sendo assim, o trabalho do psicólogo em grupos de sala de espera de clínica oncológica deve ser visto como um(a)

A momento de pesquisa da história de vida do paciente para posterior controle da doença.
B espaço de aconselhamento em relação ao desamparo diante da doença ou da morte.
C espaço de maior informação e pesquisa dos efeitos psicossomáticos da quimioterapia.
D possibilidade de um espaço potencial de informação e trocas de vivências, em que o paciente possa flexibilizar expectativas e restaurar a luta por sua saúde.
E primeira fase de uma estratégia de terapia psicossomática da doença.

Historicamente, existe no caso brasileiro uma anterioridade da prática com relação à teoria. Nos episódios, nos empreendimentos institucionais, na construção de um campo próprio para a psicologia, verificamos que a técnica precede o conhecimento. Este, de maneira geral, permanece como um fundamento, cujo valor se esgota na derivação de uma ação prática [...].

Disponível em: . Acesso em: 26 abr. 2016. Adaptado.

Na história da Psicologia nos hospitais no Brasil, que característica corresponde ao que é apontado no texto?

A A utilização, desde a década de 1940, da psicologia no hospital como suporte teórico à prática médica.
B A anterioridade do surgimento de serviços de acompanhamento psicológico em relação à regulamentação da profissão de psicólogo.
C A contemporaneidade entre a demanda por atenção psicológica nos hospitais e a publicação das primeiras teses sobre psicossomática.
D A irregularidade do exercício da psicologia por profissionais médicos no início do séc. XX
E A apropriação das propostas da teoria psicanalítica para o embasamento do atendimento clínico no hospital.

O psicólogo de um hospital se apresenta a F., 54 anos, internado na Unidade de Tratamento Intensivo há 7 dias, consciente e responsivo. F. apresenta alucinações visuais, desorientação espaço temporal e fuga de ideias. O médico plantonista afirma não ter percebido tal quadro em seu último plantão, três dias antes. A enfermagem comenta que o paciente estava entubado até a véspera. Um familiar, questionado, informa que F. trabalha como advogado e que levava uma vida normal e nunca havia apresentado tais sintomas.

De acordo com as informações disponíveis, a conduta a ser adotada pelo psicólogo deverá ser a de

A diagnosticar uma psicose endógena e orientar o paciente a buscar tratamento psiquiátrico, após a alta hospitalar.
B explicar, cuidadosamente, ao paciente, a situação em que se encontra para favorecer o enfrentamento da crise sem a fuga da realidade.
C orientar os familiares para a situação nova em que o paciente se encontrará após a alta hospitalar, intermediando a criação de uma rede que permita o tratamento de sua psicopatologia
D sustentar, diante da equipe, a importância de introduzir, no tratamento do paciente, medicações específicas para combater os sintomas descritos.
E oferecer referências espaçotemporais e subjetivas, promovendo a comunicação com o paciente e agenciando sua relação com o mundo.

Considerando-se a atuação de cinco psicólogos empregados em um hospital, e respeitando-se as definições do Conselho Federal de Psicologia e a literatura da área, caracteriza-se como um psicólogo hospitalar aquele que atua

A no setor de reabilitação do hospital, planejando, implementando e coordenando intervenções de profilaxia e tratamento de problemas relacionados ao desenvolvimento psicomotor dos pacientes.
B em equipe interdisciplinar no setor de cardiologia, avaliando e acompanhando intercorrências psíquicas dos pacientes cirúrgicos, intervindo nas relações do paciente com a equipe médica e com sua família.
C com outros profissionais, na elaboração e planejamento de campanhas de educação para a saúde (contra abuso de substâncias, por exemplo) e prevenção de doenças, estabelecendo os melhores meios e estratégias de divulgação.
D individualmente, acompanhando pacientes internados que serão submetidos a procedimentos de risco, aos quais oferta atendimento individual ou em grupo, utilizando técnicas de intervenção orientadas pela psicanálise.
E elaborando atividades que favorecem a constituição e a manutenção das equipes interdisciplinares, detectando os problemas relacionais e intervindo sobre eles e avaliando a necessidade de programas de capacitação

A nomenclatura psicologia hospitalar é quase exclusivamente brasileira. Em outras partes do mundo, a prática assim descrita se inclui no campo da psicologia da saúde.

Do ponto de vista da assistência, que característica da psicologia nos hospitais vem sustentar essa peculiaridade brasileira?

A A participação equilibrada em todas as fases do atendimento, seguindo o modelo sanitarista.
B A utilização do modelo biopsicossocial visando a articular os fatores biológicos, comportamentais e sociais nos processos de saúde e doença.
C A ênfase nas ações de prevenção por oposição ao controle das doenças, de acordo com o modelo higienista
D A preponderância da atuação nos âmbitos secundário e terciário de atenção à saúde, seguindo o modelo clínico/assistencialista.
E A escolha do modelo comunitário para a promoção e educação para a saúde, capacitando agentes multiplicadores.