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O aspecto principal desse transtorno é um sério comprometimento no desenvolvimento da coordenação motora, que não é
explicável unicamente em termos de retardo intelectual global ou qualquer transtorno neurológico congênito ou adquirido
específico (a não ser aquele que possa estar implícito na anormalidade da coordenação). É usual que a inabilidade motora
esteja associada a algum grau de desempenho comprometido em tarefas cognitivas visuoespaciais. O transtorno aqui descrito
está classificado na CID-10 como F82 e inclui a seguinte condição:

A Distrofia muscular.
B Anormalidades de marcha e mobilidade.
C Paralisia cerebral.
D Síndrome da criança desajeitada.
E Falta de coordenação secundária a retardo mental.
Texto associado
Atenção: Considere o caso a seguir para responder às questões de números 47 a 49.

__ M.N.E., 78 anos, apresenta quadro no qual não se alimenta há 1 semana referindo estar morta, solicita aos familiares para comprar um caixão, em que deve ser enterrada. Nas últimas 24 horas parou de falar com as pessoas e passou a não reagir quando chamada. No último mês a família diz que estava mais isolada e pouco comunicativa, queixando-se de desânimo e não querendo ver os netos e os filhos. Neste período emagreceu 4 kg e vem se queixando de dificuldade para dormir. Há quinze dias pediu para suspender o almoço de domingo (“não sei se consigo cozinhar”, “minha cabeça está vazia”). Familiar informa que ao longo dos últimos dias tem passado cada vez mais tempo na cama, sem se movimentar, falando pouco e baixo e com temática de morte. Tem antecedente psiquiátrico de quadros depressivos e ansiosos com vários episódios ao longo da vida. Já fez uso de fluoxetina (60 mg), venlafaxina (75 mg), mirtazapina (30 mg), buspirona (15 mg) e mantém uso atual de clonazepan 1 mg à noite, sertralina 50 mg ao dia prescrita pelo cardiologista. Faz seguimento clínico para hipertensão e diabetes.

O tratamento de escolha para o diagnóstico da paciente é:

A Eletroconvulsoterapia.
B Lítio.
C Ácido Valpróico com aumento gradual.
D Haloperidol e troca da sertralina por vortioxetina.
E Estimulação magnética transcraniana após aumento do clonazepam.

Considere as assertivas abaixo em relação às diferenças entre envelhecimento normal e Doença de Alzheimer:

I. No envelhecimento normal há o esquecimento de alguns nomes ou fatos, podendo ser lembrados posteriormente.
II. Na doença de Alzheimer, o esquecimento leva a prejuízo da vida diária e o paciente não percebe o esquecimento.
III. Os erros no envelhecimento normal são frequentes, impactando nas tarefas relativas às atividades instrumentais de vida diária.
IV. Na doença de Alzheimer o paciente apresenta capacidade preservada para resolver problemas, porém mostra lentificação nas atividades. As atividades de vida diária instrumentais estão preservadas.
V. Na doença de Alzheimer as atividades básicas de vida diária são as primeiras a serem prejudicadas.

Está correto o que se afirma APENAS em

A II, III e IV.
B I e V.
C I e II.
D I, IV e V.
E II e III.
Texto associado
Atenção: Considere o caso clínico a seguir para responder às questões de números 50 a 53.

J.A., 24 anos, solteira, estudante universitária de engenharia, apresenta quadro importante de agitação, acompanhada de aceleração do pensamento, fala rápida, com dificuldade de permanecer no mesmo assunto. Quando questionada, paciente fala sentir-se triste e desanimada e pede um remédio para essa tristeza, chegando a rir e chorar na entrevista. A família nega antecedentes de quadros depressivos no passado. Informa que nas últimas 2 semanas tem dormido pouco, passando a noite acordada querendo jogar videogame de dança em casa. No último final de semana foi ao shopping e gastou quase 10 mil reais em compras para os amigos da faculdade. Conta que adora sair “para a balada” e que tem bebido bastante (“não me lembro bem do que ocorreu nas noites passadas”). Paciente apresenta-se, ao exame psíquico, consciente, orientada, atenção preservada, porém, com distratibilidade frente a estímulos; por vezes, chora na entrevista, apresentando grande labilidade emocional, pensamento com perda da direção e presença de arborizações; crítica prejudicada quanto ao estado mórbido. Paciente vem saindo muito à noite e postando fotos provocativas nas redes sociais. Diz querer “namorar muito”. Familiar nega conhecimento de uso de drogas ilícitas. Informa que paciente iniciou uso de lisdexanfetamina (50 mg) há cerca de 2 meses devido à dificuldade de estudar para provas e que o “curso de engenharia era muito puxado e ela sentia ter déficit de atenção e não conseguir se concentrar o suficiente para acompanhar o curso”. Nos últimos semestres, familiar refere que J.A. vinha sobrecarregada e se dizia “exausta” e que o uso da medicação ajudou “a dar conta da faculdade”. Familiar informa que tem tido dificuldade de manter a paciente em casa e que, por vezes, ela se mostra agressiva quando alguém tenta impedir que saia.

Um importante diagnóstico diferencial para esse caso seria:

A Depressão bipolar secundária a burnout.
B Transtorno de humor induzido por medicação (anfetamina).
C Psicose esquizofrênica.
D Transtorno dissociativo (amnésia lacunar).
E Síndrome mental orgânica: delirium anticolinérgico .

É uma demência rapidamente progressiva, seguida de disfunção extrapiramidal e, em alguns casos, de esclerose lateral amiotrófica. No local onde foi originalmente descrita, ocorre com alta frequência entre a população indígena, afetando duas vezes mais homens que mulheres; sabe-se agora que ela ocorre também em Papua Nova Guiné e no Japão. Está classificada na CID-10 como F02.8 e corresponde a(o):

A Demência na coréia de Huntington.
B Demência na paralisia agitada.
C Demência de Pagudpud.
D Encefalite subaguda de Palaui.
E Complexo parkinsonismo-demência de Guam.
Texto associado
Atenção: Considere o caso clínico a seguir para responder às questões de números 50 a 53.

J.A., 24 anos, solteira, estudante universitária de engenharia, apresenta quadro importante de agitação, acompanhada de aceleração do pensamento, fala rápida, com dificuldade de permanecer no mesmo assunto. Quando questionada, paciente fala sentir-se triste e desanimada e pede um remédio para essa tristeza, chegando a rir e chorar na entrevista. A família nega antecedentes de quadros depressivos no passado. Informa que nas últimas 2 semanas tem dormido pouco, passando a noite acordada querendo jogar videogame de dança em casa. No último final de semana foi ao shopping e gastou quase 10 mil reais em compras para os amigos da faculdade. Conta que adora sair “para a balada” e que tem bebido bastante (“não me lembro bem do que ocorreu nas noites passadas”). Paciente apresenta-se, ao exame psíquico, consciente, orientada, atenção preservada, porém, com distratibilidade frente a estímulos; por vezes, chora na entrevista, apresentando grande labilidade emocional, pensamento com perda da direção e presença de arborizações; crítica prejudicada quanto ao estado mórbido. Paciente vem saindo muito à noite e postando fotos provocativas nas redes sociais. Diz querer “namorar muito”. Familiar nega conhecimento de uso de drogas ilícitas. Informa que paciente iniciou uso de lisdexanfetamina (50 mg) há cerca de 2 meses devido à dificuldade de estudar para provas e que o “curso de engenharia era muito puxado e ela sentia ter déficit de atenção e não conseguir se concentrar o suficiente para acompanhar o curso”. Nos últimos semestres, familiar refere que J.A. vinha sobrecarregada e se dizia “exausta” e que o uso da medicação ajudou “a dar conta da faculdade”. Familiar informa que tem tido dificuldade de manter a paciente em casa e que, por vezes, ela se mostra agressiva quando alguém tenta impedir que saia.

O tratamento inicial mais indicado para essa paciente seria:

A Manter lisdexanfetamina em 50 mg e associar haloperidol com prometazina IM.
B Aumentar para 70 mg a lisdexanfetamina e associar bupropiona.
C Reduzir para 30 mg a lisdexanfetamina e iniciar venlafaxina.
D Suspender lisdexanfetamina e iniciar quetiapina.
E Manter lisdexanfetamina em 50 mg e iniciar quetamina para reduzir risco de suicídio.

K.W.S., 35 anos, sexo feminino, possui história de inúmeras visitas a diferentes médicos nos últimos 10 anos, apresentando
sempre múltiplos sintomas que têm interferido em sua vida. Acaba recebendo medicações excessivas, já foi hospitalizada
algumas vezes para investigação, sendo que em duas delas chegou a ser submetida a cirurgia exploradora, mas o seu quadro
clínico não encontra explicação dos clínicos gerais e dos cirurgiões que a avaliam. Recentemente, foi solicitada interconsulta
com o psiquiatra, que considerou seu caso compatível com F48.8 (CID-10), correspondendo ao transtorno de:

A Dandy-Walker.
B Caenis.
C Bianchi.
D Briquet.
E Hunt.

Em uma perícia médica, o Psiquiatra suspeitava de simulação por parte do periciado. Devido a essa suspeita, o profissional adotou algumas cautelas na entrevista, para sua melhor condução. Qual das seguintes alternativas aponta cautelas corretas para essa entrevista, de acordo com a suspeita de simulação?

A Fazer perguntas abertas, fazer uma entrevista curta e estimular a confrontação.
B Fazer perguntas fechadas, fazer uma entrevista curta e evitar a confrontação.
C Fazer perguntas abertas, fazer uma entrevista prolongada e evitar a confrontação.
D Fazer perguntas fechadas, fazer uma entrevista prolongada e estimular a confrontação.

A respeito do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH), assinale a alternativa correta, segundo o DSM-5.

A O TDAH é mais frequente no sexo feminino do que no masculino na população em geral tanto na infância quanto na idade adulta.
B Na população em geral, o TDAH é mais frequente no sexo feminino do que no masculino na infância, e é mais frequente no sexo masculino do que no sexo feminino, na idade adulta.
C Na população em geral, o TDAH é mais frequente no sexo masculino do que no feminino na infância, e é mais frequente no sexo feminino do que no sexo masculino, na idade adulta.
D O TDAH é mais frequente no sexo masculino do que no feminino na população em geral tanto na infância quanto na idade adulta.

Um homem, de 35 anos, recebeu o diagnóstico de Transtorno Obsessivo- Compulsivo de seu Psiquiatra. No seu tratamento farmacológico, foram prescritos um Inibidor Seletivo da Recaptação de Serotonina, em dosagem alta, e um Antipsicótico Atípico, em baixa dosagem. Qual das seguintes alternativas apresenta a combinação medicamentosa usada no tratamento desse paciente?

A Paroxetina e Trifluoperazina.
B Escitalopram e Aripiprazol.
C Venlafaxina e Ziprasidona.
D Fluoxetina e Flufenazina.