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Leia o soneto “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão. Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, Depois da Luz se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas a alegria. Porém, se acaba o Sol, por que nascia? Se é tão formosa a Luz, por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza, Na formosura não se dê constância, E na alegria sinta-se tristeza. Começa o mundo enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. ( Poemas escolhidos , 2010.)

Em “Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,” (1ª estrofe), a conjunção aditiva “e” assume valor

A causal.
B alternativo.
C conclusivo.
D adversativo.
E explicativo.
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Leia o texto para responder a questão . Ao leitor: A gravidez como ela é Li há alguns meses uma crônica em que a escritora, grávida, desabafava: “estar grávida é estranho”. Dizia que não conseguia soltar fogos de artifício, que o corpo dela estava esquisito, que sentia cansaço e angústia. E que se achava uma E.T. por sentir tudo isso – afinal, grávidas devem ser felizes e gratas. Eu, também grávida de minha segunda filha, me identifiquei prontamente. Estar grávida é estranho mesmo. Por nove meses, nosso corpo se transforma completamente para formar um outro ser. Pode ser lindo, mas também é dolorido. Pode ser mágico, mas também é angustiante. E, junto com as transformações físicas, vem uma avalanche de dúvidas, de regras, de medos. Estar grávida não é fácil. Mais difícil ainda é passar por isso sem informação. Sem saber no que acreditar, que regras seguir, o porquê de estar sentindo tudo aquilo. Como gestante, sentia falta de publicações que questionassem, que polemizassem, que tivessem coragem de tocar em alguns pontos que, por vezes, tirassem da gravidez o revestimento de encanto e, da grávida, a aura imaculada. Mergulhando nesse universo, vimos que o tema é ainda mais complexo do que podíamos imaginar. Neste especial, você não encontrará lista de enxoval, sintomas de trabalho de parto nem dicas para fazer o bebê dormir. Mas vai ter informações preciosas sobre esse período de revolução na sua vida – o antes, o durante e o depois da gravidez. Para entender o que está de fato acontecendo e ter as ferramentas para tomar as decisões que fazem sentido para você. A gravidez pode continuar sendo uma coisa estranha, mas não será mais tão desconhecida. Para mim, foi transformador. Espero que seja para você também. Boa leitura, Marina Bessa editora ( Superinteressante , edição especial, março de 2018. Adaptado)

O texto foi publicado na revista na seção “Ao leitor”, espaço em que o editor se dirige aos seus leitores e justifica aspectos temáticos relevantes da publicação. Especialmente contendo tema de interesse do público feminino, o texto procura mostrar que a edição

A mostra a realidade da gravidez às mulheres que desejam ser mães, enfatizando os sintomas marcantes do trabalho de parto e os cuidados iniciais com o bebê.
B oferece uma série de informações sobre tema tão complexo, tratando prioritariamente de abordá-lo por um viés mais informativo e menos idealizado.
C analisa a gravidez na ótica de duas mães, com experiências que podem ajudar às mulheres em geral a decidirem se querem ou não ter filhos.
D pretende ser um manual prático para as mulheres que desejam ser mães, com dicas para cuidar de suas questões de saúde e também dos bebês.
E visa resgatar, por meio de uma série de textos, a visão da gravidez como um momento especial na vida das mulheres, que deve ser alegre e entusiasta.
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Leia o trecho inicial do conto “A doida”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão. A doida habitava um chalé no centro do jardim maltratado. E a rua descia para o córrego, onde os meninos costumavam banhar-se. Era só aquele chalezinho, à esquerda, entre o barranco e um chão abandonado; à direita, o muro de um grande quintal. E na rua, tornada maior pelo silêncio, o burro que pastava. Rua cheia de capim, pedras soltas, num declive áspero. Onde estava o fiscal, que não mandava capiná-la? Os três garotos desceram manhã cedo, para o banho e a pega de passarinho. Só com essa intenção. Mas era bom passar pela casa da doida e provocá-la. As mães diziam o contrário: que era horroroso, poucos pecados seriam maiores. Dos doidos devemos ter piedade, porque eles não gozam dos benefícios com que nós, os sãos, fomos aquinhoa dos. Não explicavam bem quais fossem esses benefícios, ou explicavam demais, e restava a impressão de que eram todos privilégios de gente adulta, como fazer visitas, receber cartas, entrar para irmandades. E isso não comovia ninguém. A loucura parecia antes erro do que miséria. E os três sentiam-se inclinados a lapidar 1 a doida, isolada e agreste no seu jardim. Como era mesmo a cara da doida, poucos poderiam dizê-lo. Não aparecia de frente e de corpo inteiro, como as outras pessoas, conversando na calma. Só o busto, recortado numa das janelas da frente, as mãos magras, ameaçando. Os cabelos, brancos e desgrenhados. E a boca inflamada, soltando xingamentos, pragas, numa voz rouca. Eram palavras da Bíblia misturadas a termos populares, dos quais alguns pareciam escabrosos, e todos fortíssimos na sua cólera. Sabia-se confusamente que a doida tinha sido moça igual às outras no seu tempo remoto (contava mais de sessenta anos, e loucura e idade, juntas, lhe lavraram o corpo). Corria, com variantes, a história de que fora noiva de um fazendeiro, e o casamento uma festa estrondosa; mas na própria noite de núpcias o homem a repudiara, Deus sabe por que razão. O marido ergueu-se terrível e empurrou-a, no calor do bate-boca; ela rolou escada abaixo, foi quebrando ossos, arrebentando-se. Os dois nunca mais se veriam. Já outros contavam que o pai, não o marido, a expulsara, e esclareciam que certa manhã o velho sentira um amargo diferente no café, ele que tinha dinheiro grosso e estava custando a morrer – mas nos racontos 2 antigos abusava-se de veneno. De qualquer modo, as pessoas grandes não contavam a história direito, e os meninos deformavam o conto. Repudiada por todos, ela se fechou naquele chalé do caminho do córrego, e acabou perdendo o juízo. Perdera antes todas as relações. Ninguém tinha ânimo de visitá-la. O padeiro mal jogava o pão na caixa de madeira, à entrada, e eclipsava-se. Diziam que nessa caixa uns primos generosos mandavam pôr, à noite, provisões e roupas, embora oficialmente a ruptura com a família se mantivesse inalterável. Às vezes uma preta velha arriscava-se a entrar, com seu cachimbo e sua paciência educada no cativeiro, e lá ficava dois ou três meses, cozinhando. Por fim a doida enxotava-a. E, afinal, empregada nenhuma queria servi-la. Ir viver com a doida, pedir a bênção à doida, jantar em casa da doida, passaram a ser, na cidade, expressões de castigo e símbolos de irrisão 3 . Vinte anos de uma tal existência, e a legenda está feita. Quarenta, e não há mudá-la. O sentimento de que a doida carregava uma culpa, que sua própria doidice era uma falta grave, uma coisa aberrante, instalou-se no espírito das crianças. E assim, gerações sucessivas de moleques passavam pela porta, fixavam cuidadosamente a vidraça e lascavam uma pedra. A princípio, como justa penalidade. Depois, por prazer. Finalmente, e já havia muito tempo, por hábito. Como a doida respondesse sempre furiosa, criara-se na mente infantil a ideia de um equilíbrio por compensação, que afogava o remorso. Em vão os pais censuravam tal procedimento. Quando meninos, os pais daqueles três tinham feito o mesmo, com relação à mesma doida, ou a outras. Pessoas sensíveis l amentavam o fato, sugeriam que se desse um jeito para internar a doida. Mas como? O hospício era longe, os parentes não se interessavam. E daí – explicava-se ao forasteiro que porventura estranhasse a situação – toda cidade tem seus doidos; quase que toda família os tem. Quando se tornam ferozes, são trancados no sótão; fora disto, circulam pacificamente pelas ruas, se querem fazê-lo, ou não, se preferem ficar em casa. E doido é quem Deus quis que ficasse doido... Respeitemos sua vontade. Não há remédio para loucura; nunca nenhum doido se curou, que a cidade soubesse; e a cidade sabe bastante, ao passo que livros mentem. (Contos de aprendiz, 2012.) 1 lapidar: apedrejar. 2 raconto: relato, narrativa. 3 irrisão: zombaria.

“Corria, com variantes, a história de que fora noiva de um fazendeiro, e o casamento uma festa estrondosa; mas na própria noite de núpcias o homem a repudiara, Deus sabe por que razão.” (4° parágrafo) Ao empregar a expressão “Deus sabe por que razão”, o narrador reforça, em relação à história divulgada, o seu caráter

A fantasioso.
B dramático.
C religioso.
D incerto.
E popular.

A afirmativa abaixo que é inadequada em relação às narrativas é:

A toda narrativa implica mudanças de situações ou estados.
B as narrativas implicam uma causalidade na intriga.
C todas as narrativas mostram personagens humanos ou humanizados.
D uma narrativa mostra sempre uma integração de ações.
E os relatos narrativos implicam sempre um narrador personagem.

“Era uma vez um rei muito rico que só tinha uma filha. A moça era linda e muito alegre e, como o rei era viúvo, a filha era toda a sua vida. Num belo dia, não se sabe por quê, a linda princesa perdeu a alegria, passando a ser uma moça solitária e tristonha. (A Princesa Triste – Anônimo) Uma narrativa traz sempre um fato narrativo inicial a partir do qual todos os outros fatos se sucedem; o fato narrativo inicial desse segmento narrativo é:

A “Era uma vez um rei muito rico”.
B “[O rei] só tinha uma filha”.
C “A moça era linda e muito alegre”.
D “...a linda princesa perdeu a alegria”
E “...passando a ser uma moça solitária e tristonha”.

O segmento abaixo que pode ser enquadrado entre os acontecimentos e não entre as ações de uma narrativa é:

A “Em função do atentado em Londres, todos os policiais foram escalados para a vigilância das ruas”.
B “A chuva alagou todas as ruas do Rio, provocando enchentes em vários bairros”.
C “Os bandidos dinamitaram uma série de estabelecimentos bancários no interior de Minas”.
D “A menina sentou-se na cadeira de balanço e ficou admirando o céu”.
E “A mulher consegui saltar do carro em movimento, escapando do perigo”.

O fragmento textual abaixo que não apresenta humanização do personagem animal é:

A Não chovia há muitos e muitos meses, de modo que os animais ficaram inquietos. Não se sabia se ia chover logo, ou se ainda ia demorar.
B Morreu a colibri. Morreu rápido, fácil, sem dores ou aflições. Morreu como um passarinho. Sua única tristeza, ao partir, parecia a certeza de que, como todos os colibris, o esposo morreria assim que ela abandonasse o mundo
C Em certo dia de data incerta, um galo velho e uma galinha nova encontraram-se no fundo de um quintal e, entre uma bicada e outra, trocaram impressões sobre como o mundo estava mudado
D O leão fugido do circo vinha correndo pela rua quando viu um senhor à sua frente. Aí caminhou pé ante pé, bateu delicadamente nas costas do senhor e disse, disfarçando a voz leonina o mais possível: “Cavalheiro, tenha cuidado e muita calma: acabei de ouvir dizer que um macaco fugiu do circo agora mesmo”.
E Saiu o leão a fazer sua pesquisa estatística para verificar se ainda era o Rei das Selvas.

As vantagens de minha invenção sobre todos os outros instrumentos que têm o mesmo propósito, são o corte rápido e preciso, assim como a facilidade com que pode ser feito -, uma criança pode usá-lo sem dificuldade e sem correr riscos; o cortador curvo pode ser removido caso precise ser substituído, o que torna possível reaproveitar as outras partes do instrumento, e evita gastos. O furador também faz um orifício na lata sem que o líquido espirre, como ocorre nos instrumentos em que o orifício é feito com um golpe. (Henry Petroski, A evolução das coisas úteis). O texto acima:

A exemplifica um texto de publicidade e não de propaganda, pois trabalha no campo ideológico e não no comercial.
B valoriza indiretamente o mundo capitalista.
C não tem seu anunciante identificado.
D mistura uma mensagem linguística com uma mensagem imagística.
E dirige sua mensagem para um público-alvo identificado como o alto empresariado.

A alternativa abaixo em que ocorre uma premissa seguida de uma conclusão é:

A Foi ouvido um barulho na cozinha / a cozinheira já chegou.
B O restaurante deve estar cheio de clientes / o estacionamento está lotado.
C O Vasco da Gama vai ganhar o jogo / o time do Vasco vai jogar completo.
D Os carros novos chegarão ao mercado mais caros / os carros novos estão equipados com tecnologia moderníssima.
E Os empresários vão ficar felizes / os empresários passam a receber este mês novos financiamentos.

Um princípio geral de formulação textual diz que, a primeira vez em que é citada, uma entidade deve ser precedida de artigo indefinido e, quando citada pela segunda vez e outras, deve ser precedida do artigo definido. Ocorre, porém, que, em alguns casos, mesmo citadas pela primeira vez, algumas entidades aparecem precedidas de artigo definido. Uma das razões é quando se trata de uma entidade emoldurada, ou seja, quando um vocábulo anterior faz supor a nova entidade como já conhecida. A frase abaixo que exemplifica o que se afirma acima é:

A Um carro entrava na garagem com os pneus furados.
B Uma aluna aproximou-se do policial que estava na esquina.
C Uma das passageiras dirigiu-se ao guarda sentado a seu lado.
D Um dia, todos voltaremos ao lugar onde nascemos.
E Umas férias vou tirar no ano que vem.