QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
77 questões encontradas

Indique o trecho narrativo a seguir em que a sucessão cronológica entre as ações sublinhadas ocorre por motivação / ação:

A O ônibus derrapou na mancha de óleo na pista e chocou-se contra a parede do colégio,
B Lembrou-se do aniversário do filho e comprou-lhe um agasalho para o inverno.
C Comprou um bilhete de loteria e ficou rico.
D Se fosse até a cidade naquela tarde, compraria o livro,
E Apesar de ter chovido , nada ficara alagado.

A frase abaixo que não apresenta intertextualidade com um texto amplamente conhecido é:

A A Universidade Santa Úrsula adverte: frequentar certos cursos faz mal ao bolso!
B A situação econômica do Brasil é grave e quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça: todos devemos colaborar para que isso não piore!
C A ocasião faz o roubo, pois o ladrão já nasce feito!
D Acreditar ou não nas religiões: eis a questão!
E Juntos salvaremos o Brasil!

O processo de discursivização corresponde a um conjunto de operações que se encarregam de transformar a língua em discurso, ou seja, que fazem a passagem do significado (sentido de língua) para a significação (sentido de discurso). De fato, vocábulos como homem, bondoso, viajar etc. possuem tãosomente um sentido potencial e só ganham sentido real quando atualizados discursivamente: «o homem é mortal» ,« as criaturas bondosas ganham o reino dos céus», «os turistas japoneses viajam por todo o mundo». Como fazer para que o significado ganhe significação? Para isso são necessárias algumas operações: operação de semiotização, que consiste na nomeação dos seres do mundo, reais ou fictícios (entidades), das ações e estados ligados a essas entidades (processos) e das características a elas atribuídas (atributos). Observe a seguinte frase: Prefiro um cachorro amigo que um amigo cachorro. Nessa frase, o vocábulo “cachorro”:

A passa de entidade a atributo.
B muda de atributo para entidade.
C exerce o papel de atributo nos dois casos.
D transforma-se em processo na segunda frase.
E exerce o papel de entidade nos dois casos.

“W.E.Collinson, baseado em um artigo de G. Devoto, mostra as seguintes diferenças entre sinônimos: um termo mais geral que outro, um termo mais intenso que outro, um termo mais emotivo que outro, um termo que implica aprovação ou censura, um termo é mais profissional que outro, um termo é mais literário que outro, um termo é mais coloquial que outro, um termo é mais local ou dialetal que outro, um dos sinônimos pertence à fala infantil; algumas dessas categorias trazem subdivisões. O par abaixo que mostra um termo sinônimo de conteúdo mais geral que o anterior é:

A companheiro/amigo.
B rico/milionário.
C martelo/ferramenta.
D sentimento/amor.
E demência/loucura.

Na organização de um texto, há elementos anafóricos e catafóricos; o enunciado abaixo em que o termo sublinhado tem função catafórica é:

A A situação atual é de crise, mas é preciso enfrentá- la com coragem.
B Cheguei à conclusão de que isto é o mais importante: não perder o emprego.
C Trabalhar sempre: esse é o segredo do sucesso.
D Novos assaltos ocorreram, pois a polícia não consegue controlar essas ocorrências.
E Encontrei amigos durante a viagem, mas eles não ficaram junto conosco.

“Ninguém que não seja um grande escultor ou pintor pode ser um arquiteto. Se não é um escultor ou pintor, pode ser apenas um construtor.” Pode-se inferir do emprego de “apenas” nesse pensamento que:

A ter a função de construtor é ser inferior a um arquiteto.
B acumular as funções de construtor e arquiteto é impossível.
C trabalhar como construtor é função que exige exclusividade.
D construir é tarefa dependente de esculpir ou pintar.
E ser construtor inclui os talentos de escultor ou pintor.
Texto associado
Texto I Os outros Você não acha estranho que existam os outros? Eu também não achava, até que anteontem, quando tive o que, por falta de nome melhor, chamei de SCA – Súbita Consciência da Alteridade. Estava no carro, esperando o farol abrir, e comecei a observar um pedestre, vindo pela calçada. Foi então que, do nada, senti o espasmo filosófico, a fisgada ontológica. Simplesmente entendi, naquele instante, que o pedestre era um outro: via o mundo por seus próprios olhos, sentia um gosto em sua boca, um peso sobre seus ombros, tinha antepassados, medo da morte e achava que as unhas dos pés dele eram absolutamente normais – estranhas eram as minhas e as suas, caro leitor, pois somos os outros da vida dele. O farol abriu, o pedestre ficou pra trás, mas eu não conseguia parar de pensar que ele agora estava no quarteirão de cima, aprisionado em seus pensamentos, embalado por sua pele, tão centro do Cosmos e da Criação quanto eu, você e sua tia-avó. Sei que o que eu estou dizendo é de uma obviedade tacanha, mas não são essas verdades as mais difíceis de enxergar? A morte, por exemplo. Você sabe, racionalmente, que um dia vai morrer. Mas, cá entre nós: você acredita mesmo que isso seja possível? Claro que não! Afinal, você é você! Se você acabar, acaba tudo e, convenhamos, isso não faz o menor sentido. As formigas não são assim. Elas não sabem que existem. E, se alguma consciência elas têm, é de que não são o centro nem do próprio formigueiro. Vi um documentário ontem de noite. Diante de um riacho, as saúvas africanas se metiam na água e formavam uma ponte, com seus próprios corpos, para que as outras passassem. Morriam afogadas, para que o formigueiro sobrevivesse. Não, nenhuma compaixão cristã brotou em mim naquele momento, nenhuma solidariedade pela formiga desconhecida. (Deus me livre, ser saúva africana!). O que senti foi uma imensa curiosidade de saber o que o pedestre estava fazendo naquela hora. Estaria vendo o mesmo documentário? Dormindo? Desejando a mulher do próximo? Afinal, ele estava existindo, e continua existindo agora, assim como eu, você, o Bill Clinton, o Moraes Moreira. São sete bilhões de narradores em primeira pessoa soltos por aí, crentes que, se Deus existe, é conosco que virá puxar papo, qualquer dia desses. Sete bilhões de mundinhos. Sete bilhões de chulés. Sete bilhões de irritações, sistemas digestivos, músicas chicletentas que não desgrudam da cabeça e a esperança quase tangível de que, mês que vem, ganharemos na loteria. Até a rainha da Inglaterra, agorinha mesmo, tá lá, minhocando as coisas dela, em inglês, por debaixo da coroa. Não é estranhíssimo? (PRATA, Antônio. Os outros. In: Meio intelectual, meio de esquerda . São Paulo: Editora 34, 2010. p17-18)

A oração destacada em “Morriam afogadas, para que o formigueiro sobrevivesse .”(5º§) encontra-se na forma desenvolvida. Ela poderia ser reescrita, na forma reduzida, sem alteração de valor semântico, da seguinte forma:

A sobrevivendo o formigueiro.
B para que o formigueiro sobreviva.
C a fim de que sobreviva o formigueiro.
D para o formigueiro sobreviver.
E tendo sobrevivido o formigueiro.