Médicos do Reino Unido recomendam cuidar de plantas para tratar depressão
Por Rafael Battaglia
Publicado em 09 set. 2019
Cuidar de uma horta, por menor que ela seja, às vezes não é tão simples. É preciso escolher o local certo, a quantidade exata de adubo, tomar cuidado para não regar demais e por aí vai. Mas (com o perdão do trocadilho) pode render bons frutos: as plantas que você cultiva no sítio, no jardim ou mesmo no seu apartamento podem ajudar no tratamento da depressão.
Recentemente, a revista Fast Company mostrou que médicos do Cornbrook Medical Practice, uma clínica médica em Manchester, no Reino Unido, começaram a sugerir a prática da jardinagem para pacientes que sofrem de depressão e ansiedade. A recomendação vem da ideia de que o contato com a natureza (mesmo que seja apenas um vaso de planta), pode fazer bem à saúde.
Na clínica Cornbrook, há um jardim que os pacientes podem frequentar e, ainda, convidar amigos e familiares para ajudar a plantar ervas como a hortelã e a erva-cidreira. O projeto é uma parceria com a ONG Sow the City (algo como “Semeie a Cidade”, em português), que trabalha em conjunto com hospitais, escolas, prefeituras e empresas para desenvolver ações como jardins comunitários, pesquisas sobre agricultura urbana, iniciativas sustentáveis, entre outras.
Ecoterapia
Trocar remédios por sementes parece uma novidade, mas a Sow the City já desenvolve projetos na área da saúde há alguns anos. É o caso do programa “Hospital Beds”, que construiu canteiros na área externa de um hospital de Manchester para pacientes com doenças mentais. O objetivo é aumentar o tempo ao ar livre deles e estimular a socialização. “Há evidências de que pessoas socialmente isoladas têm piores resultados no tratamento”, disse à Fast Company Jon Ross, diretor da ONG.
Ao realizar uma ação, a Soy the City trabalha em conjunto com os médicos para definir qual tipo de terapia será o mais adequado para o lugar. Depois, os profissionais recebem treinamento em jardinagem para que eles possam orientar os pacientes. As plantas prescritas são fáceis de cuidar.
[...] Aimee Gee, que trabalha na Mind, organização sobre saúde mental, disse ao The Guardian que os efeitos da ecoterapia vêm de uma junção de fatores: a atividade física, o convívio social e a melhora no humor que o contato próximo com a natureza oferece.
Não mora perto de um jardim comunitário? Cultivar plantas dentro de casa pode ser uma boa opção – até a Nasa já falou sobre isso. A agência espacial norte-americana financiou parte da pesquisa do cientista ambiental Bill Wolverton, cujos trabalhos mostram que as plantinhas melhoram a qualidade do ar. Se você desistiu da jardinagem depois de deixar sua suculenta morrer, talvez seja hora de dar uma segunda chance.
Disponível em: ..Acesso em: 03 out. 2019 .
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CETRO
17 questões
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Texto associado
TEXTO 3
Faz um bom tempo já que se firmou entre os
pesquisadores da área da educação linguística a
convicção de que a função primordial da escola, no
que diz respeito à pedagogia de língua materna,
é promover letramento de seus aprendizes. E
para essa promoção do letramento, as atividades
fundamentais são a leitura e a escrita, com foco na
diversidade dos gêneros textuais que circulam na
sociedade. Além da leitura e da escrita, também
tem espaço em sala de aula para a reflexão sobre
a língua e a linguagem. Essa reflexão deve ser
feita primordialmente através das chamadas
atividades epilinguísticas [...], de modo a permitir
o percurso uso-reflexão-uso.
Fonte: Adaptado de: BAGNO, M. Gramática pedagógica do português
brasileiro. São Paulo: Parábola, 2011.
Faz um bom tempo já que se firmou entre os
pesquisadores da área da educação linguística a
convicção de que a função primordial da escola, no
que diz respeito à pedagogia de língua materna,
é promover letramento de seus aprendizes. E
para essa promoção do letramento, as atividades
fundamentais são a leitura e a escrita, com foco na
diversidade dos gêneros textuais que circulam na
sociedade. Além da leitura e da escrita, também
tem espaço em sala de aula para a reflexão sobre
a língua e a linguagem. Essa reflexão deve ser
feita primordialmente através das chamadas
atividades epilinguísticas [...], de modo a permitir
o percurso uso-reflexão-uso.
Fonte: Adaptado de: BAGNO, M. Gramática pedagógica do português
brasileiro. São Paulo: Parábola, 2011.
O trecho “Essa reflexão deve ser
feita primordialmente através das
chamadas atividades epilinguísticas”
pode ser reescrito, sem prejuízo para
a compreensão global das ideias
apresentadas, por
Texto associado
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do
texto CB1A1AAA, julgue os próximos itens.
texto CB1A1AAA, julgue os próximos itens.
Seria mantido o sentido do texto caso o trecho “que proíbem
que uns prejudiquem aos outros” (l. 12 e 13) fosse reescrito da
seguinte forma: o que impossibilita que uns e outros se
prejudiquem.
Texto associado
1 ____ O orgulho é a consciência (certa ou errônea) do nosso
valor próprio; a vaidade é a consciência (certa ou errônea) da
evidência do nosso valor aos olhos dos outros. Um homem
4 pode ser orgulhoso sem ser vaidoso, pode ser a um tempo
vaidoso e orgulhoso, pode ser — pois tal é a natureza humana
— vaidoso sem ser orgulhoso. À primeira vista, é difícil
7 compreender como podemos ter consciência da evidência do
nosso valor no conceito dos outros sem a consciência do nosso
valor em si. Se a natureza humana fosse racional, não haveria
10 qualquer explicação. No entanto, o homem vive primeiro uma
vida exterior, e depois uma vida interior; a noção do efeito
precede, na evolução do espírito, a noção da causa interior
13 desse mesmo efeito. O homem prefere ser tido em alta conta
por aquilo que não é a ser tido em meia conta por aquilo que é.
Assim opera a vaidade.
Walmir Ayala (Coord e introd ) Fernando Pessoa Antologia de Estética. Teoria e Crítica Literária Rio de Janeiro: Ediouro, 1988, p 88-9 (com adaptações)
Acerca dos aspectos linguísticos do texto precedente e das ideias nele contidas, julgue os próximos itens.
valor próprio; a vaidade é a consciência (certa ou errônea) da
evidência do nosso valor aos olhos dos outros. Um homem
4 pode ser orgulhoso sem ser vaidoso, pode ser a um tempo
vaidoso e orgulhoso, pode ser — pois tal é a natureza humana
— vaidoso sem ser orgulhoso. À primeira vista, é difícil
7 compreender como podemos ter consciência da evidência do
nosso valor no conceito dos outros sem a consciência do nosso
valor em si. Se a natureza humana fosse racional, não haveria
10 qualquer explicação. No entanto, o homem vive primeiro uma
vida exterior, e depois uma vida interior; a noção do efeito
precede, na evolução do espírito, a noção da causa interior
13 desse mesmo efeito. O homem prefere ser tido em alta conta
por aquilo que não é a ser tido em meia conta por aquilo que é.
Assim opera a vaidade.
Walmir Ayala (Coord e introd ) Fernando Pessoa Antologia de Estética. Teoria e Crítica Literária Rio de Janeiro: Ediouro, 1988, p 88-9 (com adaptações)
Acerca dos aspectos linguísticos do texto precedente e das ideias nele contidas, julgue os próximos itens.
A correção gramatical e as informações do texto seriam preservadas caso o período “À primeira vista, (...) do nosso valor em si” (l. 6 a 9) fosse assim reescrito: Como é possível ser vaidoso sem ser orgulhoso, parece algo, à um primeiro olhar, difícil de se entender.
Texto associado
Com relação a aspectos linguísticos do texto CB2A1-I,
julgue os itens que se seguem.
julgue os itens que se seguem.
A correção gramatical e o sentido original do texto seriam
mantidos se o trecho “A revolução (...) para o atual” (l. 7 a 10)
fosse reescrito da seguinte forma: A revolução nas
comunicações, na produção de alimentos, na diversificação
de máquinas, nos equipamentos e na sofisticação da medicina
atestam avanços extraordinários alcançados pela sociedade,
na transição do século XX para o atual.
Texto associado
Texto 2A1-I
1 O carrinho de compras do sítio eletrônico está lotado,
e o preço total agrada. Animado, você digita todas as
informações referentes ao cartão de crédito e, sem entender,
4 observa a transação ser negada. Mais tarde, descobre que o
banco tinha considerado suspeito aquele seu procedimento
virtual, uma vez que tinha características semelhantes às de
7 uma fraude. Decepcionante, não? E muito comum.
A fim de melhorar a experiência dos consumidores em
compras pela Internet, cientistas do Instituto de Tecnologia de
10 Massachusetts, nos Estados Unidos da América,
desenvolveram um sistema baseado em princípios de
aprendizagem de máquina.
13 A aprendizagem de máquina para a detecção de fraude
é baseada em equações matemáticas e algoritmos e funciona
em duas etapas. Na primeira, o sistema recebe exemplificações
16 de compras legítimas e ilegítimas. Em seguida, a máquina
avalia compras reais, levando em consideração os padrões
observados. O sistema funciona mais ou menos como nossos
19 neurônios. A partir de números e fórmulas, une ponto a ponto
informações sobre características de transações já feitas pelo
usuário — como valores médios gastos, horários de compra,
22 uso de celular, pontos usados, principais estabelecimentos —,
até chegar a uma probabilidade de fraude final. Com cada
constatação, o programa consegue melhorar os padrões
25 aprendidos.
Segundo um arquiteto de software de uma empresa
não participante do estudo, o modo como a máquina aprende
28 os padrões antes de começar a analisar compras interfere
diretamente no registro de falsos positivos e fraudes reais. “Se
a prepararmos apenas para detectar casos de não fraude,
31 podemos aumentar os riscos de fraudes que passam. Sendo
assim, precisamos aumentar ao máximo o balanço de situações
apresentadas à máquina para não pesar um lado mais do que o
34 outro”, detalha.
Correio Braziliense, 1.º/10/2018, p. 14 (com adaptações).
Cada um dos itens a seguir apresenta um trecho do texto 2A1-I — entre aspas —, seguido de uma proposta de reescrita desse trecho. Julgue-os quanto à correção gramatical das propostas de reescrita apresentadas.
1 O carrinho de compras do sítio eletrônico está lotado,
e o preço total agrada. Animado, você digita todas as
informações referentes ao cartão de crédito e, sem entender,
4 observa a transação ser negada. Mais tarde, descobre que o
banco tinha considerado suspeito aquele seu procedimento
virtual, uma vez que tinha características semelhantes às de
7 uma fraude. Decepcionante, não? E muito comum.
A fim de melhorar a experiência dos consumidores em
compras pela Internet, cientistas do Instituto de Tecnologia de
10 Massachusetts, nos Estados Unidos da América,
desenvolveram um sistema baseado em princípios de
aprendizagem de máquina.
13 A aprendizagem de máquina para a detecção de fraude
é baseada em equações matemáticas e algoritmos e funciona
em duas etapas. Na primeira, o sistema recebe exemplificações
16 de compras legítimas e ilegítimas. Em seguida, a máquina
avalia compras reais, levando em consideração os padrões
observados. O sistema funciona mais ou menos como nossos
19 neurônios. A partir de números e fórmulas, une ponto a ponto
informações sobre características de transações já feitas pelo
usuário — como valores médios gastos, horários de compra,
22 uso de celular, pontos usados, principais estabelecimentos —,
até chegar a uma probabilidade de fraude final. Com cada
constatação, o programa consegue melhorar os padrões
25 aprendidos.
Segundo um arquiteto de software de uma empresa
não participante do estudo, o modo como a máquina aprende
28 os padrões antes de começar a analisar compras interfere
diretamente no registro de falsos positivos e fraudes reais. “Se
a prepararmos apenas para detectar casos de não fraude,
31 podemos aumentar os riscos de fraudes que passam. Sendo
assim, precisamos aumentar ao máximo o balanço de situações
apresentadas à máquina para não pesar um lado mais do que o
34 outro”, detalha.
Correio Braziliense, 1.º/10/2018, p. 14 (com adaptações).
Cada um dos itens a seguir apresenta um trecho do texto 2A1-I — entre aspas —, seguido de uma proposta de reescrita desse trecho. Julgue-os quanto à correção gramatical das propostas de reescrita apresentadas.
“Segundo um arquiteto (...) fraudes reais” (l. 26 a 29): O modo como a máquina aprende os padrões antes de começar a analisar compras, segundo um arquiteto de software de uma empresa não participante do estudo, interfere diretamente no registro de falsos positivos e fraudes reais.
Texto associado
1 Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho
Novo, encontrei num trem da Central um rapaz aqui do bairro,
que eu conheço de vista e de chapéu. Cumprimentou-me,
4 sentou-se ao pé de mim, falou da lua e dos ministros, e acabou
recitando-me versos. A viagem era curta, e os versos pode ser
que não fossem inteiramente maus. Sucedeu, porém, que, como
7 eu estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes; tanto
bastou para que ele interrompesse a leitura e metesse os versos
no bolso.
10 — Continue, disse eu acordando.
— Já acabei, murmurou ele.
— São muito bonitos.
13 Vi-lhe fazer um gesto para tirá-los outra vez do bolso,
mas não passou do gesto; estava amuado. No dia seguinte
entrou a dizer de mim nomes feios, e acabou alcunhando-me
16 Dom Casmurro. Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos
reclusos e calados, deram curso à alcunha, que afinal pegou.
Nem por isso me zanguei. Contei a anedota aos amigos da
19 cidade, e eles, por graça, chamam-me assim.
Machado de Assis. Dom Casmurro . Internet:
(com adaptações).
Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os próximos itens.
Novo, encontrei num trem da Central um rapaz aqui do bairro,
que eu conheço de vista e de chapéu. Cumprimentou-me,
4 sentou-se ao pé de mim, falou da lua e dos ministros, e acabou
recitando-me versos. A viagem era curta, e os versos pode ser
que não fossem inteiramente maus. Sucedeu, porém, que, como
7 eu estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes; tanto
bastou para que ele interrompesse a leitura e metesse os versos
no bolso.
10 — Continue, disse eu acordando.
— Já acabei, murmurou ele.
— São muito bonitos.
13 Vi-lhe fazer um gesto para tirá-los outra vez do bolso,
mas não passou do gesto; estava amuado. No dia seguinte
entrou a dizer de mim nomes feios, e acabou alcunhando-me
16 Dom Casmurro. Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos
reclusos e calados, deram curso à alcunha, que afinal pegou.
Nem por isso me zanguei. Contei a anedota aos amigos da
19 cidade, e eles, por graça, chamam-me assim.
Machado de Assis. Dom Casmurro . Internet:
(com adaptações).
Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue os próximos itens.
Sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto, o trecho “Contei a anedota aos amigos da cidade, e eles, por graça, chamam-me assim” (l. 18 e 19) poderia ser reescrito da seguinte forma: Contei a anedota aos amigos da cidade, que, por graça, me chamam assim.
Em cada uma das opções a seguir, é mostrada uma proposta de
reescrita para o seguinte período do texto 1A1BBB: “Não há por
que negar que a fala é mais antiga que a escrita e que esta lhe é
posterior e, em certo sentido, dependente” (l. 19 a 21). Assinale a
opção em que a proposta apresentada mantém o sentido original e
a correção gramatical do referido trecho.
Texto associado
Acerca dos aspectos linguísticos do texto e das ideias nele
expressas, julgue os itens de 1 a 6.
expressas, julgue os itens de 1 a 6.
O seguinte trecho do segundo parágrafo: “Para que a
doação de sangue seja segura, é necessário que o
doador preencha vários quesitos” admite a seguinte
reescritura, sem prejuízos para as ideias do texto ou a
correção gramatical: A fim de que a doação de sangue
seja segura é necessário vários quesitos preenchidos
pelo doador.
Texto associado
Pronomes
1 Antes de apresentar o Carlinhos para a turma, Carolina pediu:
— Me faz um favor?
— O quê?
4 — Você não vai ficar chateado?
— O que é?
— Não fala tão certo.
7 — Como assim?
— Você fala certo demais. Fica meio esquisito.
— Por quê?
10 — É que a turma repara. Sei lá, parece…
— Soberba?
— Olha aí, “soberba”. Se você falar “soberba”, ninguém vai
13 saber o que é. Não fala “soberba”. Nem “todavia”. Nem
“outrossim”. E cuidado com os pronomes.
— Os pronomes? Não posso usá‐los corretamente?
16 — Está vendo? Usar eles. Usar eles!
O Carlinhos ficou tão chateado que, junto com a turma, não
falou nem certo nem errado. Não falou nada. Até
19 comentaram:
— Ó, Carol, teu namorado é mudo?
Ele ia dizer “Não, é que, falando, sentir‐me‐ia vexado”, mas
22 se conteve a tempo. Depois, quando estavam sozinhos, a
Carolina agradeceu, com aquela voz que ele gostava.
— Comigo você pode botar os pronomes onde quiser,
25 Carlinhos.
Aquela voz de cobertura de caramelo.
Luis Fernando Verissimo. Contos de verão . In : O Estado de
S. Paulo , Caderno 2, Cultura, p. D2, jan./2000.
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto, julgue os itens de 1 a 12 .
1 Antes de apresentar o Carlinhos para a turma, Carolina pediu:
— Me faz um favor?
— O quê?
4 — Você não vai ficar chateado?
— O que é?
— Não fala tão certo.
7 — Como assim?
— Você fala certo demais. Fica meio esquisito.
— Por quê?
10 — É que a turma repara. Sei lá, parece…
— Soberba?
— Olha aí, “soberba”. Se você falar “soberba”, ninguém vai
13 saber o que é. Não fala “soberba”. Nem “todavia”. Nem
“outrossim”. E cuidado com os pronomes.
— Os pronomes? Não posso usá‐los corretamente?
16 — Está vendo? Usar eles. Usar eles!
O Carlinhos ficou tão chateado que, junto com a turma, não
falou nem certo nem errado. Não falou nada. Até
19 comentaram:
— Ó, Carol, teu namorado é mudo?
Ele ia dizer “Não, é que, falando, sentir‐me‐ia vexado”, mas
22 se conteve a tempo. Depois, quando estavam sozinhos, a
Carolina agradeceu, com aquela voz que ele gostava.
— Comigo você pode botar os pronomes onde quiser,
25 Carlinhos.
Aquela voz de cobertura de caramelo.
Luis Fernando Verissimo. Contos de verão . In : O Estado de
S. Paulo , Caderno 2, Cultura, p. D2, jan./2000.
Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto, julgue os itens de 1 a 12 .