1 Quem é autônomo é livre, capaz e competente para
realizar alguma atividade. Costuma-se dizer que o indivíduo
ganha autonomia quando consegue cumprir certas tarefas
4 sem a ajuda do outro. Talvez, por isso, uma palavra de
imediato relacionada ao conceito seja independência.
Contudo, a ideia de independência expressa apenas
7 um dos lados da questão. O outro se refere à necessidade de
pertencer, de saber conviver e compartilhar. Assim, a pessoa
autônoma é livre por ser capaz de agir por si mesma e, ao
10 mesmo tempo, responsável porque age como parte de um
grupo.
Por exemplo, um indivíduo que não sabe ler depende
13 de um outro letrado para ter contato com o conteúdo dos
livros ou de qualquer material escrito. Na medida em que ele
se alfabetiza, adquire conhecimentos suficientes para ler e
16 torna-se independente de um leitor externo.
Ser autônomo se torna possível por um jogo de
interdependências, ou interacionismo, segundo Piaget. De
19 um lado, existem aspectos externos ao sujeito: o ambiente,
as pessoas, o livro. De outro, aspectos internos, como as
ferramentas que o habilitam: os conhecimentos prévios, as
22 condições orgânicas. Um terceiro ponto é o comportamento:
aquilo que o indivíduo realiza ou pensa e que ninguém pode
fazer por ele. Vale dizer que cada pessoa reage de forma
25 diferente a um mesmo objeto ou situação. Em inglês, existe
o termo self government (autogoverno), que indica que não
é o estímulo o elemento determinante dessa reação, e sim o
28 que o sujeito faz ou compreende em função do estímulo. Por
isso a interação é um elemento tão primordial para a
construção da autonomia.
31 Na vida contemporânea, todos querem ser livres ou
independentes. Querem compartilhar, fazer parte de algo
que julgam significativo para si e para os outros. Um dos
34 problemas para alcançar essas realizações é justamente o de
enfrentar e superar dois obstáculos internos muito
desafiadores. Um deles é o modo como a pessoa interage
37 com as coisas e como expressa suas reações emocionais ou
afetivas. Entre elas figura o medo da mudança. O outro
refere-se à necessidade de aperfeiçoamento, ao
40 compromisso de aprender algo que o capacita a ser incluído
no grupo daqueles que já sabem.
É, na prática, tornar-se outro , superando todo tipo de
43 reações negativas e resistências. E é também tornar-se como
o outro , aprendendo habilidades e conhecimentos. Um
sujeito duplamente passivo ― por estar subordinado a
46 padrões de medo ou raiva, e de ignorância ou desatenção ―
dá lugar a um sujeito ativo e responsável por suas ações e
independente, sem deixar de ser interdependente. Dizendo
49 assim, parece uma tarefa quase impossível, mas é esse
impossível que hoje embala os sonhos de um século que
necessita de pessoas que sejam, ao mesmo tempo, livres e
52 solidárias, ou seja, autônomas.
Lino de Macedo. Ser autônomo é vencer resistências e transformar-se .
Internet: (com adaptações).
Em relação à tipologia do texto e às ideias nele expressas, julgue os itens a seguir.
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Texto associado
Julgue os próximos itens, que consistem em propostas de
reescrita para trechos extraídos do texto, no que se refere à
correção gramatical e à manutenção das ideias.
reescrita para trechos extraídos do texto, no que se refere à
correção gramatical e à manutenção das ideias.
“Também os transtornos mentais mais frequentes – as
síndromes ansiosas e depressivas – são acompanhados
de diversos sintomas físicos” (linhas 7 e 8): Do mesmo
modo que esses transtornos mentais mais frequentes,
as síndromes ansiosas e depressivas são
acompanhadas de diversos sintomas físicos
Texto associado
Julgue os próximos itens no que se refere à correção
gramatical e à coerência da proposta de reescrita para cada
um dos trechos destacados do texto.
gramatical e à coerência da proposta de reescrita para cada
um dos trechos destacados do texto.
“De fato, um indivíduo que faça atividade física de
intensidade vigorosa durante uma hora corre o dobro do
risco de síndrome coronária aguda durante essa mesma
hora, mas esse risco diminui pela metade nas restantes
23 horas.” (linhas de 38 a 41): Realmente, um indivíduo
que faz atividade física de intensidade vigorosa durante
1 hora, corre o dobro do risco de síndrome coronária
aguda à essa mesma hora, diminuíndo pela metade nas
restantes 23 horas.
“antes de cumprir dez anos, uma menina conhece perfeitamente bem o valor dos homens e o que é o flerte”, diria a inglesa May
Frances em 1890.
Essa passagem está corretamente reescrita com o emprego do discurso indireto em:
“Mulher do Fim do Mundo” será a atração nos dias 20 e 27 de outubro no salão de eventos do Sesc Araxá, em Macapá. (1º parágrafo)
Essa frase está corretamente reescrita, com o sentido preservado, em linhas gerais, em:
O trecho reescrito conforme a norma-padrão da língua, com o complemento verbal substituído pelo pronome correspondente,
está em:
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 7 a 12, baseie-se no texto abaixo.
Uma palavra sobre cultura e Constituição
Todas as Constituições brasileiras foram lacônicas e genéricas ao tratar das relações entre cultura e Estado. Não creio que se deve propriamente lamentar esse vazio nos textos da Lei Maior. Ao Estado cumpre realizar uma tarefa social de base cujo vetor é sempre a melhor distribuição da renda nacional. Na esfera dos bens simbólicos, esse objetivo se alcança, em primeiro e principal lugar, construindo o suporte de um sistema educacional sólido conjugado com um programa de apoio à pesquisa igualmente coeso e contínuo.
A sociedade brasileira não tem uma “cultura” já determinada. O Brasil é, ao mesmo tempo, um povo mestiço, com raízes indígenas, africanas, europeias e asiáticas, um país onde o ensino médio e universitário tem alcançado, em alguns setores, níveis internacionais de qualidade e um vasto território cruzado por uma rede de comunicações de massa portadora de uma indústria cultural cada vez mais presente.
O que se chama, portanto, de “cultura brasileira” nada tem de homogêneo ou de uniforme. A sua forma complexa e mutante resulta de interpenetrações da cultura erudita, da cultura popular e da cultura de massas. Se algum valor deve presidir à ação do Poder Público no trato com a “cultura”, este não será outro que o da liberdade e o do respeito pelas manifestações espirituais as mais diversas que se vêm gestando no cotidiano do nosso povo. Em face dessa corrente de experiências e de significados tão díspares, a nossa Lei Maior deveria abster-se de propor normas incisivas, que soariam estranhas, porque exteriores à dialética das “culturas” brasileiras. Ao contrário, um certo grau de indeterminação no estilo de seus artigos e parágrafos é, aqui, recomendável.
(Adaptado de: BOSI, Alfredo. Entre a Literatura e a História. São Paulo: Editora 34, 2013, p. 393-394)
Uma palavra sobre cultura e Constituição
Todas as Constituições brasileiras foram lacônicas e genéricas ao tratar das relações entre cultura e Estado. Não creio que se deve propriamente lamentar esse vazio nos textos da Lei Maior. Ao Estado cumpre realizar uma tarefa social de base cujo vetor é sempre a melhor distribuição da renda nacional. Na esfera dos bens simbólicos, esse objetivo se alcança, em primeiro e principal lugar, construindo o suporte de um sistema educacional sólido conjugado com um programa de apoio à pesquisa igualmente coeso e contínuo.
A sociedade brasileira não tem uma “cultura” já determinada. O Brasil é, ao mesmo tempo, um povo mestiço, com raízes indígenas, africanas, europeias e asiáticas, um país onde o ensino médio e universitário tem alcançado, em alguns setores, níveis internacionais de qualidade e um vasto território cruzado por uma rede de comunicações de massa portadora de uma indústria cultural cada vez mais presente.
O que se chama, portanto, de “cultura brasileira” nada tem de homogêneo ou de uniforme. A sua forma complexa e mutante resulta de interpenetrações da cultura erudita, da cultura popular e da cultura de massas. Se algum valor deve presidir à ação do Poder Público no trato com a “cultura”, este não será outro que o da liberdade e o do respeito pelas manifestações espirituais as mais diversas que se vêm gestando no cotidiano do nosso povo. Em face dessa corrente de experiências e de significados tão díspares, a nossa Lei Maior deveria abster-se de propor normas incisivas, que soariam estranhas, porque exteriores à dialética das “culturas” brasileiras. Ao contrário, um certo grau de indeterminação no estilo de seus artigos e parágrafos é, aqui, recomendável.
(Adaptado de: BOSI, Alfredo. Entre a Literatura e a História. São Paulo: Editora 34, 2013, p. 393-394)
Ao contrário, um certo grau de indeterminação no estilo de seus artigos e parágrafos é, aqui, recomendável .
Numa nova redação, mantêm-se o sentido e a correção da frase acima iniciando-se por É recomendável que e seguindo-se com esta complementação:
Texto associado
Texto CB1A1AAA
1 O século XX assistiu a duas sangrentas conflagrações,
cujos efeitos se fizeram sentir sobre a maior parte da
humanidade e, por isso, foram justamente chamadas Guerras
4 Mundiais. O primeiro conflito, entre 1914 e 1918, gerou a
constituição da Liga das Nações, que não conseguiu sobreviver
às tensões entre as principais potências da época. O segundo,
7 entre 1939 e 1945, teve por consequência a criação da
Organização das Nações Unidas, encarregada principalmente
da manutenção da paz e segurança internacionais.
10 Os conflitos do século XX possuem uma diferença
marcante em relação às guerras ocorridas em épocas anteriores.
Até o século XIX, as guerras provocavam morte e destruição
13 principalmente nas zonas de combate e em suas proximidades,
e a maior parte das baixas era causada entre os combatentes. As
populações civis sofriam efeitos indiretos dessas guerras, mas
16 em geral não estavam expostas ao alcance imediato do
armamento com o qual os exércitos se defrontavam. Durante o
século XX e agora no limiar do segundo milênio, porém, o
19 poder destruidor do armamento de que dispõem as principais
potências e outros países economicamente mais adiantados
ameaça igualmente a sobrevivência de combatentes e não
22 combatentes. Cidades inteiras são reféns de armas de
destruição em massa que podem ser acionadas a distância e que
são capazes de viajar em poucos minutos até seus alvos
25 urbanos, a bordo de centenas de vetores disparados de silos
subterrâneos ou de submarinos e aviões que permanecem sob
os oceanos ou nos ares durante 24 horas, todos os dias, sob o
28 pretexto de dissuadir potenciais agressores. A doutrina da
“destruição mútua assegurada”, em voga durante os anos mais
intensos da Guerra Fria, não deixava dúvida quanto a seus
31 resultados: a completa eliminação recíproca tanto de agressores
quanto de agredidos, e com eles boa parte do restante da
comunidade internacional, em meio a nuvens radioativas em
34 forma de cogumelo. Quem quer que tenha tido ocasião de
visitar os museus de Hiroshima e Nagasaki não pode deixar de
refletir com apreensão sobre o destino da humanidade e da
37 civilização, tal como as conhecemos, caso ocorra uma
confrontação entre potências possuidoras de armamento
atômico. Por esse motivo, têm recrudescido nos anos recentes
40 os clamores da sociedade civil por medidas urgentes e
concretas de desarmamento nuclear.
Sergio de Queiroz Duarte. Esforços internacionais em prol do desarmamento. In: Desarmamento e temas correlatos. Brasília: FUNAG, 2014, p. 23-5 (com adaptações).
Acerca dos aspectos linguísticos e dos sentidos do texto CB1A1AAA, julgue os próximos itens.
1 O século XX assistiu a duas sangrentas conflagrações,
cujos efeitos se fizeram sentir sobre a maior parte da
humanidade e, por isso, foram justamente chamadas Guerras
4 Mundiais. O primeiro conflito, entre 1914 e 1918, gerou a
constituição da Liga das Nações, que não conseguiu sobreviver
às tensões entre as principais potências da época. O segundo,
7 entre 1939 e 1945, teve por consequência a criação da
Organização das Nações Unidas, encarregada principalmente
da manutenção da paz e segurança internacionais.
10 Os conflitos do século XX possuem uma diferença
marcante em relação às guerras ocorridas em épocas anteriores.
Até o século XIX, as guerras provocavam morte e destruição
13 principalmente nas zonas de combate e em suas proximidades,
e a maior parte das baixas era causada entre os combatentes. As
populações civis sofriam efeitos indiretos dessas guerras, mas
16 em geral não estavam expostas ao alcance imediato do
armamento com o qual os exércitos se defrontavam. Durante o
século XX e agora no limiar do segundo milênio, porém, o
19 poder destruidor do armamento de que dispõem as principais
potências e outros países economicamente mais adiantados
ameaça igualmente a sobrevivência de combatentes e não
22 combatentes. Cidades inteiras são reféns de armas de
destruição em massa que podem ser acionadas a distância e que
são capazes de viajar em poucos minutos até seus alvos
25 urbanos, a bordo de centenas de vetores disparados de silos
subterrâneos ou de submarinos e aviões que permanecem sob
os oceanos ou nos ares durante 24 horas, todos os dias, sob o
28 pretexto de dissuadir potenciais agressores. A doutrina da
“destruição mútua assegurada”, em voga durante os anos mais
intensos da Guerra Fria, não deixava dúvida quanto a seus
31 resultados: a completa eliminação recíproca tanto de agressores
quanto de agredidos, e com eles boa parte do restante da
comunidade internacional, em meio a nuvens radioativas em
34 forma de cogumelo. Quem quer que tenha tido ocasião de
visitar os museus de Hiroshima e Nagasaki não pode deixar de
refletir com apreensão sobre o destino da humanidade e da
37 civilização, tal como as conhecemos, caso ocorra uma
confrontação entre potências possuidoras de armamento
atômico. Por esse motivo, têm recrudescido nos anos recentes
40 os clamores da sociedade civil por medidas urgentes e
concretas de desarmamento nuclear.
Sergio de Queiroz Duarte. Esforços internacionais em prol do desarmamento. In: Desarmamento e temas correlatos. Brasília: FUNAG, 2014, p. 23-5 (com adaptações).
Acerca dos aspectos linguísticos e dos sentidos do texto CB1A1AAA, julgue os próximos itens.
Os sentidos e a correção gramatical do texto seriam preservados caso o último período fosse assim reescrito: Portanto, recentemente houveram mais queixas da sociedade civil quanto à medidas urgentes e concretas pelo desarmamento nuclear.
Texto associado
Texto CG1A1AAA
1 ____ Somente em um sistema de democracia indireta ou
representativa existem partidos políticos. A democracia
indireta ou representativa, segundo Kelsen, é aquela em que a
4 função legislativa é exercida por um parlamento eleito pelo
povo, e as funções administrativa e judiciária são exercidas por
funcionários igualmente escolhidos por um eleitorado. Dessa
7 forma, um governo é representativo quando os seus
funcionários, durante a ocupação do poder, refletem a vontade
do eleitorado e são responsáveis para com este.
10 ___ Como o sistema de democracia representativa
procurava representar uma unidade, os partidos políticos foram
vistos com maus olhos em um primeiro momento. Em seu
13 início, não tinham sequer o respaldo da Constituição.
Kelsen explica que os partidos políticos surgiram
porque, em uma democracia parlamentar, o indivíduo isolado
16 tem pouca influência sobre a criação dos órgãos legislativos e
executivos. Assim, para obter influência, ele tem de se associar
a outros que compartilhem as suas opiniões políticas. Para o
19 autor, o partido político é um veículo essencial para a formação
da vontade pública em uma democracia parlamentar.
Ana Cláudia Santano. Os partidos políticos. Internet: (com adaptações).
1 ____ Somente em um sistema de democracia indireta ou
representativa existem partidos políticos. A democracia
indireta ou representativa, segundo Kelsen, é aquela em que a
4 função legislativa é exercida por um parlamento eleito pelo
povo, e as funções administrativa e judiciária são exercidas por
funcionários igualmente escolhidos por um eleitorado. Dessa
7 forma, um governo é representativo quando os seus
funcionários, durante a ocupação do poder, refletem a vontade
do eleitorado e são responsáveis para com este.
10 ___ Como o sistema de democracia representativa
procurava representar uma unidade, os partidos políticos foram
vistos com maus olhos em um primeiro momento. Em seu
13 início, não tinham sequer o respaldo da Constituição.
Kelsen explica que os partidos políticos surgiram
porque, em uma democracia parlamentar, o indivíduo isolado
16 tem pouca influência sobre a criação dos órgãos legislativos e
executivos. Assim, para obter influência, ele tem de se associar
a outros que compartilhem as suas opiniões políticas. Para o
19 autor, o partido político é um veículo essencial para a formação
da vontade pública em uma democracia parlamentar.
Ana Cláudia Santano. Os partidos políticos. Internet: (com adaptações).
Assinale a opção que apresenta uma proposta de reescrita que preserva o sentido original e a correção gramatical do seguinte trecho do texto CG1A1AAA: “A democracia... povo” (l. 2 a 5).
Texto associado
1 O princípio constitucional da eficiência exige do
administrador público não apenas a execução de políticas
públicas, mas, acima de tudo, a valorização do bem comum,
4 com menos esforço, com menos custo e com melhores resultados.
Assim, caminha-se em direção ao controle do mérito
das atividades governamentais. Quando se anula um contrato
7 ou se edita medida preventiva, impedindo-se a sua consumação
por ser antieconômica, afirma-se que os benefícios decorrentes
do projeto ou da ação governamental não justificam os custos.
10 Anula-se, em outras palavras, por má gestão administrativa.
À medida que se fiscaliza, se orienta e se previne,
sobram mais recursos públicos; consequentemente, quem ganha
13 é a sociedade, em especial os menos favorecidos.
É consensual que uma administração pública moderna,
orientada por princípios de racionalidade, deve iniciar o seu
16 controle na própria atuação de seus agentes públicos. Daí a
importância do controle da utilização de valores públicos, para
extinguir práticas ilegais e evitar o desperdício de recursos que,
19 por serem escassos, devem ser geridos criteriosamente, de
forma a deles se tirar o máximo de utilidade com o mínimo de
sacrifício para a coletividade.
Idem. Ibidem.
Julgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos e às ideias do texto precedente.
administrador público não apenas a execução de políticas
públicas, mas, acima de tudo, a valorização do bem comum,
4 com menos esforço, com menos custo e com melhores resultados.
Assim, caminha-se em direção ao controle do mérito
das atividades governamentais. Quando se anula um contrato
7 ou se edita medida preventiva, impedindo-se a sua consumação
por ser antieconômica, afirma-se que os benefícios decorrentes
do projeto ou da ação governamental não justificam os custos.
10 Anula-se, em outras palavras, por má gestão administrativa.
À medida que se fiscaliza, se orienta e se previne,
sobram mais recursos públicos; consequentemente, quem ganha
13 é a sociedade, em especial os menos favorecidos.
É consensual que uma administração pública moderna,
orientada por princípios de racionalidade, deve iniciar o seu
16 controle na própria atuação de seus agentes públicos. Daí a
importância do controle da utilização de valores públicos, para
extinguir práticas ilegais e evitar o desperdício de recursos que,
19 por serem escassos, devem ser geridos criteriosamente, de
forma a deles se tirar o máximo de utilidade com o mínimo de
sacrifício para a coletividade.
Idem. Ibidem.
Julgue os próximos itens, relativos a aspectos linguísticos e às ideias do texto precedente.