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135 questões encontradas

Em cada uma das opções a seguir é apresentado trecho do texto
CG2A1AAA — entre aspas — seguido de uma proposta
de reescrita desse trecho. Assinale a opção em que a proposta
de reescrita mantém a correção gramatical e o sentido original
do texto.

A “É imperioso que se retome o debate autêntico, que
pressuponha a liberdade e a capacidade dos cidadãos de
proporem questões a serem discutidas” (l. 39 a 41): Urge que
seja retomado o debate autêntico, que tenha como pressupostos
a liberdade e a capacidade de cada cidadão de apresentar
questões para discussão.
B “A vida política, como todas as demais formas de
relacionamento social, pressupõe a organização de um espaço
próprio de comunicação” (l. 15 a 17): Para o exercício da vida
política, pressupõe-se locais organizados da própria
comunicação, tais como os que ocorre em outras formas de
relação social.
C “No regime democrático, esse espaço é necessariamente
público, porque o poder político supremo pertence ao povo”
(l. 17 a 19): Na medida que o poder político maior é o povo
quem detém, tal espaço é necessário à todos, que vivem em
democracias.
D “Na realidade, porém, a organização do espaço público de
comunicação — não só em matéria política, como também
econômica, cultural ou religiosa — faz-se, hoje, com o
alheamento do povo” (l. 20 a 23): Todavia, organizar
realmente o espaço de comunicação pública é tarefa que
efetua-se, agora, com a oposição do povo: tanto no que diz
respeito a assuntos políticos e também econômicos, quanto em
questões de cultura e religiosidade.
E “Portanto, o debate público sobre as grandes questões da vida
política e econômica dessas nações é estruturalmente falseado”
(l. 36 a 38): Outrossim, nestes países, a discussão em público
acerca de grandes temas políticos e econômicos tornam-se
falsos, estruturalmente.
Texto associado
Atenção : As questões de números 1 a 6 referem-se ao texto abaixo.
Juízo de valor
Um juízo de valor tem como origem uma percepção individual: alguém julga algo ou outra pessoa tomando por base o que considera um critério ético ou moral. Isso significa que diversos indivíduos podem emitir diversos juízos de valor para uma mesma situação, ou julgar de diversos modos uma mesma pessoa. Tais controvérsias são perfeitamente naturais; o difícil é aceitá-las com naturalidade para, em seguida, discuti-las. Tendemos a fazer do nosso juízo de valor um atestado de realidade: o que dissermos que é, será o que dissermos. Em vez da naturalidade da controvérsia a ser ponderada, optamos pela prepotência de um juízo de valor dado como exclusivo.
Com o fenômeno da expansão das redes sociais, abertas a todas as manifestações, juízos de valor digladiam-se o tempo todo, na maior parte dos casos sem proveito algum. Sendo imperativa, a opinião pessoal esquiva-se da controvérsia, pula a etapa da mediação reflexiva e instala-se no posto da convicção inabalável. À falta de argumentos, contrapõem-se as paixões do ódio, do ressentimento, da calúnia, num triste espetáculo público de intolerância.
Constituem uma extraordinária orientação para nós todos estas palavras do grande historiador Eric Hobsbawm: “A primeira tarefa do historiador não é julgar, mas compreender, mesmo o que temos mais dificuldade para compreender. O que dificulta a compreensão, no entanto, não são apenas as nossas convicções apaixonadas, mas também a experiência histórica que as formou.” A advertência de Hobsbawm não deve interessar apenas aos historiadores, mas a todo aquele que deseja dar consistência e legitimidade ao juízo de valor que venha a emitir.
(Péricles Augusto da Costa, inédito )

Em vez da naturalidade da controvérsia a ser ponderada, optamos pela prepotência de um juízo de valor dado como exclusivo.
Uma nova e correta redação da frase acima, em que se preservem o sentido e a correção, poderá ser:
A prepotência de um juízo de valor dado como exclusivo

A torna-se uma opção nossa, em lugar da análise da natural controvérsia.
B é opcional, sendo-nos preferível à naturalidade da controvérsia admitida.
C vem a ser optativa, quando a preferimos em vez da ponderação natural da controvérsia.
D é uma opção nossa, indo ao encontro da controvérsia nem sempre aceita como natural.
E é sobretudo uma opção quando nos abstemos de considerar natural a controvérsia.
Órgão: Tribunal Regional Federal da 5ª Região Cargo: Analista Judiciário - Área Judiciária - Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador Federal Prova: FCC - TRF 5 - Analista Judiciário - Área Judiciária - Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador Federal - 2017

A expressão do texto que encontra um substituto correto, respeitando-se as regras gramaticais e sem prejuízo do sentido, está em:

A ... notícia segundo a qual... (1o parágrafo) // notícia a cerca da qual
B ... um gol feito por mim. (1o parágrafo) // um gol de minha autoria.
C ... irá comigo demandar justiça... (4o parágrafo) // irá comigo pleitear com justiça
D Vamos agora aos detalhes. (3o parágrafo) // Avaliemos agora sob os detalhes.
E ... conto com uma testemunha... (4o parágrafo) // disponho à uma testemunha
Texto associado
Atenção: As questões de números 6 a 9 referem-se ao texto abaixo.

Muito antes de nos ensinarem e de aprendermos as regras de bom comportamento socialmente construídas e promovidas, e de sermos exortados a seguir certos padrões e nos abster de seguir outros, já estamos numa situação de escolha moral. Somos, por assim dizer, inevitavelmente − existencialmente −, seres morais: somos confrontados com o desafio do outro, o desafio da responsabilidade pelo outro, uma condição do ser-para.
Afirmar que a condição humana é moral antes de significar ou poder significar qualquer outra coisa representa que, muito antes de alguma autoridade nos dizer o que é “bem” e “mal” (e por vezes o que não é uma coisa nem outra), deparamo-nos com a escolha entre “bem” e “mal”. E a enfrentamos desde o primeiro momento do encontro com o outro. Isso, por sua vez, significa que, quer escolhamos quer não, enfrentamos nossas situações como problemas morais, e nossas opções de vida como dilemas morais.
Esse fato primordial de nosso ser no mundo, em primeiro lugar, como uma condição de escolha moral não promete uma vida alegre e despreocupada. Pelo contrário, torna nossa condição bastante desagradável. Enfrentar a escolha entre bem e mal significa encontrar-se em situação de ambivalência. Esta poderia ser uma preocupação relativamente menor, estivesse a ambiguidade de escolha limitada à preferência direta por bem ou mal, cada um definido de forma clara e inequívoca; limitada em particular à escolha entre atuar baseado na responsabilidade pelo outro ou desistir dessa ação – de novo com uma ideia bastante clara do que envolve “atuar baseado na responsabilidade” .

(Adaptado de: BAUMAN, Zygmunt. Vida em fragmentos: sobre a ética pós-moderna . Trad. Alexandre Werneck. Rio de Janeiro, Zahar, 2011, p. 11-12)

Esta poderia ser uma preocupação relativamente menor, estivesse a ambiguidade de escolha limitada à preferência direta por bem ou mal... (3 o parágrafo)

Ao reescrever-se o trecho acima com o verbo poder flexionado no futuro do presente do indicativo, a forma verbal “estivesse” deverá ser substituída, conforme a norma-padrão da língua, por

A estar.
B estar.
C estiver.
D está.
E esteja.

Esse transporte da bolsa estudantil parece pormenor sem importância. Mesmo assim foi anotado há mais de vinte séculos em
versos latinos. (2o parágrafo)

As frases acima encontram-se reescritas com clareza e correção em um só período em:

A Esse transporte da bolsa estudantil foi anotado há mais de vinte séculos em versos latinos, parecendo mesmo um
pormenor sem importância.
B Ainda que pareça pormenor sem importância, esse transporte da bolsa estudantil foi anotado há mais de vinte séculos em
versos latinos.
C Como parecesse um pormenor sem importância, esse transporte de bolsa foi anotado há mais de vinte séculos em versos
latinos.
D Uma vez que esse transporte de bolsa parece um pormenor sem importância há mais de vinte séculos, foi anotado em
versos latinos.
E Em versos latinos foi anotado, há mais de vinte séculos, esse pormenor sem importância, que parece ser o transporte da
bolsa estudantil.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 8 a 11, considere o texto abaixo.

Interessantes ditos populares
Sou apreciador dos ditos populares. No meu tempo de criança, dificilmente um conselho dado pelos mais velhos não continha um ditado. Se alguns moleques estivessem “batendo perna” pelas vias públicas, alguém os mandava para casa, afirmando que “boa romaria faz, quem em casa fica em paz”.
Certa vez, uns molecões praticaram um roubo no quintal de uma moradora do bairro central de Macapá levando toda a roupa que secava num varal. A pobre mulher ganhava o sustento da família como lavadeira e não tinha recursos para indenizar os fregueses lesados. A polícia foi acionada e não demorou a identificar os autores da gatunagem. A pista foi dada por um deles, o mais pobre, que apareceu todo na pinta num tertulhão do dançará Hally Gally 1 .
O investigador desconfiou do sujeito e foi chamar a lavadeira. De longe, a mulher começou a gritar: “Prendam este safado. A camisa de seda que ele está usando pertence ao professor Pedro Ribeiro, meu freguês de lavagem”. Alarme dado e providência tomada. O toque especial deste caso partiu de um velho morador do Laguinho, que corujava 2 a festa dançante: “O alheio reclama seu dono”. Outro observador comentou: “O sem-vergonha quer luxar, mas não tem condições”.

(Adaptado de: MONTORIL, Nilson. Interessantes ditos populares . Disponível em: www.diariodoamapa.com.br . Publicado em: 15.07.2017)

1 apareceu todo bem vestido em uma determinada casa de dança;
2 que espreitava, observava com curiosidade.

Alarme dado e providência tomada. (3 o parágrafo)

Essa frase estará corretamente reescrita, preservando-se a correlação entre as ações no contexto, em:

A O alarme tivesse sido dado e a providência era tomada.
B O alarme será dado e a providência fosse tomada.
C O alarme tiver sido dado e a providência for tomada.
D O alarme é dado e a providência será tomada.
E O alarme foi dado e a providência foi tomada.
Texto associado
Texto 02
Fonte: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=24070
Questões referentes ao texto 02

Assinale a alternativa correta.

A A palavra ônibus , referida pela Mônica, não deve ser acentuada.
B A palavra acento , referida pela Mônica, deveria ser grafada com “ss”.
C A palavra hora , referida pelo Cascão, deveria ser acentuada, como segue: hóra.
D A palavra você , referida pelo Cascão, está adequadamente acentuada.
E A palavra toma , referida pelo Cascão, poderia ser substituída por bebe .
Texto associado
Para responder às questões de 1 a 5 , leia o texto abaixo.

Direitos dos animais: história do conceito

O debate sobre direitos dos animais no século XX pode ser traçado no passado, na história dos primeiros filósofos. No século VI a.C., Pitágoras, filósofo e matemático, já falava sobre respeito animal, pois acreditava na transmigração de almas. Aristóteles escreveu, no século IV a.C., argumentando que os animais estavam distantes dos humanos na Grande Corrente do Ser ou escala natural. Alegando irracionalidade, concluía que os animais não teriam interesse próprio, existindo apenas para benefício dos Seres Humanos.
O filósofo Ramon Bogéa, no século XV, afirmava que os animais deveriam ter direitos como os humanos. No século XVII, o filósofo francês René Descartes argumentou que animais não têm almas, logo não pensam e não sentem dor. Contra isso, Jean-Jacques Rousseau argumentou, no prefácio do seu Discursos sobre a Desigualdade (1754), que os seres humanos são animais, embora ninguém "exima-se de intelecto e liberdade".
Um contemporâneo de Rousseau, o escritor escocês John Oswald, que morreu em 1793, no livro The Cry of Nature or an Appeal to Mercy and Justice on Behalf of the Persecuted Animals, argumentou que um Ser Humano é naturalmente equipado de sentimentos de misericórdia e compaixão. "Se cada Ser Humano tivesse que testemunhar a morte do animal que ele come", argumentava ele, "a dieta vegetariana seria bem mais popular". A divisão do trabalho, no entanto, permite que o homem moderno coma carne sem passar pela experiência que Oswald chama de alerta para as sensibilidades naturais do Ser Humano, enquanto a brutalização do homem moderno faz dele um acomodado com essa falta de sensibilidade.
Mais tarde, no século XVIII, um dos fundadores do utilitarismo moderno, o filósofo britânico Jeremy Bentham, argumenta que a dor animal é tão real e moralmente relevante como a dor humana e que "talvez chegue o dia em que o restante da criação animal venha a adquirir os direitos dos quais jamais poderiam ter sido privados, a não ser pela mão da tirania". Bentham argumenta ainda que a capacidade de sofrer e não a capacidade de raciocínio deve ser a medida para como nós tratamos outros seres.
No século XIX, Arthur Schopenhauer argumenta que os animais têm a mesma essência que os humanos, a despeito da falta da razão. Embora considere o vegetarianismo como uma boa causa, não o considera moralmente necessário e assim posiciona-se contra a vivissecção, como uma expansão da consideração moral para os animais.
(Adaptado de wikipedia.org.br)

Observe a seguinte passagem do texto:

“Bentham argumenta ainda que a capacidade de sofrer e
não a capacidade de raciocínio deve ser a medida para
como nós tratamos outros seres.”

Agora, assinale a alternativa em que a passagem tenha sido reescrita sem significativa alteração de sentido e respeitando a Norma Culta da língua.

A Bentham, argumenta no mais que, a capacidade de sofrer, e não a capacidade de raciocínio, deve ser a medida, para como nós tratamos outros seres.
B Além disso, segundo os argumentos de Bentham, o que deve ser a medida para como nós tratamos outros seres é a capacidade de sofrer, não a de raciocinar.
C Bentham refuta ainda a ideia de que a capacidade de sofrer e não a capacidade de raciocínio deve ser a medida para como nós tratamos outros seres.
D Ademais, segundo os argumentos de Bentham o quê deve ser à medida para como nós tratamos outros seres é a capacidade de sofrer, não a de raciocinar.
E Segundo, porém, os argumentos de Bentham o que deve ser a medida para como nós tratamos outros seres é a capacidade desses de sofrer, não o de raciocinar.
Texto associado
Para responder às questões
de 6 a 10, leia os
quadrinhos a
seguir.

(
quadrinhosgonzo.wordpress.com )

Assinale a alternativa em que a fala "O senhor me fez
perder uma vida!" tenha sido corretamente reescrita,
mantendo-se o sentido original e respeitando-se a Norma
Culta escrita da Língua Portuguesa em todos os aspectos.

A O senhor me fez que perder uma vida.
B O senhor fez que eu perca uma vida.
C O senhor fez com que eu perdesse uma vida.
D O senhor me fez perdesse uma vida.
E O senhor fez com que eu perdia uma vida.
Texto associado
Para
responder às questões
de 6 a 10, leia os
quadrinhos a
seguir.

(
www.vidadetrainee.com )

Assinale a alternativa em que o trecho "esse é o mesmo
pedido que você me mostrou ontem" tenha sido
corretamente reescrito, em total respeito à Norma Culta
escrita da Língua Portuguesa, mantendo-se o sentido
original.

A Este é o mesmo pedido que ontem foi mostrado por
mim.
B Este é o mesmo pedido que me é mostrado por você.
C Este é o mesmo pedido que ontem me foi mostrado
por você.
D Este é o mesmo pedido que ontem se mostrou a você.
E Este é o mesmo pedido que ontem você se mostrou a
mim.