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Atenção : Para responder às questões de números 1 a 8, baseie-se no texto seguinte.

Arquitetura indígena

É um grande acontecimento a Bienal Indígena de Arquitetura e Urbanismo, incluída na COP30, em Belém. Contará com a presença de lideranças indigenas, universidades, coletivos culturais, parceiros institucionais. Toda a sociedade está convidada: pensemos juntos uma forma diferente de Arquitetura e Urbanismo.
Pensar a arquitetura e o urbanismo é pensar nosso lugar e pensar a sociedade. As cidades são vistas como centros da criação do conhecimento, que trouxe essa falsa ideia de que nos campos e florestas não se cria conhecimento. Nos grandes centros urbanos concentram-se, de fato, o dinheiro e o poder. Mas as cidades também poluem e soterram seus rios, e se alega que isso é parte da civilização. A especulação imobiliária faz a cidade crescer sem pensar suas áreas verdes e a importância das florestas na vida das pessoas. Essa ideia de cidade nos afastou da natureza.
A Bienal Indígena surge no intuito de reconhecer e valorizar os modos de construir e viver dos povos originários, que há séculos habitam esse território de forma sustentável. Suas arquiteturas não se separam da floresta, do rio, mas são capazes de pensar cidades-floresta. Mostram um modo de vida em conexão com a natureza num mundo onde o equilíbrio ecológico é condição de existéncia.
Esse projeto surge em um momento de emergência climática, quando a arquitetura, o urbanismo e o modo de vida das cidades precisam ter suas bases repensadas profundamente. O modelo ocidental de crescimento urbano e o consumo de "recursos naturais" mostrou-se insustentável, gerando destruição ambiental e desigualdade social. Frente a isso, os modos de vida e práticas indígenas oferecem alternativas concretas e filosóficas para reconstruir a relação entre o humano e a Terra: o uso consciente dos materiais, o respeito aos ciclos naturais etc.
A Escola da Cidade e seus parceiros propõem esta bienal justamente num contexto em que a educação e a arquitetura buscam se descolonizar, buscando o entendimento dos saberes ancestrais. A Bienal Indigena será um ato de aprendizado coletivo. Uma oportunidade de reimaginar o que é habitar, projetar e viver em harmonia com o planeta.
Mais do que um evento, esta Bienal é um chamado à transformação: um convite para compreender que a arquitetura indígena não pertence apenas ao passado, mas é uma das chaves para enfrentar os desafios do presente e desenhar futuros possíveis. A Bienal se afirma como uma iniciativa permanente, garantindo que cada edição amplie os frutos de aprendizagem, integração e transformação coletiva.

(Adaptado de: TXAI SURUÍ. Folha de S. Paulo . 01/11/2025)

Constituem uma causa e sua consequência, nesta ordem, os seguintes segmentos:

A modelo ocidental de crescimento urbano // respeito aos ciclos naturais. (4º parágrafo)
B modos de vida e práticas indígenas // consumo de "recursos naturais". (4º parágrafo)
C A especulação imobiliária faz a cidade crescer // nos campos e florestas não se cria conhecimento. (2º parágrafo)
D Pensar a arquitetura e o urbanismo é [...] pensar a sociedade // Essa ideia de cidade nos afastou da natureza. (2º parágrafo)
E Suas arquiteturas não se separam da floresta // Mostram um modo de vida em conexão com a natureza. (3º parágrafo)
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Atenção : Leia o texto abaixo para responder às questões de números 16 a 20.

A idolatria do PIB. - O PIB é invenção recente. A ideia de medir a variação do valor monetário dos bens e serviços produzidos a cada ano surgiu no período entreguerras, mas foi só em meados do século passado que os órgãos oficiais passaram a calcular e publicar dados de PIB para os diferentes países. Nenhum dos grandes economistas clássicos - Smith, Ricardo, Malthus, Marx ou Mill - jamais foi instado a prever o PIB do ano ou trimestre seguintes. O culto do PIB como métrica de sucesso das nações tomou-se uma espécie de religião do nosso tempo. O crescimento é a meta suprema em nome da qual governos são eleitos ou rejeitados nas urnas, e um antropólogo marciano poderia supor que o acrônimo PIB nomeia a nossa divindade-mor na vida pública enquanto o afã de consumo preenche o vazio da existência na esfera privada. - Mas o que exatamente está sendo medido? Imagine uma comunidade na qual a água potável é um bem livre e desfrutado por todos com a mesma facilidade com que obtemos o ar que respiramos, suponha, no entanto, que as fontes de água foram poluídas e agora se tornou necessário purificá-la, engarrafá-la e distribuí-la, de modo que todos precisam trabalhar um pouco mais a fim de comprá-la no mercado - o que acontece com o PIB dessa comunidade? O erro não é de magnitude, mas de sinal: as pessoas empobreceram, ao passo que o PIB total e o PIB per capita subiram. Daí que: se eu moro perto do meu local de trabalho e posso caminhar até ele, o PIB nada registra; mas, se preciso tomar uma condução e pagar o bilhete (sem falar no tempo encalacrado no trânsito), ele sobe. Se eu gosto do que faço, embora ganhando menos do que poderia, e passo a trabalhar sem a menor alegria para um mundo caduco, mas recebendo um aumento por isso, o PIB sobe. O PIB, em suma, mede o valor monetário dos bens e serviços que transitam pelo sistema de preços - e nada mais. E, quando se tomar inevitável portar garrafinhas de oxigênio na cintura a fim de seguir respirando, o PIB subirá de novo.

(GIANNETTI, Eduardo. Trópicos utópicos: uma perspectiva brasileira da crise civilizatória. São Paulo: Companhia das Letras, 2016. pp. 51-52)

É possível perceber uma relação de causa e consequência entre os seguintes segmentos do texto:

A O PIB é invenção recente. / A ideia de medir a variação do valor monetário dos bens e serviços produzidos a cada ano.
B [...] passaram a calcular e publicar dados de PIB / para os diferentes países.
C [...] o afã de consumo / preenche o vazio da existência na esfera privada.
D [...] que as fontes de água foram poluídas / e agora se tornou necessário purificá-la.
E O erro não é de magnitude, mas de sinal: / as pessoas empobreceram, ao passo que o PIB total e o PIB per capita subiram.
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Atenção : Para responder às questões de números 1 a 5, baseie-se no texto abaixo.
Realidade e consciência

A questão da consciência está profundamente relacionada com a noção de realidade . Mesmo que outros animais tenham algum nível de consciência e interajam ativamente com a realidade física, somos aparentemente a única espécie terrestre que tem autoconsciência e uma capacidade cognitiva suficientemente complexa para contemplar a natureza da consciência, mesmo se continuamos sem entendê-la. Em outras palavras, somos a única espécie capaz de refletir sobre a própria existência.
Existimos em um mundo que acreditamos ser real. Por “real” quero dizer um mundo que não é fabricação das nossas mentes, que tem uma existência que independe da nossa percepção. Essa crença vem da integração de estímulos oriundos “lã fora”, no mundo externo, levados ao mundo interior e lá interpretados, o mundo da nossa consciência. Com isso, vou contra a posição do idealista radical que acredita que apenas a mente existe e que a realidade “lá fora” é uma ilusão (doutrina chamada de solipsismo). A realidade "lá fora" existe, mesmo que sua natureza dependa de como a percebamos “aqui dentro”.
A dor que sentimos ao chutar uma pedra (a pedra está no caminho mesmo que a experiência da dor seja única para cada indivíduo) ou os bilhões de anos de história cósmica sem a existência de mentes (a inteligência, nossa ou qualquer outra, demora um tempo para evoluir) são, para mim, evidências suficientes de que o mundo existe independentemente da nossa presença.
Não há dúvida de que podem existir diferenças em como percebemos o mundo lá fora; alucinações são um excelente exemplo de como a nossa percepção da realidade pode ser distorcida. Mas parece claro que existe algo , uma realidade em que funcionamos, e que nossos cérebros percebem em parte através dos nossos órgãos sensoriais, nossas antenas para a realidade.
(Adaptado de: GLEISER, Marcelo. A Ilha do conhecimento. Rio de Janeiro: Record, 1923, p. 315-316)

Constituem respectivamente uma causa e sua consequência estes dois segmentos:

A a pedra estão no caminho // bilhões de anos de história cósmica (3º parágrafo)
B alucinações são um excelente exemplo // uma realidade em que funcionamos (4º parágrafo)
C outros animais tenham algum nível de consciência // mesmo se continuamos sem entendê-la (1º parágrafo)
D integração de estímulos oriundos “lá fora" // posição do idealista radical (2º parágrafo)
E A dor que sentimos ao chutar uma pedra // evidências suficientes de que o mundo existe (3º parágrafo)
Órgão: Companhia de Gás da Bahia Cargo: Analista de Processos Organizacionais - Área: Administração Prova: FCC - BAHIAGÁS - Analista de Processos Organizacionais - Área: Administração - 2024
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Atenção : Para responder às questões de números 1 a 4, leia o texto abaixo.
Temos a tendência de memorizar os fatos de nossa vida, positivos ou negativos, que apresentam alta carga emocional. Isso envolve estruturas cerebrais, como a amígdala, e redes neurais, como o sistema dopaminérgico, mais conhecido como sistema de recompensa.
Considerando nossas memórias autobiográficas, a notícia ruim é que não temos autonomia para decidir o que vai ser memorizado. Fatores como transtornos depressivos, transtornos de ansiedade e mesmo o estresse afetam o processamento de memória em todas as suas fases, sejam elas a de aquisição, a de consolidação & a de recuperação da lembrança.
O que vivenciamos no dia a dia pode — ou não — ser memorizado. E isso é bom, pois informações ou vivências irrelevantes são mantidas apenas por curto período de tempo no nosso cérebro. É o que se denomina de memória de curta duração.
Outras informações ou vivências perduram por dias, meses e até por toda a vida. São as chamadas memórias de longa duração. Logo, temos sistemas de curta e de longa duração. E essas informações consolidadas no sistema de longa duração têm conteúdos específicos.
Em relação a esses conteúdos, as memórias podem ser classificadas em “tipos” ou categorias diferentes: memórias não-declarativas, como as de procedimento (andar de bicicleta ou nadar, por exemplo), que são, após consolidadas, realizadas de forma automática; memórias declarativas, que podem ser autobiográficas ou semânticas (como o conhecimento que você tem de biologia).
A capacidade de reorganização e adaptação do cérebro pode ser induzida ou facilitada mediante a aprendizagem. Por isso, & muito importante aprender coisas novas sempre, e o envelhecimento não é desculpa para o chamado sedentarismo intelectual.

(Adaptado de: SOARES, Edvaldo. Disponível em: https://theconversation.com)

O trecho em que se introduz uma consequência daquilo que se afirmou antes está em:

A É o que se denomina de memória de curta duração.
B Logo, temos sistemas de curta e de longa duração.
C pois informações ou vivências irrelevantes são mantidas apenas por curto período de tempo no nosso cérebro.
D Por isso, é muito importante aprender coisas novas sempre.
E Isso envolve estruturas cerebrais, como a amígdala, e redes neurais, como 6 sistema dopaminérgico.
Órgão: Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes Cargo: Técnico em Saúde - Técnico de Enfermagem Geral Prova: FCC - Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes - Técnico em Saúde - Técnico de Enfermagem Geral - 2024

No texto, estabelece-se relação de causa e consequência, respectivamente, entre:

A a revolução tecnológica por si só não assegura o futuro da literatura // muitos já leem em uma tela.
B A atual revolução tecnológica lança, a cada ano, novas formas de leitura // à medida que os autores se ajustam a essas
novas realidades.
C muitos já leem em uma tela // nos sentamos curvados sobre “tabuletas”.
D palavras “escritas” podem ser apenas ouvidas em um dispositivo de áudio // A narração oral também retornou.
E a infindável sequência de palavras armazenadas pelos computadores está mais próxima de um pergaminho do que de
páginas separadas // esse movimento de rolagem voltou.
Órgão: Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento - Campinas Cargo: Analista Administrativo - Área: Serviços Administrativos Prova: FCC - SANASA - Analista Administrativo - Área: Serviços Administrativos - 2019
Texto associado
Língua Portuguesa

Atenção : Para responder às questões de números 1 a 5 baseie-se no texto abaixo.

A corrida armamentista do consumo

Imagine uma corrida em que os contendores se afastam cada vez mais do objetivo pelo qual competem. A corrida armamentista tem dinâmica e propriedades conhecidas: um país decide se armar; os países vizinhos sentem-se vulneráveis e decidem fazer o mesmo a fim de não ficarem defasados; sua reação, porém, deflagra uma nova rodada de investimento bélico no primeiro país, o que obriga os demais a seguirem outra vez os seus passos. A escalada armamentista leva os participantes a dedicarem uma parcela crescente de sua renda e trabalho à garantia da segurança externa, mas o resultado é o contrário do pretendido.
A corrida do consumo tem uma lógica semelhante à da corrida armamentista. Nenhum consumidor é uma ilha: existe uma forte e intrincada interdependência entre os anseios de consumo das pessoas. Aquilo que cada uma delas sente que “precisa” ou “não pode viver sem” depende não só dos seus “reais desejos e necessidades”, mas também, e talvez sobretudo , ao menos nas sociedades mais afluentes, daquilo que os outros ao seu redor possuem. A cada vez que um novo artigo de consumo é introduzido no mercado, o equilíbrio se rompe e o desconforto causado pela percepção da falta impele à ação reativa da compra do bem .
Em ambas as corridas – a armamentista e a do consumo – a lógica da situação obriga a todos a correrem cada vez mais, como hamsters confinados a esferas rotatórias, para não sair do lugar.

(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos . São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 102-103)

Expressam-se como uma causa e sua consequência , nessa ordem, os seguintes segmentos:

A A corrida armamentista tem dinâmica e propriedades conhecidas / um país decide se armar (1 o parágrafo)
B A corrida do consumo tem uma lógica / semelhante à da corrida armamentista (2 o parágrafo)
C Aquilo que cada uma delas sente que “precisa” / depende não só dos seus “reais desejos e necessidades” (2 o parágrafo)
D um novo artigo de consumo é introduzido no mercado / o equilíbrio se rompe (2 o parágrafo)
E a correrem cada vez mais / confinados a esferas rotatórias (3 o parágrafo)