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Durante consulta de enfermagem no pré-natal, uma gestante primigesta, no segundo trimestre de gestação, refere desconforto ao permanecer em decúbito dorsal, principalmente ao dormir. Relata sensação de tontura leve e mal-estar quando permanece nessa posição por tempo prolongado, e questiona qual seria a melhor posição para repouso noturno, visando seu conforto e a segurança fetal.

Diante dessa situação, a orientação mais adequada do enfermeiro é

A orientar repouso em decúbito lateral esquerdo, pois favorece o retorno venoso materno e a perfusão uteroplacentária.
B manter qualquer posição que achar confortável, pois não há evidências de que a posição ao dormir interfira na circulação materno-fetal a partir do segundo trimestre de gestação.
C escolher posição de [Prona, por ser a mais confortável nesse período gestacional e por gerar compressão direta do abdome e do útero.
D recomendar repouso em decúbito lateral direito como posição preferencial, por reduzir a pressão sobre o fígado, aumentando a perfusão placentária.
E manter o repouso em decúbito dorsal, pois não há contraindicação dessa posição durante toda a gestação, ou qualquer relação com os sintomas mencionadas.

Paciente de 36 anos, G4P2A1 (com duas cesarianas prévias), 30 semanas de gestação, apresentou sangramento vaginal vermelho vivo, indolor e de pequena intensidade. O ultrassom confirma que a placenta está totalmente sobre o orifício interno do colo uterino. Em relação à correta classificação, ao principal risco e à conduta obstétrica imediata mais adequada para esse caso, assinale a alternativa correta.

A Descolamento Prematuro de Placenta (DPP). Conduta imediata: internação de urgência e amniorrexe (ruptura da bolsa) para acelerar a finalização do parto vaginal.
B Placenta Prévia Marginal. Conduta expectante com finalização da gestação por parto vaginal, caso não haja mais sangramentos.
C Placenta Prévia Total. Risco: acretismo placentário. Conduta: programar cesariana eletiva entre 36 e 37 semanas.
D Placenta Prévia Total. Risco: acretismo placentário. Conduta inicial: internação, repouso expectante e administração de corticoide para maturação pulmonar fetal.
E Vasa Prévia. Conduta: alta hospitalar com orientação para procurar a emergência somente em caso de sangramento profuso.

Uma gestante com 39 semanas de idade gestacional e risco habitual é diagnosticada com Ruptura Prematura de Membranas (RPM) na ausência de trabalho de parto. O exame físico revela boa vitalidade fetal, e a paciente está estável. As diretrizes nacionais e da OMS recomendam a hospitalização e a conduta ativa para a resolução da gestação. Com base nas evidências e nas recomendações que regem a conduta e a profilaxia antibiótica para a RPM no termo, assinale a alternativa correta.

A A principal justificativa para a conduta ativa (indução do parto) é a redução do risco de Restrição de Crescimento Fetal (RCF) e de hemorragia pós-parto, condições que são diretamente causadas pela perda de líquido amniótico.
B A conduta conservadora, que consiste em aguardar o início espontâneo do trabalho de parto, é aceitável por até 24 horas, pois mais de 80% das gestantes com RPM no termo entrarão em trabalho de parto espontaneamente nesse período, e a profilaxia antibiótica só é necessária após 24 horas.
C A conduta recomendada é a hospitalização imediata para resolução da gestação, com indução do trabalho de parto, idealmente antes de 6 horas da ruptura, para reduzir a necessidade de antibióticos. A profilaxia antibiótica é reservada para mulheres com período de latência superior a 12 horas.
D A profilaxia antibiótica deve ser iniciada imediatamente após o diagnóstico de RPM no termo em todas as mulheres, independentemente do tempo de ruptura, devido ao alto risco de corioamnionite, sendo a indução do parto adiada até 24 horas após o início dos antibióticos.
E A decisão entre conduta ativa e conduta expectante é determinada exclusivamente pela organização da maternidade local, sem considerar a vontade da mulher, visto que a conduta conservadora está associada a maior risco de infecção fetal e materna.

Com base nas diretrizes vigentes do Ministério da Saúde para o acesso à esterilização cirúrgica em mulheres, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).

I. A idade mínima para a esterilização voluntária é de 21 anos, independentemente do número de filhos vivos, para homens e mulheres com capacidade civil plena.
II. A exigência de histórico de cesarianas sucessivas anteriores para laqueadura durante o parto foi revogada, mas é obrigatória a observância do prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o parto.
III. Foi revogada a exigência de consentimento expresso de ambos os cônjuges para a realização da esterilização, sendo suficiente a manifestação expressa de vontade da pessoa interessada.

A I, II e III.
B Apenas I e II.
C Apenas I e III.
D Apenas II e III.
E Apenas I.

Acerca da menopausa e do climatério, assinale a alternativa correta.

A A menopausa é caracterizada, principalmente, pela irregularidade menstrual e pela presença de fogachos.
B Por ter sintomas debilitantes, o climatério por si só já é considerado uma patologia.
C O climatério compreende o período de 12 meses consecutivos com ausência de menstruação.
D A queda dos hormônios sexuais na menopausa, especialmente do estrogênio, diminui o risco de osteoporose.
E As alterações hormonais, circulatórias e sanguíneas decorrentes do climatério podem potencializar os riscos cardiovasculares.

Durante sua atuação na Unidade Básica de Saúde, uma enfermeira atende uma paciente de 27 anos interessada em iniciar o uso de um método contraceptivo reversível de longa duração. Após acolhimento inicial com orientações, a enfermeira verifica que a paciente preenche os critérios clínicos para uso de Dispositivo Intrauterino (DIU). A usuária demonstra compreensão, manifesta consentimento e solicita realização do procedimento na própria unidade. A coordenação administrativa questiona a legalidade da atuação do enfermeiro, alegando necessidade de encaminhamento médico prévio. Considerando a atuação de enfermeiros no planejamento familiar e reprodutivo, assinale a alternativa INCORRETA.

A O enfermeiro pode realizar consulta de enfermagem em planejamento reprodutivo, avaliar critérios de elegibilidade clínica e indicar método contraceptivo conforme protocolos e diretrizes vigentes.
B A inserção de DIU por enfermeiro exige capacitação técnica específica, registro do procedimento em prontuário e obtenção de consentimento livre e esclarecido.
C A atuação do enfermeiro na inserção de DIU depende de autorização individual e prévia do gestor municipal de saúde, ainda que exista protocolo institucional vigente.
D Compete ao enfermeiro assegurar orientação quanto a riscos, benefícios, efeitos adversos e sinais de alerta, bem como garantir acompanhamento posterior quando indicado.
E A autonomia técnica do enfermeiro no planejamento familiar deve observar os limites legais da profissão, os protocolos assistenciais e as normativas do sistema de saúde.

Paciente feminina, gestante (G2P1A0), 18 anos, relata ser solteira, com múltiplos parceiros e sem uso de preservativos. A paciente é etilista, tabagista, apresenta alimentação desregulada e não faz uso de ácido fólico. Após realizar exames de rotina, foi diagnosticada com feto anencéfalo, e a equipe médica propôs a possibilidade de interrupção da gestação, com respaldo legal. No contexto da conduta de planejamento familiar e reprodutivo, considerando o diagnóstico fetal e os múltiplos fatores de risco da paciente, assinale a alternativa INCORRETA sobre as diretrizes éticas e clínicas da enfermeira obstetra na Atenção Primária à Saúde.

A A enfermeira deve realizar o aconselhamento sobre a importância do uso de preservativos (dupla proteção) para essa paciente e seus parceiros, tendo em vista o relato de múltiplos parceiros e o não uso de camisinha, o que a coloca em alto risco para Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).
B O diagnóstico de anencefalia em gestação anterior ou atual é uma indicação absoluta para suplementação de ácido fólico (5 mg/dia) em gestações futuras, sendo este um componente essencial do aconselhamento pré-concepcional para essa paciente.
C O período de pós-abortamento é considerado uma oportunidade crucial para o início da contracepção, e a enfermeira deve garantir que essa paciente tenha acesso imediato a um método eficaz de sua escolha antes da alta hospitalar, caso o abortamento legal seja realizado.
D Visando reduzir os riscos de uma nova gravidez indesejada e os riscos clínicos, a enfermeira deve priorizar o aconselhamento e a inserção imediata de um LARC, como o implante subdérmico ou DIU, em detrimento da escolha dessa paciente por métodos de curta duração.
E A decisão sobre a interrupção da gestação devido à anencefalia é um direito da gestante, e a enfermeira deve garantir que o processo seja humanizado, ético e legal, respeitando a autonomia dessa paciente e se abstendo de emitir juízo de valor ou participar de atos que desrespeitem esse direito.

Em um hospital, o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) da Maternidade está realizando o monitoramento mensal de incidentes. Em janeiro, o NSP registrou a ocorrência de dez eventos adversos sem gravidade. No dia 25 de fevereiro, o NSP também registrou um evento adverso que resultou em óbito fetal, ocorrido no dia 22 de fevereiro. Considerando as responsabilidades do NSP e os prazos de notificação estabelecidos pela RDC nº 36/2013, assinale a alternativa que apresenta o prazo correto para a notificação do óbito e o prazo limite para a notificação dos demais eventos adversos de janeiro.

A Óbito: em até 72 horas a partir do ocorrido; demais eventos: até o 15º (décimo quinto) dia útil do mês subsequente ao mês de vigilância.
B Óbito: 15 dias úteis a partir de 25 de fevereiro; Demais eventos: até o dia 15 de fevereiro.
C Óbito: 72 horas após o ocorrido; demais eventos: até o dia 15 do mês subsequente ao mês de vigilância.
D Óbito: 7 dias corridos após o registro do evento; demais eventos: até o 5º (quinto) dia útil do mês subsequente.
E Óbito: 72 horas após o ocorrido; demais eventos: até o último dia útil de fevereiro.

De acordo com as recomendações da OMS, o Guia de Cuidados do Parto da OMS (LCG) substitui o partograma tradicional em muitas diretrizes atuais. Especificamente no monitoramento da dilatação cervical, assinale a alternativa que apresenta corretamente o ponto de início da fase ativa.

A O LCG deve ser iniciado a partir de 4 cm de dilatação, e a intervenção deve ser considerada quando chegar na linha de ação.
B O LCG deve ser iniciado a partir de 5 cm de dilatação, e a progressão do trabalho de parto deve ser monitorada.
C O LCG deve ser iniciado a partir de 3 cm de dilatação, e a linha de ação rígida de 4 horas deve ser mantida para a nulípara, sendo o critério menos rígido para a multípara.
D O LCG desconsidera o registro da dilatação cervical, focando-se na frequência cardíaca fetal e nos cuidados de apoio, por ser uma prática excessivamente intervencionista.
E O LCG deve ser iniciado a partir de 6 cm de dilatação, e o limiar para a investigação é uma dilatação que não atinja 3 cm em um período de 4 horas.

Na atenção em anticoncepção, e muito importante oferecer diferentes opções de métodos anticoncepcionais para todas as etapas reprodutivas, de modo que as pessoas tenham a possibilidade de escolher o método mais apropriado às suas necessidades e circunstâncias de vida. Sobre os métodos contraceptivos, assinale a alternativa CORRETA.

A A anticoncepção oral de emergência e um método muito importante para os adolescentes, porque pertencem a um grupo que tem maior risco de ter relações sexuais desprotegidas.
B O diafragma é um péssimo método para as adolescentes.
C Os métodos comportamentais, como a tabela e o muco cervical, são muito recomendados para as adolescentes.
D Há restrições ao uso de anticoncepcionais orais em adolescentes.