Instruções para chorar
Deixando de lado os motivos, atenhamo-nos à maneira correta de chorar, entendendo por isto um choro que não penetre no escândalo, que não insulte o sorriso com sua semelhança desajeitada e paralela. O choro médio ou comum consiste numa contração geral do rosto e um som espasmódico acompanhado de lágrimas e muco, este no fim, pois o choro acaba no momento em que a gente se assoa energicamente.
Para chorar, dirija a imaginação a você mesmo, e se isto lhe for impossível por ter adquirido o hábito de acreditar no mundo exterior, pense num pato coberto de formigas ou nesses golfos do estreito de Magalhães nos quais não entra ninguém, nunca.
Quando o choro chegar, você cobrirá o rosto com delicadeza, usando ambas as mãos com a palma para dentro. As crianças chorarão esfregando a manga do casaco na cara, e de preferência num canto do quarto. Duração média do choro, três minutos.
CORTÁZAR, Júlio. Instruções para chorar. In: Histórias de cronópios e de famas. São Paulo: Editora Best Seller, 2013.
Banco público de questões
Questões para Concursos
Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.
Questões por banca
29 bancas disponíveis.
Clique para visualizar todas.
Questões por banca
29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.
Acesse diretamente as bancas disponíveis na QuestLab. As quantidades abaixo consideram as questões ativas do banco.
CEBRASPE
51.363 questões
FGV
25.316 questões
FCC
24.632 questões
AOCP
23.456 questões
IBFC
11.190 questões
VUNESP
10.983 questões
Instituto Quadrix
9.793 questões
FUNDATEC
9.088 questões
IBADE
7.820 questões
CESGRANRIO
6.013 questões
OBJETIVA
4.740 questões
CONSULPLAN
4.174 questões
FEPESE
3.585 questões
IADES
3.439 questões
IESES
2.627 questões
SELECON
2.377 questões
IDECAN
1.907 questões
MS CONCURSOS
1.485 questões
Instituto Legalle
1.281 questões
FAFIPA
1.161 questões
FUMARC
842 questões
ACAFE
551 questões
INSTITUTO AOCP
430 questões
NUCEPE
378 questões
FUNIVERSA
348 questões
FAURGS
203 questões
FIOCRUZ
48 questões
MACKENZIE
48 questões
CETRO
17 questões
626 questões encontradas
Texto 2
“A inteligência artificial (IA) tem o potencial de ser inclusiva, mas também tem o potencial de ser discriminatória. As ferramentas de IA são projetadas por pessoas, e as pessoas têm seus próprios preconceitos. Isso significa que as ferramentas de IA podem refletir os preconceitos de seus criadores”, é o que diz o Bard, inteligência artificial que utiliza as informações contidas na internet para criar textos de acordo com a necessidade dos usuários. Bard não está errado. A professora Renata Wassermann, do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de São Paulo (USP), explica que o uso das plataformas de inteligência artificial pode ou não ser inclusivo.
“A IA, como um conjunto de técnicas, não é inclusiva e nem não inclusiva. O que pode ser inclusivo é o uso que se faz dessas técnicas. Assim como não dá para dizer que a arquitetura é inclusiva, mas que um determinado projeto arquitetônico é ou não acessível para pessoas com deficiência”, diz a professora. Ela destaca, ainda, que a inteligência artificial pode contribuir para tornar o mundo mais inclusivo se projetada para auxiliar pessoas com deficiência por meio da descrição de ambientes, detecção de língua de sinais e auxílio à mobilidade, entre outros exemplos.
Adaptado de: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2023/08/14/como-tornar-a-inteligencia-artificial-mais-inclusiva-confira-respostas-de-especialistas-e-da-propria-ia.ghtml. Acesso em: 22 jan. 2024.
Qual é a função textual do vocábulo destacado no trecho “A IA, como um conjunto de técnicas, não é inclusiva e nem não inclusiva.”, do Texto 2?
Texto associado
Texto 1 (Para as questões de 1 a 3)
Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs)
As Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) têm o conceito referindo-se a aquelas espécies cujas partes consumidas não são comuns ou convencionalmente conhecidas, do mesmo modo que plantas ou partes delas que economicamente possuem determinadas funcionalidades inexploradas, além de se encontrarem fora da cadeia atual de produção de alimentos, possuindo potencial alimentar para os seres humanos.
O termo PANC, Planta Alimentícia Não Convencional, foi criado em 2008, pelo biólogo Valdely Ferreira Kinupp e se popularizou desde então. As plantas não convencionais, conforme a espécie, tem seu valor nutricional com teores significativos de vitaminas, sais minerais, fibras, carboidratos e proteínas, além do reconhecido efeito funcional.
Apesar dessas espécies já estarem presentes há séculos em certas comunidades tradicionais (quilombos, aldeias indígenas, ribeirinhos etc) e causarem uma grande influência na alimentação dessas comunidades, nos últimos anos, essas passaram a ter uma redução expressiva tanto economicamente, quanto socialmente, perdendo espaço para outros produtos, o que acarreta numa menor diversidade de espécies consumidas. Segundo Kinupp e Lorenzi (2014), no Brasil existem cerca de 5.000 espécies de PANCs.
Sendo assim, a busca pela diversidade dessas plantas é fundamental para o conhecimento mais aprofundado das espécies, ajudando a entender a biodiversidade, aspectos nutricionais, sua utilização e produção em maior escala, bem como a pesquisa de novas estratégias que busquem a conservação destes recursos.
Adaptado de: BEBÉ, F. V.; LINO, J. C.; TEIXEIRA, L. M. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), Características e Algumas Espécies Presentes No Território Brasileiro. Cadernos de Agroecologia – ISSN 2236-7934 - Anais do 2° Congresso Online Internacional de Sementes Crioulas e Agrobiodiversidade – Dourados/MS - v. 17, no 2, 2022.
Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs)
As Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) têm o conceito referindo-se a aquelas espécies cujas partes consumidas não são comuns ou convencionalmente conhecidas, do mesmo modo que plantas ou partes delas que economicamente possuem determinadas funcionalidades inexploradas, além de se encontrarem fora da cadeia atual de produção de alimentos, possuindo potencial alimentar para os seres humanos.
O termo PANC, Planta Alimentícia Não Convencional, foi criado em 2008, pelo biólogo Valdely Ferreira Kinupp e se popularizou desde então. As plantas não convencionais, conforme a espécie, tem seu valor nutricional com teores significativos de vitaminas, sais minerais, fibras, carboidratos e proteínas, além do reconhecido efeito funcional.
Apesar dessas espécies já estarem presentes há séculos em certas comunidades tradicionais (quilombos, aldeias indígenas, ribeirinhos etc) e causarem uma grande influência na alimentação dessas comunidades, nos últimos anos, essas passaram a ter uma redução expressiva tanto economicamente, quanto socialmente, perdendo espaço para outros produtos, o que acarreta numa menor diversidade de espécies consumidas. Segundo Kinupp e Lorenzi (2014), no Brasil existem cerca de 5.000 espécies de PANCs.
Sendo assim, a busca pela diversidade dessas plantas é fundamental para o conhecimento mais aprofundado das espécies, ajudando a entender a biodiversidade, aspectos nutricionais, sua utilização e produção em maior escala, bem como a pesquisa de novas estratégias que busquem a conservação destes recursos.
Adaptado de: BEBÉ, F. V.; LINO, J. C.; TEIXEIRA, L. M. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), Características e Algumas Espécies Presentes No Território Brasileiro. Cadernos de Agroecologia – ISSN 2236-7934 - Anais do 2° Congresso Online Internacional de Sementes Crioulas e Agrobiodiversidade – Dourados/MS - v. 17, no 2, 2022.