QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
626 questões encontradas

As opções a seguir mostram frases de Graça Aranha, com o emprego do verbo abaixar. A frase em que deveria ser empregado o verbo baixar, por ser mais adequado, é:

A “O agrimensor calou-se ainda mais solene e entregou-se todo ao instrumento; mirava na objetiva, abaixava-se, erguia-se para espiar por cima...”
B “Todos os moradores do povoado ficaram contentes porque todos os preços tinham abaixado.”
C “Com a presença dos estranhos, o jovem abaixou a cabeça enleado, disfarçando a remexer nos gravetos esparsos no chão.”
D “Ela não respondeu e ligeiramente abaixou os olhos; quando logo depois os ergueu, mudou de assunto.”
E “Por contágio e por instintivo sinal de respeito dos humildes colonos, as saudações propagavam-se e daí só se viam as cabeças abaixando-se na direção dos magistrados, que correspondiam desdenhosos.”

“Esta página, imaginamo-la sempre profundamente emocionante e trágica; mas cerramo-la vacilante e sem brilhos.” Nessa frase, o autor evitou usar expressões negativas ou agressivas, substituindo-as por “vacilante e sem brilhos”. As frases abaixo mostram processos de atenuar expressões consideradas agressivas, prejudiciais ou desagradáveis. Assinale a opção em que esse processo foi realizado de forma adequada.

A O jogador, quando criança, morava num bairro miserável. / numa área socioeconômica baixa.
B O horário dos coletores de lixo no bairro estava marcado às 9 horas / lixeiros.
C A empresa reconhece problemas na nova distribuição de empregos / de desemprego.
D A indústria reconhece estar falida / com fluxo de caixa altamente positivo.
E O foguete lançado chocou-se prematuramente contra o solo / despencou.

“Ademais, não desafiaria a incredulidade do futuro a narrativa de pormenores em que se amostrassem mulheres precipitando-se nas fogueiras...”. Nessa frase, o vocábulo “amostrassem” equivale a “mostrassem”. Assinale a frase em que houve troca indevida entre parônimos, com relação às palavras sublinhadas.

A “Pode-se precisar espiar não somente más ações, mas erros da própria natureza.” (Marquês de Custine) / espiar / expiar.
B “É de altos espíritos aspirar a coisas altas.” (Cervantes) / aspirar / expirar.
C “A descrença é fenômeno alheio à vontade do eleitor; a abstenção é propósito.” (A Semana, Machado de Assis) / abstenção / abstração.
D “A ternura não embarga a discrição nem esta diminui aquela.” (Memorial de Aires, Machado de Assis) / descrição / discrição.
E “Era esperto e arguto: entendia as coisas sem largo dispêndio de palavras.” (Papéis Avulsos, Machado de Assis) / esperto / experto.

O texto traz uma série de vocábulos cultos, próprios da época do livro. Assinale a frase em que a substituição de um termo abrangente por um mais simples foi feita de forma inadequada.

A “O absurdo é o mistério dos incrédulos/descrentes.” (Mário da Silva Brito)
B “A finalidade/O término da humanidade é produzir grandes homens.” (Renan)
C “O irreligioso/O ateu é como o enjeitado que não conhece o seu pai, é como o animal bruto, comensal do banquete da natureza, que não cuida nem pergunta pelo seu benfeitor.” (Marquês de Maricá)
D “A vida é cheia de obrigatoriedades/obrigações que a gente cumpre por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente.” (Machado de Assis)
E “Os mortos param no cemitério, e lá vai ter a afeição dos vivos, com as suas flores e recordações/lembranças.” (Memorial de Aires, Machado de Assis)
Texto associado
'Quer adressar?', me perguntou a moça De início não entendi o verbo cravado no coração da frase e, usando o etarismo a meu favor, pedi graciosamente, por favor, que a moça repetisse.
O cenário era a loja de um shopping no Leblon, onde eu negociava com ela, vendedora educadíssima, os últimos detalhes da compra de um produto volumoso que, sem carro, eu não podia levar naquele momento. Foram necessárias três repetições da frase até que – como se falava no tempo do orelhão, quando o português era ouvido por aqui – a ficha caiu:
“Eu posso adressar o produto?”, era o que perguntava a moça, fazendo-se finalmente entender. A moça queria ostentar na fala o mesmo padrão internacional do shopping.
A pureza vernacular não linka com a minha prosa vadia de cronista. A ideia aqui é mexer com a língua, roçar na de Luís de Camões e – como o tamanduá esticando a dele para pegar as formigas – tirar prazer disso. Para manter o emprego, equilibro num parágrafo as ordens do manual de redação – exibindo às vezes uma mesóclise de polainas – e já no parágrafo seguinte caio de boca – com o piercing no lábio inferior – no saboreio do último barbarismo ouvido na esquina. Nada a ver com os rigores de um professor de português. O target não é preparar o leitor para a nota mil do Enem, mas meter a língua onde não se foi chamado.
A propósito. Preciso dizer que quando eu, cliente, finalmente entendi o que a moça na loja do shopping queria dizer com a proposta de “adressar” a compra, eu aquiesci jovial – e me fiz up to date:
“Sim, por favor, adressa, sim”.
(Trecho adaptado da crônica de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada em “O Globo”.)

Assinale a opção em que a substituição do termo sublinhado por um sinônimo é incorreta.

A A pureza vernacular não linka com a minha prosa vadia de cronista (coaduna).
B O target não é preparar o leitor para a nota mil do Enem (objetivo).
C (...) eu aquiesci jovial – e me fiz up to date (concordei).
D (...) no saboreio do último barbarismo ouvido na esquina (cacografia).
E (...) usando o etarismo a meu favor (idadismo).

Assinale a opção em que a lacuna da frase deve ser preenchida pelo segundo elemento contido nos parênteses.

A Os vereadores _____ (por ora / por hora) decidiram adiar a votação.
B Devido às fortes chuvas, vários brincantes tiveram seus carros _____ (empossados / empoçados) na lama.
C A agremiação do boi Malhadinho foi parcialmente prejudicada em sua apresentação devido ao _____ (mau / mal) tempo.
D O grupo “Flor do Campo” se apresentou na noite desse sábado, _____ (quando / onde) o som de tambores fez a floresta pulsar.
E A agremiação exibiu o Xauara, figura que vai _____ (de encontro à / ao encontro da) preservação da natureza, pois simboliza a destruição das queimadas e a poluição dos rios.
Texto associado
'Quer adressar?', me perguntou a moça De início não entendi o verbo cravado no coração da frase e, usando o etarismo a meu favor, pedi graciosamente, por favor, que a moça repetisse.
O cenário era a loja de um shopping no Leblon, onde eu negociava com ela, vendedora educadíssima, os últimos detalhes da compra de um produto volumoso que, sem carro, eu não podia levar naquele momento. Foram necessárias três repetições da frase até que – como se falava no tempo do orelhão, quando o português era ouvido por aqui – a ficha caiu:
“Eu posso adressar o produto?”, era o que perguntava a moça, fazendo-se finalmente entender. A moça queria ostentar na fala o mesmo padrão internacional do shopping.
A pureza vernacular não linka com a minha prosa vadia de cronista. A ideia aqui é mexer com a língua, roçar na de Luís de Camões e – como o tamanduá esticando a dele para pegar as formigas – tirar prazer disso. Para manter o emprego, equilibro num parágrafo as ordens do manual de redação – exibindo às vezes uma mesóclise de polainas – e já no parágrafo seguinte caio de boca – com o piercing no lábio inferior – no saboreio do último barbarismo ouvido na esquina. Nada a ver com os rigores de um professor de português. O target não é preparar o leitor para a nota mil do Enem, mas meter a língua onde não se foi chamado.
A propósito. Preciso dizer que quando eu, cliente, finalmente entendi o que a moça na loja do shopping queria dizer com a proposta de “adressar” a compra, eu aquiesci jovial – e me fiz up to date:
“Sim, por favor, adressa, sim”.
(Trecho adaptado da crônica de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada em “O Globo”.)

Assinale a opção em que a substituição do termo sublinhado por um sinônimo é incorreta.

A A pureza vernacular não linka com a minha prosa vadia de cronista (coaduna).
B O target não é preparar o leitor para a nota mil do Enem (objetivo).
C (...) eu aquiesci jovial – e me fiz up to date (concordei).
D (...) no saboreio do último barbarismo ouvido na esquina (cacografia).
E (...) usando o etarismo a meu favor (idadismo).

Um dos problemas mais frequentes na língua escrita é o da repetição de palavras idênticas, gerando uma série de diferentes estratégias para evitá-la. Em todas as frases abaixo há repetições de palavras idênticas. A observação adequada sobre uma dessas repetições é:

A “Se você não for melhor amanhã que hoje, então para que você precisa do amanhã?" (Rahbi da Bratislava) / repetição de palavras da mesma classe gramatical;
B "Um homem competente é um homem que se equivoca segundo as regras." (Paul Valéry) / repetição de palavras de diferentes classes gramaticais;
C "A adolescência é um tribunal inesperado: o julgamento do pai pelo filho e o julgamento do filho pelo pai." (Paulo Mendes Campos) / repetição de palavras com significado e classe diferentes;
D "Se os fatos contradizem os profetas, pior para os fatos." (Nelson Rodrigues) / repetição de palavras da mesma classe gramatical e mesmo significado;
E "A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe." (Mário Quintana) / repetição de palavras de significados diferentes.

Na frase de César Augusto "Apressa-te devagar." há a presença de um paradoxo, ou seja, o emprego de palavras que contrariam a lógica ou o senso comum, o que também ocorre na seguinte frase de Machado de Assis:

A "Faria, apesar do dia e da festa, ria mal, ria sério, ria aborrecido, não acho forma de dizer que exprima com exação a verdade." (Memorial de Aires);
B "Mas já que falei dos meus tios, deixem-me aqui fazer um curto espaço genealógico." (Memórias Póstumas de Brás Cubas);
C "Sabemos que a moça não era bonita. Pois estava linda, à força da felicidade." (Quincas Borba);
D "Estava em casa de D. Cesária, onde a irmã escurecia tudo com a sua viuvez recente." (Memorial de Aires);
E “Eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor." (Memórias Póstumas de Brás Cubas).

Um problema frequente na língua escrita é a redundância, ou seja, a utilização de palavras com o mesmo significado, tornando-as desnecessárias. A frase abaixo que NÃO mostra nenhum tipo de redundância é:

A “Não me preocupo tanto com o que sou na opinião dos outros, quanto com o que sou na minha própria opinião.” (Montaigne);
B "O homem pouco inteligente não pode ter ilusões: ou engana-se a si mesmo ou trata de enganar os outros." (Stendhal);
C "A pessoa deveria se autoexaminar por bastante tempo antes de pensar em condenar os outros." (Molière);
D "Uma lagarta que buscasse conhecer a si própria jamais se transformaria numa borboleta." (André Gide);
E "Cego é o homem que enxerga somente a sua imagem no espelho." (Ana Maria B. Gil).