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Assinale a alternativa que apresenta uma expressão empregada no texto com o sentido conotativo.

A Resolva crises.
B Delegue telefonemas
C Decida quando fazer planejamento.
D Apague “incêndio”.
E Elimine intrigas.
Texto associado
Texto 19A2BBB

1 --------------- As garras do Leão estão mais afiadas. A partir deste
----- ano, os bancos terão de informar à Receita Federal qualquer
----- movimentação financeira mensal acima de R$ 2.000 feita por
4 --- pessoas físicas. No caso das empresas, o valor será de
----- R$ 6.000. Com esses dados, o fisco vai cruzar informações,
----- para verificar se há compatibilidade com os dados apresentados
7 --- na declaração do imposto de renda ou com a movimentação do
----- cartão de crédito.
----------------- A determinação consta da Instrução Normativa
10 -- RFB n.º 1.571/2015 e já é alvo de polêmica. Essa instrução
----- normativa tem amparo na Lei Complementar n.º 105/2001, que
----- dispõe sobre o sigilo das operações de instituições financeiras
13 -- e está sendo questionada no Supremo Tribunal Federal (STF).
----- Ações diretas de inconstitucionalidade, assim como
----- profissionais atuantes na área, argumentam que a lei infringe o
16 -- direito ao sigilo de dados, garantido pela Constituição Federal
----- de 1988. Para alguns tributaristas, seria coerente que o STF
----- decidisse a favor dos contribuintes.

João Sorima Neto e Martha Beck. Fisco vai monitorar
transações mensais acima de R$ 2 mil . 3/2/2016. Internet:
(com adaptações).

No que se refere às ideias e às estruturas linguísticas do texto 19A2BBB, julgue os próximos itens.

Na primeira oração do texto, o termo “Leão” foi empregado de forma simbólica, para denotar a força política exercida pelo Estado sobre a nação brasileira.

C Certo
E Errado
Órgão: Tribunal de Contas do Pará Cargo: Auditor de Controle Externo - Área Comunicação - Especialidade: Publicidade Prova: CESPE/CEBRASPE - TCE PA - Auditor de Controle Externo - Área Comunicação - Especialidade: Publicidade - 2016
Texto associado
Atenção : As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Pequenas injustiças no calor da hora

Nestes dias tumultuados de incerteza política que estamos vivendo, há outras incertezas de menor visibilidade, que vêm de longe, e fazem parte de um sistema articulado de crise social e de decadência de que anomalias de agora são apenas parte do problema. Os sociólogos definem situações desse tipo como estados de anomia, caracterizados pela perda da eficácia dos valores e das regras sociais que tornam a vida em sociedade possível. O Brasil, aparentemente, está ultrapassando o limite dessa segurança coletiva. Alguns episódios recentes são indicativos do que está acontecendo.
Alunos do curso de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, a que se juntou um da Pontifícia Universidade Católica, segundo as notícias, na noite do último dia 19, diante da residência estudantil, agrediram a socos e pontapés um estudante do Curso de Veterinária, Nerlei Fidelis, de 31 anos, que estava acompanhado de um sobrinho. Da nação Caingangue, ele é um dos 76 alunos indígenas que ingressaram na Universidade através do vestibular especial ali implantado. (...). Os agressores incriminaram em Nerlei o fato de ser índio, e deram início a agressão com a pergunta “o que esses índios estão fazendo aí?”
Os preconceitos de vários tipos, no Brasil, raciais, sociais, religiosos, de gênero e outros estão fundados no pressuposto de que cada um é livre e tem direitos nos limites do espaço a ele ou ela destinado. Não se trata, portanto, apenas de racismo, palavra que escamoteia um conjunto grande de preconceitos. Trata-se de uma concepção remotamente fundada no preconceito de casta ou no preconceito estamental, próprio de uma sociedade baseada no pressuposto de que as pessoas nascem e morrem socialmente desiguais.
O Brasil sempre foi um país intolerante e, de vários modos, autoritário. Construímos um conjunto de disfarces formais e meramente rituais para enfrentar o desconforto da intolerância e das injustiças que dela decorrem. Mas, nos momentos de crise e de tensão sociais, os disfarces derretem-se sob o calor da hora e ficamos nus diante do espelho. Nunca conseguimos construir uma verdadeira identidade social. No papel, sim, mas, na vida, não. Com facilidade tendemos ao corporativismo e são muitos os que se fecham numa identidade restrita, sobreposta ao que deveria ser a identidade de todos, a da Pátria.
(Adaptado de: MARTINS, José de Souza. Pequenas injustiças no calor da hora. In: O ESTADO DE S. PAULO . Aliás, E2, Domingo, 3 de abril de 2016.)

No contexto do quarto parágrafo, a expressão utilizada com sentido figurado é

A “um país intolerante”.
B “conjunto de disfarces formais”.
C “momentos de crise e de tensão sociais”.
D “identidade restrita”.
E “nus diante do espelho”.