Atenção: Para responder às questões de números 1 a 6, baseie-se no texto abaixo.
[Aprendizes da alegria]
Fico comovido toda vez que ouço o finalzinho da canção que o Chico Buarque escreveu para a filha recém-nascida, dizendo ser este o seu melhor desejo: “e que você seja da alegria sempre uma aprendiz”. Haverá coisa maior que se possa desejar?
A felicidade é voltar a ser criança. As crianças sabem muito bem disto: que o propósito maior da vida é o prazer. Santo Agostinho, de ortodoxia inquestionável, também sabia disso, e dizia que as coisas da vida se dividem em duas classes: coisas para serem usadas e coisas para serem usufruídas. As coisas para serem usadas são aquelas que não são um fim em si mesmas, como uma panela, um violão, um serrote.
Bom mesmo não é a panela, mas a moqueca que se cozinha nela. Moqueca é objeto de fruição; um pouquinho de felicidade. Bom mesmo não é o violão, mas a música que se toca nele. Pois a música é alegria, objeto de fruição. E bom mesmo não é o serrote, mas a casinha de boneca que se faz com ele, e que faz os olhos da menina brilharem. Felicidade são os olhos da menina...
O objetivo do trabalho não é a simples função do que constrói: o objetivo do trabalho é o prazer do jardim que se planta, a casa que se constrói ou o livro que se escreve. Pensamos que a felicidade é coisa grande, barulhenta, talvez inalcançável... Ao contrário: é discreta, silenciosa e frágil, como uma bolha de sabão. Ela se vai muito rápido, mas deixa a lição de que se podem soprar muitas outras.
(Adaptado de: ALVES, Rubem. Tempus fugit. São Paulo: Paulus, 1990, p. 41-43, passim)
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Texto associado
Atenção: Para responder às questões de números 1 a 6, baseie-se no texto abaixo.
Quem não gosta de samba
“Como se dá que ritmos e melodias, embora tão somente sons, se assemelhem a estados da alma?”, pergunta Aristóteles. Há pessoas que não suportam a música; mas há também uma venerável linhagem de moralistas que não suporta a ideia do que a música é capaz de suscitar nos ouvintes. Platão condenou certas escalas e ritmos musicais e propôs que fossem banidos da cidade ideal. Santo Agostinho confessou-se vulnerável aos “prazeres do ouvido” e se penitenciou por sua irrefreável propensão ao “pecado da lascívia musical”. Calvino alerta os fiéis contra os perigos do caos, volúpia e emefinação que ela provoca. Descartes temia que a música pudesse superexcitar a imaginação.
O que todo esse medo da música - ou de certos tipos de música - sugere? O vigor e o tom dos ataques traem o melindre. Eles revelam não só aquilo que afirmam - a crença num suposto perigo moral da música -, mas também o que deixam transparecer. O pavor pressupõe uma viva percepção da ameaça. Será exagero, portanto, detectar nesses ataques um índice da especial força da sensualidade justamente naqueles que tanto se empenharam em preveni-la e erradicá-la nos outros?
O que mais violentamente repudiamos está em nós mesmos. Por vias oblíquas ou com plena ciência do fato, nossos respeitáveis moralistas sabiam muito bem do que estavam falando.
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos . São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 23-24)
Quem não gosta de samba
“Como se dá que ritmos e melodias, embora tão somente sons, se assemelhem a estados da alma?”, pergunta Aristóteles. Há pessoas que não suportam a música; mas há também uma venerável linhagem de moralistas que não suporta a ideia do que a música é capaz de suscitar nos ouvintes. Platão condenou certas escalas e ritmos musicais e propôs que fossem banidos da cidade ideal. Santo Agostinho confessou-se vulnerável aos “prazeres do ouvido” e se penitenciou por sua irrefreável propensão ao “pecado da lascívia musical”. Calvino alerta os fiéis contra os perigos do caos, volúpia e emefinação que ela provoca. Descartes temia que a música pudesse superexcitar a imaginação.
O que todo esse medo da música - ou de certos tipos de música - sugere? O vigor e o tom dos ataques traem o melindre. Eles revelam não só aquilo que afirmam - a crença num suposto perigo moral da música -, mas também o que deixam transparecer. O pavor pressupõe uma viva percepção da ameaça. Será exagero, portanto, detectar nesses ataques um índice da especial força da sensualidade justamente naqueles que tanto se empenharam em preveni-la e erradicá-la nos outros?
O que mais violentamente repudiamos está em nós mesmos. Por vias oblíquas ou com plena ciência do fato, nossos respeitáveis moralistas sabiam muito bem do que estavam falando.
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Trópicos utópicos . São Paulo: Companhia das Letras, 2016, p. 23-24)
A frase O vigor e o tom dos ataques traem o melindre contém um argumento semelhante ao que está nesta outra frase:
O trecho que tem seu sentido inviabilizado pela inversão
na ordem de suas orações é
Texto associado
Utilize o Texto I para responder as questões de 01 a 11
Projetos e Ações: Papo de Responsa
O Programa Papo de Responsa foi criado por policiais civis do Rio de Janeiro. Em 2013, a Polícia Civil do Espírito Santo, por meio de policiais da Academia de Polícia (Acadepol) capixaba, conheceu o programa e, em parceria com a polícia carioca, trouxe para o Estado.
O ‘Papo de Responsa’ é um programa de educação não formal que – por meio da palavra e de atividades lúdicas – discute temas diversos como prevenção ao uso de drogas e a crimes na internet, bullying, direitos humanos, cultura da paz e segurança pública, aproximando os policiais da comunidade e, principalmente, dos adolescentes.
O projeto funciona em três etapas e as temáticas são repassadas pelo órgão que convida o Papo de Responsa, como escolas, igrejas e associações, dependendo da demanda da comunidade. No primeiro ciclo, denominado de “Papo é um Papo”, a equipe introduz o tema e inicia o processo de aproximação com os alunos. Já na segunda etapa, os alunos são os protagonistas e produzem materiais, como músicas, poesias, vídeos e colagens de fotos, mostrando a percepção deles sobre a problemática abordada. No último processo, o “Papo no Chão”, os alunos e os policiais civis formam uma roda de conversa no chão e trocam ideias relacionadas a frases, questões e músicas direcionadas sempre no tema proposto pela instituição. Por fim, acontece um bate-papo com familiares dos alunos, para que os policiais entendam a percepção deles e também como os adolescentes reagiram diante das novas informações.
Disponível em < https://pc.es.gov.br/projetos-e-acoes >. Acesso em: 30/ jan./2019.
Projetos e Ações: Papo de Responsa
O Programa Papo de Responsa foi criado por policiais civis do Rio de Janeiro. Em 2013, a Polícia Civil do Espírito Santo, por meio de policiais da Academia de Polícia (Acadepol) capixaba, conheceu o programa e, em parceria com a polícia carioca, trouxe para o Estado.
O ‘Papo de Responsa’ é um programa de educação não formal que – por meio da palavra e de atividades lúdicas – discute temas diversos como prevenção ao uso de drogas e a crimes na internet, bullying, direitos humanos, cultura da paz e segurança pública, aproximando os policiais da comunidade e, principalmente, dos adolescentes.
O projeto funciona em três etapas e as temáticas são repassadas pelo órgão que convida o Papo de Responsa, como escolas, igrejas e associações, dependendo da demanda da comunidade. No primeiro ciclo, denominado de “Papo é um Papo”, a equipe introduz o tema e inicia o processo de aproximação com os alunos. Já na segunda etapa, os alunos são os protagonistas e produzem materiais, como músicas, poesias, vídeos e colagens de fotos, mostrando a percepção deles sobre a problemática abordada. No último processo, o “Papo no Chão”, os alunos e os policiais civis formam uma roda de conversa no chão e trocam ideias relacionadas a frases, questões e músicas direcionadas sempre no tema proposto pela instituição. Por fim, acontece um bate-papo com familiares dos alunos, para que os policiais entendam a percepção deles e também como os adolescentes reagiram diante das novas informações.
Disponível em < https://pc.es.gov.br/projetos-e-acoes >. Acesso em: 30/ jan./2019.
De acordo com o Texto, assinale a alternativa correta.
Assinale a alternativa que apresenta o
sentido mais adequado para ‘adotar’,
em “A polícia pode adotar diferentes
formas de policiamento.”, considerando
o sentido denotativo dos termos das
alternativas.
Texto associado
Sinais da velhice
Quando a moça dá lugar no ônibus
Juremir Machado da Silva
Ando de ônibus. É o meu meio de transporte favorito. Aprendo nas viagens. Leio. Não preciso de tecnologia para encontrar um ônibus que me leve ao destino. Tenho falado muito do tempo que passa e me torna idoso. Escrevi, no passado, sobre a crise dos 40. Hoje, trato da chegada dos 60. Os sinais da velhice são claros. Outrora, quando jovem, eu não usava palavras como outrora. Depois, alunas passaram a me chamar de “senhor” e de “seu Juremir”. No ônibus, começaram a levantar para me dar o lugar”. Meninos também. Agora, ficou pior.
Conto a história. Eu estava em pé no ônibus. Sem aperto. Confortável. A menina viu e levantou-se. Cavalheirescamente eu fiz sinal com a mão de que ela podia continuar sentada. Não deu certo. Ela insistiu. Nada podia detêla. Estava determinada a me ceder o lugar. Um furacão. Tentei demovê-la com elegância. Não queria falar para não demonstrar ressentimento ou humilhação. [...]
Eu já gritava interiormente: “Não quero esse lugar de maneira alguma”. A menina não se intimidava. Ela estava certa de cumprir o seu dever moral. Ceder o lugar para o velhinho. Rebatia: “Aceite a sua condição, reconheça a sua idade, cumpra o seu dever: sente-se”. Temi que começássemos a falar em voz alta. Era um confronto de gerações. Por um momento, refleti: por que essa situação me incomoda tanto? Não respondi. A menina já estava no corredor. O lugar vago se oferecia. A moça, sentada ao lado, continuava com as pernas no corredor abrindo passagem para a minha instalação no banco da janela. Eu me recusava a capitular. A plateia aguardava ansiosamente o desfecho. Qual seria?
Por alguns minutos, ficamos os dois em pé, a menina e eu, sem nos olharmos. Foi um longo breve momento de tensão. [...]
O acaso entrou em campo para resolver o impasse. Alguém se levantou noutro lugar para descer. Corri para o novo banco disponível. Era uma questão de honra. Fui salvo pela sorte. A menina ficou em pé. Não voltou para o seu lugar. O banco permaneceu vazio até que uma jovem senhora o ocupou. O tempo passou. Meus cabelos brancos me denunciam. O menino que eu sinto dentro de mim já não convence. Visto de fora, sou um velho. Preciso urgentemente me acostumar com essa ideia. O tempo de viajar em pé no ônibus passou para mim. Salvo em casos de falta de educação. O meu problema, porém, é o contrário.
Adaptado de: . Acesso em: 24 jun. 2019.
Quando a moça dá lugar no ônibus
Juremir Machado da Silva
Ando de ônibus. É o meu meio de transporte favorito. Aprendo nas viagens. Leio. Não preciso de tecnologia para encontrar um ônibus que me leve ao destino. Tenho falado muito do tempo que passa e me torna idoso. Escrevi, no passado, sobre a crise dos 40. Hoje, trato da chegada dos 60. Os sinais da velhice são claros. Outrora, quando jovem, eu não usava palavras como outrora. Depois, alunas passaram a me chamar de “senhor” e de “seu Juremir”. No ônibus, começaram a levantar para me dar o lugar”. Meninos também. Agora, ficou pior.
Conto a história. Eu estava em pé no ônibus. Sem aperto. Confortável. A menina viu e levantou-se. Cavalheirescamente eu fiz sinal com a mão de que ela podia continuar sentada. Não deu certo. Ela insistiu. Nada podia detêla. Estava determinada a me ceder o lugar. Um furacão. Tentei demovê-la com elegância. Não queria falar para não demonstrar ressentimento ou humilhação. [...]
Eu já gritava interiormente: “Não quero esse lugar de maneira alguma”. A menina não se intimidava. Ela estava certa de cumprir o seu dever moral. Ceder o lugar para o velhinho. Rebatia: “Aceite a sua condição, reconheça a sua idade, cumpra o seu dever: sente-se”. Temi que começássemos a falar em voz alta. Era um confronto de gerações. Por um momento, refleti: por que essa situação me incomoda tanto? Não respondi. A menina já estava no corredor. O lugar vago se oferecia. A moça, sentada ao lado, continuava com as pernas no corredor abrindo passagem para a minha instalação no banco da janela. Eu me recusava a capitular. A plateia aguardava ansiosamente o desfecho. Qual seria?
Por alguns minutos, ficamos os dois em pé, a menina e eu, sem nos olharmos. Foi um longo breve momento de tensão. [...]
O acaso entrou em campo para resolver o impasse. Alguém se levantou noutro lugar para descer. Corri para o novo banco disponível. Era uma questão de honra. Fui salvo pela sorte. A menina ficou em pé. Não voltou para o seu lugar. O banco permaneceu vazio até que uma jovem senhora o ocupou. O tempo passou. Meus cabelos brancos me denunciam. O menino que eu sinto dentro de mim já não convence. Visto de fora, sou um velho. Preciso urgentemente me acostumar com essa ideia. O tempo de viajar em pé no ônibus passou para mim. Salvo em casos de falta de educação. O meu problema, porém, é o contrário.
Adaptado de: . Acesso em: 24 jun. 2019.
Em relação às classes gramaticais e aos processos de formação de palavras, assinale a alternativa correta.
Assinale a alternativa correta
considerando a função da linguagem
em “Não te surpreendes que haja vida
noutros planetas?”.
Texto associado
A fundadora da Cia de Talentos escreveu esta carta às novas gerações
Sofia Esteves, fundadora da Cia. de Talentos e consultora de carreira há 30 anos , tem algo a dizer para os jovens
Por Sofia Esteves, presidente do Conselho do Grupo Cia. de Talentos - Publicado em 23 set 2019, 12h00
São Paulo – Eu sou apaixonada por talentos e pela força que os jovens têm em desbravar novos caminhos, trazendo mudanças e inovação ao mercado de trabalho.
Todos os anos a Cia de Talentos se empenha em coletar dados na ‘Pesquisa Carreira dos Sonhos’, em que conversamos com milhares de jovens da América Latina para compreender suas necessidades e então levar essas questões às empresas para que se organizem novamente. A pesquisa desse ano, com a participação de mais de 75 mil jovens profissionais do Brasil, constatou o que há algum tempo vem sendo anunciado.
As novas gerações desejam um ambiente de trabalho flexível, em que podem confiar em seus gestores, jornadas de trabalho remotas, transparência da alta liderança sobre o financeiro e sobre as ações das empresas, além de mais oportunidades de desenvolvimento e, principalmente, de mais tempo para viverem suas vidas pessoais. Esses não são desejos apenas dos jovens. Profissionais de todas as idades estão em busca de uma vida mais saudável, não é mesmo?
O mercado está começando a investir em construir times diversos nas empresas, aproveitando o que cada geração, gênero e vivência social têm de diferente, construindo visões estratégicas mais amplas, e dentro desse olhar, estão também os jovens talentos. Sendo assim, suas necessidades deixaram de ser regalias e estão se transformando em visões estratégicas das empresas, que buscam reter esses talentos em seus times.
As revoluções que os jovens trazem vão afetar o mercado de trabalho. Vocês têm muito a contribuir, mas é necessário fazer uma revolução gentil. Tudo o que hoje vocês criticam foi construído com muito empenho pelos profissionais das gerações anteriores. Tragam inovação, boas ideias, questões construtivas para que o novo mostre que o antigo precisa mudar, mas não se apeguem à ideia de que são os únicos que conhecem o caminho e que precisam derrubar tudo que foi construído.
Paciência. Esse valor não representa submissão e nem conformismo, muito menos comodismo. Paciência é inteligência emocional. Construam novos caminhos com humildade. Se permitam aprender com os profissionais mais experientes e não se percam em julgamentos.
Pois é, o segredo está em diferentes gerações colaborarem para construírem o novo em parceria, oferecendo o que cada uma tem de melhor e dessa forma agilizarem as mudanças necessárias para que a experiência e a inovação caminhem juntas, resultando em progresso. Dessa forma, todos ganham.
Disponível em: . Acesso em: 22 out. 2019.
Sofia Esteves, fundadora da Cia. de Talentos e consultora de carreira há 30 anos , tem algo a dizer para os jovens
Por Sofia Esteves, presidente do Conselho do Grupo Cia. de Talentos - Publicado em 23 set 2019, 12h00
São Paulo – Eu sou apaixonada por talentos e pela força que os jovens têm em desbravar novos caminhos, trazendo mudanças e inovação ao mercado de trabalho.
Todos os anos a Cia de Talentos se empenha em coletar dados na ‘Pesquisa Carreira dos Sonhos’, em que conversamos com milhares de jovens da América Latina para compreender suas necessidades e então levar essas questões às empresas para que se organizem novamente. A pesquisa desse ano, com a participação de mais de 75 mil jovens profissionais do Brasil, constatou o que há algum tempo vem sendo anunciado.
As novas gerações desejam um ambiente de trabalho flexível, em que podem confiar em seus gestores, jornadas de trabalho remotas, transparência da alta liderança sobre o financeiro e sobre as ações das empresas, além de mais oportunidades de desenvolvimento e, principalmente, de mais tempo para viverem suas vidas pessoais. Esses não são desejos apenas dos jovens. Profissionais de todas as idades estão em busca de uma vida mais saudável, não é mesmo?
O mercado está começando a investir em construir times diversos nas empresas, aproveitando o que cada geração, gênero e vivência social têm de diferente, construindo visões estratégicas mais amplas, e dentro desse olhar, estão também os jovens talentos. Sendo assim, suas necessidades deixaram de ser regalias e estão se transformando em visões estratégicas das empresas, que buscam reter esses talentos em seus times.
As revoluções que os jovens trazem vão afetar o mercado de trabalho. Vocês têm muito a contribuir, mas é necessário fazer uma revolução gentil. Tudo o que hoje vocês criticam foi construído com muito empenho pelos profissionais das gerações anteriores. Tragam inovação, boas ideias, questões construtivas para que o novo mostre que o antigo precisa mudar, mas não se apeguem à ideia de que são os únicos que conhecem o caminho e que precisam derrubar tudo que foi construído.
Paciência. Esse valor não representa submissão e nem conformismo, muito menos comodismo. Paciência é inteligência emocional. Construam novos caminhos com humildade. Se permitam aprender com os profissionais mais experientes e não se percam em julgamentos.
Pois é, o segredo está em diferentes gerações colaborarem para construírem o novo em parceria, oferecendo o que cada uma tem de melhor e dessa forma agilizarem as mudanças necessárias para que a experiência e a inovação caminhem juntas, resultando em progresso. Dessa forma, todos ganham.
Disponível em: . Acesso em: 22 out. 2019.
De acordo com o texto, é possível afirmar que
Texto associado
Dados de 92 milhões de brasileiros podem
estar à venda na internet
Arquivo contém 16 GB de informações pessoais
que incluem nomes, datas de nascimento e
números de CPF
Por Rodrigo Loureiro
9 out. 2019
São Paulo – Um banco de dados que teria
informações de mais de 92 milhões de brasileiros
está sendo leiloado na internet. De acordo com
a empresa de segurança digital Eset, que está
analisando o caso, o conjunto de dados pessoais
inclui nomes dos usuários e de seus familiares,
datas de nascimento e CPFs. O lance inicial é de
15 mil dólares.
Realizado em diversos fóruns clandestinos e
de acesso restrito, o leilão, que só recebe lances
a partir de 1.000 dólares, só pode ser acessado
por membros dessas plataformas. O arquivo de
16 GB de tamanho e em formato SQL está sendo
leiloado por um hacker sob o codinome X4Crow.
De acordo com o portal Bleeping Computer,
que obteve uma amostra dos dados, as
informações coletadas são verdadeiras e batem
com registros da Receita Federal.
Como o vazamento afeta também pessoas
jurídicas, já que informações do CNPJ de
empresas também foram coletadas, é provável
que nem todos os dados sejam únicos. Ou seja,
uma mesma pessoa pode estar listada mais de
uma vez no arquivo.
Para piorar, o invasor ainda afirma que pode
obter números de telefone, endereços físicos,
e-mails, placas de carros, histórico profissional e
educacional e até mesmo o nome de vizinhos da
vítima. Esses dados adicionais, contudo, estão
sendo vendidos separadamente. Custam cerca
de 150 dólares por pesquisa.
Seus dados estão seguros?
Infelizmente, não é possível saber quem
foi vítima deste novo ataque digital. Contudo
usuários mais preocupados com a segurança de
suas informações pessoais disponibilizadas na
internet podem verificar se já foram vítimas de
outros vazamentos de dados no ambiente virtual.
Para fazer isso, é preciso acessar o site Have I
Been Pwned. A página informa se o endereço de
e-mail do internauta já foi listado em algum caso
de vazamento de informações.
Em todos os casos, vale sempre a dica de
manter suas senhas seguras, evitar usar a mesma
combinação para todos os serviços e ativar um
sistema de autenticação em dois fatores em
plataformas que oferecem o recurso.
Adaptado de: . Acesso em: 10 out.
2019.
estar à venda na internet
Arquivo contém 16 GB de informações pessoais
que incluem nomes, datas de nascimento e
números de CPF
Por Rodrigo Loureiro
9 out. 2019
São Paulo – Um banco de dados que teria
informações de mais de 92 milhões de brasileiros
está sendo leiloado na internet. De acordo com
a empresa de segurança digital Eset, que está
analisando o caso, o conjunto de dados pessoais
inclui nomes dos usuários e de seus familiares,
datas de nascimento e CPFs. O lance inicial é de
15 mil dólares.
Realizado em diversos fóruns clandestinos e
de acesso restrito, o leilão, que só recebe lances
a partir de 1.000 dólares, só pode ser acessado
por membros dessas plataformas. O arquivo de
16 GB de tamanho e em formato SQL está sendo
leiloado por um hacker sob o codinome X4Crow.
De acordo com o portal Bleeping Computer,
que obteve uma amostra dos dados, as
informações coletadas são verdadeiras e batem
com registros da Receita Federal.
Como o vazamento afeta também pessoas
jurídicas, já que informações do CNPJ de
empresas também foram coletadas, é provável
que nem todos os dados sejam únicos. Ou seja,
uma mesma pessoa pode estar listada mais de
uma vez no arquivo.
Para piorar, o invasor ainda afirma que pode
obter números de telefone, endereços físicos,
e-mails, placas de carros, histórico profissional e
educacional e até mesmo o nome de vizinhos da
vítima. Esses dados adicionais, contudo, estão
sendo vendidos separadamente. Custam cerca
de 150 dólares por pesquisa.
Seus dados estão seguros?
Infelizmente, não é possível saber quem
foi vítima deste novo ataque digital. Contudo
usuários mais preocupados com a segurança de
suas informações pessoais disponibilizadas na
internet podem verificar se já foram vítimas de
outros vazamentos de dados no ambiente virtual.
Para fazer isso, é preciso acessar o site Have I
Been Pwned. A página informa se o endereço de
e-mail do internauta já foi listado em algum caso
de vazamento de informações.
Em todos os casos, vale sempre a dica de
manter suas senhas seguras, evitar usar a mesma
combinação para todos os serviços e ativar um
sistema de autenticação em dois fatores em
plataformas que oferecem o recurso.
Adaptado de: . Acesso em: 10 out.
2019.
Assinale a alternativa que apresenta a
relação de sentido estabelecida pela
expressão em destaque no contexto do
seguinte excerto: “Como o vazamento
afeta também pessoas jurídicas, já que
informações do CNPJ de empresas
também foram coletadas, é provável
que nem todos os dados sejam únicos.
Ou seja , uma mesma pessoa pode estar
listada mais de uma vez no arquivo.”.
Texto associado
Texto para as questões de 1 a 6.
1 Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento
capaz de suprir as necessidades da geração atual,
garantindo a capacidade de atender às necessidades das
4 futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os
recursos para o futuro.
Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre
7 Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações
Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois
objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação
10 ambiental.
Nos últimos anos, práticas de responsabilidade social
corporativa tornaram‐se parte da estratégia de um número
13 crescente de empresas, cientes da necessária relação entre
retorno econômico, ações sociais e conservação da
natureza e, portanto, do claro vínculo que une a própria
16 prosperidade com o estado da saúde ambiental e o
bem‐estar coletivo da sociedade.
É cada vez mais importante que as empresas tenham
19 consciência de que são parte integrante do mundo e não
consumidoras do mundo. O reconhecimento de que os
recursos naturais são finitos e de que deles dependem a
22 sobrevivência humana, a conservação da diversidade
biológica e o próprio crescimento econômico é fundamental
para o desenvolvimento sustentável, conceito segundo o
25 qual a utilização dos recursos naturais deve ser feita com
responsabilidade.
O consumidor é cada vez mais consciente do peso
28 ecológico e social de suas próprias escolhas. Assim, para a
empresa garantir a satisfação dos consumidores, ela terá,
cada vez mais, de fornecer respostas coerentes a esses
31 assuntos, reconhecendo a crescente sensibilidade do
mercado a temáticas como a sustentabilidade e
empenhando‐se em atingir resultados positivos a favor do
34 meio ambiente.
Internet: (com adaptações).
1 Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento
capaz de suprir as necessidades da geração atual,
garantindo a capacidade de atender às necessidades das
4 futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os
recursos para o futuro.
Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre
7 Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações
Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois
objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação
10 ambiental.
Nos últimos anos, práticas de responsabilidade social
corporativa tornaram‐se parte da estratégia de um número
13 crescente de empresas, cientes da necessária relação entre
retorno econômico, ações sociais e conservação da
natureza e, portanto, do claro vínculo que une a própria
16 prosperidade com o estado da saúde ambiental e o
bem‐estar coletivo da sociedade.
É cada vez mais importante que as empresas tenham
19 consciência de que são parte integrante do mundo e não
consumidoras do mundo. O reconhecimento de que os
recursos naturais são finitos e de que deles dependem a
22 sobrevivência humana, a conservação da diversidade
biológica e o próprio crescimento econômico é fundamental
para o desenvolvimento sustentável, conceito segundo o
25 qual a utilização dos recursos naturais deve ser feita com
responsabilidade.
O consumidor é cada vez mais consciente do peso
28 ecológico e social de suas próprias escolhas. Assim, para a
empresa garantir a satisfação dos consumidores, ela terá,
cada vez mais, de fornecer respostas coerentes a esses
31 assuntos, reconhecendo a crescente sensibilidade do
mercado a temáticas como a sustentabilidade e
empenhando‐se em atingir resultados positivos a favor do
34 meio ambiente.
Internet: (com adaptações).