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Leia o trecho inicial de um poema de Charles Baudelaire para responder à questão. Bênção Quando, por uma lei das supremas potências, O Poeta se apresenta à plateia entediada, Sua mãe, estarrecida e prenhe de insolências, Pragueja com Deus, que dela então se apieda: “Ah! tivesse eu gerado um ninho de serpentes, Em vez de amamentar esse aleijão sem graça! Maldita a noite dos prazeres mais ardentes Em que meu ventre concebeu minha desgraça! Pois que entre todas neste mundo fui eleita Para ser o desgosto de meu triste esposo, E ao fogo arremessar não posso, qual se deita Uma carta de amor, esse monstro asqueroso, Eu farei recair teu ódio que me afronta Sobre o instrumento vil de tuas maldições, E este mau ramo hei de torcer de ponta a ponta, Para que aí não vingue um só de seus botões!” ( As flores do mal, 2012.)

No contexto em que se inserem, os trechos “por uma lei das supremas potências” (1ª estrofe), “Pois que entre todas neste mundo fui eleita” (3ª estrofe) e “Para ser o desgosto de meu triste esposo” (3ª estrofe) expressam, respectivamente, sentido de

A causa, consequência, causa.
B finalidade, causa, finalidade.
C consequência, causa, causa.
D causa, explicação, finalidade.
E consequência, adição, finalidade.
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A era das compras A economia capitalista moderna deve aumentar a produção constantemente, se quiser sobreviver, como um tubarão que deve nadar para não morrer por asfixia. Mas a maioria das pessoas, ao longo da história, viveu em condições de escassez. A fragilidade era, portanto, sua palavra de ordem. A ética austera dos puritanos e a dos espartanos são apenas dois exemplos famosos. Uma pessoa boa evitava luxos e nunca desperdiçava comida. Somente reis e nobres se permitiam renunciar publicamente a tais valores e ostentar suas riquezas. O consumismo vê o consumo de cada vez mais produtos e serviços como algo positivo. Encoraja as pessoas a cuidarem de si mesmas, a se mimarem e até a se matarem pouco a pouco por meio do consumo exagerado. A frugalidade é uma doença a ser curada. Não é preciso olhar muito longe para ver a ética do consumo em ação – basta ler a parte de trás de uma caixa de cereal: “Para uma refeição saborosa no meio do dia, perfeita para um estilo de vida saudável. Um verdadeiro deleite com o sabor maravilhoso do “quero mais!”. Durante a maior parte da história, as pessoas teriam sido repelidas, e não atraídas, por esse texto. Elas o teriam considerado egoísta, indecente e moralmente corrupto. O consumismo trabalhou duro, com a ajuda da psicologia e da vontade popular, para convencer as pessoas de que a indulgência com os excessos é algo bom, ao passo que a frugalidade significa auto-opressão . (Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. Sapiens – uma breve história da humanidade . 38. ed. Porto Alegre: L&PM, 2018, p. 357-358)

Ocorrem numa mesma linha de argumentação, para caracterizar uma mesma posição histórica, os seguintes segmentos:

A economia capitalista moderna deve aumentar a produção / condições de escassez (1° parágrafo).
B ética austera dos puritanos / renunciar publicamente a tais valores (1° parágrafo).
C A fragilidade era, portanto, sua palavra de ordem (1° parágrafo) / ética do consumo em ação (2° parágrafo).
D A frugalidade é uma doença a ser curada / a parte de trás de uma caixa de cereal (2° parágrafo).
E a indulgência com os excessos é algo bom / as pessoas teriam sido repelidas, e não atraídas, por esse texto (3° parágrafo).
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[Valores da propaganda] Na sociedade moderna, a mesma voz que prega sobre as coisas superiores da vida, tais como a arte, a amizade ou a religião, exorta o ouvinte a escolher uma determinada marca de sabão. Os panfletos sobre como melhorar a linguagem, como compreender a música, como ajudar-se etc. são escritos no mesmo estilo de propaganda que exalta as vantagens de um laxativo. Na verdade, um redator hábil pode ter escrito qualquer um deles. Na altamente desenvolvida divisão de trabalho, a expressão tornou-se um instrumento utilizado pelos técnicos a serviço do mercado. Um romance é escrito tendo-se em mente as suas possibilidades de filmagem, uma sinfonia ou poema são compostos com um olho no seu valor de propaganda. Outrora pensava-se que cada expressão, palavra, grito ou gesto tivesse um significado intrínseco; hoje é apenas um incidente em busca de visibilidade . (Adaptado de: HORKHEIMER, Max. Eclipse da razão . Trad. Sebastião Uchoa Leite. Rio de Janeiro: Editorial Labor do Brasil, 1976, p. 112)

Na frase Na altamente desenvolvida divisão de trabalho, a expressão tornou-se um instrumento utilizado pelos técnicos a serviço do mercado (2° parágrafo), o segmento sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido básico do contexto, por:

A uma ferramenta do uso de especialistas em operações comerciais.
B um utensílio desenvolvido por trabalhadores servis do sistema de negócios.
C um atributo próprio de quem gerencia as operações do mercado.
D uma operação que beneficia os especialistas empresariais.
E um fator decisivo para que os acionistas de uma empresa façam-na lucrativa.
Texto associado
O poeta, quanto mais individual, mais universal, pois o homem, qualquer que seja o meio e a época, só vem a compreender e amar o que é essencialmente humano. Embora, eu que o diga, seja tão difícil ser assim autêntico. Às vezes assalta-me o terror de que todos os meus poemas sejam apócrifos. Se estas linhas estão te aborrecendo é porque és poeta mesmo. Modéstia à parte, as digressões sobre poesia sempre me causaram tédio e perplexidade. A culpa é tua, que me pediste conselho e me colocas na insustentável situação em que me vejo quando alunos dos colégios vêm (por inocência ou maldade dos professores) fazer pesquisas com perguntas assim: “O que é poesia? Por que se tornou poeta?”. A poesia é destas coisas que a gente faz mas não diz. Não sei como vem um poema. Às vezes uma palavra, uma frase ouvida, uma repentina imagem que me ocorre nas ocasiões mais insólitas. A esta imagem respondem outras (em vez de associações de ideias, associações de imagens; creio ter sido esta a verdadeira conquista da poesia moderna). Não lhes oponho trancas nem barreiras. Vai tudo para o papel. Guardo o papel, até que um dia o releio, já esquecido de tudo. Vem logo o trabalho de corte, pois noto o que estava demais. Coisas que pareciam bonitinhas, mas que eram puro enfeite, coisas que eram puro desenvolvimento lógico (um poema não é um teorema), tudo isso eu deito abaixo, até ficar o essencial, isto é, o poema. Um poema tanto mais belo é quanto mais parecido for com um cavalo. Por não ter nada de mais nem nada de menos é que o cavalo é o mais belo ser da criação. Como vês, para isso é preciso uma luta constante. A minha está durando a vida inteira. O desfecho é sempre incerto. Sinto-me capaz de fazer um poema tão bom ou tão ruinzinho como aos dezessete anos . (Adaptado de: QUINTANA, Mario. “Carta”. Melhores poemas . São Paulo: Global Editora, 2005, edição digital)

No contexto, o termo sublinhado pode ser corretamente substituído pelo que se encontra entre parênteses na seguinte frase:

A Vem logo o trabalho de corte, pois ( quando ) noto o que estava demais . (3°parágrafo)
B Embora, eu que o diga, seja tão difícil ser assim (logo) autêntico . (1° parágrafo)
C A poesia é destas coisas que a gente faz mas não diz (assimila). (2° parágrafo)
D Por ( Conquanto ) não ter nada de mais nem nada de menos... (4° parágrafo)
E Sinto-me capaz de fazer um poema tão bom ou tão ruinzinho (precário)... (4° parágrafo)
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TEXTO I O último paradoxo da vida moderna: por que ficamos presos ao celular, mas odiamos falar por telefone? Não deixe uma ligação rápida arruinar uma longa e confusa série de mensagens de WhatsApp SILVIA LÓPEZ

Para iniciar um texto, Hemingway dizia a si mesmo: “Escreva a frase mais verdadeira que você conhece”. Neste caso, seria: a psicóloga Cristina Pérez, do Siquia, respondeu por meio de mensagens de áudio às perguntas que lhe enviamos por email. Essa curiosidade meta jornalística não tem importância, não altera a qualidade de suas respostas, só ilustra a variedade e fluidez de opções com as quais podemos nos comunicar hoje.

Recebemos um email? Respondemos com um áudio. Chegou um áudio de WhatsApp? Respondemos com um texto. Recebemos um telefonema? Não respondemos. Esperamos. Esperamos. E escrevemos: “Você me ligou? Não posso falar, é melhor me escrever”.

O paradoxo do grande vício do século XXI é que estamos presos ao celular, mas temos fobia das ligações telefônicas.

A ligação telefônica − que, até não muito tempo atrás, esperávamos com alegria ou tolerávamos com resignação, mas nunca evitávamos com uma rejeição universal − se tornou uma presença intrusiva e incômoda, perturbadora e tirânica, mas por quê?

“Uma das razões é que quando recebemos uma ligação, ela interrompe algo que estávamos fazendo, ou simplesmente não temos vontade de falar nesse momento”, explica a psicóloga Cristina Pérez. “Por outro lado, também exige de nós uma resposta imediata, ao contrário do que ocorre na comunicação escrita, que nos permite pensar bem no que queremos dizer. E a terceira razão seria o fato de não poder saber de antemão qual será a duração do telefonema”, acrescenta.

Adaptado de . Acesso em: 25 jun. 2019

É um sinônimo da palavra “ligação” o vocábulo

A “email”.
B “telefone”.
C “telefonema”.
D “celular”.
E “áudio de WhatsApp”.
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TEXTO IV
No início dos anos 80, a humanidade teve que se adequar às novas posturas em nome de um mercado globalizado. Agora, acomoda-se aos critérios do mundo digitalizado para não se excluir da dança orquestrada pelos artífices da vida virtual. São regras e comportamentos assentados sem plebiscitos ou referendos. [...]

Deste modo, as pessoas adentram no universo da informática, em cujo seguimento, de forma instigadora, vende-se a ideia de facilitação, de encurtamento de distâncias, e de inclusão social […]. No caminho desses trilhos virtuais se estabelecem dependências, e as pessoas, apesar dos inúmeros amigos em suas redes sociais, estão sozinhas ao final de cada acesso e bate-papos. Essas certificam pesarosas, enfim, que as telas de computadores ou de celulares não lhes proporcionam aquilo que apenas outro humano poderia ceder-lhes, a exemplo do calor e afeição.

No modus vivendi da pressa e do estresse, enquanto marco da nova era, abre-se o leque para temáticas que vão desde os meandros da informática até a implantação de chips em humanos, sem embargo das nuvens que acondicionam informações digitais. O diálogo, agora, se esvazia na perspectiva de humanos. Há um monólogo estabelecido com robôs ou inteligências artificiais, que vicejam superar homens, antes de servi-los, apesar da evidente colisão com o princípio da automação que recomenda que a máquina jamais supere humanos. Constata-se, todavia, que o contrário dessa premissa vai se assentando, na medida em que pais de família, superados por computadores, estão expostos na vala do desemprego. Nesse sentido, atesta-se a estruturação de uma sociedade de excluídos numa época que tanto se propugna por ações inclusivas. […]

FILHO, Zilmar Wolney Aires. Fragmentos. Disponível em: . Acesso em: 18 jun. 2019.

No trecho “Nesse sentido, atesta-se a estruturação de uma sociedade de excluídos numa época que tanto se propugna por ações inclusivas.”, o verbo “propugna” pode ser substituído, sem alterações de sentido e de construção, por

A propõe.
B discute.
C luta.
D contradiz.
E preocupa.
Texto associado
Considere o texto de Rodrigo Duarte para responder à questão. Um dos aspectos mais óbvios de nossa realidade – amplamente difundido em todo o mundo contemporâneo – é a divisão do tempo de cada um numa parte dedicada ao trabalho e noutra dedicada ao lazer. Mas essa realidade atual, por mais evidente que seja para nós, não deveria nos levar à crença enganosa de que terá sido sempre assim: a divisão entre tempo de trabalho e tempo livre – inexistente na Idade Média e no período que a sucedeu imediatamente – se consolidou apenas com o amadurecimento do modo de produção capitalista, isto é, após a chamada Revolução Industrial, que eliminou o trabalho produtivo realizado nas próprias casas dos trabalhadores (quase sempre com o auxílio de suas famílias), limitando as atividades à grande indústria: um estabelecimento exclusivamente dedicado à produção por meio de maquinário pesado, concentrando massas de operários em turnos de trabalhos previamente estabelecidos. Na Idade Média, por um lado, a aristocracia, mesmo não tendo necessidade de se dedicar a qualquer trabalho produtivo, reservava para si atividades que, não obstante seu caráter socialmente obrigatório, eram também consideradas prazerosas. Os bailes e jantares, as festas e os concertos, as caçadas e a frequência às óperas eram parte integrante da vida cortesã e nobre. Por outro lado, o horizonte vital das classes servis – e possivelmente também da burguesia em sua fase inicial – era dado pelo trabalho de sol a sol, com pouquíssimo tempo que extrapolasse a produção material. Esse exíguo período antes do sono preparador para a próxima jornada de trabalho, embora não deva ser entendido como tempo de lazer no sentido moderno do termo, provavelmente constituía o momento coletivo de se cantar e narrar, tempo que servia, ao mesmo tempo, como pretexto e elemento aglutinador para a comida e a bebida em comum. ( Indústria cultural: uma introdução , 2010.)

“um estabelecimento exclusivamente dedicado à produção por meio de maquinário pesado, concentrando massas de operários em turnos de trabalhos previamente estabelecidos” (1° parágrafo) O termo sublinhado, no contexto em que está inserido, indica que se trata de

A um estabelecimento preparado para exercer sua função.
B um estabelecimento com rígidas regras de conduta.
C um estabelecimento autorizado e regulamentado por lei.
D um estabelecimento isolado de seu exterior.
E um estabelecimento voltado para uma única finalidade.
Texto associado
Considere o poema de Augusto Massi para responder à questão. Homem rindo A roda de amigos sacudida por uma rajada de risos. Me concentro num homem tímido que sorri por dentro. Deslocado na roda rapidamente corta o riso pela raiz. Mas o riso retorna. Coceira furiosa nos orifícios do nariz. Bebe graça no gargalo rola rala racha o bico ri até ficar sem graça. A rodada de amigos explode às gargalhadas: o tímido é sua cachaça. ( Negativo , 1991.)

No contexto do poema, o sentido expresso pelo último verso é:

A beber era o meio pelo qual o homem tentava livrar-se da timidez.
B a timidez é a maneira como alguns se escondem das relações sociais.
C havia apenas um homem bebendo na roda e, por isso, ele destoava.
D a bebida facilita as relações amistosas entre os homens na roda.
E o homem tímido, ao rir, provocou também o riso dos demais.
Texto associado
Considere o poema de Augusto Massi para responder à questão. Homem rindo A roda de amigos sacudida por uma rajada de risos. Me concentro num homem tímido que sorri por dentro. Deslocado na roda rapidamente corta o riso pela raiz. Mas o riso retorna. Coceira furiosa nos orifícios do nariz. Bebe graça no gargalo rola rala racha o bico ri até ficar sem graça. A rodada de amigos explode às gargalhadas: o tímido é sua cachaça. ( Negativo , 1991.)

“Deslocado na roda rapidamente corta o riso pela raiz.” A expressão “cortar pela raiz” equivale a

A interromper decididamente.
B interromper cuidadosamente.
C interromper furiosamente.
D interromper improvisadamente.
E interromper inteiramente.
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Leia o trecho do romance Iracema , de José de Alencar, para responder à questão. Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. Mais rápida que a corça selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. Um dia, ao pino do Sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica, mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos. Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto. Iracema saiu do banho: o aljôfar d’água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das penas do gará as flechas de seu arco, e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto agreste. A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome; outras remexe o uru de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá, as agulhas da juçara com que tece a renda, e as tintas de que matiza o algodão. Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se. Diante dela e todo a contemplá-la está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo. Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido. De primeiro ímpeto, a mão lesta caiu sobre a cruz da espada; mas logo sorriu. O moço guerreiro aprendeu na religião de sua mãe, onde a mulher é símbolo de ternura e amor. Sofreu mais d’alma que da ferida. O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba, e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara. A mão que rápida ferira, estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava. Depois Iracema quebrou a flecha homicida: deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada. ( Iracema , 2006.)

“Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica” (5° parágrafo) No contexto em que está inserida, a frase é equivalente a

A A floresta banhava o corpo de Iracema sob a sombra da oiticica.
B A sombra da oiticica banhava o corpo de Iracema.
C A floresta banhava o corpo da sombra da oiticica.
D A sombra da oiticica banhava o corpo da floresta.
E Iracema banhava seu corpo sob a sombra da oiticica.