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A praça e o lixo A praça é o palco da vida pública. Sobre as pedras da Acrópole, Sócrates parava gente comum para perguntar o que e justiça, beleza, verdade. A democracia, ou pelo menos a sua ideia, nasceu no espaço mais plural possível, onde a diferença não e defeito, é condição. A praça também e feira, Íesta, anúncio de milagre, arte. É concerto e é ruído. Há quem venda pomada para a dor e quem venda profecia para a alma; há quem cante com técnica e há quem nos emocione com um violão desafinado. A praça funciona como moldura, um enquadramento para a vida social. Essa moldura urbana tem a peculiaridade de aceitar qualquer conteúdo. Cabe todo mundo. O colorido das etnias, a musicalidade das vozes, as brincadeiras de todas as tribos. A convivência no seu ponto mais avançado. E, por isso mesmo, mais frágil. Se existe uma viftude decisiva no domínio que nós, sapiens, conquistamos, talvez seja a capacidade de conviver e se misturar. As descobertas mais recentes sobre o destino dos nossos "primos" neandertais desmontam a fantasia heroica da chacina absoluta. Nós não apenas passamos por eles; cruzamos com eles. Carregamos algo deles no corpo, no sangue, no DNA, como uma memória inconsciente. A praça celebra o potencial de estar com o outro radical e, mais que isso, trocar, aprender, ser atravessado. Mas não quero idealizar demais. É verdade que o nosso país trata essa vocação como uma ideia perigosa. O medo da violência urbana empurra parte de nós para fora da vida em comum. A alternativa mais radical tem nome limpo e portaria pesada: condomínio. Entrar em alguns parece exigir mais protocolos do que entrar no caixa do Banco Central. O medo não é invenção, mas o preço é alto. Não falo do custo que o dinheiro paga, mas do custo da convivência. Viver só entre iguais, além de não ser totalmente verdade, é profundamente empobrecedor. Isso acontece em qualquer bairro, em qualquer rua. Por economia, gosto, historia pessoal, a gente tende a morar perto de quem se parece mais ou menos conosco. E, ainda assim, voltando para casa, eu olhei de longe e não soube reconhecer a figura na esquina da minha rua. Era um vizinho largando sacos de resíduos? Era alguém procurando "algo"? A dúvida durou poucos segundos, mas ficou em mim como uma acusação. Pensei então que o contêiner de lixo e, muitas vezes, a única ponte para fora da bolha. Uns deixam os restos. E aquilo que é resto para uns é tudo para quem recolhe. No lixo, revela-se uma verdade sem maquiagem: ali somos menos que bicho. E volta, como um soco antigo, a frase de Bandeira: "Esse bicho, meu Deus, era um homem." Autor: Júlio César Kunz - GZH (adaptado).

A praça e o lixo A praça é o palco da vida pública. Sobre as pedras da Acrópole, Sócrates parava gente comum para perguntar o que e justiça, beleza, verdade. A democracia, ou pelo menos a sua ideia, nasceu no espaço mais plural possível, onde a diferença não e defeito, é condição. A praça também e feira, Íesta, anúncio de milagre, arte. É concerto e é ruído. Há quem venda pomada para a dor e quem venda profecia para a alma; há quem cante com técnica e há quem nos emocione com um violão desafinado. A praça funciona como moldura, um enquadramento para a vida social. Essa moldura urbana tem a peculiaridade de aceitar qualquer conteúdo. Cabe todo mundo. O colorido das etnias, a musicalidade das vozes, as brincadeiras de todas as tribos. A convivência no seu ponto mais avançado. E, por isso mesmo, mais frágil. Se existe uma viftude decisiva no domínio que nós, sapiens, conquistamos, talvez seja a capacidade de conviver e se misturar. As descobertas mais recentes sobre o destino dos nossos "primos" neandertais desmontam a fantasia heroica da chacina absoluta. Nós não apenas passamos por eles; cruzamos com eles. Carregamos algo deles no corpo, no sangue, no DNA, como uma memória inconsciente. A praça celebra o potencial de estar com o outro radical e, mais que isso, trocar, aprender, ser atravessado. Mas não quero idealizar demais. É verdade que o nosso país trata essa vocação como uma ideia perigosa. O medo da violência urbana empurra parte de nós para fora da vida em comum. A alternativa mais radical tem nome limpo e portaria pesada: condomínio. Entrar em alguns parece exigir mais protocolos do que entrar no caixa do Banco Central. O medo não é invenção, mas o preço é alto. Não falo do custo que o dinheiro paga, mas do custo da convivência. Viver só entre iguais, além de não ser totalmente verdade, é profundamente empobrecedor. Isso acontece em qualquer bairro, em qualquer rua. Por economia, gosto, historia pessoal, a gente tende a morar perto de quem se parece mais ou menos conosco. E, ainda assim, voltando para casa, eu olhei de longe e não soube reconhecer a figura na esquina da minha rua. Era um vizinho largando sacos de resíduos? Era alguém procurando "algo"? A dúvida durou poucos segundos, mas ficou em mim como uma acusação. Pensei então que o contêiner de lixo e, muitas vezes, a única ponte para fora da bolha. Uns deixam os restos. E aquilo que é resto para uns é tudo para quem recolhe. No lixo, revela-se uma verdade sem maquiagem: ali somos menos que bicho. E volta, como um soco antigo, a frase de Bandeira: "Esse bicho, meu Deus, era um homem." Autor: Júlio César Kunz - GZH (adaptado).

A Apenas l e ll.
B Apenas l e lll.
C Apenas II e IV.
D Apenas III e IV.
E Apenas I, II e IV.
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Para responder à questão, leia o texto abaixo Juros altos levam empresas à alavancagem insustentável, dizem especialistas Empresas brasileiras passam por um período de pressão financeira sem precedentes recentes, marcado por uma combinação de juros elevados, crédito restrito e aumento do endividamento. Esse cenário tem pressionado o caixa das companhias e impulsionado os pedidos de recuperação judicial no país, que atingiram níveis recordes em 2025. Segundo pesquisa da Serasa Experian , somente no último ano, 2.466 empresas entraram com processos para reestruturar as contas. O fio condutor desse cenário é a Selic, que permaneceu estacionada em 15% ao ano durante boa parte do ano passado, o maior patamar em quase duas décadas. Com o custo do crédito nas alturas, empresas que se alavancaram durante o período de juros baixos passaram, portanto, a enfrentar uma conta cada vez mais difícil de fechar. Para o sócio do Granito Boneli Advogados e especialista em recuperação empresarial, Felipe Granito , essa transição de cenário deixou as empresas em uma situação de alavancagem financeira insustentável. Segundo o especialista, há, portanto, uma relação direta entre o ambiente de juros elevados e a crise enfrentada pelas empresas. Além disso, um levantamento realizado pela Serasa Experian apontou que, do início de 2025 até julho, 8 milhões de CNPJs brasileiros estavam negativados, com uma alta de 200 mil negócios no comparativo mensal. “Esse patamar de juros por tanto tempo, sem dúvida nenhuma, gera um impacto direto nesse momento de crise financeira. E existem ainda vários outros fatores geopolíticos e macroeconômicos que levam a gente a esse cenário de crise financeira”, afirma Granito. Para o economista-chefe da Austin Rating , Alex Agostini , o mecanismo de transmissão dos juros para a atividade empresarial ocorre, sobretudo, pelo encarecimento do crédito, essencial para financiar operações. “Quando a taxa de juros é elevada, o custo final aumenta e nem sempre as empresas conseguem repassar essa alta do custo financeiro para o preço final”, avalia Agostini. Além da alta dos juros, Felipe Granito ainda chama atenção para a limitação de acesso ao crédito no Brasil, especialmente entre empresas de menor porte.

Fonte: https://www.cnnbrasjl.com.brleconomia/macroeconomra/jurosaltos-levam-empresas-a-alavancagem insustentavel-dizem,especialistas/ (adaptado)

No estudo das relações morfossintáticas, a compreensão dos vínculos entre as classes de palavras e suas funções na oração permite interpretar com maior precisão a organização do enunciado. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa CORRETA.

A No segmento marcado por uma combinação de juros elevados, a expressão de juros elevados funciona como complemento nominal do substantivo combinação .
B No trecho Empresas brasileiras passam por um período de pressão financeira , o termo brasileiras exerce função de advérbio, pois modifica o sentido do verbo passam.
C No trecho o custo do crédito nas alturas, a expressão nas alturas exerce função de adjunto adnominal, pois caracteriza diretamente o substantivo crédito .
D No segmento o aumento do endividamento , a expressão do endividamento completa o sentido do substantivo aumento , estabelecendo com ele relação de complemento nominal.
Texto associado
Para responder à questão, leia o texto abaixo Juros altos levam empresas à alavancagem insustentável, dizem especialistas Empresas brasileiras passam por um período de pressão financeira sem precedentes recentes, marcado por uma combinação de juros elevados, crédito restrito e aumento do endividamento. Esse cenário tem pressionado o caixa das companhias e impulsionado os pedidos de recuperação judicial no país, que atingiram níveis recordes em 2025. Segundo pesquisa da Serasa Experian , somente no último ano, 2.466 empresas entraram com processos para reestruturar as contas. O fio condutor desse cenário é a Selic, que permaneceu estacionada em 15% ao ano durante boa parte do ano passado, o maior patamar em quase duas décadas. Com o custo do crédito nas alturas, empresas que se alavancaram durante o período de juros baixos passaram, portanto, a enfrentar uma conta cada vez mais difícil de fechar. Para o sócio do Granito Boneli Advogados e especialista em recuperação empresarial, Felipe Granito , essa transição de cenário deixou as empresas em uma situação de alavancagem financeira insustentável. Segundo o especialista, há, portanto, uma relação direta entre o ambiente de juros elevados e a crise enfrentada pelas empresas. Além disso, um levantamento realizado pela Serasa Experian apontou que, do início de 2025 até julho, 8 milhões de CNPJs brasileiros estavam negativados, com uma alta de 200 mil negócios no comparativo mensal. “Esse patamar de juros por tanto tempo, sem dúvida nenhuma, gera um impacto direto nesse momento de crise financeira. E existem ainda vários outros fatores geopolíticos e macroeconômicos que levam a gente a esse cenário de crise financeira”, afirma Granito. Para o economista-chefe da Austin Rating , Alex Agostini , o mecanismo de transmissão dos juros para a atividade empresarial ocorre, sobretudo, pelo encarecimento do crédito, essencial para financiar operações. “Quando a taxa de juros é elevada, o custo final aumenta e nem sempre as empresas conseguem repassar essa alta do custo financeiro para o preço final”, avalia Agostini. Além da alta dos juros, Felipe Granito ainda chama atenção para a limitação de acesso ao crédito no Brasil, especialmente entre empresas de menor porte.

Fonte: https://www.cnnbrasjl.com.brleconomia/macroeconomra/jurosaltos-levam-empresas-a-alavancagem insustentavel-dizem,especialistas/ (adaptado)

Na análise sintática, a identificação do sujeito exige observar a forma verbal e o termo a que ela se refere no contexto da oração. Com base nisso, analise as assertivas:

I. No trecho Empresas brasileiras passam por um período de pressão financeira , o sujeito e simples.

II. No trecho existem ainda vários outros fatores geopolíticos, macroeconômicos, o sujeito é indeterminado. Das assertivas, pode-se afirmar que:

A I e II estão corretas.
B I e II estão incorretas.
C Apenas I está correta.
D Apenas II está incorreta.
Texto associado
Vale a pena competir tanto? O progresso e resultado do esforço coletivo. Na inercia, nada se cria. É preciso determinar-se a fazer algo, ernper-rhando vasta energia com finalidades definidas. Assim caminha a humanidade. É uma ideia cara aos positivistas, por lerem a realidade como uma eterna luta para ultrapassar o que nos satisfaz hoje. Sem isso, convenhamos, as maiores conquistas ficariam apenas no papel, mero plano teorico acalentado por seres empenhados em transformar o seu entorno. Mas, devagar com o andor. Considero-me herdeiro do iluminismo, empenhado em questionar as crenÇas, substituindo-as pela razão. Admiro a ciência, a medicina e, em boa medida, o mundo virtual. Atraves deles damos saltos que nos colocam cada vez mais na dianteira, em busca de melhor qualidade de vida. Porem, analisando certos comportamentos obsessivos, acredito estarmos errando na dose. Tenho muitos amigos empreendedores e os vejo em estado permanente de cansaço. Participam de maratonas diárias, precisando provar a si (e aos demais) terem se superado. Esta palavra tem nos afastado da serenidade, como os grandes sábios a entendem. É um projeto tentador, reconheço. O ego é alimentado, a vaidade agradece e a ansiedade também. Um Rivotril mascara a situação e, afinal, amanhã será outro dia. Não paramos. Para ilustrar, trago o exemplo de um empresário que me contou ter criado a "Sala da descompressão". Quando algum funcionário, ou ele mesmo, se percebem no limite, param tudo, vão até o local acusticamente isolado e gritam para aliviar a tensão. O reduto é bastante Írequentado, disse-me. Provavelmente eu seria um candidato, se estivesse neste universo de demandas sem fim. Aqui, do lado de cá, ponho-me a refletir sobre a necessidade de estabelecer freios na ambição. Gastamos bons anos fazendo pouquíssimo investimento em nós. Perda de tempo, dirão os comprometidos em aumentar o seu capital. Convém dedicar-se a aplicações de ordem financeira. Mas é difícil ignorar o preço a se pagar por essas escolhas. Tem-se a impressão de ser desnecessário criar novos combates a toda hora. No entanto, precisamos nos debruçar sobre o obvio, o que está sob os olhos e deixamos de ver. O primeiro passo é a mudança de pensamento. Depois, mãos à obra. Continuo otimista e vejo ótimas possibilidades no horizonte. Viver como se fôssemos eternos, postergando o desejado descanso, e uma escolha ruim. Alguns movimentos tomam vulto, consequência de uma lúcida avaliação de para onde nos direcionamos. Ninguém sugere uma parada total, só a desaceleração. Se a fome e a sede já estão saciadas, sentemo-nos sob a sombra de uma árvore. Você se proporia a isso? Adaptado de. hfips./ / gauchazh.clicrbs.com.brlpionei rolcolu n istas/g i lmar' marci I iolnoticia / 2026 /03 /v ale-a- pena - competir'tanto - cmmp4e7vn02cA01 3dwjzfk5d8 html

No fragmento Através deles damos saltos que nos colocam cada vez mais na dianteira , ocorrem importantes relações morfossintáticas. Com base nisso, assinale a alternativa CORRETA.

A O pronome "deles" retoma exclusivamente a palavra "iluminismo" citada no período diretamente anterior ao fragmento.
B O vocábulo "que" atua como conjunção integrante, introduzindo e isolando uma oração subordinada substantiva no período.
C A locução "cada vez mais" expressa circunstância de tempo pontual, marcando o fim do avanço tecnológico do ser humano.
D O termo "dianteira" é um verbo flexionado no texto original que indica a ação de liderar o progresso coletivo da atualidade.
E O pronome oblíquo "nos" funciona como objeto direto do verbo "colocam", indicando quem sofre a referida ação no contexto.
Texto associado
Vale a pena competir tanto? O progresso e resultado do esforço coletivo. Na inercia, nada se cria. É preciso determinar-se a fazer algo, ernper-rhando vasta energia com finalidades definidas. Assim caminha a humanidade. É uma ideia cara aos positivistas, por lerem a realidade como uma eterna luta para ultrapassar o que nos satisfaz hoje. Sem isso, convenhamos, as maiores conquistas ficariam apenas no papel, mero plano teorico acalentado por seres empenhados em transformar o seu entorno. Mas, devagar com o andor. Considero-me herdeiro do iluminismo, empenhado em questionar as crenÇas, substituindo-as pela razão. Admiro a ciência, a medicina e, em boa medida, o mundo virtual. Atraves deles damos saltos que nos colocam cada vez mais na dianteira, em busca de melhor qualidade de vida. Porem, analisando certos comportamentos obsessivos, acredito estarmos errando na dose. Tenho muitos amigos empreendedores e os vejo em estado permanente de cansaço. Participam de maratonas diárias, precisando provar a si (e aos demais) terem se superado. Esta palavra tem nos afastado da serenidade, como os grandes sábios a entendem. É um projeto tentador, reconheço. O ego é alimentado, a vaidade agradece e a ansiedade também. Um Rivotril mascara a situação e, afinal, amanhã será outro dia. Não paramos. Para ilustrar, trago o exemplo de um empresário que me contou ter criado a "Sala da descompressão". Quando algum funcionário, ou ele mesmo, se percebem no limite, param tudo, vão até o local acusticamente isolado e gritam para aliviar a tensão. O reduto é bastante Írequentado, disse-me. Provavelmente eu seria um candidato, se estivesse neste universo de demandas sem fim. Aqui, do lado de cá, ponho-me a refletir sobre a necessidade de estabelecer freios na ambição. Gastamos bons anos fazendo pouquíssimo investimento em nós. Perda de tempo, dirão os comprometidos em aumentar o seu capital. Convém dedicar-se a aplicações de ordem financeira. Mas é difícil ignorar o preço a se pagar por essas escolhas. Tem-se a impressão de ser desnecessário criar novos combates a toda hora. No entanto, precisamos nos debruçar sobre o obvio, o que está sob os olhos e deixamos de ver. O primeiro passo é a mudança de pensamento. Depois, mãos à obra. Continuo otimista e vejo ótimas possibilidades no horizonte. Viver como se fôssemos eternos, postergando o desejado descanso, e uma escolha ruim. Alguns movimentos tomam vulto, consequência de uma lúcida avaliação de para onde nos direcionamos. Ninguém sugere uma parada total, só a desaceleração. Se a fome e a sede já estão saciadas, sentemo-nos sob a sombra de uma árvore. Você se proporia a isso? Adaptado de. hfips./ / gauchazh.clicrbs.com.brlpionei rolcolu n istas/g i lmar' marci I iolnoticia / 2026 /03 /v ale-a- pena - competir'tanto - cmmp4e7vn02cA01 3dwjzfk5d8 html

A coesão textual recorre a pronomes relativos para ligar ideias. Acerca disso, considere a adaptação: "A Sala da descompressão, _________ acústica e isolada, recebe os funcionários _________ limites foram ultrapassados, no momento __________ ocorre o estresse." Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:

A que - onde - no qual.
B onde - qual - de que.
C a qual - de quem - cujo.
D de que - os quais - onde.
E cuja - cujos - em que.
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Para responder à questão, leia o texto abaixo. Estudo encontra níquel em Marte e detalha formação do solo no planeta Um estudo publicado pela revista Nature Communications, liderado por cientistas da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, identificou a presença de níquel em rochas de Marte. A descoberta ajuda a entender como o planeta se formou e evoluiu ao longo de bilhões de anos. Os dados analisados foram coletados pelo rover Perseverance, da Nasa, que explora a cratera Jezero - uma região que já abrigou água no passado. A pesquisa se concentrou na composição química de minerais presentes nas rochas marcianas. Os pesquisadores identificaram o níquel associado a minerais ricos em ferro, formados em condições específicas ao longo da historia geológica de M arte. Esse tipo de associação é importante porque indica como os elementos químicos foram distribuídos e transformados no planeta ao longo do tempo. De acordo com o estudo, o níquel não aparece de forma isolada, mas integrado à estrutura mineral das rochas, o que sugere que ele foi incorporado durante processos naturais de formação do solo marciano. A presença do metal ajuda os cientistas a reconstruir o ambiente antigo de Marte, incluindo as condições químicas que existiam quando as rochas se formaram. Os resultados indicam que o planeta passou por processos geoquímicos complexos, envolvendo interação entre rochas, água e diferentes elementos. Isso reforça a ideia de que Marte já teve um ambiente mais ativo do ponto de vista geológico do que o observado atualmente. Apesar da importância da descoberta, os autores não afirmam que o níquel esteja ligado à presença de vida. Ainda assim, compreender como esses elementos se organizam nas rochas é considerado um passo importante para futuras investigações sobre a habitabilidade de Marte. Os cientistas destacam que análises mais detalhadas - especialmente com amostras que poderão ser trazidas à Terra em futuras missões serão fundamentais para aprofundar o entendimento sobre a composição do planeta.

Fonte: https.//www.metropoles.com/ciencia/niquel-marte-solo-planeta (adaptado)

No trecho Os dados analisados foram coletados pelo rover Perseverance , a estrutura encontra-se na voz passiva analítica. Considerando isso, assinale a alternativa que apresenta a conversão exata desse trecho para a voz ativa, mantendo o tempo e o modo verbal originais

A O rover Perseverance coleta os dados analisados.
B O rover Perseverance coletou os dados analisados.
C O rover Perseverance coletará os dados analisados.
D O rover Perseverance coletava os dados analisados.
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Perda de memória talvez seja a queixa mais frequente nas consultas médicas de hoje

Perguntei quantos achavam que a memória estava pior. Formada por cerca de 500 estudantes de Medicina, mais da metade da plateia levantou a mão. Comentei que se tratava de uma epidemia de Alzheimer juvenil. Eles riram.

Perda de memória talvez seja a queixa mais frequente nas consultas médicas de hoje. No passado, esse fenômeno ficava restrito aos poucos que insistiam em viver mais do que 70 ou 80 anos. Todos encaravam com naturalidade os avós que repetiam cinco vezes a mesma pergunta e passavam o dia à procura de objetos deixados sabe Deus onde.

Em linhas gerais, existem dois grandes grupos de memórias: as de longa e as de curta duração, também chamadas de memória de trabalho.

As primeiras persistem por décadas ou pelo resto da vida, especialmente quando são gravadas em momentos de forte emoção. Razão pela qual não esquecemos o lugar em que estávamos ao receber a notícia da morte de um ente querido ou da queda das Torres Gêmeas, em Nova York, ou da rua em que nos roubaram o celular.

A memória de trabalho, ao contrário, é descartável, grava por pouco tempo os acontecimentos que nos ajudam a tocar a rotina diária. Por exemplo, lembro que deixei um copo de água na mesa ao lado ou que fiquei de telefonar para minha irmã ao meio-dia ou que preciso lavar a xícara do caÍé que acabei de tomar. Depois de executadas essas tarefas, tais lembranças serão varridas do cérebro, de modo a deixar espaço livre para outras.

No caso dos mais velhos, há várias causas. Entre elas, o envelhecimento cerebral, o volume crescente de informações armazenadas no decorrer dos anos, a dificuldade de encontrar espaço livre no hardware para arquivá-las e o desgaste na produção de neurotransmissores essenciais. Esses fenômenos, no entanto, não explicam a epidemia de desmemoriados jovens.

Como em pessoas de 20 ou 30 anos são muito raras as degenerações neurológicas, é bem provável que a causa do problema esteja ligada à falta de atenção. São tantos os estímulos simultâneos a que estão submetidas, que esse requisito fundamental para a consolidação de memorias se perde. Num trabalho conduzido anos atrás, pesquisadores submeteram jovens universitários a uma bateria de testes de atenção, em três situaçôes distintas.

Na primeira, eles deixavam o celular fora da sala em que os testes seriam aplicados; na segunda, entravam com o celular, que desligavam antes de começarem a responder; na terceira, o celular permanecia ligado durante a realização dos testes. Os maiores índices de acertos ocorreram quando os celulares ficavam do lado de fora. Os piores, quando permaneciam ligados.

Os testes aplicados quando os aparelhos estavam ao alcance das mãos, mas desligados,apresentaram resultados intermediários. Quer dizer, a simples presença do celular já é capaz de desviar a atenção. A seleção natural não moldou o cerebro humano para dar conta da infinidade de desafios cognitivos impostos pela vida online. Se lembrarmos que os mesmos fatores de risco estão por trás das crises de ansiedade e de depressão que afligem crianças e adultos de todas as idades, concluiremos que não está fácil preservar a sanidade mental no mundo de hoje.

Adaptado de. https://gauchazh clicrbs.com.brlcolunistas/drauzio- varella/noticia/2026/04 /perda- de- memoria -talvez- seja-a - queixa - ma is- frequente- nas-consultas-medicas-de-hoje cmoa7waeg00wi015b4bb5wsc8.html

O fragmento da oração Formada por cerca de 500 estudantes de Medicina atua na estruturação do período em que se insere. Com base nisso, analise as assertivas abaixo acerca de suas classificações sintáticas e estruturais:

I. Trata-se de uma oração subordinada adverbial reduzida de particípio que desempenha a função exclusiva de agente da passiva do verbo levantar.

II. A estrutura preposicionada por cerca de 500 estudantes de Medicina exerce a função sintática de agente da passiva em relação à forma verbal no particípio que a antecede.

III. A oração de particípio possui um valor de adjetivo, funcionando no período de forma explicativa em relação ao termo subsequente referente à plateia.

Está CORRETO o que se afirma em:

A Apenas I.
B Apenas II.
C Apenas III.
D Apenas II e III.
E I, II e III.
Texto associado
Perda de memória talvez seja a queixa mais frequente nas consultas médicas de hoje

Perguntei quantos achavam que a memória estava pior. Formada por cerca de 500 estudantes de Medicina, mais da metade da plateia levantou a mão. Comentei que se tratava de uma epidemia de Alzheimer juvenil. Eles riram.

Perda de memória talvez seja a queixa mais frequente nas consultas médicas de hoje. No passado, esse fenômeno ficava restrito aos poucos que insistiam em viver mais do que 70 ou 80 anos. Todos encaravam com naturalidade os avós que repetiam cinco vezes a mesma pergunta e passavam o dia à procura de objetos deixados sabe Deus onde.

Em linhas gerais, existem dois grandes grupos de memórias: as de longa e as de curta duração, também chamadas de memória de trabalho.

As primeiras persistem por décadas ou pelo resto da vida, especialmente quando são gravadas em momentos de forte emoção. Razão pela qual não esquecemos o lugar em que estávamos ao receber a notícia da morte de um ente querido ou da queda das Torres Gêmeas, em Nova York, ou da rua em que nos roubaram o celular.

A memória de trabalho, ao contrário, é descartável, grava por pouco tempo os acontecimentos que nos ajudam a tocar a rotina diária. Por exemplo, lembro que deixei um copo de água na mesa ao lado ou que fiquei de telefonar para minha irmã ao meio-dia ou que preciso lavar a xícara do caÍé que acabei de tomar. Depois de executadas essas tarefas, tais lembranças serão varridas do cérebro, de modo a deixar espaço livre para outras.

No caso dos mais velhos, há várias causas. Entre elas, o envelhecimento cerebral, o volume crescente de informações armazenadas no decorrer dos anos, a dificuldade de encontrar espaço livre no hardware para arquivá-las e o desgaste na produção de neurotransmissores essenciais. Esses fenômenos, no entanto, não explicam a epidemia de desmemoriados jovens.

Como em pessoas de 20 ou 30 anos são muito raras as degenerações neurológicas, é bem provável que a causa do problema esteja ligada à falta de atenção. São tantos os estímulos simultâneos a que estão submetidas, que esse requisito fundamental para a consolidação de memorias se perde. Num trabalho conduzido anos atrás, pesquisadores submeteram jovens universitários a uma bateria de testes de atenção, em três situaçôes distintas.

Na primeira, eles deixavam o celular fora da sala em que os testes seriam aplicados; na segunda, entravam com o celular, que desligavam antes de começarem a responder; na terceira, o celular permanecia ligado durante a realização dos testes. Os maiores índices de acertos ocorreram quando os celulares ficavam do lado de fora. Os piores, quando permaneciam ligados.

Os testes aplicados quando os aparelhos estavam ao alcance das mãos, mas desligados,apresentaram resultados intermediários. Quer dizer, a simples presença do celular já é capaz de desviar a atenção. A seleção natural não moldou o cerebro humano para dar conta da infinidade de desafios cognitivos impostos pela vida online. Se lembrarmos que os mesmos fatores de risco estão por trás das crises de ansiedade e de depressão que afligem crianças e adultos de todas as idades, concluiremos que não está fácil preservar a sanidade mental no mundo de hoje.

Adaptado de. https://gauchazh clicrbs.com.brlcolunistas/drauzio- varella/noticia/2026/04 /perda- de- memoria -talvez- seja-a - queixa - ma is- frequente- nas-consultas-medicas-de-hoje cmoa7waeg00wi015b4bb5wsc8.html

A norma-padrão prevê regras sintáticas de concordância. Algumas dessas regras possuem relação a sujeitos compostos e aos verbos impessoais, que são armadilhas linguísticas comuns. Nesse sentido, analise a seguinte adaptação de trecho: "Havia muitos jovens rindo. Se não ___ tantas queixas precoces de memoria na juventude, os relatos esporádicos das consultas talvez ___ o médico formado. Logo, na medicina atual, _ ser tomados e aplicados novos cuidados redobrados com a mente dos jovens". Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:

A houvessem - surpreenderia - deve.
B houvesse - surpreenderiam - deve.
C houvessem - surpreenderia - devem.
D houvesse - surpreenderiam - devem.
E houvessem - surpreenderiam - devem.
Texto associado
Para responder à questão, leia o texto abaixo Juros altos levam empresas à alavancagem insustentável, dizem especialistas Empresas brasileiras passam por um período de pressão financeira sem precedentes recentes, marcado por uma combinação de juros elevados, crédito restrito e aumento do endividamento. Esse cenário tem pressionado o caixa das companhias e impulsionado os pedidos de recuperação judicial no país, que atingiram níveis recordes em 2025. Segundo pesquisa da Serasa Experian , somente no último ano, 2.466 empresas entraram com processos para reestruturar as contas. O fio condutor desse cenário é a Selic, que permaneceu estacionada em 15% ao ano durante boa parte do ano passado, o maior patamar em quase duas décadas. Com o custo do crédito nas alturas, empresas que se alavancaram durante o período de juros baixos passaram, portanto, a enfrentar uma conta cada vez mais difícil de fechar. Para o sócio do Granito Boneli Advogados e especialista em recuperação empresarial, Felipe Granito , essa transição de cenário deixou as empresas em uma situação de alavancagem financeira insustentável. Segundo o especialista, há, portanto, uma relação direta entre o ambiente de juros elevados e a crise enfrentada pelas empresas. Além disso, um levantamento realizado pela Serasa Experian apontou que, do início de 2025 até julho, 8 milhões de CNPJs brasileiros estavam negativados, com uma alta de 200 mil negócios no comparativo mensal. “Esse patamar de juros por tanto tempo, sem dúvida nenhuma, gera um impacto direto nesse momento de crise financeira. E existem ainda vários outros fatores geopolíticos e macroeconômicos que levam a gente a esse cenário de crise financeira”, afirma Granito. Para o economista-chefe da Austin Rating , Alex Agostini , o mecanismo de transmissão dos juros para a atividade empresarial ocorre, sobretudo, pelo encarecimento do crédito, essencial para financiar operações. “Quando a taxa de juros é elevada, o custo final aumenta e nem sempre as empresas conseguem repassar essa alta do custo financeiro para o preço final”, avalia Agostini. Além da alta dos juros, Felipe Granito ainda chama atenção para a limitação de acesso ao crédito no Brasil, especialmente entre empresas de menor porte.

Fonte: https://www.cnnbrasjl.com.brleconomia/macroeconomra/jurosaltos-levam-empresas-a-alavancagem insustentavel-dizem,especialistas/ (adaptado)

No estudo das relações morfossintáticas, a compreensão dos vínculos entre as classes de palavras e suas funções na oração permite interpretar com maior precisão a organização do enunciado. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa CORRETA.

A No segmento marcado por uma combinação de juros elevados, a expressão de juros elevados funciona como complemento nominal do substantivo combinação .
B No trecho Empresas brasileiras passam por um período de pressão financeira , o termo brasileiras exerce função de advérbio, pois modifica o sentido do verbo passam.
C No trecho o custo do crédito nas alturas, a expressão nas alturas exerce função de adjunto adnominal, pois caracteriza diretamente o substantivo crédito .
D No segmento o aumento do endividamento , a expressão do endividamento completa o sentido do substantivo aumento , estabelecendo com ele relação de complemento nominal.
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Para responder à questão, leia o texto abaixo Juros altos levam empresas à alavancagem insustentável, dizem especialistas Empresas brasileiras passam por um período de pressão financeira sem precedentes recentes, marcado por uma combinação de juros elevados, crédito restrito e aumento do endividamento. Esse cenário tem pressionado o caixa das companhias e impulsionado os pedidos de recuperação judicial no país, que atingiram níveis recordes em 2025. Segundo pesquisa da Serasa Experian , somente no último ano, 2.466 empresas entraram com processos para reestruturar as contas. O fio condutor desse cenário é a Selic, que permaneceu estacionada em 15% ao ano durante boa parte do ano passado, o maior patamar em quase duas décadas. Com o custo do crédito nas alturas, empresas que se alavancaram durante o período de juros baixos passaram, portanto, a enfrentar uma conta cada vez mais difícil de fechar. Para o sócio do Granito Boneli Advogados e especialista em recuperação empresarial, Felipe Granito , essa transição de cenário deixou as empresas em uma situação de alavancagem financeira insustentável. Segundo o especialista, há, portanto, uma relação direta entre o ambiente de juros elevados e a crise enfrentada pelas empresas. Além disso, um levantamento realizado pela Serasa Experian apontou que, do início de 2025 até julho, 8 milhões de CNPJs brasileiros estavam negativados, com uma alta de 200 mil negócios no comparativo mensal. “Esse patamar de juros por tanto tempo, sem dúvida nenhuma, gera um impacto direto nesse momento de crise financeira. E existem ainda vários outros fatores geopolíticos e macroeconômicos que levam a gente a esse cenário de crise financeira”, afirma Granito. Para o economista-chefe da Austin Rating , Alex Agostini , o mecanismo de transmissão dos juros para a atividade empresarial ocorre, sobretudo, pelo encarecimento do crédito, essencial para financiar operações. “Quando a taxa de juros é elevada, o custo final aumenta e nem sempre as empresas conseguem repassar essa alta do custo financeiro para o preço final”, avalia Agostini. Além da alta dos juros, Felipe Granito ainda chama atenção para a limitação de acesso ao crédito no Brasil, especialmente entre empresas de menor porte.

Fonte: https://www.cnnbrasjl.com.brleconomia/macroeconomra/jurosaltos-levam-empresas-a-alavancagem insustentavel-dizem,especialistas/ (adaptado)

Na análise sintática, a identificação do sujeito exige observar a forma verbal e o termo a que ela se refere no contexto da oração. Com base nisso, analise as assertivas:

I. No trecho Empresas brasileiras passam por um período de pressão financeira , o sujeito e simples.

II. No trecho existem ainda vários outros fatores geopolíticos, macroeconômicos, o sujeito é indeterminado. Das assertivas, pode-se afirmar que:

A I e II estão corretas.
B I e II estão incorretas.
C Apenas I está correta.
D Apenas II está incorreta.