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Leia o trecho da crônica a seguir para responder à questão. Solidariedade africana Se me perguntassem o que me despertou maior atenção no corrente verão de 2014, no que diz respeito ao nosso comportamento em sociedade, à parte o conflito Israel-Palestina na Faixa de Gaza e a proliferação do vírus do ebola na África Central, responderia que foram os acontecimentos trágicos na pequena localidade de Ferguson, Missouri. O número crescente de afro-americanos que morrem nas ruas dos Estados Unidos pela mão das autoridades policiais é assustador, porque embora esteja a acontecer a milhas de distância, diz respeito a todos nós, homens e mulheres e, em particular, a nós os negros. Nenhum negro, em parte nenhuma do mundo, estará seguro enquanto não houver justiça e igualdade de tratamento entre os povos. Nenhum negro se sentirá seguro, porque o valor que é atribuído à nossa vida, independentemente do país ou continente a que chamemos de casa, vale menos do que uma bala. É difícil ser negro, e não apenas pelo racismo que nos vitima, mas acima de tudo porque nós, os negros, nos desrespeitamos e continuamos a perpetuar as políticas discriminatórias e racistas herdadas dos países que nos colonizaram. Isso explica, em boa parte, a falta de influência que as nações africanas detêm em organismos como as Nações Unidas. O que se passa nas ruas da América, desde a fundação daquela grande nação, é um ataque aos direitos humanos. (Kalaf Epalanga, Minha pátria é a língua pretuguesa, 2023)

A concordância nominal e a concordância verbal estão em conformidade com a norma-padrão em:

A Os direitos humanos tem sido violado sistematicamente ao longo da história, por isso cabe ao mundo atual reflexões para mudar esse cenário.
B No verão de 2014, despertou-me a atenção os acontecimentos trágicos na pequena localidade de Ferguson, Missouri, e eles vêm aumentando.
C Existe políticas discriminatórias e racistas, herdadas dos países que nos colonizaram, responsável por alimentar o desrespeito entre nós.
D Os fatos recente envolvendo a morte de afro-americanos nos Estados Unidos mostra como estão arraigadas no mundo a violência e o ódio.
E Ainda que aconteça a milhas de distância a violência contra os afro-americanos, espalham-se a todas as pessoas as dores inevitáveis dessa tragédia.
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Leia o texto para responder a questão: Medo de adversidades climáticas tem de ser ressignificado em tempos de ecoansiedade A ecoansiedade é o medo persistente de um colapso ambiental. Isso tem se tornado uma preocupação crescente, principalmente entre crianças e adolescentes. Mudanças climáticas, poluição e perda de biodiversidade estão mais evidentes. A atual juventude tem mais consciência quanto às questões ambientais que assolam o planeta. Entretanto, sentimentos de ansiedade, tristeza e impotência têm acompanhado tal percepção. Nesse cenário, familiares e educadores desempenham um papel fundamental para ajudar crianças e jovens a lidar com esses sentimentos, transformando o medo em ação e esperança. Diferentemente de outros transtornos psiquiátricos, a ecoansiedade ainda não recebeu um diagnóstico clínico oficial. Contudo, seus efeitos são reais e significativos. Um estudo global publicado na revista The Lancet , em 2021, revelou que 59% dos jovens entre 16 e 25 anos estão preocupados com as mudanças climáticas. Muitos ainda relataram dificuldades ao imaginar um futuro cuja perspectiva fosse positiva. Tais sintomas são comumente identificados em países vulneráveis aos impactos ambientais. O Brasil é um dos lugares mais afetados por cataclismos ambientais, devido à ocorrência de enchentes, de queimadas e de secas. Essa alteração no padrão de comportamento de jovens em todo o mundo exige uma abordagem sensível e prática de familiares e educadores. É um compromisso social validar tais problematizações. Muitas vezes, as queixas dessa população são minimizadas com expressões como “não se preocupe” ou “você é muito jovem para pensar nisso”. Tal reação gera frustração, isolando-os ainda mais. A empatia reforça a audiência desses indivíduos e lhes dá uma resposta que reconhece a seriedade das suas sensações. Frases como “entendo o que você está sentindo” ou “vamos pensar juntos em como podemos contribuir para a construção de um mundo melhor” ajudam a construir diálogos e criar vínculos emocionais mais consistentes. (Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.02.2025. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase atende à norma- -padrão, considerando-se os aspectos de concordância, regência, emprego de pronome e colocação pronominal.

A Números expressivos de crianças e jovens com ecoansiedade tem mobilizado familiares e educadores para que acolham-os. Bastantes queixas de crianças e jovens são minimizadas, o que causa-os frustração.
B Números expressivos de crianças e jovens com ecoansiedade têm mobilizado familiares e educadores para que lhes acolham. Bastantes queixas de crianças e jovens são minimizadas, o que lhes causa frustração.
C Números expressivos de crianças e jovens com ecoansiedade têm mobilizado familiares e educadores para que os acolham. Bastantes queixas de crianças e jovens são minimizadas, o que lhes causa frustração.
D Números expressivos de crianças e jovens com ecoansiedade tem mobilizado familiares e educadores para que acolham-nos. Bastante queixas de crianças e jovens são minimizadas, o que causa frustração a eles.
E Números expressivos de crianças e jovens com ecoansiedade têm mobilizado familiares e educadores para que acolham a eles. Bastante queixas de crianças e jovens são minimizadas, o que os causa frustração.

A educação para o desenvolvimento sustentável deve levar ao pensamento crítico transformador, e não __________ sensação de culpa __________ . Frases como “faça a sua parte” ou “feche a torneira para não acabar com a água do planeta” __________ criar na criança um sentimento de culpa, que leva __________ uma ação “vazia” e sem muita reflexão, que, por muitas vezes não traz um resultado transformador. Ou seja, a criança faz a parte dela e fecha a torneira, no entanto, continua testemunhando e muitas vezes até mesmo __________ com calamidades ambientais. Isso gera um sentimento de impotência, frustração e medo. (Medo de adversidades climáticas tem de ser ressignificado em tempos de ecoansiedade. Opinião. https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.02.2025. Adaptado) Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:

A à … paralisante … podem … a … perturbada
B a … paralizante … pode … à … pertubada
C à … paralizante … podem … a … perturbada
D a … paralisante … podem … a … pertubada
E à … paralizante … pode … à … perturbada

A adaptação de passagens do texto redigida de acordo com a norma-padrão de concordância verbal é:

A Haviam relatos de episódios de violência psicológica, física, moral e patrimonial perpetrados por filhos ou cônjuges.
B No livro denuncia-se, com a menção a “depósito”, as incongruências de nossa relação com a velhice e com os idosos ao nosso redor.
C Estuda-se a discriminação contra pessoas com base em sua idade, sendo mais comumente direcionada a pessoas mais velhas.
D Devem ser levadas em conta não só características dos idosos ou da família, já que se tratam de fenômenos multideterminados.
E Quando um familiar age com violência contra um idoso, é necessário a investigação dos motivos que o leva a isso.
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Leia o texto a seguir para responder à questão: Hoje, quase dois terços dos municípios não possuem nenhuma Instituição de Longa Permanência para Idosos (Ilpi), e em alguns Estados houve redução da oferta de vagas em 15 anos. Além da carência de vagas, problemas no encaminhamento e no financiamento. Quem determina se um idoso preenche os requisitos para uma vaga pública é o Sistema Único de Assistência Social (Suas), mas, a exemplo do que ocorre com os parceiros privados do Sistema Único de Saúde (SUS), como as Santas Casas, as Ilpis conveniadas são . Especialistas ouvidos pelo jornal Estadão apontam outras opções de cuidado. O ideal é privilegiar o máximo de autonomia da família. Em termos de políticas públicas, isso pode significar recursos financeiros diretos aos familiares que decidem manter o parente em casa, como no Chile e no Uruguai. Outra opção os centros-dia, no Japão, para acolher idosos enquanto os familiares estão no trabalho. A Ilpi deveria ser a última opção, em caso de impossibilidade da família de oferecer os cuidados necessários. (Opinião. “O múltiplo desafio do envelhecimento”. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao/o-multiplo- desafio-do-envelhecimento/. Adaptado)

De acordo com a norma-padrão, as lacunas dos enunciados devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:

A há ... subfinanciadas ... são ... comuns
B existem ... sub-financiadas ... são ... comum
C encontram-se ... subfinanciadas ... é ... comum
D ocorre ... subfinanciadas ... é ... comuns
E constata-se ... sub-financiadas ... é ... comuns
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Leia o texto a seguir para responder à questão: Os calções verdes do Bruno Até a camarada professora ficou espantada e interrompeu a aula quando o Bruno entrou na sala. Não era só o que se via na mudança das roupas, mas também o que se podia cheirar com a chegada daquele Bruno tão lavadinho. No intervalo, em vez de irmos todos brincar a correr, cada um ficou só espantado a passar perto do Bruno, mesmo a fingir que ia lá fazer outra coisa qualquer. A antiga blusa vermelha tinha sido substituída por uma camisa de manga curta esverdeada e flores brancas tipo Hawai. Mas o mais espantoso era o Bruno não trazer os calções dele verdes justos com duas barras brancas de lado. A pele cheirava a sabonete azul limpo, as orelhas não tinham cera, as unhas cortadas e limpas, o cabelo lavado e cheio de gel. Até os óculos estavam limpos. Tortos mas limpos. Fiquei no fundo da sala. Eu era grande amigo do Bruno e mesmo assim não consegui entender aquela transformação. Olhei o pátio onde as meninas brincavam “35 vitórias”. Na porta,uma contraluz do meio-dia iluminava a cara espantada da Romina. Eu olhava a Romina, o sol na porta e o Bruno também. O mujimbo* já tinha circulado lá fora e eu nem sabia. Havia uma explicação para tanto banho e perfumaria. Parece que o Bruno estava apaixonado pela Ró. A mãe do Bruno tinha contado à mãe do Helder todos os acontecimentos incríveis da tarde anterior: a procura dum bom perfume, o gel no cabelo, os sapatos limpos e brilhantes, a camisa de botões. A mãe do Bruno disse à mãe do Helder, “foi ele mesmo que me chamou para eu lhe esfregar as costas”. Depois do intervalo o Bruno passou-me secretamente a carta. A carta continuava bonita como eu nunca soube que o Bruno sabia escrever assim. Ele tinha a cara afundada nos braços, parecia adormecido, eu lia a carta sem acreditar que o Bruno tinha escrito aquilo mas os erros de português eram muito dele mesmo. A camarada professora era muito má. Veio a correr e riu- -se porque eu tinha lágrimas nos olhos. Pegou na carta e rasgou tudo em pedacinhos tão pequenos como as minhas lágrimas e as do Bruno. A Romina desconfiou de alguma coisa, porque também tinha os olhos molhados. O sino tocou. Saímos. Era o último tempo. No dia seguinte, com um riso que era também de tristeza e uma espécie de saudade, o Bruno apareceu com a blusa dele vermelha e os calções verdes justos com duas riscas brancas de lado. Deu a gargalhada dele que incomodava a escola toda e veio brincar conosco. Na porta da sala, uma contraluz amarela do meio-dia iluminava a cara bonita da Romina e os olhos dela molhados com lágrimas de ternura. E o Bruno também. * Mujimbo: boato. (Ondjaki, Os da minha rua . Adaptado)

De acordo com Nilce Sant’Anna Martins ( Introdução à estilística , 2008), “examinando a expressividade ligada à estrutura da frase, é preciso mencionar certas partículas destituídas de valor nocional e sintático, mas portadoras de valor expressivo, comumente chamadas partículas de realce ou espontaneidade, ou ainda expletivos”. A explicação da autora é exemplificada com o termo destacado em:

A “Não era só o que se via na mudança das roupas, mas também o que se podia cheirar com a chegada daquele Bruno tão lavadinho.” (1 o parágrafo)
B “... em vez de irmos todos brincar a correr, cada um ficou só espantado a passar perto do Bruno, mesmo a fingir que ia lá fazer outra coisa qualquer.” (2 o parágrafo)
C “... eu lia a carta sem acreditar que o Bruno tinha escrito aquilo mas os erros de português eram muito dele mesmo.” (6 o parágrafo)
D “A camarada professora era muito má. Veio a correr e riu- se porque eu tinha lágrimas nos olhos. Pegou na carta e rasgou tudo em pedacinhos...” (7 o parágrafo)
E “No dia seguinte, com um riso que era também de tristeza e uma espécie de saudade, o Bruno apareceu com a blusa dele vermelha...” (9 o parágrafo)
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Leia o texto a seguir para responder à questão: Os calções verdes do Bruno Até a camarada professora ficou espantada e interrompeu a aula quando o Bruno entrou na sala. Não era só o que se via na mudança das roupas, mas também o que se podia cheirar com a chegada daquele Bruno tão lavadinho. No intervalo, em vez de irmos todos brincar a correr, cada um ficou só espantado a passar perto do Bruno, mesmo a fingir que ia lá fazer outra coisa qualquer. A antiga blusa vermelha tinha sido substituída por uma camisa de manga curta esverdeada e flores brancas tipo Hawai. Mas o mais espantoso era o Bruno não trazer os calções dele verdes justos com duas barras brancas de lado. A pele cheirava a sabonete azul limpo, as orelhas não tinham cera, as unhas cortadas e limpas, o cabelo lavado e cheio de gel. Até os óculos estavam limpos. Tortos mas limpos. Fiquei no fundo da sala. Eu era grande amigo do Bruno e mesmo assim não consegui entender aquela transformação. Olhei o pátio onde as meninas brincavam “35 vitórias”. Na porta,uma contraluz do meio-dia iluminava a cara espantada da Romina. Eu olhava a Romina, o sol na porta e o Bruno também. O mujimbo* já tinha circulado lá fora e eu nem sabia. Havia uma explicação para tanto banho e perfumaria. Parece que o Bruno estava apaixonado pela Ró. A mãe do Bruno tinha contado à mãe do Helder todos os acontecimentos incríveis da tarde anterior: a procura dum bom perfume, o gel no cabelo, os sapatos limpos e brilhantes, a camisa de botões. A mãe do Bruno disse à mãe do Helder, “foi ele mesmo que me chamou para eu lhe esfregar as costas”. Depois do intervalo o Bruno passou-me secretamente a carta. A carta continuava bonita como eu nunca soube que o Bruno sabia escrever assim. Ele tinha a cara afundada nos braços, parecia adormecido, eu lia a carta sem acreditar que o Bruno tinha escrito aquilo mas os erros de português eram muito dele mesmo. A camarada professora era muito má. Veio a correr e riu- -se porque eu tinha lágrimas nos olhos. Pegou na carta e rasgou tudo em pedacinhos tão pequenos como as minhas lágrimas e as do Bruno. A Romina desconfiou de alguma coisa, porque também tinha os olhos molhados. O sino tocou. Saímos. Era o último tempo. No dia seguinte, com um riso que era também de tristeza e uma espécie de saudade, o Bruno apareceu com a blusa dele vermelha e os calções verdes justos com duas riscas brancas de lado. Deu a gargalhada dele que incomodava a escola toda e veio brincar conosco. Na porta da sala, uma contraluz amarela do meio-dia iluminava a cara bonita da Romina e os olhos dela molhados com lágrimas de ternura. E o Bruno também. * Mujimbo: boato. (Ondjaki, Os da minha rua . Adaptado)

Na passagem do 2 o parágrafo “A pele cheirava a sabonete azul limpo, as orelhas não tinham cera, as unhas cortadas e limpas, o cabelo lavado e cheio de gel.”, entre as orações se estabelece relação de

A subordinação, com orações substantivas.
B coordenação, com orações justapostas.
C coordenação, com orações sindéticas.
D subordinação, com orações adverbiais.
E coordenação, com orações explicativas.
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Leia o texto a seguir para responder à questão: Nos anos 1970, um professor do curso de Psicologia de Harvard tinha um estranho aluno em sua classe. Depois das primeiras aulas, ele se aproximou do professor para explicar por que se matriculara naquele curso. Ele disse que precisava de ajuda, porque coisas estranhas estavam acontecendo com ele, como o fato de sua mulher falar as palavras em que ele estava pensando logo antes que ele pudesse dizê- -las. Além disso, perdera o emprego dois dias depois de um colega fazer um comentário casual sobre cortes de pessoal no trabalho. Com o tempo, afirmou, passara por dezenas de situações de má sorte, que considerava serem coincidências perturbadoras. A princípio, ficou confuso com a situação. Depois, assim como a maioria de nós faria, criou um modelo mental para reconciliar os fatos com suas crenças sobre o comportamento do mundo. A teoria que engendrou, no entanto, era muito diferente do que ditaria o senso comum: ele estava sendo usado como cobaia de um experimento científico complexo e secreto. Acreditava que o experimento era executado por um grande grupo de conspiradores, liderados pelo famoso psicólogo Skinner. Também acreditava que, quando o experimento estivesse concluído, ele ficaria famoso e talvez fosse eleito para um alto cargo público. Assim, matriculara-se no curso para aprender a testar sua hipótese, tendo em vista a quantidade de indícios que já acumulara. (Leonard Mlodinow, O andar do bêbado . Adaptado)

Considere as seguintes passagens do 2º parágrafo: • “ A princípio, ficou confuso com a situação...” • “A teoria que engendrou, no entanto , era muito diferente do que ditaria o senso comum...” • “ Assim , matriculara-se no curso para aprender a testar sua hipótese, tendo em vista a quantidade de indícios que já acumulara.” As expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente, sem prejuízo ao sentido original e de acordo com a norma-padrão, por:

A Inicialmente ... todavia ... Portanto ... considerando
B De modo geral ... portanto ... Logo ... visando
C Em tese ... porém ... Desse modo ... observando
D De pronto ... pois ... Com isso ... vislumbrando
E No começo ... ademais ... Então ... verificando
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Leia o texto a seguir para responder à questão: Por que no Brasil a maioria da população tem rejeitado o parlamentarismo? A resposta aponta para a índole do nosso povo. Aqui a semente presidencialista viceja em todos os espaços. O sociólogo francês Maurice Duverger defende a tese de que o gosto latino-americano pelo sistema presidencialista tem a ver com o aparato monárquico na região. O Império Inca, com seus grandes caciques, e depois o poderio espanhol, com seus reis, vice-reis e corregedores, plasmaram a inclinação por regimes de caráter autocrático. O presidencialismo por estas plagas agregaria, assim, uma boa dose de autocracia. Já o parlamentarismo que vicejou na Europa teria se inspirado na ideologia liberal da Revolução Francesa, cujo alvo era a derrubada do soberano. Isso explicaria a distância da Europa ante o modelo presidencialista. Portanto, o presidencialismo está fincado no altar mais alto da cultura política. O poder que dele emana impregna a figura do mandatário. A imagem do Estado e a imagem do governante imbricam-se. Sob essa configuração, imaginar que o parlamentarismo tenha chance por aqui é apostar que a fada madrinha decidiu deixar o reino da fantasia para nos visitar. Temos de conviver mesmo com o fardão presidencialista. (Gaudêncio Torquato, Jornal da USP, “Parlamentarismo, uma sombra no horizonte”. Disponível em: https://jornal.usp.br/articulistas/gaudencio-torquato/ parlamentarismo-uma-sombra-no-horizonte/. Adaptado)

Considerando o contexto em que as expressões destacadas se apresentam, assinale a alternativa em que o comentário sobre elas é correto.

A “... ideologia liberal da Revolução Francesa, cujo alvo era a derrubada do soberano.” (3º parágrafo) – corresponde a “que o”.
B “Isso explicaria a distância da Europa ante o modelo presidencialista.” (3º parágrafo) – o tempo do verbo expressa certeza.
C “... a fada madrinha decidiu deixar o reino da fantasia para nos visitar.” (4º parágrafo) – estabelece relação de causa.
D “Temos de conviver mesmo com o fardão presidencialista.” (4º parágrafo) – corresponde à palavra “ainda”.
E “ Já o parlamentarismo que vicejou na Europa...” (3º parágrafo) – introduz ideia que contrasta com a anterior.

Assinale a alternativa em que a norma-padrão de regência e concordância verbais foi plenamente respeitada.

A Existe, na história da América Latina, fatores importantes que embasam a opção das pessoas pelo presidencialismo.
B Na Europa, os ideais da Revolução Francesa acarretaram na preferência dos cidadãos pelo parlamentarismo.
C É comum que se estudem na escola os elementos que configuram os diferentes sistemas e formas de governo.
D Segundo alguns estudiosos, os países europeus tendem naturalmente em adotar o parlamentarismo como sistema de governo.
E Em muitas obras da ciência política, falam-se de questões que concernem aos sistemas de governo parlamentarista e presidencialista.