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Conforme a Lei Federal nº 9.394/96, art. 12, os estabelecimentos de ensino terão a incumbência de, entre outras,

A articular-se com as famílias em casos de problemas graves, mas não durante o acompanhamento diário do aprendizado.
B notificar ao Conselho Tutelar do Município a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de 10% (dez por cento) do percentual permitido em lei.
C promover ambiente escolar seguro, adotando estratégias de prevenção e enfrentamento ao uso ou à dependência de drogas.
D informar a pais ou responsáveis sobre a execução da proposta pedagógica de maneira sucinta e superficial, evitando detalhes, pois não são especialistas no assunto.
E prover meios para a recuperação dos alunos de baixo rendimento, limitando as estratégias de recuperação a trabalhos e atividades extraescolares.

Barroso ( in: Ferreira, 2008) assevera que “no quadro do sistema público de ensino, a ‘autonomia das escolas’ é sempre uma autonomia relativa”, isso porque a autonomia é

A fundamental para o trabalho dos professores, mas não se estende à organização como um todo, que deve executar suas ações a partir das determinações da sua rede.
B limitada ao exercício docente, já que a administração central ou regional gere melhor os recursos da educação do que os órgãos representativos das escolas.
C condicionada quer pelos poderes de tutela e de superintendência do governo e da administração pública, quer do poder local.
D um ideal inalcançável, constituindo um objetivo, mas nunca uma realidade efetiva das organizações escolares.
E uma característica do sistema privado, que independe de restrições inerentes à rede pública que tornam a autonomia indesejável.

Wolf e Carvalho, ao tratar do Regimento Escolar, afirmam haver modificações na legislação educacional acerca do seu propósito e importância. Nesse sentido, tratam de aspectos legais e pedagógicos que foram historicamente ligados a esse documento. Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação verdadeira sobre o que apontam as autoras.

A As regulamentações propostas pela Lei no 9.394/96 (LDB) substituíram o regimento escolar que servia como lei maior da escola por um focado na dimensão pedagógica.
B O aspecto pedagógico do regimento escolar implica respeito aos anseios e às necessidades da comunidade escolar, em correspondência com o projeto político-pedagógico da escola.
C Com a instituição da obrigatoriedade do projeto político-pedagógico, o regimento escolar pode substituir o foco pedagógico pelos aspectos legais.
D Aspectos legais do regimento escolar são definidos externamente, enquanto os pedagógicos são fruto de trabalho colaborativo interno à escola.
E Os aspectos pedagógicos do regimento escolar foram superados com a instituição da Base Nacional Comum Curricular, que os tornou obsoletos e redundantes.

A Pedagogia de Projetos, no entendimento de Daniela Moura, surge da necessidade de desenvolver uma metodologia de trabalho pedagógico que valorize a participação do educando e do educador no processo ensino/aprendizagem, tornando-os responsáveis pela elaboração e desenvolvimento de cada projeto de trabalho. De acordo com a autora, do ponto de vista metodológico, o instrumento mais apropriado para a avaliação de um Projeto de Trabalho é

A o clube de leitura.
B a prova em grupo.
C a pesquisa.
D a produção de texto.
E o portifólio.

Dowbor

( 2007 ) relata um caso da Secretaria de Educação do Município de Vicência, em Pernambuco, que implantou o projeto “Escolas rurais”, com a perspectiva de melhoria da qualidade do ensino e, consequentemente, melhoria da qualidade de vida das comunidades rurais. O projeto é destacado, pois se coaduna com o entendimento de Dowbor

( 2007 ) de que a escola deve ser

A o centro de produção de conhecimento, contribuindo para o desenvolvimento local.
B o espaço de produção e divulgação do conhecimento globalizado.
C a oportunidade de evoluir do estilo de vida rural para o urbano.
D o espaço de superação do conhecimento primário do mundo de cada pessoa.
E o centro de apropriação do conhecimento formal curricular.

No capítulo 6 da obra Projeto político-pedagógico da escola – uma construção possível, Mario Marques ( In : Veiga, 1996) afirma, corretamente, que

A o projeto contém a intencionalidade das perspectivas de atuação individual.
B o projeto é político porque trata sobre como organizar e conduzir as práticas.
C o projeto é pedagógico porque se deve gestar no entendimento compartilhado por todos os envolvidos com a atuação da escola.
D a dimensão pedagógica é instituída, enquanto a dimensão política é instituinte das ações da comunidade escolar.
E a proposta política da educação, para ser gestada, depende da formação pedagógica dos envolvidos na construção do projeto.

Moran

( 2004 ), no texto “Os novos espaços de atuação do professor com as tecnologias”, afirma que, para falarmos de qualidade na educação e de uma nova didática, é fundamental

A substituir o modelo de aulas tradicional e presencial por um modelo mais dinâmico de ensino e aprendizagem, centrado em ambientes virtuais a distância.
B planejar e flexibilizar, no currículo de cada curso, o tempo e as atividades de presença física em sala de aula e o tempo e as atividades de aprendizagem conectadas, a distância.
C compreender que os alunos não aprendem por causa do tédio de ficar ouvindo um professor falando na frente por horas, da rigidez dos horários, da distância entre o conteúdo das aulas e a vida.
D investir em tecnologias que, sozinhas, são capazes de trazer incontáveis possibilidades de apoio ao professor e de interação entre professores e os alunos.
E formar o professor para ensinar na lógica da cultura digital, de um lado, facilitando a compreensão; de outro, transferindo para o aluno o nível de conhecimento de mundo que ele tem.

A respeito do tema da violência na escola, Abramovay

( 2012 ) afirma que a escola

A vê os conflitos da polarização política crescerem, enquanto aqueles de ordem social (como gênero e classe) se encontram superados.
B enfrenta esse fenômeno universal, que historicamente se repete, sem expectativas de mudanças.
C testemunha gradualmente o desaparecimento da violência devido às mudanças pedagógicas em curso.
D somente ecoa processos gerais, refletindo um estado de violência generalizado que tem origem fora dela.
E produz formas próprias de violência, que refletem as especificidades de seu cotidiano.

De acordo com Fleuri

( 2009 ), a inclusão de pessoas com diferentes possibilidades e limites nos processos educativos exige, além do atendimento às necessidades individuais, práticas e contextos que promovam a manifestação polifônica e reconhecimento polissêmico, crítico e criativo entre todos. Nesses contextos, o educador precisa favorecer que os sujeitos “se reconheçam e se auto- -organizem em relação de reciprocidade entre si e com o próprio ambiente sociocultural”, assumindo a tarefa de prever e preparar recursos capazes de

A igualar os processos e os resultados da aprendizagem entre sujeitos.
B ativar a elaboração e a circulação de informações entre sujeitos.
C separar os alunos normais dos deficientes nas tarefas cognitivas, mas juntando-os na convivência.
D desmontar os conflitos e fricções entre sujeitos em nome da harmonia escolar.
E compensar os déficits dos sujeitos da inclusão com redução da exigência avaliativa.

Uma equipe escolar está rediscutindo seu Projeto Pedagógico (PP), buscando torná-lo mais expressivo para a comunidade. Para isso, fizeram a leitura compartilhada do texto de Giglio

( 2006 ) e encontraram um trecho especialmente convergente com o que a equipe quer. Nele, apresenta-se o PP de um ponto de vista legal, observando que o documento “institui um lugar de visibilidade para a escola no conjunto do sistema tornando-a oficialmente portadora de uma identidade singular”. A equipe compreendeu acertadamente que essa identidade singular se deve à operação que dá materialidade ao PP, na medida em que provoca

A o alinhamento das práticas pedagógicas e de gestão locais da unidade escolar àquelas consideradas de referência pela legislação.
B a responsabilização legal e individual de cada profissional da escola devido à sua força contratual.
C a disputa por protagonismo entre os membros da equipe de modo a gerar uma competição saudável pela excelência.
D o reconhecimento de que a escola é parte constituinte das políticas educacionais e não apenas efeito delas.
E a escola a subordinar-se às exigências da comunidade que atende, uma vez que ocupa o lugar de cliente.