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Texto associado
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue os itens
seguintes, relativos à relação entre tempo e história.

Nas suas investigações sobre conceitos sociopolíticos
modernos, o historiador alemão Reinhart Koselleck estudou
fontes relativas a um considerável número de espaços
linguísticos distintos, o que lhe permitiu empreender uma
história conceitual da temporalidade em perspectiva
comparada.

C Certo
E Errado
Texto associado
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial,
julgue os próximos itens, a respeito da problemática das fontes no
ofício do historiador.

O caráter extremamente subjetivo que costuma marcar a
produção de diários pessoais impossibilita o emprego de
exemplares desse gênero textual como fontes históricas.

C Certo
E Errado
Texto associado
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue os itens
seguintes, relativos à relação entre tempo e história.

A noção tripartite do tempo histórico desenvolvida em
meados do século XX pelo historiador francês Fernand
Braudel está calcada na distinção entre evento, conjuntura e
longa duração.

C Certo
E Errado
Texto associado
O grande medievalista francês Marc Bloch, autor do clássico Apologia da História ou o ofício do historiador , inaugurou a concepção de “história como problema”, em oposição a uma historiografia positivista que se apoiava em fatos, datas, grandes nomes e heróis. Com Lucien Febvre, ele foi um dos criadores da moderna historiografia conhecida como Escola dos Anais (Annales).

Relativamente às transformações pelas quais passou a produção e a escrita do conhecimento histórico a partir das primeiras décadas do século XX, julgue os itens seguintes.

O historiador britânico Eric Hobsbawm, que encontrou no materialismo histórico o suporte teórico‐metodológico para a elaboração de sua obra, notabilizou‐se pela publicação de livros referenciais para a compreensão da contemporaneidade (séculos XIX e XX).

C Certo
E Errado

A história surgiu como ciência ao longo do século XIX. Contudo, foi no transcurso do século XX que ela se aprimorou e incorporou avanços teóricos e metodológicos. Um marco desse processo de transformação dos estudos históricos foi a criação, em 1929, de uma revista francesa cuja influência se estendeu nas décadas seguintes, atingindo várias partes do mundo. Nascia ali um movimento de renovação historiográfica conhecido como Escola

A dos Annales (Anais).
B inglesa.
C marxista.
D positivista francesa.
E dialética alemã.
Texto associado
O grande medievalista francês Marc Bloch, autor do clássico Apologia da História ou o ofício do historiador , inaugurou a concepção de “história como problema”, em oposição a uma historiografia positivista que se apoiava em fatos, datas, grandes nomes e heróis. Com Lucien Febvre, ele foi um dos criadores da moderna historiografia conhecida como Escola dos Anais (Annales).

Relativamente às transformações pelas quais passou a produção e a escrita do conhecimento histórico a partir das primeiras décadas do século XX, julgue os itens seguintes.

A conhecida expressão “toda história é contemporânea” sepulta a ideia de ser o passado objeto de investigação por parte do historiador.

C Certo
E Errado

O processo de separação política entre Brasil e Portugal teve contornos específicos na Bahia, uma vez que ali ocorreu

A um enfrentamento entre os grupos nativistas de proprietários rurais e os comerciantes portugueses, que se transformou
em uma guerra separatista que visava proclamar a república na Bahia e separá-la do Império do Brasil.
B uma violenta rebelião popular, seguida do acordo entre os grupos nativistas e os portugueses apoiados por D. Pedro I,
com o objetivo de pacificar e reunificar a Bahia sob o comando das Cortes Portuguesas.
C uma guerra civil de grandes proporções, que dividiu, de um lado, os grandes proprietários que contavam com apoio do Rei
de Portugal, e, de outro, homens livres pobres, com apoio das Cortes Portuguesas e dos jacobinos franceses.
D um conflito armado entre grupos locais, apoiados por tropas enviadas por D. Pedro I, e as tropas portuguesas, que visavam impedir a consolidação da independência da América Portuguesa, sob o controle do Rio de Janeiro.
E uma revolta da população negra liderada por escravos muçulmanos que lutavam por abolição e não aceitavam a religião
católica como religião oficial do novo Império do Brasil.

O movimento abolicionista, no contexto dos anos 1880, foi

A protagonizado por liberais de vários grupos sociais (trabalhadores e proprietários) que reivindicavam o fim da escravidão e
da Monarquia.
B organizado exclusivamente por ex-escravos libertos e mulatos livres que assumiram o combate à escravidão e apregoavam a democracia racial.
C apoiado pelo governo imperial brasileiro para responder politicamente à pressão do governo inglês, que combatia a escravidão e o tráfico.
D patrocinado pelo Partido Republicano Paulista para impor a solução imigrantista e republicana como saída para a crise da
exportação de café.
E composto por republicanos e monarquistas contrários à escravidão e defensores do direito à cidadania do ex-escravo.

São características da atuação dos Jesuítas no Brasil colonial:

A a vida em mosteiros com rígida disciplina interna; o empenho na educação cristã, abarcando a alfabetização de indígenas
e africanos; a criação e administração de Universidades católicas.
B o estabelecimento de missões em regiões com potencial de exploração econômica, como as drogas do sertão; a defesa
dos indígenas ante os ataques dos bandeirantes; a formação da elite colonial segundo princípios iluministas.
C a expansão das fronteiras do território português; a conversão de judeus ao cristianismo segundo as leis inquisitoriais; a
pacificação dos conflitos intertribais, sob a justificativa da Guerra Justa.
D a mobilidade dentro do território; a preocupação com a conversão dos indígenas ao catolicismo; o estabelecimento de
colégios em várias cidades da Colônia, como o Colégio da Bahia.
E a pregação e a manutenção da fé cristã entre os colonizadores; o combate à escravidão, sobretudo a de negros; e o cultivo
e exportação da cana de açúcar nas missões.

Considere abaixo o trecho do Hino da Inconfidência Baiana.

Igualdade e liberdade / No sacrário da Razão / ao lado da Sã Justiça / Preenchem meu coração / (...) Se este dogma for seguido
(...) e assim que florescido / tem na América a Nação / Assim flutue o pendão dos franceses / que a imitaram / depois que
afoitos, entraram / no sacrário da Razão.

(Apud MOURA, Clóvis. Dicionário da Escravidão Negra no Brasil. Edusp, 2004, p. 205)

O trecho revela as seguintes influências da chamada Inconfidência Baiana (1798), também conhecida como Conjuração Baiana
e Revolta dos Búzios:

A o Império Napoleônico e o positivismo, escola que cultuava a ciência como Razão universal.
B a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, e a Justiça praticada pela Maçonaria, como exemplos da defesa da
igualdade em nome da Razão.
C a Revolução Francesa e o iluminismo, corrente que cultuava a Razão como valor universal.
D a Revolução Pernambucana e o nacionalismo como exemplos de libertação racional dos povos contra a escravidão e o
colonialismo.
E o liberalismo e a religião calvinista, crença que considerava Deus como símbolo da Justiça e da Razão.