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Um dado bruto é uma informação sem contexto. Quando colocado num contexto, esse dado torna-se útil e passa a constituir uma informação. Assinale a alternativa correta sobre as informações passíveis de mapeamento geográfico.

A O mapeamento de fenômenos espaciais precisa de um componente espacial que os localiza no espaço. Dessa forma, os dados geográficos são específicos.
B Nem todo dado geográfico precisa de um componente temporal. Um exemplo é a altitude, que não muda e pode ser mapeada a qualquer momento.
C O componente espacial é sempre colocado em coordenadas geográficas, de modo que um dado apresentado em outros sistemas de coordenadas, como UTM, não é válido no sistema.
D Qualquer dado que tiver atributo e um componente espacial é geográfico, não sendo necessário identificar o tempo em que foi mapeado, pois a informação mapeada independe do fator tempo, para se proceder a uma análise geográfica.
E Qualquer dado, quando mapeado, torna-se uma informação. A localização do dado pode ser atribuída a um espaço abstrato, inexistente ou mesmo que não seja natural.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia Cargo: Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico - Área: Geografia Prova: Instituto AOCP - IFBA - Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico - Área: Geografia - 2016

Uma das grandes vantagens da utilização de Sistemas de Informações Geográficas (SIGs) é a possibilidade de integrar em uma mesma base dados de diferentes informações acerca do território, auxiliando, assim, o geógrafo na tomada de importantes decisões. Com relação à estruturação de um banco de dados geoespacial, é correto afirmar:

A imagens de sensoriamento remoto orbitais podem ser integradas com as demais fontes de informações cartográficas, com exceção das ortofotos.
B os mapas devem ser produzidos pelos mesmos órgãos como forma de garantir a padronização dos dados.
C arquivos em formato raster devem ser convertidos para o formato vetorial antes da realização do georreferenciamento.
D todos os arquivos devem ser reprojetados para um mesmo sistema de coordenadas como forma de garantir a padronização dos dados.
E os sistemas de referenciais geocêntricos são pouco indicados para a integração dos dados em razão da adoção de um sistema único para as Américas.

“Seu projeto de transformação da epistemologia geográfica envolvia a assimilação da lógica formal positivista, enaltecendo assim o rigor do modelo científico das ciências físicas e a expressão exata da linguagem matemática, erigida como a linguagem universal da ciência. O método hipotético-dedutivo adotado sobrepõe a hipótese (a teoria) ao empírico, estabelecendo-a como ponto de partida (e de chegada!) no processo de conhecimento.” (HAESBAERT, R. (Org.) Territórios Alternativos. São Paulo: Contexto, 2011.) Assinale a corrente do pensamento geográfico que condiz com o projeto epistemológico da Geografia descrito no fragmento acima.

A Geografia Crítica.
B Geografia Regional.
C Geografia Teorética.
D Geografia Humanista.
E Geografia Pós-estruturalista.

“A crise da Geografia clássica coincidiu com uma grande rediscussão do conceito de região. Aos poucos, o estabelecimento de regiões passa a ser uma técnica da geografia e não mais um produto final do trabalho de pesquisa. Ganha então relevo uma abordagem conhecida como análise regional, de inspiração neoclássica, que enfatiza os estudos das chamadas regiões funcionais.” (Adaptado de: GOMES, Paulo Cesar da Costa. O conceito de região e sua discussão. Em: CASTRO, Iná Elias de; et all. (Org.). Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2012.) Para estudar as regiões funcionais, a partir da perspectiva da análise regional, é necessário considerar

A os aspectos vinculados à divisão socioespacial do trabalho.
B a combinação de fatores que faz emergir um espaço singular.
C as variáveis estruturantes que definem espaços homogêneos.
D os fluxos e as trocas que se organizam em um espaço estruturado.
E os sentimentos de pertencimento que individualizam um espaço vivido.