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Na organização do espaço urbano brasileiro na contemporaneidade, observa-se uma expansão impulsionada por duas lógicas, a da localização dos empregos nos núcleos das aglomerações e a da localização das moradias nas áreas periféricas. A incorporação de novas áreas residenciais, o aumento da mobilidade e a oferta de transporte eficiente favorecem a formação de arranjos populacionais de diferentes magnitudes que aglutinam diferentes unidades espaciais. Adaptado de: IBGE. Arranjos populacionais e concentrações urbanas no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2015. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou 294 arranjos populacionais no País, formados por 938 municípios e que representam 55,9% da população residente no Brasil em 2010. Os critérios utilizados na identificação dos arranjos populacionais empregam a noção de integração, medida:

A pelos movimentos pendulares para trabalho e estudo e/ou pela contiguidade urbana;
B pelas funções urbanas e/ou pelo rendimento dos responsáveis por domicílio;
C pelos fluxos telefônicos e/ou pelas unidades locais das empresas de serviços à produção;
D pela densidade demográfica e/ou pela estrutura da População Economicamente Ativa;
E pelo tamanho populacional e/ou pelo fluxo de bens, mercadorias, informações e capitais.

A extensa faixa localizada no nordeste de São Paulo e no oeste dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, constitui uma das mais significativas áreas de especialização, domínio e predomínio agrícola no País, destacando-se cultivares de soja e milho, além de feijão, laranja, amendoim, trigo, girassol e cana-de-açúcar. Entre os anos de 1996 e 2006, datas de realização dos dois últimos censos agropecuários, foi registrada uma intensificação da ocupação agrícola em toda esta área. Em conjunto, os estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul registraram um acréscimo de cerca de 3,2 milhões de hectares em áreas de lavoura. Adaptado de: IBGE. Censo Agropecuário 2006 – segunda apuração. Rio de Janeiro: IBGE, 2012. O aumento nas áreas de lavouras verificado nesses estados no período intercensitário foi acompanhado pelo decréscimo das áreas de:

A pastagens;
B conservação;
C matas naturais;
D extrativismo vegetal;
E cultivos permanentes.

“Entre 1890 e 1930, período que antecede à institucionalização da Geografia no Brasil, o pensamento geográfico, em sua versão ‘moderna’ participou das representações sobre o território e a população brasileiros.” (Adaptado de Lia Osório Machado. “Origens do pensamento geográfico no Brasil: meio tropical, espaços vazios e a ideia de ordem (1870-1930)”. Em: CASTRO, Iná Elias de; et all (Orgs.). Geografia: Conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2012.) Com relação aos elementos que, no período citado, sedimentaram, no pensamento geográfico, a tese determinista de um destino de grande potência para o país, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) A ocorrência de enormes recursos naturais como condição de desenvolvimento econômico.

( ) A presença de uma população etnicamente homogênea como referência para sua política externa.

( ) A dimensão territorial como expressão da sua força geopolítica no cenário internacional.

A F, V, V.
B V, F, V.
C V, V, F.
D F, V, F.
E F, F, V.