QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
31 questões encontradas

A língua escrita tem diferentes funções. Cada uma das alternativas abaixo contém um texto no qual se evidencia uma dessas funções. A alternativa em que essa função está corretamente explicitada é:

A A cozinheira abriu o livro de receitas de sua avó e seguiu passo a passo as instruções ali dadas. / nesse caso, a função da escrita é a preservação de conhecimentos;
B O rapaz escolheu um dos mais belos poemas de Camões para mandar à sua namorada, mas perguntou-se se aquele poema, de tanto tempo atrás, ainda faria efeito. / nesse caso, a função da escrita é a de transferir um texto de um local a outro;
C O leitor apreciou com emoção o texto de Guimarães Rosa, que já lia pela vigésima vez, tal a sua beleza. / nesse caso, a função da escrita é transmitir conhecimento para o leitor;
D O repórter colocou à sua frente os nomes dos políticos que precisava citar na reportagem. / nesse caso, a função da escrita é produzir textos de qualidade artística;
E O publicitário fez um cartaz colorido e pregou suas cópias nas paredes do bairro a fim de que os vizinhos conhecessem o produto. / nesse caso, a função da escrita é a de memorizar.
Órgão: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Cargo: ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIAL - EXECUÇÃO DE MANDADOS Prova: ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIAL - EXECUÇÃO DE MANDADOS - TJRJ
Texto associado
É tão vasto o horizonte aberto por “O Agente Secreto" que mais justo será fatiá-lo para melhor compreensão. Ele é, entre outras coisas, um filme sobre cinema. Ele começa em 1977, quando "Tubarão", o longa de Steven Spielberg, estava na cabeça de todo mundo. Os tubarões estavam na cabeça de um menino de cinco ou seis anos, filho de Marcelo — Wagner Moura —, o protagonista do filme.
O tubarão do "Tubarão” não era apenas um peixe. Ele matava suas vítimas. E, quanto mais é perseguido, maior, mais ameaçador, mais horrendo e furioso se torna.
Naquele ano, também, o Brasil já estava saindo da fase mais difícil [...]. Nesse momento, Marcelo volta ao Recife para viver, bem discretamente, numa comunidade de "refugiados" e para encontrar um documento de identificação que, de certa forma, pode comprovar para ele a existência de sua mãe.
A mãe não é sua única perda. Foi criado pelo avô e perdeu a mulher. Sua pesquisa, do tempo em que era professor universitário, foi roubada. Foi difamado por um industrial paulista e é ameaçado de morte por ex-militares, hoje dedicados profissionalmente ao assassinato. O filme explicará tudo isso e por que esses fatos aconteceram.
Como já se pode notar, estamos no território de "Tubarão", de uma boca cada vez mais imensa que se abre para apanhar o que vier. A diferença fundamental é que "Tubarão" se propõe como um longa de aventura e terror, enquanto "O Agente Secreto" é uma obra de mistério e terror.
Há mais cinemas na história — e atenção a partir daqui com os "spoilers".
O sogro de Marcelo — papel de Carlos Francisco — é projecionista do Cine São Luiz, em Recife. É também no prédio onde no passado existiu um cinema que Fernando, o filho de Marcelo, pratica a medicina. Num banco de sangue, isto é, um lugar onde o sangue não existe como perda — jorro vindo de corpos mortos —, mas como regeneração e vida — "O Agente Secreto" não é, afinal, um filme sem esperança.
O cinema, como se sabe, sempre foi um lugar de refúgio — tanto para fugitivos em geral como para namorados. E Marcelo, quando chega a Recife, logo no início do longa, vai para uma comunidade de pessoas que se dizem “refugiadas".
A presença do cinema é, claro, apenas uma fatia — talvez minguada — da imensidade a que se abre o novo filme de Kleber Mendonça Filho. Ele trata da violência que ora é oficial, ora é particular, [...] da destruição de reputações e do roubo de ideias, do assassinato [...]. Essa máquina infernal existia no passado e não deixou de existir no presente.
"O Agente Secreto" é o longa onde mais evidentes são as ressonâncias de "O Som ao Redor". Assim como a moderna Recife é o lugar onde sobrevive a antiga exploração dos engenhos em "O Som ao Redor", o Brasil é o lugar onde práticas iníquas vão se perpetuando sempre adaptadas às condições do presente.
E tudo isso é o que temos a deglutir, pouco a pouco, neste filme realmente imenso, com um elenco admiravelmente equilibrado em torno de um Wagner Moura assombroso.
Muito pessoalmente, devo dizer que nunca me comoveu muito o prêmio do júri que "Bacurau" ganhou alguns anos atrás. O prêmio foi dividido com "Os Miseráveis", de Ladj Ly, que me parecia muito superior. Desta vez, Kleber ganhou o prêmio de melhor direção, o mesmo que Glauber Rocha levou por "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro". Não passa vergonha diante de seu predecessor.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/11/o-agente-secreto-abarca-imensidao-e-atualidade-da-violencia-brasileira.shtml. Acesso em: 05 jan. 2026.

O texto lido enquadra-se no gênero resenha crítica. Em relação às características desse gênero, as quais se manifestam no texto em questão, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
() O texto tem caráter predominantemente expositivo, pois seu objetivo principal é informar o leitor, de forma neutra e objetiva, sobre o enredo, o elenco e a data de lançamento do filme.
() Uma função central da resenha crítica é a avaliação, o que fica claro quando o autor analisa elementos do filme (como a metáfora do tubarão) e emite juízos de valor, posicionando a obra em um contexto cinematográfico mais amplo.
() A argumentação é um traço essencial desse gênero. Para sustentar sua tese sobre a "imensidão" do filme, o autor seleciona e interpreta evidências textuais, como os símbolos do cinema e do sangue, e estabelece comparações com outros filmes.
() A estrutura do texto é livre e associativa, sem preocupação com a persuasão do leitor, uma vez que o gênero resenha prioriza a expressão impressionista e pessoal do autor, a despeito de qualquer tentativa de análise fundamentada.

A F – V – V – V.
B F – V – V – F.
C F – F – V – V.
D V – V – F – F.
E V – F – F – V.
Texto associado
Nestes 500 anos de história, quais são as figuras que personificam o nosso país, que sintetizam, por suas qualidades e seus defeitos, suas grandezas e suas misérias, a trajetória do Brasil? Nomes não nos faltam: Tiradentes, o Aleijadinho, Pelé, Chiquinha Gonzaga, Lampião, Antônio Conselheiro, Oswaldo Cruz, Villa Lobos, Gilberto Freyre, Monteiro Lobato, Getúlio Vargas, Henfil... A vida de cada um deles contém, em miniatura, aqueles traços que, no dizer do antropólogo Roberto da Matta, fazem do Brasil o Brasil: o talento, a astúcia, a violência, a ternura, o humor, a imaginação, a vocação trágica. Mas eu, particularmente, quando penso em Brasil, penso numa outra pessoa. Uma mulher de quem nem sei o nome e que vi uma única vez.
Eu era responsável pelo posto de saúde da prefeitura na Lomba do Pinheiro numa época em que aquela era uma região isolada da cidade, de difícil acesso. Uma tarde, eu já estava saindo, quando de repente me surge essa mulher, moça ainda, mas de face devastada pela miséria, pelo sofrimento. Trazia nos braços o filho, para consultar. E, para trazer este filho, ela tinha caminhado doze quilômetros. Doze quilômetros com uma criança nos braços.
O que faz do Brasil o Brasil? Pernas como as daquela mulher, pernas que caminham incansáveis. Braços como os daquela mulher, que seguram, sem se fatigar, um filho, dois filhos, muitos filhos. O que faz do Brasil o Brasil é a coragem, a determinação, a resignação. Cada vez que alguém (em geral uma pessoa de classe média, a quem nada falta) me diz que o Brasil não tem jeito, que o Brasil é uma esculhambação, eu penso naquela mulher. E penso nela com profundo respeito. O que ela carrega nos braços é, ao fim e ao cabo, o Brasil. E vem fazendo isso há 500 anos.
Moacyr Scliar. A imagem viva do Brasil. In: Zero Hora, 16 de abril de 2000. Internet: (com adaptações).

Quanto à tipologia textual, o segundo parágrafo do texto 1A1 é, predominantemente,

A argumentativo, por apresentar um contra-argumento que fortalece a opinião do autor.
B narrativo, por se dividir em introdução, desenvolvimento e síntese de uma tese.
C argumentativo, por apresentar um exemplo empírico que sustenta o posicionamento do autor.
D narrativo, marcando uma ruptura temática que torna o parágrafo em questão desconectado do anterior.
E narrativo, apresentando um narrador-personagem e uma sequência de acontecimentos vividos por ele e outras personagens.

Todos os segmentos textuais abaixo apresentam um fragmento descritivo que foi anteriormente "preparado" por outro segmento; a opção em que essa preparação está ausente, é:

A Olhou para a foto do avô na parede e se deu conta de que tinha o nariz adunco idêntico ao dele;
B Aproximou-se da janela e conseguiu ver as árvores frutíferas que se espalhavam por todo o terreno;
C Puxou o binóculo e conseguiu acompanhar a corrida dos cavalos que estava do outro lado da pista;
D Sentou-se no penúltimo banco do ônibus e começou a conversar com a mulher que estava ao lado;
E Curioso, colocou o olho no buraco da fechadura e pôde ver o interior elegante do quarto.

Um candidato a um concurso público devia escrever um texto argumentativo, defendendo a preferência pela vida nas grandes cidades pelos cidadãos comuns; entre os argumentos abaixo, aquele a que deve ser atribuída a maior importância, é:

A as grandes cidades permitem reencontros, ao acaso, nas ruas, nos bares ou nos cinemas;
B uma cidade grande é o espaço do progresso social e profissional, onde mais facilmente se encontra um posto de trabalho;
C uma grande cidade tem espaço muito atraente, o mesmo que tem sido celebrado por grandes artistas;
D a vida na grande cidade permite, graças aos espaços verdes e aos animais domésticos, o aprofundamento no mundo natural;
E uma grande cidade é dinâmica e estimulante, possibilitando o acesso a todos os itens da modernidade.

Em um documento para motoristas que se preparavam para uma longa viagem pela estrada, destacavam-se os seguintes pontos: Revise as partes vitais de seu veículo. Use sempre o cinto de segurança. Respeite os limites de velocidade. Mantenha distância do carro da frente. Esse tipo de texto se enquadra entre os textos:

A injuntivos;
B injuntivo-argumentativos;
C narrativos;
D descritivo-narrativos;
E argumentativos.

Num romance autobiográfico, o narrador escreve: "O subúrbio onde morávamos era bem populoso e meu pai ganhava bom dinheiro com a padaria que ali havia estabelecido; minha mãe ficava só e cuidava da casa e dos filhos com rigor extremado, só nos deixando sair da casa assobradada que servia de residência para locais onde nos pudesse ver. Diante da casa havia uma enorme praça, local de futebol para crianças e adultos e na esquina à esquerda ficava a biblioteca escolar, espaço de magia, onde minha imaginação delirava". Sobre esse segmento do romance, é correto afirmar que:

A o personagem narrador não se inclui entre os personagens da narrativa, sendo apenas observador dos fatos;
B apesar de estar inserido num romance, o segmento destacado é integralmente descritivo;
C o narrador constrói seu universo romanesco com personagens da família e da população local;
D o trecho mostra um espaço familiar de paz e de tranquilidade, propício ao pleno desenvolvimento psicológico;
E os aspectos representados no texto mostram a parcialidade da visão familiar por parte de um filho único.

Em todas as opções abaixo há descrições de uma pequena cidade; a descrição que tem a finalidade de identificar ou localizar a cidade descrita, é:

A a cidade X mostra muitas igrejas antigas, do tempo colonial, com pinturas e esculturas de valor;
B as ruas da cidade X estão quase sempre floridas e muitas delas reservadas a pedestres, sempre limpas e claras;
C a cidade X, por estar ao pé da Serra da Mantiqueira, tem estações bem-marcadas, com inverno e verão rigorosos;
D a população da cidade X se caracteriza por sua permanente solidariedade e atitudes afetivas em relação aos visitantes;
E o espaço ocupado pela cidade X mostra condomínios de luxo e paisagens dignas de quadros.

Observe a seguinte descrição machadiana (Dom Casmurro) da casa onde mora o narrador e que procurou copiar a antiga casa onde morava na infância: "Construtor e pintor entenderam bem as indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas. Na principal destas, a pintura do teto e das paredes é mais ou menos igual, umas grinaldas de flores miúdas e grandes pássaros que as tomam nos bicos, de espaço a espaço. Nos quatro cantos do teto as figuras das estações, e ao centro das paredes os medalhões de César, Augusto, Nero e Massinissa, com os nomes por baixo..." Sobre a estratégia descritiva empregada nesse texto, é correto afirmar que:

A a descrição é feita de cima para baixo, com inicial apreciação visual das partes superiores e, em seguida, das inferiores;
B o movimento descritivo parte do aspecto interior da casa para a visão do seu exterior;
C a descrição inclui aspectos que implicitamente mostram a situação econômica do narrador e o gosto estético da família;
D o texto é construído com riqueza de detalhes e identificação objetiva de todos os elementos descritos;
E os elementos descritos no texto são frutos de impressões tácteis do narrador.

Todas as frases abaixo fazem propaganda de um creme dental; aquela que, em busca do convencimento do cliente, apela para a sua vaidade é:

A Creme Dental X: mais por preço menor;
B Sorriso brilhante é com Creme Dental X;
C Faça como os franceses: compre Creme Dental X;
D Para proteção completa dos dentes: Creme Dental X;
E Não sofra com as cáries: use Creme Dental X.