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Os caminhos e descaminhos da política social no Brasil são determinados pelas particularidades da formação social brasileira, com especial atenção para o desenvolvimento do capitalismo dependente e para a edificação de um Estado autocrático condensador dos interesses das burguesias interna e externa. O caráter dependente do capitalismo brasileiro advém do fato de que a independência política não alterou a posição subordinada do país na Divisão Internacional do Trabalho, antes as transformações políticas e econômicas operadas ao longo do século XX aprofundaram essa relação. Uma das particularidades mais perversas do capitalismo de tipo dependente consiste

A na prestação de políticas universais e seletivas vinculadas a classe trabalhadora.
B na superexploração da força de trabalho.
C em instituir o familismo como condão para as políticas sociais.
D em estabelecer uma relação limítrofe entre democracia e o capitalismo brasileiro.
E em buscar o consenso entre capital e trabalho em um contexto de distribuição da riqueza social.

Falar de trabalho, hoje, remete obrigatoriamente ao teletrabalho, ao trabalho por turno, ao trabalho temporário e às formas de uberização, “individualizadas e invisibilizadas, assumindo, assim, a aparência de ‘prestação de serviços’ e obliterando as relações de assalariamento e de exploração do trabalho.” (ANTUNES, 2020). A precarização tornou-se uma marca do trabalho, seja ele manual ou intelectual, em países ricos ou pobres. Mas, para os países ricos, certas relações, a exemplo do trabalho informal, é uma novidade. O trabalho sem proteção social, contemporaneamente, em alguns países centrais, foi inaugurado

A na crise da bolsa de Nova York iniciada em 1929.
B pelas oligarquias que movimentaram o capital monopolista.
C pela reestruturação produtiva do capital, sob os auspícios da flexibilização, ofertada como uma das principais políticas para a solução da crise.
D na vigência do modelo taylorista-fordista.
E concomitantemente ao declínio da reestruturação produtiva do capital.

Portador de caráter anti-humano e destrutivo, o capital lança sobre a sociabilidade um profundo processo de reordenamento, recriando, na velha e necessária (para o capital) exploração da força de trabalho novos contornos, cada vez mais agudos, ao passo que a lógica da intensificação do ritmo da produção se coaduna com o aprofundamento da devastação dos direitos sociais, humanos e trabalhistas. O capitalismo contemporâneo restabelece, sob novas e agudas bases, o conflito capital-trabalho, sobretudo

A em decorrência do pleno emprego na contemporaneidade.
B reeditando o modelo taylorista/fordista.
C ao se contrapor ao seu caráter financeiro, adotada como solução à crise contemporânea.
D após um longo período de acumulação de capitais, que ocorreu durante o apogeu do fordismo e da fase keynesiana.
E ao adotar medidas de proteção social à classe trabalhadora, visando a distribuição da riqueza socialmente produzida.

A profissão, como uma especialização da divisão social, técnica, sexual e racial do trabalho, intervém no âmbito das relações Estado/sociedade civil, em determinado momento histórico no qual as sequelas/refrações da questão social, passam a receber uma intervenção direta e sistemática por parte do Estado. Os fundamentos da Teoria Social, entendem que o capitalismo é um sistema de produção e reprodução social que, na medida em que produz riqueza social, aumenta o contingente de miseráveis. O Estado passa a assumir parte do ônus com a força de trabalho e o faz via políticas sociais, imprimindo uma nova racionalidade adotada no “trato” da questão social

A deslocando o viés de responsabilidade individual ou coletiva, contrapondo-se a estrutura de desigualdade do modo de produção capitalista.
B como questão política, por meio da busca de consensos.
C moderando as funções econômicas e políticas para preservar a força de trabalho.
D concebendo-a no âmbito da estrutura de desigualdade do modo de produção capitalista, interpelando a ordem burguesa em uma perspectiva de coesão social.
E vinculando as dimensões histórico-sociais, aos problemas de ordem moral e comportamental dos indivíduos, conformando assim a força de trabalho.

Uma das críticas ao conceito de Exclusão Social, refere-se ao equívoco ao se dizer que há um movimento de exclusão empurrando as pessoas “para fora” das relações sociais e dos direitos que lhes dão significado, quando, na verdade

A as pessoas são incluídas nas relações sociais e dos direitos que lhes dão significados pelo viés das políticas sociais afirmativas, focais e universais.
B observa-se um movimento de inclusão levado a termo pelo capital via terceiro setor; em especial dos segmentos mais pauperizados.
C o que se projeta é um percentual mínimo de exclusão, decorrente do modelo de Estado Mínimo.
D o Estado Social as acolhe, na perspectiva de políticas sociais universalizantes e distributivas, decorrentes dos avanços civilizatórios.
E esse movimento as está empurrando para ‘dentro’, para a condição subalterna de reprodutores mecânicos do sistema econômico.

Uma das críticas ao conceito de Exclusão Social refere-se ao fato de que ao desenraizar as pessoas, o capitalismo as transforma em proprietários de uma única coisa – a sua força de trabalho – e, assim, vendedores dessa força de trabalho. Se ninguém se dispõe a comprá-la, isso cria um problema para elas e para a sociedade, mas de qualquer forma elas passam a ser potenciais vendedores da força de trabalho, trabalhadores à procura de trabalho. Um trabalhador à procura de trabalho é alguém que está buscando uma inserção estável nas relações sociais. O capital produz para vender e por isso não se pode falar em exclusão. De qualquer forma, todos que estão vivos – sejam empregados, subempregados ou desempregados – estão consumindo, ou seja,

A permanecem alijados do processo produtivo, portanto, o termo exclusão não se aplica.
B alternam períodos de inclusão e exclusão, sendo nomeados de população sobrante.
C experenciam uma realidade híbrida, sobressaindo os períodos de exclusão.
D estão entrando pela outra porta da sociedade capitalista, a do consumo.
E a intermitência entre inserção no polo produtivo e exclusão se aplica em sua totalidade.

A exploração das mulheres na divisão do trabalho, numa perspectiva de gênero, impõe a discussão de como a questão social se expressa na inserção das mulheres no mercado de trabalho. Segundo os estudiosos do tema, o crescimento da contratação de mulheres nas redes produtivas globalizadas está relacionado ao fato de esta forma de exploração do trabalho aproveitar-se das construções sociais de gênero para contratar mulheres por suporem que as mulheres

A não tem tempo para mobilizações por direitos trabalhistas.
B são mais capazes de realizar diferentes tarefas ao mesmo tempo.
C são mais minuciosas e mais dedicadas ao trabalho.
D suportam mais as condições adversas e são uma mão-de-obra mais barata.
E são mais fáceis de ser controladas, devidos às responsabilidades com os filhos.

Na análise de Yazbek

( 2009 ), na década de 1990, o Serviço Social é enredado por uma série de transformações societárias. Tais transformações apresentam novas manifestações da “questão social” e se expressam:

A nas mediações entre o Estado e o terceiro setor;
B pelo crescimento da iniciativa privada;
C na precarização do trabalho;
D em concomitância às políticas de estabilização da economia;
E na exponenciação da sociedade solidária.

A pandemia acelerou o processo de entrada das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no trabalho profissional de assistentes sociais. Neste escopo, o teletrabalho encontra a defesa do seu uso no serviço público como sendo um elemento para modernização, aumento de produtividade e, inclusive, como algo benéfico aos trabalhadores. Contudo, na compreensão do CFESS, esta modalidade laboral

A responsabiliza individualmente assistentes sociais e usuários no caso de insucesso na resolução das demandas falha nos encaminhamentos
B se soma à defesa da privatização dos serviços públicos, incorporado em uma lógica gerencialista, sem se preocupar com os impactos sobre a qualidade do serviço prestado.
C intensifica as demandas dos mais pobres e contribui para o desemprego em massa decorrente das contratações temporárias e urgentes.
D externaliza e precariza as consultorias e assessorias organizacionais sob a aparência de prestação de serviços com relativa autonomia.
E viabiliza o trabalho feminino no ambiente doméstico, podendo a mulher ficar mais tempo com sua prole e flexibilizar seus horários.

Enquanto traço marcante do movimento de transição ao capitalismo, a pobreza pré-industrial caracterizada como decorrente da escassez de recursos, desdobra-se no âmbito da economia capitalista como uma miséria ampliada em meio à abundância produtiva generalizada. Sob os imperativos produtivos do capital, os desdobramentos sociais se refletem no alargamento da superpopulação relativa de trabalhadores que compõe o segmento mais atingido e fragilizado de um duplo movimento inerente à ordem capitalista que é

A a distribuição equânime da riqueza socialmente produzida, simultânea à produção de mercadorias em pequena escala.
B a produção da riqueza social, concomitantemente à produção da miséria social em grande escala.
C a socialização da riqueza entre capitalistas e trabalhadores, consoante a produção crescente de mercadorias.
D intrínseca à relação capital/trabalho, observando-se uma apropriação diferenciada dos bens e serviços produzidos em favor da classe trabalhadora.
E sensível ao crescimento da pobreza que se espraia, operacionalizando uma distribuição da riqueza em desfavor do capital.