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Uma das críticas ao conceito de Exclusão Social, refere-se ao equívoco ao se dizer que há um movimento de exclusão empurrando as pessoas “para fora” das relações sociais e dos direitos que lhes dão significado, quando, na verdade

A as pessoas são incluídas nas relações sociais e dos direitos que lhes dão significados pelo viés das políticas sociais afirmativas, focais e universais.
B observa-se um movimento de inclusão levado a termo pelo capital via terceiro setor; em especial dos segmentos mais pauperizados.
C o que se projeta é um percentual mínimo de exclusão, decorrente do modelo de Estado Mínimo.
D o Estado Social as acolhe, na perspectiva de políticas sociais universalizantes e distributivas, decorrentes dos avanços civilizatórios.
E esse movimento as está empurrando para ‘dentro’, para a condição subalterna de reprodutores mecânicos do sistema econômico.

Uma das críticas ao conceito de Exclusão Social refere-se ao fato de que ao desenraizar as pessoas, o capitalismo as transforma em proprietários de uma única coisa – a sua força de trabalho – e, assim, vendedores dessa força de trabalho. Se ninguém se dispõe a comprá-la, isso cria um problema para elas e para a sociedade, mas de qualquer forma elas passam a ser potenciais vendedores da força de trabalho, trabalhadores à procura de trabalho. Um trabalhador à procura de trabalho é alguém que está buscando uma inserção estável nas relações sociais. O capital produz para vender e por isso não se pode falar em exclusão. De qualquer forma, todos que estão vivos – sejam empregados, subempregados ou desempregados – estão consumindo, ou seja,

A permanecem alijados do processo produtivo, portanto, o termo exclusão não se aplica.
B alternam períodos de inclusão e exclusão, sendo nomeados de população sobrante.
C experenciam uma realidade híbrida, sobressaindo os períodos de exclusão.
D estão entrando pela outra porta da sociedade capitalista, a do consumo.
E a intermitência entre inserção no polo produtivo e exclusão se aplica em sua totalidade.

A exploração das mulheres na divisão do trabalho, numa perspectiva de gênero, impõe a discussão de como a questão social se expressa na inserção das mulheres no mercado de trabalho. Segundo os estudiosos do tema, o crescimento da contratação de mulheres nas redes produtivas globalizadas está relacionado ao fato de esta forma de exploração do trabalho aproveitar-se das construções sociais de gênero para contratar mulheres por suporem que as mulheres

A não tem tempo para mobilizações por direitos trabalhistas.
B são mais capazes de realizar diferentes tarefas ao mesmo tempo.
C são mais minuciosas e mais dedicadas ao trabalho.
D suportam mais as condições adversas e são uma mão-de-obra mais barata.
E são mais fáceis de ser controladas, devidos às responsabilidades com os filhos.

Na análise de Yazbek

( 2009 ), na década de 1990, o Serviço Social é enredado por uma série de transformações societárias. Tais transformações apresentam novas manifestações da “questão social” e se expressam:

A nas mediações entre o Estado e o terceiro setor;
B pelo crescimento da iniciativa privada;
C na precarização do trabalho;
D em concomitância às políticas de estabilização da economia;
E na exponenciação da sociedade solidária.

A pandemia acelerou o processo de entrada das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no trabalho profissional de assistentes sociais. Neste escopo, o teletrabalho encontra a defesa do seu uso no serviço público como sendo um elemento para modernização, aumento de produtividade e, inclusive, como algo benéfico aos trabalhadores. Contudo, na compreensão do CFESS, esta modalidade laboral

A responsabiliza individualmente assistentes sociais e usuários no caso de insucesso na resolução das demandas falha nos encaminhamentos
B se soma à defesa da privatização dos serviços públicos, incorporado em uma lógica gerencialista, sem se preocupar com os impactos sobre a qualidade do serviço prestado.
C intensifica as demandas dos mais pobres e contribui para o desemprego em massa decorrente das contratações temporárias e urgentes.
D externaliza e precariza as consultorias e assessorias organizacionais sob a aparência de prestação de serviços com relativa autonomia.
E viabiliza o trabalho feminino no ambiente doméstico, podendo a mulher ficar mais tempo com sua prole e flexibilizar seus horários.

Enquanto traço marcante do movimento de transição ao capitalismo, a pobreza pré-industrial caracterizada como decorrente da escassez de recursos, desdobra-se no âmbito da economia capitalista como uma miséria ampliada em meio à abundância produtiva generalizada. Sob os imperativos produtivos do capital, os desdobramentos sociais se refletem no alargamento da superpopulação relativa de trabalhadores que compõe o segmento mais atingido e fragilizado de um duplo movimento inerente à ordem capitalista que é

A a distribuição equânime da riqueza socialmente produzida, simultânea à produção de mercadorias em pequena escala.
B a produção da riqueza social, concomitantemente à produção da miséria social em grande escala.
C a socialização da riqueza entre capitalistas e trabalhadores, consoante a produção crescente de mercadorias.
D intrínseca à relação capital/trabalho, observando-se uma apropriação diferenciada dos bens e serviços produzidos em favor da classe trabalhadora.
E sensível ao crescimento da pobreza que se espraia, operacionalizando uma distribuição da riqueza em desfavor do capital.

Em relação à intervenção profissional do Assistente Social nas condições e relações de trabalho, é correto afirmar que

A cabe ao Assistente Social interferir na desaceleração dos processos tecnológicos, evitando a substituição da mão de obra de baixa qualificação e a demissão de trabalhadores com produtividade abaixo da esperada.
B A intervenção profissional do Assistente Social se submete inteiramente à força e à lógica do comando do capital no processo de (re)produção, anulando a possibilidade de os Assistentes Sociais atribuírem direção às suas atividades.
C Cabe ao Assistente Social buscar estratégias para alargar as bases de apoio no interior do espaço ocupacional e somar forças com segmentos organizados que se movem pelos mesmos princípios éticos e políticos.
D O Assistente Social deve silenciar os determinantes histórico-estruturais objetivos que atravessam o exercício da profissão a fim de concretizar a vontade política do coletivo profissional.
E Cabe ao Assistente Social monitorar o cumprimento dos requisitos de produtividade, eficiência, prazos e rotinas por parte do corpo de trabalhadores.

Desde os anos de 1990, as alterações expressivas na dinâmica societária relacionadas à questão social e ao redimensionamento das intervenções sociais sobre as suas manifestações rebatem diretamente no mercado de trabalho do assistente social e em suas atribuições profissionais. Considerando tal processo, assinale a afirmativa correta.

A Ocorre uma crescente homogeneização dos espaços sócio-ocupacionais da profissão.
B O instrumental profissional se constitui em um acervo neutro e técnico, embora não seja assim apresentado pelo pensamento dominante, racionalista formal.
C Os efeitos socioideológicos produzidos pela prática do Serviço Social tomam parte dos novos processos econômico-sociais que estão em curso na sociedade contemporânea.
D Apesar de algumas alterações em termos de políticas de atendimento, a permanência de procedimentos de caráter individual, grupal, coletivo e administrativo-organizacional expressa a mera continuidade de um padrão inerente à prática do Serviço Social.

Acerca de questão social e direitos de cidadania, julgue o item a seguir. A expressão questão social é estranha ao universo marxiano, no entanto, os processos sociais que ela traduz encontram-se no centro da análise de Marx sobre a sociedade capitalista.

A Certo
B Errado

Acerca de questão social e direitos de cidadania, julgue o item a seguir. Compreender a questão social a partir de uma dimensão coletiva e inserida na dinâmica das desigualdades sociais estabelecidas pela sociedade de classes é atrelar-se à ótica liberal.

A Certo
B Errado