O isolamento pode ser tão perigoso quanto fumar ou beber diariamente
Drauzio Varella
Somos animais gregários, porque a formação de grupos foi essencial à sobrevivência dos nossos ancestrais. Que chance teríamos de escapar das feras se andássemos sozinhos pelas savanas da África, quando descemos das árvores? Nossa necessidade de companhia é tanta que ficamos infelizes ao passar um mísero sábado à noite sozinhos, em casa.
Os benefícios de uma vida em contato com os familiares, cheia de amigos e de contatos sociais estão ligados à satisfação no trabalho, à prosperidade financeira, à sensação de bem-estar e à realização de sonhos e desejos pessoais.
Nos últimos anos, disciplinas como epidemiologia, neurociência, psicologia e sociologia demonstraram que a existência de conexões sociais sólidas têm valor preditivo em relação à longevidade e a boas condições físicas, cognitivas e mentais. Por outro lado, ocorre o oposto na ausência dessas conexões. Inquéritos populacionais com participantes saudáveis têm confirmado essas conclusões: quanto mais abrangentes as relações sociais, maior a longevidade.
Ao contrário, solidão e isolamento aumentam o número de mortes precoces. [...]
Numa revisão de 148 estudos, com pessoas saudáveis acompanhadas por um período médio de sete anos e meio, a existência de conexões sociais sólidas reduziu as taxas de mortalidade em cerca de 50%.
Os autores destacam o fato de que solidão e isolamento social causam aumentos de mortalidade comparáveis aos de fatores comportamentais, como sedentarismo, fumo e álcool. Comparável, também, aos de problemas clínicos: hipertensão arterial, índice de massa corpórea elevado e colesterol alto.
Os malefícios são semelhantes aos da poluição ambiental. Segundo eles, solidão e isolamento social são tão perigosos quanto fumar 15 cigarros por dia ou tomar seis doses de bebida alcoólica diariamente.
O isolamento e a solidão estão associados a aumento da morbidade por infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). Numa síntese de 16 estudos, o risco de sofrer infarto aumentou 29%; e o de AVC, 32%. A vida solitária aumenta também o número de infartos fatais.
Uma pesquisa realizada entre pacientes com doenças cardiovasculares demonstrou que a solidão aumenta em 57% o número de hospitalizações e em 26% o de consultas ambulatoriais, eventos que aumentam os custos da assistência médica.
O fato de a hipertensão arterial incidir com mais frequência na raça negra - justamente a mais desfavorecida economicamente - e nos adultos mais velhos, explica por que os níveis de pressão são controlados com mais dificuldade nesses grupos. Nos hipertensos solitários, o risco de complicações ultrapassa aquele dos que sofrem de diabetes.
Em mulheres com mais de 70 anos, a solidão aumenta a probabilidade de desenvolver diabetes. [...] Os dados publicados pela National Health Nutritional Examination Survey, conduzida em pessoas com diabetes, revelaram que aqueles com menos de seis amigos próximos apresentam mortalidade mais alta, independentemente da causa de morte. [...]
Sempre soubemos que famílias unidas, muitos amigos e relações sociais gratificantes contribuem para uma vida plena. Não sabíamos é que o isolamento e a solidão fazem tanto mal à saúde.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/drauziovarella/2023/07/o-isolamento-pode-ser-tao-perigoso-quanto-fumar-ou-beber-diariamente.shtml. Acesso em: 07 de ago. de 2023.
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As questões de 13 a 18 referem-se ao Texto II.
“Vamos naquele restaurante que você gosta, filhão???”
Nesse excerto, a vírgula
Texto associado
Texto I
Novas tecnologias: tendências e o que esperar para o futuro
Toda vez que uma nova tecnologia chega, ela traz com ela mudanças e impactos na sociedade como um todo. Elas transformam a forma como trabalhamos, aprendemos, nos comunicamos e fazemos negócios, e não param de surgir.
Realidade virtual, Big Data e drones são alguns exemplos de novas tecnologias que já fazem parte do cotidiano. Blockchain, plantação vertical, impressão 4D representam nomes do futuro.
Tecnologias novas são extremamente importantes porque elas têm o potencial de melhorar significativamente a qualidade de vida das pessoas em muitas áreas diferentes — a depender de como são usadas.
Abaixo estão alguns dos principais benefícios que as novas tecnologias podem trazer:
- melhoria da eficiência: as novas tecnologias mundiais podem tornar muitas atividades mais eficientes, reduzindo o tempo necessário para executar tarefas e automatizando muitos processos. Isso pode levar a uma maior produtividade e a uma redução de custos;
- democratização do conhecimento: uma nova tecnologia também pode democratizar o conhecimento, permitindo que pessoas de diferentes partes do mundo tenham acesso a informações valiosas e aprendam novos assuntos. Isso pode levar a uma maior igualdade de oportunidades educacionais e uma melhor qualidade de vida para as pessoas;
- melhoria da comunicação: tecnologias novas, quando se pensa em toda a era da internet, por exemplo, podem melhorar a comunicação entre as pessoas, permitindo que elas se conectem rapidamente com quem não está próximo fisicamente. Felizmente, isso pode levar a uma maior colaboração e troca de ideias, bem como uma melhor compreensão entre as culturas.
A cada nova invenção, mais possibilidades surgem.
Mas afinal, quais novas tecnologias têm gerado grandes impactos no mundo? São:
Realidade virtual e aumentada;
Inteligência artificial;
Drones;
Internet das Coisas (IoT);
Big Data;
Impressão 3D;
Robótica.
A realidade virtual (VR) e a realidade aumentada(AR) são tecnologias que criam uma experiência imersiva em um ambiente virtual ou uma sobreposição de informações digitais em um ambiente real.
A VR é amplamente utilizada em jogos, treinamentos de simulação, design de produtos, terapia e entretenimento, enquanto a AR tem sido aplicada em publicidade, compras, saúde, educação e turismo.
A inteligência artificial (IA) é uma tecnologia que permite que máquinas aprendam e realizem tarefas que normalmente requerem inteligência humana, como reconhecimento de fala, visão computacional, processamento de linguagem natural e tomada de decisão.
Alguns exemplos são assistentes virtuais como a Alexa e o famoso Chat GPT, que auxilia na criação de conteúdo.
Os drones são veículos aéreos não tripulados (UAVs) que podem ser controlados remotamente ou programados para realizar tarefas específicas.
Os drones permitem uma inspeção mais segura e eficiente de estruturas, a entrega rápida de produtos e serviços, bem como o registro de imagens e vídeos de locais de difícil acesso.
A Internet das Coisas (IoT) refere-se a um sistema de dispositivos interconectados que se comunicam uns com os outros e com a internet, coletando e compartilhando dados em tempo real.
O Big Data refere-se ao enorme volume de dados que são coletados diariamente de diversas fontes, incluindo dispositivos móveis, mídias sociais, sensores e outros dispositivos IoT.
A análise de Big Data permite que as empresas descubram padrões, identifiquem tendências e tomem decisões com base em insights valiosos.
A impressão 3D é uma tecnologia que permite a criação de objetos físicos a partir de um modelo digital tridimensional.
A robótica é uma área do conhecimento que permite a criação de robôs que podem realizar tarefas de forma autônoma ou com supervisão humana.
Pensando em 2023, há também uma série de novas tecnologias para ficar de olho. Conheça algumas delas.
O blockchain é uma tecnologia que permite o armazenamento e compartilhamento de informações de forma segura e descentralizada.
A tecnologia 5G é a próxima geração de redes móveis, que promete uma conexão mais rápida e estável. Ela permite que mais dispositivos sejam conectados simultaneamente e oferece maior capacidade de transferência de dados, abrindo caminho para novas tecnologias como carros autônomos, realidade virtual e IoT.
A impressão 4D é uma tecnologia que permite a criação de objetos que se transformam ao longo do tempo em resposta a determinados estímulos.
Em 2023, o metaverso com certeza será uma tendência. Ele funciona como uma nova forma de ambiente digital imersivo, que busca criar um universo paralelo em que os usuários possam interagir de forma mais completa com o mundo digital. Através do uso de tecnologias como realidade virtual e inteligência artificial, o metaverso permite a criação de ambientes digitais que podem ser aplicados em jogos, educação e até mesmo em ambientes de trabalho.
A plantação vertical é uma tecnologia que permite o cultivo de plantas em ambientes fechados, em que elas crescem verticalmente em camadas.
Essa tecnologia tem sido aplicada em áreas urbanas, onde o espaço é limitado, e em regiões áridas ou com condições climáticas adversas, onde o cultivo convencional pode ser inviável.
Além disso, a planta vertical pode ter um menor impacto ambiental, já que reduz a necessidade de transporte de alimentos e pode utilizar técnicas de cultivo mais sustentáveis.
Adaptado de: Internet das coisas - Notícias e tudo sobre | CNN Brasil. Acesso em: 02 de jul. 2023.
Novas tecnologias: tendências e o que esperar para o futuro
Toda vez que uma nova tecnologia chega, ela traz com ela mudanças e impactos na sociedade como um todo. Elas transformam a forma como trabalhamos, aprendemos, nos comunicamos e fazemos negócios, e não param de surgir.
Realidade virtual, Big Data e drones são alguns exemplos de novas tecnologias que já fazem parte do cotidiano. Blockchain, plantação vertical, impressão 4D representam nomes do futuro.
Tecnologias novas são extremamente importantes porque elas têm o potencial de melhorar significativamente a qualidade de vida das pessoas em muitas áreas diferentes — a depender de como são usadas.
Abaixo estão alguns dos principais benefícios que as novas tecnologias podem trazer:
- melhoria da eficiência: as novas tecnologias mundiais podem tornar muitas atividades mais eficientes, reduzindo o tempo necessário para executar tarefas e automatizando muitos processos. Isso pode levar a uma maior produtividade e a uma redução de custos;
- democratização do conhecimento: uma nova tecnologia também pode democratizar o conhecimento, permitindo que pessoas de diferentes partes do mundo tenham acesso a informações valiosas e aprendam novos assuntos. Isso pode levar a uma maior igualdade de oportunidades educacionais e uma melhor qualidade de vida para as pessoas;
- melhoria da comunicação: tecnologias novas, quando se pensa em toda a era da internet, por exemplo, podem melhorar a comunicação entre as pessoas, permitindo que elas se conectem rapidamente com quem não está próximo fisicamente. Felizmente, isso pode levar a uma maior colaboração e troca de ideias, bem como uma melhor compreensão entre as culturas.
A cada nova invenção, mais possibilidades surgem.
Mas afinal, quais novas tecnologias têm gerado grandes impactos no mundo? São:
Realidade virtual e aumentada;
Inteligência artificial;
Drones;
Internet das Coisas (IoT);
Big Data;
Impressão 3D;
Robótica.
A realidade virtual (VR) e a realidade aumentada(AR) são tecnologias que criam uma experiência imersiva em um ambiente virtual ou uma sobreposição de informações digitais em um ambiente real.
A VR é amplamente utilizada em jogos, treinamentos de simulação, design de produtos, terapia e entretenimento, enquanto a AR tem sido aplicada em publicidade, compras, saúde, educação e turismo.
A inteligência artificial (IA) é uma tecnologia que permite que máquinas aprendam e realizem tarefas que normalmente requerem inteligência humana, como reconhecimento de fala, visão computacional, processamento de linguagem natural e tomada de decisão.
Alguns exemplos são assistentes virtuais como a Alexa e o famoso Chat GPT, que auxilia na criação de conteúdo.
Os drones são veículos aéreos não tripulados (UAVs) que podem ser controlados remotamente ou programados para realizar tarefas específicas.
Os drones permitem uma inspeção mais segura e eficiente de estruturas, a entrega rápida de produtos e serviços, bem como o registro de imagens e vídeos de locais de difícil acesso.
A Internet das Coisas (IoT) refere-se a um sistema de dispositivos interconectados que se comunicam uns com os outros e com a internet, coletando e compartilhando dados em tempo real.
O Big Data refere-se ao enorme volume de dados que são coletados diariamente de diversas fontes, incluindo dispositivos móveis, mídias sociais, sensores e outros dispositivos IoT.
A análise de Big Data permite que as empresas descubram padrões, identifiquem tendências e tomem decisões com base em insights valiosos.
A impressão 3D é uma tecnologia que permite a criação de objetos físicos a partir de um modelo digital tridimensional.
A robótica é uma área do conhecimento que permite a criação de robôs que podem realizar tarefas de forma autônoma ou com supervisão humana.
Pensando em 2023, há também uma série de novas tecnologias para ficar de olho. Conheça algumas delas.
O blockchain é uma tecnologia que permite o armazenamento e compartilhamento de informações de forma segura e descentralizada.
A tecnologia 5G é a próxima geração de redes móveis, que promete uma conexão mais rápida e estável. Ela permite que mais dispositivos sejam conectados simultaneamente e oferece maior capacidade de transferência de dados, abrindo caminho para novas tecnologias como carros autônomos, realidade virtual e IoT.
A impressão 4D é uma tecnologia que permite a criação de objetos que se transformam ao longo do tempo em resposta a determinados estímulos.
Em 2023, o metaverso com certeza será uma tendência. Ele funciona como uma nova forma de ambiente digital imersivo, que busca criar um universo paralelo em que os usuários possam interagir de forma mais completa com o mundo digital. Através do uso de tecnologias como realidade virtual e inteligência artificial, o metaverso permite a criação de ambientes digitais que podem ser aplicados em jogos, educação e até mesmo em ambientes de trabalho.
A plantação vertical é uma tecnologia que permite o cultivo de plantas em ambientes fechados, em que elas crescem verticalmente em camadas.
Essa tecnologia tem sido aplicada em áreas urbanas, onde o espaço é limitado, e em regiões áridas ou com condições climáticas adversas, onde o cultivo convencional pode ser inviável.
Além disso, a planta vertical pode ter um menor impacto ambiental, já que reduz a necessidade de transporte de alimentos e pode utilizar técnicas de cultivo mais sustentáveis.
Adaptado de: Internet das coisas - Notícias e tudo sobre | CNN Brasil. Acesso em: 02 de jul. 2023.
As questões de 01 a 12 referem-se ao Texto I.
“Alguns exemplos são assistentes virtuais como a Alexa e o famoso Chat GPT, que auxilia na criação de conteúdo.”
Nesse trecho, a vírgula
Texto associado
DICAS PARA ENFRENTAR O MAL-ESTAR
Vida sem sofrimento não tem, mas há formas piores e melhores de encará-lo.
Vera Iaconelli – 5 set. 2022
Uma dica é admitir que a consciência, que é uma ferramenta recém-adquirida pela humanidade, está fadada a fracassar em suas pretensões iluministas. Se a intenção for dar conta da experiência da vida apoiado na capacidade de atribuir-lhe sentido, melhor enfiar a viola no saco. Foi na tentativa de tudo entender, controlar e predizer, capturados por excessivas promessas da ciência, que nos perdemos. Entre encontrar "o" sentido da vida ou vivê-la, sugiro investir na poesia.
Outra dica é admitir que sem o outro não dá. Não apenas porque o isolamento mina nossas forças, mas porque nunca estamos inteiramente sós. O diálogo interno implica um outro que nos habita, nos julga, adula e recrimina. Paradoxalmente, pode-se dizer o oposto também: nunca estamos verdadeiramente acompanhados pela impossibilidade estrutural de compartilhar a experiência.
O encontro com o outro pode confirmar nossas péssimas expectativas, mas também pode nos surpreender. Como quando percebemos que todos os amores da nossa vida foram horríveis, exceto um. E justo esse, que escapa à série, pode acabar levando a bronca que cabia aos anteriores, justamente por contrariar experiências e expectativas. O encontro com o outro tem desses embaraços e deleites.
Quando o outro nos deixa — voluntária ou involuntariamente — nos expõe a um dos maiores entraves de qualquer relação, que é o medo de sofrer, claro. A técnica de se isolar para não sofrer seria boa se funcionasse, mas o isolamento é fonte de inesgotáveis sofrimentos compartilhados no divã. Vivemos o paradoxo das relações humanas incrementado pelas agruras da era midiática. As ferramentas que poderiam nos aproximar magicamente confirmam que não há tecnologia que resolva o infantil em nós que permanece ainda que a infância chegue ao fim. Mais do que aproximar, as mídias têm promovido sofrimento em escala global e instantânea.
Tem também a dica de cuidar. Não esse cuidado compulsório imputado às mulheres para fins de desoneração da responsabilidade dos homens. Mas o cuidado que emerge do reconhecimento de que o outro é feito da mesma massa que nós. Cuidar e ser cuidado é a dobradinha de ouro rumo à civilização, que parece cada vez mais distante.
Por fim, mas sem esgotar o tema, vá ao teatro. Por quê? Pois se trata da principal experiência coletiva na qual o outro nos invade tentando ultrapassar, pela poética, nossa obsessão pelo sentido. O teatro tem algo embaraçoso, que ultrapassa o cinema. O corpo a corpo com os atores em tempo real — com direito a falhas e ao constrangimento de se deixar emocionar e ser visto por quem te emociona — enaltece nossa fragilidade ao invés de escamoteá-la.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/veraiaconelli/2022/09/dicas-para-enfrentar-o-mal-estar.shtml. Acesso em: 09 jan. 2023.
Vida sem sofrimento não tem, mas há formas piores e melhores de encará-lo.
Vera Iaconelli – 5 set. 2022
Uma dica é admitir que a consciência, que é uma ferramenta recém-adquirida pela humanidade, está fadada a fracassar em suas pretensões iluministas. Se a intenção for dar conta da experiência da vida apoiado na capacidade de atribuir-lhe sentido, melhor enfiar a viola no saco. Foi na tentativa de tudo entender, controlar e predizer, capturados por excessivas promessas da ciência, que nos perdemos. Entre encontrar "o" sentido da vida ou vivê-la, sugiro investir na poesia.
Outra dica é admitir que sem o outro não dá. Não apenas porque o isolamento mina nossas forças, mas porque nunca estamos inteiramente sós. O diálogo interno implica um outro que nos habita, nos julga, adula e recrimina. Paradoxalmente, pode-se dizer o oposto também: nunca estamos verdadeiramente acompanhados pela impossibilidade estrutural de compartilhar a experiência.
O encontro com o outro pode confirmar nossas péssimas expectativas, mas também pode nos surpreender. Como quando percebemos que todos os amores da nossa vida foram horríveis, exceto um. E justo esse, que escapa à série, pode acabar levando a bronca que cabia aos anteriores, justamente por contrariar experiências e expectativas. O encontro com o outro tem desses embaraços e deleites.
Quando o outro nos deixa — voluntária ou involuntariamente — nos expõe a um dos maiores entraves de qualquer relação, que é o medo de sofrer, claro. A técnica de se isolar para não sofrer seria boa se funcionasse, mas o isolamento é fonte de inesgotáveis sofrimentos compartilhados no divã. Vivemos o paradoxo das relações humanas incrementado pelas agruras da era midiática. As ferramentas que poderiam nos aproximar magicamente confirmam que não há tecnologia que resolva o infantil em nós que permanece ainda que a infância chegue ao fim. Mais do que aproximar, as mídias têm promovido sofrimento em escala global e instantânea.
Tem também a dica de cuidar. Não esse cuidado compulsório imputado às mulheres para fins de desoneração da responsabilidade dos homens. Mas o cuidado que emerge do reconhecimento de que o outro é feito da mesma massa que nós. Cuidar e ser cuidado é a dobradinha de ouro rumo à civilização, que parece cada vez mais distante.
Por fim, mas sem esgotar o tema, vá ao teatro. Por quê? Pois se trata da principal experiência coletiva na qual o outro nos invade tentando ultrapassar, pela poética, nossa obsessão pelo sentido. O teatro tem algo embaraçoso, que ultrapassa o cinema. O corpo a corpo com os atores em tempo real — com direito a falhas e ao constrangimento de se deixar emocionar e ser visto por quem te emociona — enaltece nossa fragilidade ao invés de escamoteá-la.
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/veraiaconelli/2022/09/dicas-para-enfrentar-o-mal-estar.shtml. Acesso em: 09 jan. 2023.
Assinale a alternativa em que a omissão da vírgula não prejudica a sintaxe do excerto.
Texto associado
TEXTO 2
Considerando os objetivos básicos da escola no trato da língua, é oportuno levantar a questão de se a escola deve tratar apenas o texto escrito ou envolver-se também com o texto oral. Quanto a isso, define-se, hoje, uma linha de pensamento que parece sugerir que a missão da escola é, sobretudo, o ensino da modalidade escrita. Creio que ao se enfatizar o ensino da escrita não se deve ignorar a fala, pois a escrita reproduz, a seu modo e com regras próprias, o processo interacional da conversação, da narrativa oral e do monólogo, para citar alguns.
É obvio que se a escola tem como missão primária levar o aluno a bem se desempenhar na escrita, capacitando-o a desenvolver textos em que os aspectos formal e comunicativo estejam bem conjugados, isto não deve servir de motivo para ignorar os processos da comunicação oral. A razão é simples, pois desenvolver um texto escrito é fazer às vezes do falante e do ouvinte simuladamente. Mesmo que o texto escrito desenvolva um uso linguístico interativo não do tipo comunicação face a face, deve, contudo, preservar os papéis que cabem ao escritor e ao leitor para cumprir sua função, sob pena de não ser comunicativo.
Fonte: MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. p. 53.
Considerando os objetivos básicos da escola no trato da língua, é oportuno levantar a questão de se a escola deve tratar apenas o texto escrito ou envolver-se também com o texto oral. Quanto a isso, define-se, hoje, uma linha de pensamento que parece sugerir que a missão da escola é, sobretudo, o ensino da modalidade escrita. Creio que ao se enfatizar o ensino da escrita não se deve ignorar a fala, pois a escrita reproduz, a seu modo e com regras próprias, o processo interacional da conversação, da narrativa oral e do monólogo, para citar alguns.
É obvio que se a escola tem como missão primária levar o aluno a bem se desempenhar na escrita, capacitando-o a desenvolver textos em que os aspectos formal e comunicativo estejam bem conjugados, isto não deve servir de motivo para ignorar os processos da comunicação oral. A razão é simples, pois desenvolver um texto escrito é fazer às vezes do falante e do ouvinte simuladamente. Mesmo que o texto escrito desenvolva um uso linguístico interativo não do tipo comunicação face a face, deve, contudo, preservar os papéis que cabem ao escritor e ao leitor para cumprir sua função, sob pena de não ser comunicativo.
Fonte: MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. p. 53.
Analise os usos da vírgula nos trechos destacados em “Quanto a isso, define-se, hoje , uma linha de pensamento que parece sugerir que a missão da escola é, sobretudo , o ensino da modalidade escrita”, do Texto 2, e assinale a alternativa correta.
Texto associado
O Imperador da Língua Portuguesa
Quem entra no santuário de Santo Antônio em Franca pode ver à esquerda do altar principal grande mural que mostra o padroeiro pregando aos peixes. Antônio de Lisboa em Portugal e de Pádua no Brasil, o célebre orador tem seu aparelho fonador exposto como relíquia no santuário da cidade italiana de Padova, à qual acorrem milhares de fiéis ao longo do ano e especialmente na data de nascimento do patrono, 13 de junho.
A biografia impressiona. Ele nasceu em Lisboa, em 1195, numa família de escrivães que serviam à Corte. Fez os primeiros estudos com brilhantismo e se tornou agostiniano ainda muito jovem. Um encontro com Francisco de Assis o impactou tanto que ele se filiou à ordem franciscana, ainda em implantação. Viveu apenas 36 anos, transitou entre Portugal e Itália, protagonizou milagres para alguns e apenas lendas para outros.
Conta-se que Antônio falava em Rimini (cidade litorânea do que ainda viria a ser o território italiano) a um grupo de ateus, tentando convertê-los ao cristianismo. Entretanto, sendo desconsiderado e ironizado, afastou-se e buscou uma praia do Adriático, conclamando os peixes a ouvi-lo. Foi com espanto que os presentes viram assomar à superfície peixes de vários tamanhos, nadando de um lado para outro à procura de seus semelhantes para com eles se juntarem. E assim o fazendo, agruparam-se por espécie e colocaram a cabeça para fora da água a fim de ouvir melhor o pregador.
Cerca de cinco séculos depois, outro Antônio, de sobrenome Vieira, também pregador, igualmente de origem portuguesa, mas pertencente a outra ordem religiosa, a dos jesuítas, tomou a narrativa popular como tema para uma de suas mais célebres peças literárias, o “Sermão de Santo Antônio aos Peixes”, proferido no dia 13 de junho de 1661, no Maranhão. Os dois Antônios estavam separados por quinhentos anos, mas unidos por uma nacionalidade, a lusitana; um talento, a oratória; e uma causa maior, o cristianismo.
Lisboeta, Antônio Vieira veio ainda criança para o Brasil com a família que estava a serviço da Corte. [...] Talvez por ser neto de africana, desde cedo manifestou interesse pela diversidade humana, por hábitos diferentes e línguas estrangeiras. Em trabalho missionário durante oito anos no Pará e Maranhão aprendeu sete idiomas indígenas e ficou conhecido junto das tribos como “Pai Grande”, por defender os índios de maus tratos aos quais eram submetidos pelos colonos portugueses.
O “Sermão de Santo Antônio aos Peixes” é perfeita expressão barroca, onde mediante argumentação poderosa e belas imagens de potente plasticidade, o autor condena de forma enfática a escravização do índio.
[...]
Antônio Vieira foi banido do Maranhão em 1661. Fixou-se então na Bahia e fez algumas viagens diplomáticas à Europa. Retornou de vez ao nosso país no final da vida, para ordenar, editar e publicar seus 200 sermões e outras peças literárias. Morreu em Salvador, num dia de junho, 17, aos 89 anos.
Neste mês de coincidências, que celebra algumas datas referentes à nossa cultura, uma delas o dia 10 dedicado à Língua Portuguesa, falou-se na mídia e nas redes sociais sobre Luís de Camões e Fernando Pessoa. Nada vi sobre o Padre Vieira, a quem o magnífico poeta de “Mensagem” chamou, com justiça e conhecimento de causa, “Imperador da Língua Portuguesa”.
Texto adaptado de: Fonte: O Imperador da Língua Portuguesa (sampi.net.br). Acesso em: 02 de jul. 2023.
Quem entra no santuário de Santo Antônio em Franca pode ver à esquerda do altar principal grande mural que mostra o padroeiro pregando aos peixes. Antônio de Lisboa em Portugal e de Pádua no Brasil, o célebre orador tem seu aparelho fonador exposto como relíquia no santuário da cidade italiana de Padova, à qual acorrem milhares de fiéis ao longo do ano e especialmente na data de nascimento do patrono, 13 de junho.
A biografia impressiona. Ele nasceu em Lisboa, em 1195, numa família de escrivães que serviam à Corte. Fez os primeiros estudos com brilhantismo e se tornou agostiniano ainda muito jovem. Um encontro com Francisco de Assis o impactou tanto que ele se filiou à ordem franciscana, ainda em implantação. Viveu apenas 36 anos, transitou entre Portugal e Itália, protagonizou milagres para alguns e apenas lendas para outros.
Conta-se que Antônio falava em Rimini (cidade litorânea do que ainda viria a ser o território italiano) a um grupo de ateus, tentando convertê-los ao cristianismo. Entretanto, sendo desconsiderado e ironizado, afastou-se e buscou uma praia do Adriático, conclamando os peixes a ouvi-lo. Foi com espanto que os presentes viram assomar à superfície peixes de vários tamanhos, nadando de um lado para outro à procura de seus semelhantes para com eles se juntarem. E assim o fazendo, agruparam-se por espécie e colocaram a cabeça para fora da água a fim de ouvir melhor o pregador.
Cerca de cinco séculos depois, outro Antônio, de sobrenome Vieira, também pregador, igualmente de origem portuguesa, mas pertencente a outra ordem religiosa, a dos jesuítas, tomou a narrativa popular como tema para uma de suas mais célebres peças literárias, o “Sermão de Santo Antônio aos Peixes”, proferido no dia 13 de junho de 1661, no Maranhão. Os dois Antônios estavam separados por quinhentos anos, mas unidos por uma nacionalidade, a lusitana; um talento, a oratória; e uma causa maior, o cristianismo.
Lisboeta, Antônio Vieira veio ainda criança para o Brasil com a família que estava a serviço da Corte. [...] Talvez por ser neto de africana, desde cedo manifestou interesse pela diversidade humana, por hábitos diferentes e línguas estrangeiras. Em trabalho missionário durante oito anos no Pará e Maranhão aprendeu sete idiomas indígenas e ficou conhecido junto das tribos como “Pai Grande”, por defender os índios de maus tratos aos quais eram submetidos pelos colonos portugueses.
O “Sermão de Santo Antônio aos Peixes” é perfeita expressão barroca, onde mediante argumentação poderosa e belas imagens de potente plasticidade, o autor condena de forma enfática a escravização do índio.
[...]
Antônio Vieira foi banido do Maranhão em 1661. Fixou-se então na Bahia e fez algumas viagens diplomáticas à Europa. Retornou de vez ao nosso país no final da vida, para ordenar, editar e publicar seus 200 sermões e outras peças literárias. Morreu em Salvador, num dia de junho, 17, aos 89 anos.
Neste mês de coincidências, que celebra algumas datas referentes à nossa cultura, uma delas o dia 10 dedicado à Língua Portuguesa, falou-se na mídia e nas redes sociais sobre Luís de Camões e Fernando Pessoa. Nada vi sobre o Padre Vieira, a quem o magnífico poeta de “Mensagem” chamou, com justiça e conhecimento de causa, “Imperador da Língua Portuguesa”.
Texto adaptado de: Fonte: O Imperador da Língua Portuguesa (sampi.net.br). Acesso em: 02 de jul. 2023.
Em sala de aula, um dos objetivos do professor é fazer que o aluno conheça as regras de pontuação e perceba as suas várias possibilidades de uso, que podem, ou não, alterar o sentido de um texto. Imagine que um aluno, após a aula sobre uso correto das vírgulas, adaptou trechos do texto e pontuou-os de forma diferente. Assinale a alternativa correta, na qual foram utilizadas as vírgulas de forma que não alterou os sentidos do trecho adaptado nem violou as normas gramaticais.
Texto associado
Pesquisadores desenvolvem cimento que pode armazenar energia elétrica
O material, feito por cientistas do MIT, poderia ajudar a armazenar energia produzida por fontes renováveis. Entenda como ele funciona.
Por Caio César Pereira
Imagine poder carregar o seu celular apenas o apoiando no chão. Parece ficção científica demais para você? Recentemente, cientistas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e da Universidade do Texas, nos EUA, criaram um cimento que pode armazenar e conduzir energia – e funcionar como uma espécie de grande bateria.
Um “cimento elétrico” parece a receita perfeita para a história de origem de algum vilão do Homem-Aranha – mas a verdade é que os pesquisadores chegaram nesse resultado combinando coisas bem comuns do nosso cotidiano: cimento (dã), água, cloreto de potássio e uma substância chamada de carbono negro.
Carbono negro é um nome genérico dado aos vários tipos impuros do carbono. Eles são o resultado da combustão incompleta de combustíveis fósseis (como o petróleo) ou biomassa (como os incêndios florestais), que geram um material parecido com um carvão bem fino. Pode ser novidade para você, mas essa substância já vem sendo usada pela humanidade há bastante tempo (os Manuscritos do Mar Morto, por exemplo, foram feitos com carbono negro há dois mil anos).
E como a substância funciona?
O cimento absorve a água – e o carbono negro, excelente condutor de eletricidade, preenche as lacunas deixadas pelo líquido. O carbono, então, se ramifica em pequenos “fios”. Já o cloreto de potássio atua como um eletrólito: dissolvido na água, permite a circulação dos íons (átomos carregados eletricamente) entre as duas camadas de eletrodos que formam o material recém-criado.
O objetivo dos cientistas é que a substância funcione como um super-capacitor, armazenando e liberando energia conforme a necessidade. Mas, afinal: de onde viria essa energia?
Alternativa sustentável
Um dos desafios para um futuro mais sustentável é criar formas eficientes de armazenar energia. Vamos explicar.
Fontes de energia renováveis, como a solar e a eólica, possuem algumas limitações. De noite, os painéis solares são inúteis. Quando o vento cessa, as pás também. Em uma eventual escassez de energia, ou quando a demanda por eletricidade aumenta muito, outros setores (como as termelétricas) precisariam ser acionados para solucionar o problema.
É aí que entram as grandes baterias, capazes de estocar energia – e evitar situações como essa. O problema: os modelos atuais, que armazenam volumes cavalares de eletricidade, são caros.
É aí que o cimento entra. Os pesquisadores acreditam que o material pode ser, no futuro, uma solução mais barata para esse problema. Uma casa construída em cima do cimento elétrico poderia passar o dia inteiro armazenando energia de painéis solares e pás eólicas – e guardar o excedente dessa produção “no porão”. Em estradas, carros elétricos poderiam ser recarregados sem nem precisar interromper a viagem.
Ainda é muito cedo para cravar se a tecnologia vai vingar. Mas, convenhamos: iniciativas como essa, que apontam para um futuro mais sustentável, são sempre bem-vindas.
Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/pesquisadoresdesenvolvem-cimento-que-pode-armazenar-energia-eletrica/. Acesso em: 10 ago. 2023.
O material, feito por cientistas do MIT, poderia ajudar a armazenar energia produzida por fontes renováveis. Entenda como ele funciona.
Por Caio César Pereira
Imagine poder carregar o seu celular apenas o apoiando no chão. Parece ficção científica demais para você? Recentemente, cientistas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e da Universidade do Texas, nos EUA, criaram um cimento que pode armazenar e conduzir energia – e funcionar como uma espécie de grande bateria.
Um “cimento elétrico” parece a receita perfeita para a história de origem de algum vilão do Homem-Aranha – mas a verdade é que os pesquisadores chegaram nesse resultado combinando coisas bem comuns do nosso cotidiano: cimento (dã), água, cloreto de potássio e uma substância chamada de carbono negro.
Carbono negro é um nome genérico dado aos vários tipos impuros do carbono. Eles são o resultado da combustão incompleta de combustíveis fósseis (como o petróleo) ou biomassa (como os incêndios florestais), que geram um material parecido com um carvão bem fino. Pode ser novidade para você, mas essa substância já vem sendo usada pela humanidade há bastante tempo (os Manuscritos do Mar Morto, por exemplo, foram feitos com carbono negro há dois mil anos).
E como a substância funciona?
O cimento absorve a água – e o carbono negro, excelente condutor de eletricidade, preenche as lacunas deixadas pelo líquido. O carbono, então, se ramifica em pequenos “fios”. Já o cloreto de potássio atua como um eletrólito: dissolvido na água, permite a circulação dos íons (átomos carregados eletricamente) entre as duas camadas de eletrodos que formam o material recém-criado.
O objetivo dos cientistas é que a substância funcione como um super-capacitor, armazenando e liberando energia conforme a necessidade. Mas, afinal: de onde viria essa energia?
Alternativa sustentável
Um dos desafios para um futuro mais sustentável é criar formas eficientes de armazenar energia. Vamos explicar.
Fontes de energia renováveis, como a solar e a eólica, possuem algumas limitações. De noite, os painéis solares são inúteis. Quando o vento cessa, as pás também. Em uma eventual escassez de energia, ou quando a demanda por eletricidade aumenta muito, outros setores (como as termelétricas) precisariam ser acionados para solucionar o problema.
É aí que entram as grandes baterias, capazes de estocar energia – e evitar situações como essa. O problema: os modelos atuais, que armazenam volumes cavalares de eletricidade, são caros.
É aí que o cimento entra. Os pesquisadores acreditam que o material pode ser, no futuro, uma solução mais barata para esse problema. Uma casa construída em cima do cimento elétrico poderia passar o dia inteiro armazenando energia de painéis solares e pás eólicas – e guardar o excedente dessa produção “no porão”. Em estradas, carros elétricos poderiam ser recarregados sem nem precisar interromper a viagem.
Ainda é muito cedo para cravar se a tecnologia vai vingar. Mas, convenhamos: iniciativas como essa, que apontam para um futuro mais sustentável, são sempre bem-vindas.
Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/pesquisadoresdesenvolvem-cimento-que-pode-armazenar-energia-eletrica/. Acesso em: 10 ago. 2023.
Assinale a alternativa em que um trecho do texto foi reescrito, porém foi preservado o correto uso das virgulas e não houve prejuízos a seu sentido original.
Texto associado
Texto 3
Rico em belezas naturais, o Brasil tem uma extensa costa litorânea, com cerca de 7,5 mil quilômetros, sendo alvo de turistas do mundo inteiro. O problema é quando se fala do descarte incorreto de resíduos, principalmente de lixo reciclável, nas nossas milhares de praias.
Uma pesquisa feita pelo Instituto Oceanográfico da USP (IO/USP) revelou dados preocupantes: mais de 95% do lixo encontrado nas praias brasileiras é composto de plástico. Estima-se que cerca de 8,8 milhões de toneladas de lixo plástico acabam nos oceanos do planeta todos os anos.
Para piorar, o lixo plástico se decompõe em partículas minúsculas que entram na cadeia alimentar dos peixes e dos animais marinhos e podem chegar ao organismo dos seres humanos.
Microplásticos já foram encontrados em quase todas as fontes de alimento oceânicas, como crustáceos e moluscos [...]
E como fazer para amenizar os efeitos da poluição nas praias?
Uma vez no oceano fica muito difícil coletar e reciclar os resíduos plásticos. Alguns sistemas mecânicos inovadores, como o The Ocean Cleanup, se mostraram eficazes na hora de coletar os resíduos maiores, como garrafas e copos.
Mas, uma vez decomposto em microplástico, o lixo se espalha pela coluna d'água dos oceanos e acaba praticamente impossível de ser coletado e reciclado.
Disponível em: https://www.reciclasampa.com.br/artigo/lixo-nas-praias-um-problema-que-tem-solucao?nm_conteudo=lixo-nas-praias:-um-problema-que-tem-solucao. Acesso em: 20 de Jul. 2023.
As questões de 10 a 15 referem-se ao Texto 3.
Rico em belezas naturais, o Brasil tem uma extensa costa litorânea, com cerca de 7,5 mil quilômetros, sendo alvo de turistas do mundo inteiro. O problema é quando se fala do descarte incorreto de resíduos, principalmente de lixo reciclável, nas nossas milhares de praias.
Uma pesquisa feita pelo Instituto Oceanográfico da USP (IO/USP) revelou dados preocupantes: mais de 95% do lixo encontrado nas praias brasileiras é composto de plástico. Estima-se que cerca de 8,8 milhões de toneladas de lixo plástico acabam nos oceanos do planeta todos os anos.
Para piorar, o lixo plástico se decompõe em partículas minúsculas que entram na cadeia alimentar dos peixes e dos animais marinhos e podem chegar ao organismo dos seres humanos.
Microplásticos já foram encontrados em quase todas as fontes de alimento oceânicas, como crustáceos e moluscos [...]
E como fazer para amenizar os efeitos da poluição nas praias?
Uma vez no oceano fica muito difícil coletar e reciclar os resíduos plásticos. Alguns sistemas mecânicos inovadores, como o The Ocean Cleanup, se mostraram eficazes na hora de coletar os resíduos maiores, como garrafas e copos.
Mas, uma vez decomposto em microplástico, o lixo se espalha pela coluna d'água dos oceanos e acaba praticamente impossível de ser coletado e reciclado.
Disponível em: https://www.reciclasampa.com.br/artigo/lixo-nas-praias-um-problema-que-tem-solucao?nm_conteudo=lixo-nas-praias:-um-problema-que-tem-solucao. Acesso em: 20 de Jul. 2023.
As questões de 10 a 15 referem-se ao Texto 3.
Assinale a alternativa que apresenta uma sentença adaptada do Texto 3 na qual se preserva o uso correto da vírgula.
Texto associado
TEXTO 1
Água: recurso mineral de total importância para todos os seres vivos
A água é o mais eficiente solvente do planeta, chamado de solvente universal. Esta sua característica permite que ela se associe a substâncias diversas, inclusive com aquelas que podem contaminá-la.
Considerando que a vida na terra se originou na água, os organismos terrestres têm uma associação direta e de plena dependência com esse composto químico. A água, que é responsável por cerca de 70% do nosso peso corporal, está relacionada com a regulação da temperatura corpórea e com a manutenção das atividades vitais. Para o nosso perfeito equilíbrio orgânico, necessitamos ingerir, pelo menos, 2 litros de água por dia, quantidade esta necessária para as reações vitais de nossas células e para repor as perdas que acontecem pela respiração, sudorese, saliva, urina, fezes, dentre outras.
Uma das atividades fisiológicas que pode exemplificar bem a importância e a nossa dependência da água é a excreção. A excreção é a eliminação, pela urina, dos resíduos tóxicos que entram ou são produzidos no nosso corpo. Isso acontece porque a água contida nas células se associa aos compostos tóxicos ali presentes e os eliminam do nosso corpo, na forma de urina. Caso haja um consumo inadequado de água pelo indivíduo, haverá, consequentemente, o comprometimento das suas atividades vitais, dentre elas a da excreção dos resíduos corporais tóxicos, substâncias estas que podem desencadear intoxicações que levam a sérios problemas à saúde.
Da mesma forma que a água presente em nossas células se associa com as substâncias tóxicas do nosso organismo, as águas dos rios se associam com os poluentes que são carreados para dentro de seus leitos. De maneira geral, nas regiões de alta concentração populacional, os rios recebem uma alta carga de poluentes ao longo do seu curso, o que deixa as suas águas poluídas por substâncias diversas, muitas delas tóxica para os seres vivos.
Adaptado de: https://conexaoagua.mpf.mp.br. Acesso em: 22 nov. 2022.
Água: recurso mineral de total importância para todos os seres vivos
A água é o mais eficiente solvente do planeta, chamado de solvente universal. Esta sua característica permite que ela se associe a substâncias diversas, inclusive com aquelas que podem contaminá-la.
Considerando que a vida na terra se originou na água, os organismos terrestres têm uma associação direta e de plena dependência com esse composto químico. A água, que é responsável por cerca de 70% do nosso peso corporal, está relacionada com a regulação da temperatura corpórea e com a manutenção das atividades vitais. Para o nosso perfeito equilíbrio orgânico, necessitamos ingerir, pelo menos, 2 litros de água por dia, quantidade esta necessária para as reações vitais de nossas células e para repor as perdas que acontecem pela respiração, sudorese, saliva, urina, fezes, dentre outras.
Uma das atividades fisiológicas que pode exemplificar bem a importância e a nossa dependência da água é a excreção. A excreção é a eliminação, pela urina, dos resíduos tóxicos que entram ou são produzidos no nosso corpo. Isso acontece porque a água contida nas células se associa aos compostos tóxicos ali presentes e os eliminam do nosso corpo, na forma de urina. Caso haja um consumo inadequado de água pelo indivíduo, haverá, consequentemente, o comprometimento das suas atividades vitais, dentre elas a da excreção dos resíduos corporais tóxicos, substâncias estas que podem desencadear intoxicações que levam a sérios problemas à saúde.
Da mesma forma que a água presente em nossas células se associa com as substâncias tóxicas do nosso organismo, as águas dos rios se associam com os poluentes que são carreados para dentro de seus leitos. De maneira geral, nas regiões de alta concentração populacional, os rios recebem uma alta carga de poluentes ao longo do seu curso, o que deixa as suas águas poluídas por substâncias diversas, muitas delas tóxica para os seres vivos.
Adaptado de: https://conexaoagua.mpf.mp.br. Acesso em: 22 nov. 2022.
Assinale a alternativa correta em relação ao uso da vírgula no trecho destacado em: "A água, que é responsável por cerca de 70% do nosso peso corporal , está relacionada com a regulação da temperatura corpórea e com a manutenção das atividades vitais.", do Texto 1.
Texto associado
O texto a seguir refere-se às questões de 6 a 10.
TERRA EMPOBRECIDA
Por Maria Guimarães, Revista FAPESP – Edição 150, ago. 2008
Aumentaram as terras degradadas no planeta. Hoje 24% das superfícies dos continentes estão poluídas, pobres em nutrientes ou erodidas a ponto de serem incapazes de manter ecossistemas naturais ou agricultura. Eram 15% duas décadas atrás, segundo o relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançado em julho. Esse resultado indica que áreas antes produtivas foram afetadas. Atualmente 20% das áreas cultivadas, 30% das florestas e 10% dos campos estão degradados. A perda de produtividade dessas áreas afeta 1,5 bilhão de pessoas que dependem da terra para produzir alimento. E suas consequências vão além. A degradação da terra pode aumentar a fome, a migração de populações, reduzir a biodiversidade e a disponibilidade de recursos naturais como a água. “A degradação da terra pode afetar de modo importante a capacidade de reduzir o impacto das mudanças climáticas e de adaptação a elas, uma vez que a perda de biomassa e de matéria orgânica do solo libera carbono para a atmosfera”, disse Parviz Koohafka, diretor da Divisão de Terra e Água da FAO.
Retirado de: https://revistapesquisa.fapesp.br/terra-empobrecida/. Acesso em: 04 out. 2022
TERRA EMPOBRECIDA
Por Maria Guimarães, Revista FAPESP – Edição 150, ago. 2008
Aumentaram as terras degradadas no planeta. Hoje 24% das superfícies dos continentes estão poluídas, pobres em nutrientes ou erodidas a ponto de serem incapazes de manter ecossistemas naturais ou agricultura. Eram 15% duas décadas atrás, segundo o relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançado em julho. Esse resultado indica que áreas antes produtivas foram afetadas. Atualmente 20% das áreas cultivadas, 30% das florestas e 10% dos campos estão degradados. A perda de produtividade dessas áreas afeta 1,5 bilhão de pessoas que dependem da terra para produzir alimento. E suas consequências vão além. A degradação da terra pode aumentar a fome, a migração de populações, reduzir a biodiversidade e a disponibilidade de recursos naturais como a água. “A degradação da terra pode afetar de modo importante a capacidade de reduzir o impacto das mudanças climáticas e de adaptação a elas, uma vez que a perda de biomassa e de matéria orgânica do solo libera carbono para a atmosfera”, disse Parviz Koohafka, diretor da Divisão de Terra e Água da FAO.
Retirado de: https://revistapesquisa.fapesp.br/terra-empobrecida/. Acesso em: 04 out. 2022