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Saber utilizar a vírgula é essencial para evitar problemas de interpretação. Sendo assim, qual alternativa em que o uso da vírgula está INCORRETO?

A Definitivamente, hoje está mais frio que ontem.
B Eu comi um hambúrguer, um chocolate e um pirulito.
C Afonso por que você não tira um cochilo?
D “Vim, vi e venci”, já diria César.

Em relação às regras de pontuação, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.

( ) Imprimi duas folhas coloridas: uma azul e uma vermelha.

( ) Se um dia reclamei disso, não me recordo.

( ) Carmen. um ótimo cozinheiro, fez a janta da equipe.

( ) Ela nunca mais irá, comprar nesta loja.

A C - E - C - E.
B C - C - E - E.
C E - E - C - C.
D E - C - E - C.

Assinalar a alternativa em que, caso retirássemos a vírgula, haveria mudança de função sintática.

A À noite, espere o recado do guarda.
B João, larga logo desse jogo e vai lavar a louça!
C O gatinho, que foi adotado, estava feliz.
D Nos dias atuais, jovens usam o celular sem parar.

Com base nas regras de pontuação da língua portuguesa, analisar os itens.

I. A partida começou. lá pelas seis horas; talvez sete.

II. Caroline uma dançarina incrível, se apresenta no sábado.

III. O pastel da feira que é muito bom mas estava salgado, custou cinco reais. Está CORRETO o que se afirma:

A Em todos os itens.
B Apenas no item II.
C Apenas nos itens I e III.
D Em nenhum dos itens.
Texto associado
Lixo eletrônico: pedras artificiais no meio do ambiente No meio do caminho tinha uma pilha tinha uma bateria no meio do caminho tinha smartphones, computadores, televisores, rádios e outros aparelhos eletrônicos no meio do caminho. Você pode pensar que algo está errado com esse poema de Carlos Drummond de Andrade. No entanto, ele foi simplesmente atualizado. As pedras drummondianas foram substituídas por aparelhos eletrônicos descartados de maneira inadequada no meio ambiente. Se o poeta estivesse vivo, se depararia com uma produção anual global de 53,6 milhões de toneladas de lixo eletrônico e elétrico, uma média de 7,3kg por pessoa, conforme relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2020. O e-lixo, termo atribuído a todo componente eletrônico descartado na natureza sem tratamento, não polui apenas o meio ambiente, mas também acarreta problemas de saúde pública , expondo as pessoas a substâncias perigosas e cancerígenas, como mercúrio, chumbo e cádmio. A presença de lixo eletrônico em aterros contamina o solo e os lençóis freáticos, ameaçando os sistemas de fornecimento de alimentos e recursos hídricos. A reciclagem e a implementação de sistemas de logística reversa surgem como as melhores soluções para minimizar os efeitos pós-consumo. A coleta seletiva e a reutilização de materiais eletrônicos têm o potencial de gerar renda e proporcionar uma melhor qualidade de vida para todos. Contudo, a melhor forma de mudar essa situação é por meio da educação ambiental, que deve começar bem cedo. Seja dentro de casa ou nas escolas, crianças e jovens precisam aprender a separar os recicláveis e rever a própria maneira como consumem, produzem e depois descartam seus resíduos . (Fernando Uliana Barboza – Eco Debate. Adaptado).

Assinalar a alternativa em que a vírgula exerce a mesma função daquela desempenhada no período a seguir, retirado do texto. Contudo, a melhor forma de mudar essa situação [...].

A Ontem à noite, fomos todos jantar fora.
B A multidão foi avançando para o palácio, aos poucos.
C Você pode usar o meu carro, mas tome muito cuidado ao dirigir.
D Não lhe posso garantir nada, respondi secamente.
Texto associado
Focar numa pegada com resiliência (Ruy Castro) Mas só se você 'subir o sarrafo', for 'assertivo' e tiver uma visão 'imersiva' da coisa Já reparou que, a todo momento, lê-se ou se escuta que alguém "bateu o martelo"? Um desavisado achará que, pela quantidade de gente que "bate o martelo", vivemos sob uma sinfonia de marteladas. Mas é claro que, ao "bater o martelo", o sujeito apenas se decidiu por isto ou aquilo. É um martelo simbólico . E quando se diz que fulano "apostou todas as suas fichas" em alguma coisa? Significa somente que o cidadão botou suas esperanças nessa alguma coisa. Não é como no tempo dos cassinos, em que se garantia que eles tinham uma sala dos suicidas, um lugar discreto onde o jogador que perdera de verdade suas últimas fichas podia dar um tiro no ouvido sem ser incomodado. "Apostar as fichas" sem meter a mão no bolso é mole. E "subir o sarrafo"? Até há pouco, usava-se "baixar o sarrafo" — ou seja, dar uma surra em alguém. O sarrafo podia ser um porrete, uma vara, um relho, quem sabe até uma cadeira. Hoje, ao contrário, o normal é "subir o sarrafo", ou seja, estabelecer uma meta mais difícil do que a que se vinha praticando. O curioso é que, quando se "sobe o sarrafo" numa prova de salto em altura, e o atleta não consegue saltá-lo, o sarrafo cai lá de cima e ninguém diz que ele "baixou o sarrafo". [...] (Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2024/10/focar numa-pegada-com-resiliencia.shtml. Acesso em 09/10/2024)

Assinale a alternativa que apresenta o motivo de a construção destacada em “‘subir o sarrafo’, ou seja , estabelecer uma meta” esteja entre virgulas.

A Indica a elipse da forma verbal.
B Constitui um adjunto adverbial anteposto.
C É uma oração intercalada no período.
D Indica uma expressão explicativa.
Texto associado
Texto 1- O que nos mantém vivos? (por Ricardo Viveiros) “Mais um ano se inicia na vida de todos nós. Ficamos ‘bonzinhos’ na época de Natal, fizemos promessas de mudanças para 2024 e seguimos enfrentando novos e velhos problemas. É verdade que em termos de Brasil estamos evoluindo em diversos aspectos no esforço concentrado para reparar danos do passado. Ao olhar com atenção além de nós, para o mundo como um todo, surge uma pergunta: o que nos mantém vivos? A fé, a esperança em dias melhores para muitas pessoas. Ter saúde, responderão outras. Várias dirão que os seus compromissos familiares, os que amam e delas dependem. Algumas afirmarão que é ter sonhos. Tudo isso é verdadeiro. Para nos mantermos vivos há, entretanto, outras necessidades que passam pela paz, meio ambiente, segurança alimentar, cultura, educação e, claro, o equilíbrio econômico com crescimento sustentável. Respeito é essencial. Soberania, independência, liberdade, democracia e direitos humanos. Nesse âmbito está a Política – desde que assim, com maiúscula. Temos visto tantos desentendimentos, incompreensões, projetos pessoais em vez de coletivos, corrupção, violência. Tudo nos faz correr o risco do mal maior: a desesperança. (...)” (Texto modificado especificamente para este concurso. O texto original foi retirado da Folha de São Paulo, 02-01-24)

Sobre pontuação, tem-se que a vírgula, entre os termos de uma oração, é empregada para “(...) separar os termos coordenados assindéticos, ou seja, os termos que não são unidos por conectivo. Esses termos devem ter mesma função sintática, que formam, muitas vezes, enumerações” (Bezerra, 2015, p. 671). A partir dos fragmentos do texto 1 distribuídos entre as alternativas, assinale a alternativa que exemplifique o conceito apresentado.

A Soberania, independência, liberdade, democracia e direitos humanos.
B Ao olhar com atenção além de nós, para o mundo como um todo.
C Para o mundo como um todo, surge uma pergunta.
D Ter saúde, responderão outras.
E Nesse âmbito está a Política - desde que assim, com maiúscula.
Texto associado
Viva o Povo Brasileiro Eu nasci em Garanhuns. Quando criança, tinha uma boneca de louça francesa, mas ela era muito frágil e eu preferia brincar com as bruxas de pano: esse foi meu primeiro contato com o artesanato do meu povo. Para se compreender a obra de arte é preciso primeiro vivenciá-la e, depois, permitir-se a necessária distância crítica. Vivi em meio aos objetos da criatividade popular; sonhava em trocar a ______ (muringa/moringa) por uma geladeira. Mas o tempo foi me mostrando a beleza da sua forma singela e, através da elaboração intelectual deixei de ser apenas consumidora para transformar-me em observadora cultural, não apenas catalogando o universo popular mas buscando, também, valorizar e respeitar os criadores coerentes com o seu mundo e o seu cotidiano. O que define o artista é a capacidade de atrelar seu capital cultural ao seu universo social. Os artistas populares são aqueles que ______ (tem / têm) a necessidade de criar e abrir novos caminhos à produção artesanal mais comprometida com as tradições, condição que acaba por definir seu principal caráter. Por isso, se não devemos interferir na produção do artista, podemos definir alguns pontos de ação e de orientação na produção artesanal, visando, inclusive, preservar ______ (a/à) sua qualidade e colaborando na formação de um público consumidor mais sensível, disposto a compreender toda a complexa engrenagem sociocultural que qualquer obra artesanal carrega. (Este texto foi adaptado especificamente para este concurso. O texto original é de Costa, Janete F. in Arte Popular, Mostra do Redescobrimento – Brasil 500 é Mais – Fundação Bienal de São Paulo, Ano 2000, p.172)

Em relação à pontuação da sentença: “Eu nasci em Garanhuns. Quando criança, tinha uma boneca de louça francesa, mas ela era muito frágil”, analise as afirmativas abaixo.

I. Usa-se o ponto final como indicativo de final de frase declarativa: “Eu nasci em Garanhuns.”

II. Usam-se aspas no início e no final de citações textuais.

III. A vírgula isola o aposto “Garanhuns“. Estão corretas as afirmativas:

A I apenas.
B II apenas.
C III apenas.
D I e II apenas.
Texto associado
A era do Homo Trecos A Revolução Treconológica nos encheu de coisas, sem antes nos perguntar se seriam úteis Renato de Faria | 10/03/2024 Um cérebro bem desenvolvido, capacidade de falar e produzir cultura, esses são os traços mais marcantes do Homo sapiens . Vencemos uma batalha natural e aqui estamos, com pensamento e reflexão. Para alguns, a libertação de um estado de natureza, no qual somos frágeis, presas fáceis. Para outros, um castigo divino, uma falha natural, pois bom mesmo seria viver por aí, pescando e caçando, sem eira nem beira, tal qual os animais. Toda cultura se acha, invariavelmente, mais capacitada e evoluída do que a anterior. Isso é normal, faz parte da arrogância de viver o presente. Porém, toda comunidade histórica, por mais adaptada e avançada que pareça ser, terá sempre seu ponto cego, aquela característica marcante e ignorante, bem debaixo do nariz, que a envergonhará diante das demais. Por mais que os gregos sejam fascinantes, pois nos deram a filosofia, a música, a matemática, a democracia e tantas outras coisas, eles eram escravocratas. Não percebiam, a tempo, que a escravidão é um mal ético e objetivo. Eles não enxergavam. Afinal, se é ponto cego, de fato, não era para ser visto mesmo. E aqueles que se levantaram em contrariedade, foram vistos como loucos, pessimistas, que intencionavam arruinar a ordem social. Depois, foram chamados de gênios. Daqui a quatrocentos, quinhentos anos, encontrarão nossa fragilidade, nosso ponto cego, nossa poeira jogada para debaixo do tapete. Imagino um congresso de antropólogos, filósofos e cientistas discutindo nossa civilização, com seus avanços e retrocessos, descobertas e encobertas, luzes e sombras. Encontrarão nosso calcanhar de Aquiles, pois entraremos para a história como a era dos Homo Trecos. A Revolução Treconológica nos encheu de coisas, sem antes nos perguntar se seriam úteis. É treco no braço, na cintura, no bolso, na orelha, na maleta e em qualquer lugar que dê para pendurar alguma coisa. Diferentemente daqueles que vieram antes de nós, nossas invenções não foram criadas por uma necessidade social. Pelo contrário, a demanda é, unicamente, pela ansiedade em produzir mais coisas, mais trecos. Depois, começamos a nos perguntar para que eles servem. Quando descobrimos que nos fazem mal, causando dependências diversas, devido ao seu uso recreativo e excessivo, a própria indústria irá oferecer outros trecos farmacológicos para baixar a ansiedade, curar a tristeza e afastar a depressão. Calma, eles dão jeito para tudo. É treco que não acaba mais. Nós, os Homo Trecos, não gostamos muito de pensar, essa coisa antiquada, analógica e sofrida. Basta inventar uns quatro ou cinco termos em língua inglesa (a língua oficial dos criados treconológicos) para suprir a falta de vocabulário que seus representantes desenvolveram. Por uma saudade do cordão umbilical, também criaram carregadores, bluetooth, cabos e redes, para estarmos sempre conectados ao Treco-Mãe. Ótimo! Seremos a nova espécie! Trecos humanos que irão vagar por aí, correndo de um lugar a outro, fazendo quatro reuniões na mesma hora, com um tempo presente carente de sentido, em namoro eterno com a morte. Viveremos na monotonia daqueles que não sabem o que fazer com a vida, reduzida à obsolescência daqueles que só sabem se relacionar com o fetiche em consumir mais trecos. FARIA, Renato de. A era do Homo Trecos. Estado de Minas, 10 de março de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/colunistas/filosofiaexplicadinha/2024/03/6816267-a-era-do-homo-trecos.html . Acesso em: 30 mar. 2024. Adaptado.

Qual é a função das vírgulas no trecho “É treco no braço, na cintura, no bolso, na orelha, na maleta e em qualquer lugar que dê para pendurar alguma coisa.” (5º parágrafo)?

A Enumerar termos de mesma função sintática.
B Isolar um aposto explicativo.
C Separar vocativos.
D Isolar apostos enumerativos.
E Separar orações coordenadas assindéticas.