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Entre as frases abaixo – do livro A Cidade e as Serras , de Eça de Queiroz -, aquela em que a forma debaixo está mal-empregada , é:

A “-Ainda estive para me abrigar em casa do Esgueira, que é um caseiro de cá. Aquela casa, ali debaixo, onde está a figueira...”.
B “Os séculos rolam; e sempre imutáveis farrapos lhe cobrem o corpo, e sempre debaixo deles, através do longo dia, os homens labutarão e as mulheres chorarão”.
C “No Inverno, logo que na amável cidade começavam a morrer de frio, debaixo das pontes, criancinhas sem abrigo – ela preparava com comovido cuidado os seus vestidos de patinagem”.
D “Findou pôr voltar ao montão de jornais amarrotados, ergueu melancolicamente um velho Diário de Notícias, e com ele debaixo do braço subiu ao seu quarto, para dormir, para esquecer”.
E “Assobiando o fado meigo tirei debaixo da cama a minha velha mala, e meti solicitamente entre calças e peúgas um Tratado de direito civil, para aprender enfim, nos vagares da aldeia, estendido sob a faia, as leis que regem os homens”.

Considere o seguinte texto, do qual foram excluídos alguns termos: São Lourenço da Mata pode ser considerada uma das cidades mais antigas do Brasil. Os registros históricos remetem à presença de indígenas Tupinambás em uma época por volta de 1554, ____________ houve disputas com os colonizadores portugueses, em uma região por ____________ passam os rios Capibaribe e Beberibe, ____________ banham grande parte de Pernambuco. IBGE. São Lourenço da Mata . IBGE. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/pe/sao-lourenco-da-mata/historico. Acesso em: 18 jul. 2024. Adaptado. As palavras que completam corretamente as lacunas, na sequência em que aparecem no texto, são:

A que, onde, quando.
B quando, que, onde.
C onde, quando, que.
D que, quando, onde.
E quando, onde, que.

Nas opções a seguir, assinale aquela em que houve um emprego desaconselhável da expressão “cerca de”.

A Havia cerca de três dúzias de convidados para a festa;
B Chegaram cerca de 100 mensagens no dia da festa.
C Cerca de 18 comerciantes fecharam as lojas mais cedo.
D Os cantores receberam cerca de uma centena de pedidos;
E A fábrica produziu cerca de um milhão de estantes.

Assinale a frase em que a linguagem empregada é integralmente formal.

A Em alguns casos, a gente poderia tachar os juros de assalto.
B Bom de briga é aquele que cai fora.
C Lidere, siga ou saia do caminho.
D Estou me lixando para o cliente.
E Depois que saí do Banco Central, fiquei pensando onde um cara como eu poderia usar todo o seu potencial

Assinale a frase em que houve a troca indevida entre onde/aonde.

A Onde aumentam os bens, aumentam aqueles que os devoram.
B Banco é o lugar onde você pode pedir dinheiro emprestado, se provar que não precisa dele.
C A habilidade de um líder está em levar as pessoas de onde elas estão para aonde elas nunca estiveram.
D Aonde quer chegar toda essa gente?
E Quem perdeu sua bolsa está livre para ir aonde quiser.
Texto associado
Em relação à prática de produção de textos orais, julgue os próximos itens.

Na produção de textos orais, o nível da linguagem é, em geral, mais distenso, mais informal, que o empregado na produção escrita, com exceção de alguns casos especiais, nos quais há a necessidade de planejamento prévio e de maior grau de formalidade, como em conferências, por exemplo.

C Certo
E Errado
Texto associado
CADÊ O VERÃO?

Sandro Villar - 19/03/2023

Cadê o verão? A estação já está "puxando o carro" e, para ser sincero, não percebi sua presença neste ano pelo menos no oeste paulista. Dias ensolarados, com temperaturas altas? Nada disso, Seu Dílson. Não houve verão em 2023. A estação foi marcada por temperaturas amenas, temporais assustadores e, se me permitem, parecia outono ou inverno. Um verão atípico, a meu ver. Coisa estranha. Aliás, os tempos estão estranhos, cada vez mais estranhos.
O verão se despede hoje e amanhã começa o outono, que também deverá ser marcado por temperaturas amenas, nessas faixas de 24° a 25°, por aí. Depois, vem o inverno e dizem alguns meteorologistas que o inverno será congelante em alguns momentos. Outros apostam em temperaturas "suportáveis", como as deste atípico, para não dizer esquisito, verão.
Falei que os tempos estão estranhos e estão mesmo no que diz respeito ao clima, cada vez mais extremo. Mudanças no mar preocupam. O mar está encolhendo – ou recuando – em vários países. Que diacho é isso? Sei lá. Só sei que esquisitice não falta, parece o feitiço do tempo. O mar já encolheu nas praias de pelo menos 15 países. Isso mesmo que vocês leram.
O mar recuou mais de 15 metros no Egito e na Namíbia, dois países africanos. Para mencionar alguns dos 15 países, este egrégio e fidalgo cronista lembra que também foram registrados recuos na Argentina, Itália, França, Grécia e Marrocos. Na cidade de Veneza, que fica na Itália, as gôndolas deixaram de navegar porque os canais secaram. Maré baixa, mar recuado, portanto.
Ah, sim: no nosso amado Brasil o fenômeno foi registrado em Alagoas, onde o mar, no caso o Oceano Atlântico, deu uma boa recuada, portanto, houve encolhimento.
É a crise climática e não sei onde isso vai parar. Acho que seria o caso de o ser humano recuar em certas atitudes e dar um tempo, tempo ao tempo. Pelo jeito o tempo também precisa de um tempo para se ajustar nestes tempos desajustados.

Adaptado de: https://www.imparcial.com.br/noticias/cade-o-verao,57252. Acesso em: 20 maio 2023.

Assinale a alternativa em que o emprego da norma-padrão e as escolhas lexicais realizadas contribuem para o alto grau de formalidade do excerto.

A “Que diacho é isso? Sei lá.”.
B “[...] este egrégio e fidalgo cronista lembra que também foram registrados recuos na Argentina [...]”.
C “Ah, sim: no nosso amado Brasil o fenômeno foi registrado em Alagoas [...]”.
D “Cadê o verão?”.
E “A estação já está ‘puxando o carro’ [...]”.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão Cargo: Professor - Área: Português e Libras Prova: Instituto AOCP - IFMA - Professor - Área: Português e Libras - 2023

No que tange aos estudos da Sociolinguística e ao ensino de Língua Portuguesa, assinale a alternativa INCORRETA.

A Compete à Sociolinguística, no âmago de seu plano teórico-metodológico, identificar, descrever e analisar as variáveis que interferem na variação e na mudança da língua.
B A variação é inerente às línguas, e os trabalhos pedagógicos com as diversidades linguísticas objetivam marcar a inclusão nos grupos sociais, bem como determinar identidades para os seus membros.
C A língua concebida pela gramática é um código restrito que atua na escola, não fazendo uma distinção social/linguística que exclui os menos favorecidos, os quais não se adequam aos seus preceitos.
D A escola deve evidenciar, por intermédio de seus instrumentos de ensino, as formas em variação linguística na língua portuguesa, de maneira a criar oportunidades de debates sobre essas variações e suas aplicabilidades.
E A norma-padrão está associada a uma concepção estilística que envolve aspectos formais e ideológicos da língua, por isso dominá-la é um desafio para as classes menos favorecidas.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão Cargo: Professor - Área: Português e Libras Prova: Instituto AOCP - IFMA - Professor - Área: Português e Libras - 2023

As questões de 13 a 18 referem-se ao Texto II.

Vários fatores podem contribuir para que se estabeleça uma variação linguística.

No quadrinho, qual é o tipo de variação linguística?

A Variação entre língua falada e escrita.
B Variação social.
C Variação relacionada somente à formalidade do momento.
D Variação regional.
E Variação que indica falta de afinidade.
Órgão: Prefeitura de Vitória da Conquista Cargo: Professor de Ensino Fundamental - Área: Educação Física Prova: Instituto AOCP - Prefeitura de Vitória da Conquista - Professor de Ensino Fundamental - Área: Educação Física - 2023
Texto associado
Texto II A importância da informação estatística para as políticas sociais no Brasil: breve reflexão sobre a experiência do passado para considerar no presente O Brasil seria diferente do que é hoje se não fossem as informações produzidas pelo IBGE e por outras instituições do Sistema Estatístico Nacional. Com todas as iniquidades sociais que ainda persistem no país, o quadro seria seguramente pior caso não houvesse informações estatísticas levantadas há mais de 80 anos ou quase 150 anos, se forem considerados os esforços de realização do primeiro Censo Demográfico em 1872, no final do Império, quase 20 anos depois do planejado, pelas resistências da elite latifundiária e escravocrata da época. Não há como não reconhecer que parte das conquistas republicanas de universalização da educação básica, do acesso à água, redução da pobreza, promoção do desenvolvimento regional, ampliação da cobertura do emprego formal e da previdência pelo vasto território brasileiro deve-se à disponibilidade de informação estatística de boa qualidade e cobertura levantada pelo IBGE e outras instituições como o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, os departamentos de estatísticas e pesquisas dos Ministérios e órgãos subnacionais de planejamento e estatística. É claro que a efetividade das políticas sociais depende de uma série extensa de fatores, mas a informação estatística cumpre papel instrumental relevante em todas as fases de implementaçãode um programa público, da formulação à avaliação do mesmo (HOWLET et al., 2013). Políticas sociais são muito intensivas em informação no processo de seu desenho e implementação. Elas se estruturam como sistemas complexos, articulando programas de natureza universal com ações redistributivas em várias áreas setoriais, operados por agentes em diferentes níveis federativos de governo, em contextos desiguais em termos de capacidade de gestão e de perfil socioeconômico de públicos-alvo. Como discutido em Jannuzi (2016), para que essas políticas e programas sociais consigam cumprir seus objetivos específicos e contribuir para maior efetividade social da ação pública, é necessário produzir informação e estudos de diferentes naturezas – levantamentos diagnósticos detalhados, sistemas de indicadores de monitoramento de ações, pesquisas de avaliação de processos e de resultados de programas, investigação de potenciais impactos e externalidades negativas –, valendo-se de uma combinação plural de metodologias (quali, quanti e participativas), com abordagem de diferentes sujeitos envolvidos (beneficiários, usuários, técnicos na ponta e gestores). Entre tais levantamentos figuram, em especial, os Censos Demográficos, a cinquentenária Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD, e agora PNAD-Contínua) e as edições, há 20 anos, da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic). Essas pesquisas parecem se constituir nos levantamentos estatísticos mais impactantes para a formulação e avaliação de políticas sociais no Brasil. Há certamente outras pesquisas importantes a serem mencionadas, como as Estatísticas do Registro Civil, as Pesquisas de Orçamento Familiar, a Pesquisa Mensal de Emprego, a Economia Informal Urbana e, mais recentemente, a Pesquisa Nacional de Saúde, cujas contribuições precisam ser resgatadas em outros textos e estudos. Os Censos têm permitido o desvelamento dos bolsões de pobreza e outras iniquidades no território nacional, nos municípios e seus bairros. As PNAD (e PNAD-C) possibilitam acompanhar os efeitos – e defeitos – de políticas e programas nas mais variadas áreas setoriais, tais como trabalho, educação, saúde, previdência e assistência social, entre as principais. As Munic e, desde 2012, as Pesquisas de Informações Básicas Estatuais (Estadic) têm viabilizado o dimensionamento da capacidade subnacional de gestão de políticas, de equipamentos públicos e de atendimento de serviços sociais. As três pesquisas se destacam pelo conjunto integrado de informações que proporcionam, pela abrangência temática, regularidade e cobertura territorial. Essas características garantiram a produção de dados cruciais para identificação de demandas sociais, elaboração de diagnósticos, formulação de políticas e programas e avaliação da efetividade dos mesmos ao longo das últimas décadas. É o que se procura resgatar de forma breve e ensaística nesse texto, como subsídio para o debate acerca do mérito e dificuldades de financiamento do Censo 2020, dos suplementos temáticos das PNAD-C, Munic e outras pesquisas do Sistema Estatístico. Trata-se de um debate que precisa ser realizado com perspectiva histórica e pluralidade de visões acerca do uso da informação estatística para o Estado e sociedade no país. Não são pouco gravosas as consequências da eventual descontinuidade de séries históricas de longa data ou a decisão de adiar a captação de dados acerca de novas questões da agenda social no país.

Fonte: JANUZZI, P. M. A importância da informação estatística para as políticas sociais no Brasil: breve reflexão sobre a experiência do passado para considerar no presente. “Revista Brasileira de Estudos de População”, V. 35, N. 1, 2018, p. 1-10. (adaptado) Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbepop/a/77qbqWdQWx3b5gg7wLVmtsF/?lang=pt# Acesso em 26 jul. 2023.

No Texto II, embora predomine a linguagem formal, há alguns usos que fogem às prescrições normativas. A alternativa em que se destaca um uso informal e se propõe, em sequência, uma versão adequada à norma-padrão da língua portuguesa é:

A “Essas pesquisas parecem se constituir nos levantamentos estatísticos mais impactantes para a formulação e avaliação de políticas sociais no Brasil”. Proposta para o trecho destacado : “parecem constituir-se”
B “Não são pouco gravosas as consequências da eventual descontinuidade de séries históricas de longa data ou a decisão de adiar a captação de dados acerca de novas questões da agenda social no país”. Proposta para o trecho destacado : “pouco graves”
C “É o que se procura resgatar de forma breve e ensaística nesse texto, como subsídio para o debate acerca do mérito e dificuldades de financiamento do Censo 2020, dos suplementos temáticos das PNAD-C, Munic e outras pesquisas do Sistema Estatístico”. Proposta para o trecho destacado : “a cerca”
D “É claro que a efetividade das políticas sociais depende de uma série extensa de fatores, mas a informação estatística cumpre papel instrumental relevante em todas as fases de implementação de um programa público, da formulação à avaliação do mesmo ”. Proposta para o trecho destacado : “desde a formulação até sua avaliação”
E “Como discutido em Jannuzi (2016), para que essas políticas e programas sociais consigam cumprir seus objetivos específicos e contribuir para maior efetividade social da ação pública, é necessário produzir informação e estudos de diferentes naturezas”. Proposta para o trecho destacado : “para maior eficácia social”