Com base no texto CB1A1CCC, escrito por uma juíza acerca de
casos de violência doméstica, julgue os itens a seguir.
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Texto associado
A alteração da forma verbal “deixavam” (l.11) para o singular
— deixava — não comprometeria a correção gramatical do
período em que tal forma aparece, mas modificaria seu sentido
original.
Texto associado
Texto para os itens de 1 a 18
1 ----------- Sabe‐se que um dos principais fatores limitantes da
---- produção agrícola é a seca. A água doce é uma mercadoria
---- escassa que deve ser compartilhada entre o uso urbano,
4 -- industrial e agropecuário.
------------ As plantas precisam de água e, conforme a colheita,
---- de muita água. Diferentemente de nós, humanos, que temos
7 -- um sistema circulatório fechado e, por isso, transpiramos
---- principalmente para regular a temperatura, as plantas não
---- têm coração ou circulação de sangue, sendo o transporte da
10 - seiva com nutrientes feito por evapotranspiração, ou seja, a
---- parte superior da planta perde água e essa diminuição da
---- pressão é o que impulsiona o transporte da seiva a partir da
13 - raiz. Portanto, uma das principais matérias‐primas para a
---- produção de alimentos é a água, que não pode ser salgada
---- nem contaminada por diferentes compostos químicos ou
16 - microrganismos.
------------ Tentar produzir a mesma quantidade de alimentos
---- com menos água é uma das prioridades da agricultura de
19 - hoje. Até agora, grandes avanços foram feitos pela
---- engenharia para otimizar os sistemas de irrigação. A irrigação
---- por gotejamento, que substituiu a irrigação por inundação,
22 - permitiu a economia de milhões de litros de água. A produção
---- de melão, por exemplo, requer hoje metade da água que
---- requeria há dez anos. Grandes avanços também foram feitos
25 - no que se refere ao aprimoramento alimentar clássico, por
---- hibridação ou mutagênese, mas a capacidade de
---- melhoramento vegetal por meio dessa técnica tem um limite,
28 - que é o estoque genético da própria espécie ou das espécies
---- relacionadas com as quais ela pode se hibridar. Portanto, o
---- uso da engenharia genética no desenvolvimento de plantas
31 - capazes de otimizar o consumo de água é um dos objetivos
---- da biotecnologia vegetal atual.
------------ Atualmente, existe, no mercado, uma variedade
34 - transgênica de milho resistente à seca. Como esse milho
---- possui um gene bacteriano, ele necessita 10% menos de água
---- que o não transgênico. Ainda que o êxito seja aparentemente
37 - reduzido, essa variedade tem apresentado um grande
---- sucesso comercial, uma vez que a economia de 10% de água,
---- considerando‐se uma grande extensão de terra que necessita
40 - de irrigação, possibilita poupar milhões de litros de água em
---- terras áridas e ainda aumentar a produção, mesmo que
---- diminuam as precipitações.
43 ---------- Com as atuais técnicas de engenharia genética,
---- pode‐se, inclusive, modificar o sistema hormonal da planta.
---- Assim, quando a planta modificada percebe que não possui
46 - água incremental, ela produz um hormônio, chamado de
---- ácido abscísico, que lhe permite lidar com essa contingência.
---- Podem‐se usar plantas com maior sensibilidade a esse
49 - hormônio ou mesmo usar análogos sintéticos de baixo custo
---- desse mesmo hormônio como insumos agrícolas. Dessa
---- forma, uma pulverização desse composto permite que a
52 - planta se prepare para a aridez e responda melhor à falta de
---- água, o que ajudará a salvar muitas culturas e a economizar
---- água, aumentando a eficiência da produção de alimentos em
53 - climas adversos.
Internet: (com adaptações).
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens a seguir.
1 ----------- Sabe‐se que um dos principais fatores limitantes da
---- produção agrícola é a seca. A água doce é uma mercadoria
---- escassa que deve ser compartilhada entre o uso urbano,
4 -- industrial e agropecuário.
------------ As plantas precisam de água e, conforme a colheita,
---- de muita água. Diferentemente de nós, humanos, que temos
7 -- um sistema circulatório fechado e, por isso, transpiramos
---- principalmente para regular a temperatura, as plantas não
---- têm coração ou circulação de sangue, sendo o transporte da
10 - seiva com nutrientes feito por evapotranspiração, ou seja, a
---- parte superior da planta perde água e essa diminuição da
---- pressão é o que impulsiona o transporte da seiva a partir da
13 - raiz. Portanto, uma das principais matérias‐primas para a
---- produção de alimentos é a água, que não pode ser salgada
---- nem contaminada por diferentes compostos químicos ou
16 - microrganismos.
------------ Tentar produzir a mesma quantidade de alimentos
---- com menos água é uma das prioridades da agricultura de
19 - hoje. Até agora, grandes avanços foram feitos pela
---- engenharia para otimizar os sistemas de irrigação. A irrigação
---- por gotejamento, que substituiu a irrigação por inundação,
22 - permitiu a economia de milhões de litros de água. A produção
---- de melão, por exemplo, requer hoje metade da água que
---- requeria há dez anos. Grandes avanços também foram feitos
25 - no que se refere ao aprimoramento alimentar clássico, por
---- hibridação ou mutagênese, mas a capacidade de
---- melhoramento vegetal por meio dessa técnica tem um limite,
28 - que é o estoque genético da própria espécie ou das espécies
---- relacionadas com as quais ela pode se hibridar. Portanto, o
---- uso da engenharia genética no desenvolvimento de plantas
31 - capazes de otimizar o consumo de água é um dos objetivos
---- da biotecnologia vegetal atual.
------------ Atualmente, existe, no mercado, uma variedade
34 - transgênica de milho resistente à seca. Como esse milho
---- possui um gene bacteriano, ele necessita 10% menos de água
---- que o não transgênico. Ainda que o êxito seja aparentemente
37 - reduzido, essa variedade tem apresentado um grande
---- sucesso comercial, uma vez que a economia de 10% de água,
---- considerando‐se uma grande extensão de terra que necessita
40 - de irrigação, possibilita poupar milhões de litros de água em
---- terras áridas e ainda aumentar a produção, mesmo que
---- diminuam as precipitações.
43 ---------- Com as atuais técnicas de engenharia genética,
---- pode‐se, inclusive, modificar o sistema hormonal da planta.
---- Assim, quando a planta modificada percebe que não possui
46 - água incremental, ela produz um hormônio, chamado de
---- ácido abscísico, que lhe permite lidar com essa contingência.
---- Podem‐se usar plantas com maior sensibilidade a esse
49 - hormônio ou mesmo usar análogos sintéticos de baixo custo
---- desse mesmo hormônio como insumos agrícolas. Dessa
---- forma, uma pulverização desse composto permite que a
52 - planta se prepare para a aridez e responda melhor à falta de
---- água, o que ajudará a salvar muitas culturas e a economizar
---- água, aumentando a eficiência da produção de alimentos em
53 - climas adversos.
Internet: (com adaptações).
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens a seguir.
A forma verbal “possibilita” (linha 40) está flexionada na terceira pessoa do singular porque concorda com o núcleo do sujeito da oração, a saber, o termo “economia” (linha 38).
Texto associado
Considerando a correção gramatical e a coerência das
substituições propostas para palavras e expressões
destacadas do texto, julgue os itens que se seguem.
substituições propostas para palavras e expressões
destacadas do texto, julgue os itens que se seguem.
“havia” (linha 5) por devia existir
Texto associado
Considerando o texto acima, julgue os itens seguintes.
Em “ser um eterno aprendiz”, há, na sequência: um
verbo; um pronome; um substantivo; e um adjetivo.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 6 a 10, baseie-se no texto abaixo.
Conversa sobre o liberalismo
O liberalismo promoveu uma ideia curiosa: para fazer a felicidade de todos (ou, ao menos, da maioria), não seria necessário decidir qual é o bem comum e, logo, impor aos cidadãos que se esforçassem para realizá-lo. Seria suficiente que cada um se preocupasse com seus interesses e seu bem-estar. Essa atitude espontânea garantiría o melhor mundo possível para todos. Afinal, nenhum malandro seria tolo a ponto de perseguir seu interesse particular de maneira excessiva, pois isso comprometería o bem-estar dos outros e produziría conflitos que reverteríam contra o suposto malandro.
Ora, o liberalismo, aparentemente, pegou pra valer. Não paro de encontrar pessoas convencidas de que, cuidando só de seus interesses, elas, no mínimo, não fazem mal a ninguém. O caso seguinte ilustra o que digo.
Converso com o moço que dirige o táxi. Falamos de perspectivas políticas. Ele está indignado com a corrupção das altas e das baixas esferas da política, convencido de que, não fossem os ladrões, o país avançaria e resolveriamos todos os nossos problemas. Concordo, mas aponto que, mesmo calculando generosamente, o dinheiro que some na corrupção não seria suficiente para mudar o Brasil. Sem dúvida, deve ser bem inferior ao dinheiro que o governo deixa de arrecadar por causa da sonegação banal: rendas não declaradas, notas fiscais que só aparecem sob pedido e por aí vai. Pergunto-lhe então quanto ele paga de Imposto de Renda. Ganho a famosa resposta: “Não adianta pagar, porque nada volta para a gente." Alego que não adianta esperar que algo volte se a gente não paga.
(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Terra de ninguém . São Paulo: Publifolha, 2004, p. 252-253)
Conversa sobre o liberalismo
O liberalismo promoveu uma ideia curiosa: para fazer a felicidade de todos (ou, ao menos, da maioria), não seria necessário decidir qual é o bem comum e, logo, impor aos cidadãos que se esforçassem para realizá-lo. Seria suficiente que cada um se preocupasse com seus interesses e seu bem-estar. Essa atitude espontânea garantiría o melhor mundo possível para todos. Afinal, nenhum malandro seria tolo a ponto de perseguir seu interesse particular de maneira excessiva, pois isso comprometería o bem-estar dos outros e produziría conflitos que reverteríam contra o suposto malandro.
Ora, o liberalismo, aparentemente, pegou pra valer. Não paro de encontrar pessoas convencidas de que, cuidando só de seus interesses, elas, no mínimo, não fazem mal a ninguém. O caso seguinte ilustra o que digo.
Converso com o moço que dirige o táxi. Falamos de perspectivas políticas. Ele está indignado com a corrupção das altas e das baixas esferas da política, convencido de que, não fossem os ladrões, o país avançaria e resolveriamos todos os nossos problemas. Concordo, mas aponto que, mesmo calculando generosamente, o dinheiro que some na corrupção não seria suficiente para mudar o Brasil. Sem dúvida, deve ser bem inferior ao dinheiro que o governo deixa de arrecadar por causa da sonegação banal: rendas não declaradas, notas fiscais que só aparecem sob pedido e por aí vai. Pergunto-lhe então quanto ele paga de Imposto de Renda. Ganho a famosa resposta: “Não adianta pagar, porque nada volta para a gente." Alego que não adianta esperar que algo volte se a gente não paga.
(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Terra de ninguém . São Paulo: Publifolha, 2004, p. 252-253)
Há ocorrência de forma verbal na voz passiva e pleno atendimento às normas de concordância na frase:
Está plenamente adequada a correlação entre os tempos e modos verbais na frase:
Texto associado
Atenção : Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 9.
1. A crônica no Brasil teve alguns autores de grande qualidade literária que também chegaram ao sucesso popular. João do Rio, Rubem Braga e Nelso Rodrigues logo vêm à mente. Depois deles, o grande cronista famoso do país é, claro, Luis Fernando Verissimo. Ele tem grande percepção para o comportamento social e suas mudanças e semelhanças no passar do tempo, revelando mais sobre a atual classe média brasileira em seus textos do que todos os ficcionistas vivos do país, somados. Seu intimismo não é nostálgico, é reflexivo; ele não precisa rir para que se perceba que está contando uma piada; e jamais deixa de dar sua opinião. Sobre suas influências, métodos e assuntos, ele fala na entrevista a seguir.
2. Ivan Lessa diz que a crônica no Brasil tem uma tradição rica porque “somos bons no pinguepongue”. Você concorda? E por que somos bons no pinguepongue? Lessa diz que é porque “gostamos de falar de nós mesmos, contar a vida (íntima) para os outros.. . – Acho que a crônica pegou no Brasil pelo acidente de aparecerem bons cronistas, como o Rubem Braga, que conquistaram o público. Não existem tantos cronistas porque existia uma misteriosa predisposição no público pela crônica, acho que foram os bons cronistas que criaram o mercado.
3. Você, na verdade, talvez seja o menos “confessional” dos cronistas brasileiros. Difícil vê-lo relatar que foi a tal lugar, com tal pessoa, num dia chuvoso etc. e tal. Por quê? – De certa maneira, o cronista é sempre seu assunto. A crônica não é lugar para objetividade, todos escrevem de acordo com seus preconceitos. Ser mais pessoal, mais coloquial, depende do estilo de cada um. Mas a gente está se confessando sempre.
4. Há uma mescla de artigo e crônica nos seus textos, como se você estivesse interessado nas ideias, na reflexão sobre o comportamento humano, e ao mesmo tempo desconfiasse profundamente de generalizações e filosofices. Você é um pensador que “croniqueia” ou um cronista que filosofa? – Prefiro pensar que sou um cronista que às vezes tem teses, mas nunca vai buscá-las muito fundo. O negócio é pensar sobre as coisas, e tentar pensar bem, mas nunca esquecer que nada vai ficar gravado em pedra, ou fazer muita diferença.
5. V ocê diz que o século XX foi o das “boas intenções derrotadas”. Também foi o século de Frank Sinatra, de Pelé... E o século das listas de melhores do século. Você faria uma lista das dez boas intenções vencedoras? – Este foi o século em que as melhores ideias foram derrotadas. Eu só livraria a escada rolante e o controle remoto.
(Adaptado de: PIZA, Daniel. Entrevista com Luís Fernando Verissimo. São Paulo: Contexto, São Paulo, 2004, ed. digital.)
1. A crônica no Brasil teve alguns autores de grande qualidade literária que também chegaram ao sucesso popular. João do Rio, Rubem Braga e Nelso Rodrigues logo vêm à mente. Depois deles, o grande cronista famoso do país é, claro, Luis Fernando Verissimo. Ele tem grande percepção para o comportamento social e suas mudanças e semelhanças no passar do tempo, revelando mais sobre a atual classe média brasileira em seus textos do que todos os ficcionistas vivos do país, somados. Seu intimismo não é nostálgico, é reflexivo; ele não precisa rir para que se perceba que está contando uma piada; e jamais deixa de dar sua opinião. Sobre suas influências, métodos e assuntos, ele fala na entrevista a seguir.
2. Ivan Lessa diz que a crônica no Brasil tem uma tradição rica porque “somos bons no pinguepongue”. Você concorda? E por que somos bons no pinguepongue? Lessa diz que é porque “gostamos de falar de nós mesmos, contar a vida (íntima) para os outros.. . – Acho que a crônica pegou no Brasil pelo acidente de aparecerem bons cronistas, como o Rubem Braga, que conquistaram o público. Não existem tantos cronistas porque existia uma misteriosa predisposição no público pela crônica, acho que foram os bons cronistas que criaram o mercado.
3. Você, na verdade, talvez seja o menos “confessional” dos cronistas brasileiros. Difícil vê-lo relatar que foi a tal lugar, com tal pessoa, num dia chuvoso etc. e tal. Por quê? – De certa maneira, o cronista é sempre seu assunto. A crônica não é lugar para objetividade, todos escrevem de acordo com seus preconceitos. Ser mais pessoal, mais coloquial, depende do estilo de cada um. Mas a gente está se confessando sempre.
4. Há uma mescla de artigo e crônica nos seus textos, como se você estivesse interessado nas ideias, na reflexão sobre o comportamento humano, e ao mesmo tempo desconfiasse profundamente de generalizações e filosofices. Você é um pensador que “croniqueia” ou um cronista que filosofa? – Prefiro pensar que sou um cronista que às vezes tem teses, mas nunca vai buscá-las muito fundo. O negócio é pensar sobre as coisas, e tentar pensar bem, mas nunca esquecer que nada vai ficar gravado em pedra, ou fazer muita diferença.
5. V ocê diz que o século XX foi o das “boas intenções derrotadas”. Também foi o século de Frank Sinatra, de Pelé... E o século das listas de melhores do século. Você faria uma lista das dez boas intenções vencedoras? – Este foi o século em que as melhores ideias foram derrotadas. Eu só livraria a escada rolante e o controle remoto.
(Adaptado de: PIZA, Daniel. Entrevista com Luís Fernando Verissimo. São Paulo: Contexto, São Paulo, 2004, ed. digital.)