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Max Dvorák escreveu o “Catecismo da Preservação de Monumentos” (1916) num amplo respeito pela produção dos antepassados e pelas várias estratificações de uma mesma obra. Em relação aos princípios que defendia, considere:

I. Em casos de ruínas, é preciso antes de tudo levar em consideração que não se pode destruir aquilo que consiste seu
atrativo singular: o caráter de uma construção vítima dos senhores dos tempos e seu aspecto pitoresco na paisagem.

II. É importante estabelecer a conservação baseada na “unidade de estilo”, marcada pelas práticas voltadas a complementos e refazimentos, e não no respeito ao valor “de antigo” como um modo de embasar a tutela dos monumentos.

III. É preciso analisar a percepção da paisagem como um todo e a importância dos vários elementos para a beleza do conjunto, que devem ser tutelados de forma extensa para a harmonia do ambiente em sua inteireza.

IV. Os perigos têm sua origem na ignorância e na negligência; na cobiça e na fraude; nas ideias equivocadas a respeito do
progresso e das demandas do presente; na busca descabida de embelezamento e renovação, na falta de educação estética, ou numa educação equivocada.

Está correto o que se afirma APENAS em

A II e III.
B I e II.
C I, III e IV.
D III e IV.
E I e IV.
Texto associado
Atenção : Para responder as questão, baseie-se no texto abaixo. Iracema e a praia Movido por um dos ideais do Romantismo — a expressão de culturas nativas, supostamente movidas pelo espirito da Natureza — o escritor cearense José de Alencar dedicou-se a romances de fundamentação “indianista”, nos quais se enaltecia a figura heroicizada de personagens indígenas. Entre esses romances, Iracema é certamente o mais poético: nele, Alencar se valeu de imagens e ritmos que costumam caracterizar os poemas. Dedicado ao estudo do tupi, o autor buscou também motivar-se pelo encantamento das sonoridades da fala dos nativos. Iracema tornou-se uma celebridade no quadro da literatura brasileira e acabou dando nome a uma praia e a um bairro de Fortaleza, onde ha ruas chamadas Tabajaras, Cariris e Potiguaras, transplantando para a geografia urbana os povos indígenas que participam das ações do romance de Alencar. Por vezes, a literatura sai do papel e da imaginação criativa para pousar nas cidades e na cartografia sentimental de seus habitantes. O visitante de Fortaleza, andando pela praia de Iracema, não suspeitara que muito antes das casas de veraneio o lugar era conhecido como Praia do Peixe, vindo a ganhar o nome atual apenas em 1930. Mas que importam as datas administrativas diante da poesia e dos mitos? O doce nome de Iracema — “a virgem dos lábios de mel” — diz sobretudo da saga mitológica, assentada em elementos histéricos, a que Alencar deu vida não apenas para cantar sua heroína romanesca, mas para adotar o poder da ficção como base de uma epopeia sensível, a sua “lenda do Ceara” — designação que ele especificou no pórtico do romance para deixar claro seu intento de escavar as raízes da formação de um povo. (Bento Cipião das Neves, a editar)

A flexão do verbo no plural justifica-se plenamente na frase:

A Colhem-se na obra do nosso autor insinuantes elementos da historia dos povos indígenas.
B Reconhecem-se nas praias de Fortaleza algum vestígio das descrições de Alencar.
C Notam-se nos romances de José de Alencar forte inclinação para os temas indianistas.
D Atribuem-se a ruas e logradouros de Fortaleza uma nomenclatura de origem indígena.
E Não haverão de faltar aos leitores de Alencar alguma empatia com os heróis nativos.
Texto associado
Atenção : Para responder as questão, baseie-se no texto abaixo. Iracema e a praia Movido por um dos ideais do Romantismo — a expressão de culturas nativas, supostamente movidas pelo espirito da Natureza — o escritor cearense José de Alencar dedicou-se a romances de fundamentação “indianista”, nos quais se enaltecia a figura heroicizada de personagens indígenas. Entre esses romances, Iracema é certamente o mais poético: nele, Alencar se valeu de imagens e ritmos que costumam caracterizar os poemas. Dedicado ao estudo do tupi, o autor buscou também motivar-se pelo encantamento das sonoridades da fala dos nativos. Iracema tornou-se uma celebridade no quadro da literatura brasileira e acabou dando nome a uma praia e a um bairro de Fortaleza, onde ha ruas chamadas Tabajaras, Cariris e Potiguaras, transplantando para a geografia urbana os povos indígenas que participam das ações do romance de Alencar. Por vezes, a literatura sai do papel e da imaginação criativa para pousar nas cidades e na cartografia sentimental de seus habitantes. O visitante de Fortaleza, andando pela praia de Iracema, não suspeitara que muito antes das casas de veraneio o lugar era conhecido como Praia do Peixe, vindo a ganhar o nome atual apenas em 1930. Mas que importam as datas administrativas diante da poesia e dos mitos? O doce nome de Iracema — “a virgem dos lábios de mel” — diz sobretudo da saga mitológica, assentada em elementos histéricos, a que Alencar deu vida não apenas para cantar sua heroína romanesca, mas para adotar o poder da ficção como base de uma epopeia sensível, a sua “lenda do Ceara” — designação que ele especificou no pórtico do romance para deixar claro seu intento de escavar as raízes da formação de um povo. (Bento Cipião das Neves, a editar)

Mas que importam as datas administrativas diante da poesia e dos mitos? Mantidas a correção e a coerência da frase acima, uma reconstrução adequada esta em:

A As datas administrativas o que seriam, aonde se deparam com a poesia e os mitos?
B A poesia e os mitos não seriam muito mais preferíveis do que as datas administrativas?
C A poesia e os mitos como serão menos importantes quanto as datas administrativas?
D Quanto podem a poesia e os mitos quanto à importância das datas administrativas?
E Diante da poesia e dos mitos, que relevância podem ter as datas administrativas?
Texto associado
Atenção : Para responder as questão, baseie-se no texto abaixo. Iracema e a praia Movido por um dos ideais do Romantismo — a expressão de culturas nativas, supostamente movidas pelo espirito da Natureza — o escritor cearense José de Alencar dedicou-se a romances de fundamentação “indianista”, nos quais se enaltecia a figura heroicizada de personagens indígenas. Entre esses romances, Iracema é certamente o mais poético: nele, Alencar se valeu de imagens e ritmos que costumam caracterizar os poemas. Dedicado ao estudo do tupi, o autor buscou também motivar-se pelo encantamento das sonoridades da fala dos nativos. Iracema tornou-se uma celebridade no quadro da literatura brasileira e acabou dando nome a uma praia e a um bairro de Fortaleza, onde ha ruas chamadas Tabajaras, Cariris e Potiguaras, transplantando para a geografia urbana os povos indígenas que participam das ações do romance de Alencar. Por vezes, a literatura sai do papel e da imaginação criativa para pousar nas cidades e na cartografia sentimental de seus habitantes. O visitante de Fortaleza, andando pela praia de Iracema, não suspeitara que muito antes das casas de veraneio o lugar era conhecido como Praia do Peixe, vindo a ganhar o nome atual apenas em 1930. Mas que importam as datas administrativas diante da poesia e dos mitos? O doce nome de Iracema — “a virgem dos lábios de mel” — diz sobretudo da saga mitológica, assentada em elementos histéricos, a que Alencar deu vida não apenas para cantar sua heroína romanesca, mas para adotar o poder da ficção como base de uma epopeia sensível, a sua “lenda do Ceara” — designação que ele especificou no pórtico do romance para deixar claro seu intento de escavar as raízes da formação de um povo. (Bento Cipião das Neves, a editar)

A força que ha na cartografia sentimental de uma cidade, como ocorre com Fortaleza, justifica-se pelo fato de que

A os mapas de uma metrópole costumam alterar antigas denominações para atender a um novo padrão de gosto estético.
B os habitantes de uma cidade promovem, por razões afetivas, homenagens aos pioneiros de um processo de modernização urbana.
C ha logradouros cujos nomes repercutem personagens e povos histéricos de um passado gerador e inspirador de mitos fundadores.
D as características físicas da mancha urbana são a tal ponto expressivas que se inventam nomes poéticos para qualificá-las.
E a beleza natural e os nomes primitivos dos logradouros passam a inspirar ficcionistas sensíveis a mitologia clássica.
Texto associado
Atenção : Para responder as questão, baseie-se no texto abaixo. Iracema e a praia Movido por um dos ideais do Romantismo — a expressão de culturas nativas, supostamente movidas pelo espirito da Natureza — o escritor cearense José de Alencar dedicou-se a romances de fundamentação “indianista”, nos quais se enaltecia a figura heroicizada de personagens indígenas. Entre esses romances, Iracema é certamente o mais poético: nele, Alencar se valeu de imagens e ritmos que costumam caracterizar os poemas. Dedicado ao estudo do tupi, o autor buscou também motivar-se pelo encantamento das sonoridades da fala dos nativos. Iracema tornou-se uma celebridade no quadro da literatura brasileira e acabou dando nome a uma praia e a um bairro de Fortaleza, onde ha ruas chamadas Tabajaras, Cariris e Potiguaras, transplantando para a geografia urbana os povos indígenas que participam das ações do romance de Alencar. Por vezes, a literatura sai do papel e da imaginação criativa para pousar nas cidades e na cartografia sentimental de seus habitantes. O visitante de Fortaleza, andando pela praia de Iracema, não suspeitara que muito antes das casas de veraneio o lugar era conhecido como Praia do Peixe, vindo a ganhar o nome atual apenas em 1930. Mas que importam as datas administrativas diante da poesia e dos mitos? O doce nome de Iracema — “a virgem dos lábios de mel” — diz sobretudo da saga mitológica, assentada em elementos histéricos, a que Alencar deu vida não apenas para cantar sua heroína romanesca, mas para adotar o poder da ficção como base de uma epopeia sensível, a sua “lenda do Ceara” — designação que ele especificou no pórtico do romance para deixar claro seu intento de escavar as raízes da formação de um povo. (Bento Cipião das Neves, a editar)

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

A diz sobretudo da saga mitológica (3º paragrafo) = documenta a aventura histérica
B base de uma epopeia sensível (3º paragrafo) = fundamento de uma épica emotiva
C supostamente movidas (1° paragrafo) = eventualmente incluídas
D enaltecia a figura heroicizada (1° paragrafo) = entoava a criatura destemida
E motivar-se pelo encantamento (1° paragrafo) = dar motivo a pendores
Texto associado
Atenção : Para responder as questão, baseie-se no texto abaixo. Iracema e a praia Movido por um dos ideais do Romantismo — a expressão de culturas nativas, supostamente movidas pelo espirito da Natureza — o escritor cearense José de Alencar dedicou-se a romances de fundamentação “indianista”, nos quais se enaltecia a figura heroicizada de personagens indígenas. Entre esses romances, Iracema é certamente o mais poético: nele, Alencar se valeu de imagens e ritmos que costumam caracterizar os poemas. Dedicado ao estudo do tupi, o autor buscou também motivar-se pelo encantamento das sonoridades da fala dos nativos. Iracema tornou-se uma celebridade no quadro da literatura brasileira e acabou dando nome a uma praia e a um bairro de Fortaleza, onde ha ruas chamadas Tabajaras, Cariris e Potiguaras, transplantando para a geografia urbana os povos indígenas que participam das ações do romance de Alencar. Por vezes, a literatura sai do papel e da imaginação criativa para pousar nas cidades e na cartografia sentimental de seus habitantes. O visitante de Fortaleza, andando pela praia de Iracema, não suspeitara que muito antes das casas de veraneio o lugar era conhecido como Praia do Peixe, vindo a ganhar o nome atual apenas em 1930. Mas que importam as datas administrativas diante da poesia e dos mitos? O doce nome de Iracema — “a virgem dos lábios de mel” — diz sobretudo da saga mitológica, assentada em elementos histéricos, a que Alencar deu vida não apenas para cantar sua heroína romanesca, mas para adotar o poder da ficção como base de uma epopeia sensível, a sua “lenda do Ceara” — designação que ele especificou no pórtico do romance para deixar claro seu intento de escavar as raízes da formação de um povo. (Bento Cipião das Neves, a editar)

Um forte trago romântico do escritor José de Alencar verifica-se quando ele se propõe a

A fazer da personagem Iracema uma celebridade cujo brilho se refletisse no cenário urbano.
B usar sua imaginação e apagar radicalmente os fatos histéricos, em favor de uma lenda.
C documentar cientificamente os elementos constitutivos da cultura dos povos primitivos.
D criar uma narrativa de caráter lendário e mítico para a expressão de um ideal indianista.
E pesquisar a língua tupi para mantê-la viva na identificação de vários logradouros locais.
Texto associado
Atenção : Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo. [Lagos de sangue na literatura] Lagos de sangue não garantem parentesco espiritual, é sabido; irmãos podem ser e frequentemente são tão diferentes entre si quanto são de completos estranhos, ainda que a ascendência comum e a convivência na infância e juventude determinem relações de grande afeto. Por outro lado, é fascinante que se possa conhecer na literatura criaturas tão parecidas com a gente mesma. Minha primeira experiência desse tipo deu-se quando conheci Paulo Honório, o coronel assassino, protagonista e narrador do romance São Bernardo , de Graciliano Ramos. Identifiquei-me de pronto com essa criatura e desenvolvi por ela o que por mim mesma era uma mistura de repulsa e forte autocomiseração. Mais tarde, quando li Infância e Memórias do Cárcere , textos autobiográficos do mesmo autor, conclui que eu e Paulo Honório tínhamos um terceiro irmão bastante afinado: o criador mesmo, Graciliano. Mas das minhas experiências de conhecer irmãos pela literatura, nada se comparou até agora à que tive quando li, muito recentemente, As pequenas virtudes da escritora italiana Natália Ginzburg (1916-1991). Deu-me vontade de sair mostrando às pessoas na rua: ‘olha só, podia ser minha avó, viveu e morreu do outro lado do mundo, mas é minha irmã, verdadeiramente minha irmã, e de algum ponto do universo segue falando comigo”. (Adaptado de: LOPES, Ayde Veiga. Disponível em: https://ninhodealveloas.blogspot.com/search/label/cidadela )

Transpondo-se adequadamente para o discurso indireto a frase “Deu-me vontade de dizer a todos: - Escutem, essa escritora podia ser minha avó, mas a sinto como se fosse minha irmã”, ela ficará: Deu à autora vontade de dizer a todos

A que a escutem, tal escritora podendo ser sua avó, mas que era sentida como se fosse uma irmã.
B para que venham a escuta-la, que a escritora, podendo ser sua avo, sentia a esta como se fosse irmã.
C se a escutassem, que escritora podia ser a avó, mas sentida tanto quanto fosse uma irmã.
D para lhe escutarem que a escritora dela podia ser sua avó, sentida no entanto como irmã.
E que a escutassem, que aquela escritora podia ser sua avó, mas que a sentia como se fosse sua irmã.
Texto associado
Atenção : Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo. [Lagos de sangue na literatura] Lagos de sangue não garantem parentesco espiritual, é sabido; irmãos podem ser e frequentemente são tão diferentes entre si quanto são de completos estranhos, ainda que a ascendência comum e a convivência na infância e juventude determinem relações de grande afeto. Por outro lado, é fascinante que se possa conhecer na literatura criaturas tão parecidas com a gente mesma. Minha primeira experiência desse tipo deu-se quando conheci Paulo Honório, o coronel assassino, protagonista e narrador do romance São Bernardo , de Graciliano Ramos. Identifiquei-me de pronto com essa criatura e desenvolvi por ela o que por mim mesma era uma mistura de repulsa e forte autocomiseração. Mais tarde, quando li Infância e Memórias do Cárcere , textos autobiográficos do mesmo autor, conclui que eu e Paulo Honório tínhamos um terceiro irmão bastante afinado: o criador mesmo, Graciliano. Mas das minhas experiências de conhecer irmãos pela literatura, nada se comparou até agora à que tive quando li, muito recentemente, As pequenas virtudes da escritora italiana Natália Ginzburg (1916-1991). Deu-me vontade de sair mostrando às pessoas na rua: ‘olha só, podia ser minha avó, viveu e morreu do outro lado do mundo, mas é minha irmã, verdadeiramente minha irmã, e de algum ponto do universo segue falando comigo”. (Adaptado de: LOPES, Ayde Veiga. Disponível em: https://ninhodealveloas.blogspot.com/search/label/cidadela )

A autora recorre a duas palavras antônimas no contexto da frase:

A conheci Paulo Honório, o coronel assassino, protagonista e narrador do romance.
B o que por mim mesma era uma mistura de repulsa e forte autocomiseração.
C são tão diferentes entre si quanto são de completos estranhos.
D ainda que a ascendência comum e a convivência (...) determinem relações de grande afeto.
E Identifiquei-me de pronto com essa criatura.
Texto associado
Atenção : Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo. [Lagos de sangue na literatura] Lagos de sangue não garantem parentesco espiritual, é sabido; irmãos podem ser e frequentemente são tão diferentes entre si quanto são de completos estranhos, ainda que a ascendência comum e a convivência na infância e juventude determinem relações de grande afeto. Por outro lado, é fascinante que se possa conhecer na literatura criaturas tão parecidas com a gente mesma. Minha primeira experiência desse tipo deu-se quando conheci Paulo Honório, o coronel assassino, protagonista e narrador do romance São Bernardo , de Graciliano Ramos. Identifiquei-me de pronto com essa criatura e desenvolvi por ela o que por mim mesma era uma mistura de repulsa e forte autocomiseração. Mais tarde, quando li Infância e Memórias do Cárcere , textos autobiográficos do mesmo autor, conclui que eu e Paulo Honório tínhamos um terceiro irmão bastante afinado: o criador mesmo, Graciliano. Mas das minhas experiências de conhecer irmãos pela literatura, nada se comparou até agora à que tive quando li, muito recentemente, As pequenas virtudes da escritora italiana Natália Ginzburg (1916-1991). Deu-me vontade de sair mostrando às pessoas na rua: ‘olha só, podia ser minha avó, viveu e morreu do outro lado do mundo, mas é minha irmã, verdadeiramente minha irmã, e de algum ponto do universo segue falando comigo”. (Adaptado de: LOPES, Ayde Veiga. Disponível em: https://ninhodealveloas.blogspot.com/search/label/cidadela )

Considerando as relações familiares, também conhecidas como laços de sangue , a autora do texto julga-as

A naturalmente afetivas, ainda que relações não parentais ou ficcionais possam promover uma empatia maior e mais decisiva.
B basicamente transitórias, tanto quanto podem ser efémeras as relações com as criaturas produzidas pela ficção literária.
C tão afetivas quanto as de outra natureza, embora a ascendência comum e o convívio as façam incomparáveis.
D essencialmente problemáticas, por conta das inevitáveis diferenças de temperamentos que os parentes mantém entre si.
E indissolúveis, por conta do parentesco também espiritual que as singulariza diante de outras modalidades de relacionamento.
Texto associado
Atenção : Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo. [Lagos de sangue na literatura] Lagos de sangue não garantem parentesco espiritual, é sabido; irmãos podem ser e frequentemente são tão diferentes entre si quanto são de completos estranhos, ainda que a ascendência comum e a convivência na infância e juventude determinem relações de grande afeto. Por outro lado, é fascinante que se possa conhecer na literatura criaturas tão parecidas com a gente mesma. Minha primeira experiência desse tipo deu-se quando conheci Paulo Honório, o coronel assassino, protagonista e narrador do romance São Bernardo , de Graciliano Ramos. Identifiquei-me de pronto com essa criatura e desenvolvi por ela o que por mim mesma era uma mistura de repulsa e forte autocomiseração. Mais tarde, quando li Infância e Memórias do Cárcere , textos autobiográficos do mesmo autor, conclui que eu e Paulo Honório tínhamos um terceiro irmão bastante afinado: o criador mesmo, Graciliano. Mas das minhas experiências de conhecer irmãos pela literatura, nada se comparou até agora à que tive quando li, muito recentemente, As pequenas virtudes da escritora italiana Natália Ginzburg (1916-1991). Deu-me vontade de sair mostrando às pessoas na rua: ‘olha só, podia ser minha avó, viveu e morreu do outro lado do mundo, mas é minha irmã, verdadeiramente minha irmã, e de algum ponto do universo segue falando comigo”. (Adaptado de: LOPES, Ayde Veiga. Disponível em: https://ninhodealveloas.blogspot.com/search/label/cidadela )

Ao se referir a Paulo Honório, no 2º paragrafo, a autora afirma que mantém com esse protagonista e narrador de São Bernardo uma relação de

A difícil empatia, justamente por conta das dessemelhanças de caráter que ela reconhece haver entre ela e Paulo Honório.
B observação critica, uma vez que entende que um personagem de ficção se produz segundo caprichos aleatórios de um escritor.
C piedosa compreensão, pelo fato de Paulo Honório sofrer na pele as desventuras de um espirito marcado pela malignidade.
D identificação muito marcante, pois ela reconhece dentro de si mesma sentimentos contraditórios e análogos aos do protagonista.
E distanciamento sofrido, uma vez que sua simpatia pelo personagem sofre a censura do juízos morais que ela cultiva.