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O comportamento do balanço de pagamentos é sensível ao regime cambial adotado pelo país. Assim, em um regime de

A taxa de câmbio flutuante, a política monetária é eficaz em determinar a taxa de câmbio real, muito embora não tenha controle sobre a taxa nominal de câmbio.
B flutuação suja ou controlada, a taxa de câmbio nominal é mantida fixa de sorte a atrair capitais estrangeiros interessados em carry trade .
C câmbio fixo, o crescimento sustentado da economia baseado em déficits em transações correntes torna o equilíbrio das contas externas diretamente dependente da liquidez no mercado financeiro internacional.
D câmbio fixo, aumenta a eficácia da política monetária ao isolar a economia de variações nos preços internacionais dos bens importados.
E câmbio fixo, é maior o espaço de decisão à política monetária doméstica, razão pela qual é preferível ao regime de flutuação.

A partir da estabilização da economia brasileira, em julho de 1994, houve no Brasil melhorias expressivas em diversos indicadores sociais e de equidade, avanços que se intensificaram ao longo da década de 2000. Nesse processo,

A o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) evoluiu positivamente de 0,65 a 0,69, entre 2000 e 2010, indicando a quase eliminação da desigualdade regional, do déficit no acesso ao saneamento básico nas regiões mais pobres do país e da melhora decisiva da qualidade do ensino.
B a distância entre os mais ricos e os mais pobres aumentou expressivamente ao longo da década. Entre 2001 e 2009, a renda per capita dos 10% mais ricos da população brasileira aumentou 7% ao ano, enquanto a renda dos mais pobres cresceu à taxa de 2%.
C o Programa Bolsa Família (PBF), criado em 2004 e focado nas famílias de menor renda, foi uma inovação do Governo Lula que teve expressivo impacto na redução das desigualdades regionais do país. Um dos grandes problemas enfrentados em sua implementação foi o custo orçamentário relativamente alto, atingindo, em 2010, 5% do PIB.
D observou-se, entre 2001 e 2009, a ascensão da Nova Classe Média (Classe C), a qual chegou a representar mais de 50% da população total. Este fenômeno decorreu do aumento da massa salarial e do maior acesso aos instrumentos de crédito, facilitado pelo Crédito Consignado e pela aprovação do Cadastro Positivo. A ampliação do crédito popularizou o acesso aos bens duráveis, uma das formas de aferição da redução da desigualdade.
E a queda de 0,57 para 0,52 observada no Índice de Gini das pessoas ocupadas entre 2001 e 2009 se deveu mormente à política de valorização real do salário mínimo, ao aumento do emprego formal com carteira assinada, ao incremento da taxa de escolaridade e, por fim, à queda do trabalho infantil.

A condição de equilíbrio da relação Dívida Pública/PIB é dada pela fórmula h = d . [(i ? g) / (1 + g)] ? s onde: h = superávit primário do setor público como proporção do PIB d = relação dívida bruta do setor Público/PIB g = taxa de variação percentual do PIB nominal i = taxa nominal de juros s = razão senhoriagem/PIB A fórmula indica o superávit primário (como proporção do PIB) requerido para estabilizar a relação dívida/PIB, ou superávit primário de equilíbrio. Com base nesta fórmula,

A uma elevação da relação dívida/PIB causada exclusivamente por pagamentos dos serviços de juros sobre o estoque da dívida reduz o superávit primário de equilíbrio.
B na ausência de receitas de senhoriagem, se a taxa de crescimento da economia exceder a taxa de juros nominal, o governo pode praticar déficits fiscais sistemáticos, sem ameaçar a estabilidade da dívida.
C a emissão primária de moeda é uma alternativa prioritária para a estabilização da dívida, dada seu efeito sobre as receitas de senhoriagem.
D a venda de ativos do Estado, como reservas internacionais e empresas estatais, se permitida legalmente para fins de amortização da dívida pública, elevam o esforço fiscal necessário para estabilizar a razão dívida/PIB.
E crescimento econômico causado por melhorias na produtividade geral da economia eleva, ceteris paribus, o superávit primário que estabiliza a dívida pública.

As falhas de mercado impedem que se obtenha a máxima eficiência na alocação dos recursos da economia. Nesse sentido,

A mercados incompletos são caracterizados pela inexistência de demanda pelo bem, impedindo a sua viabilização.
B a presença de informação assimétrica pode ocasionar o problema do risco moral nos mercados de seguros de automóveis.
C um bem não rival pode ser subofertado em virtude de o custo marginal de produção do bem exceder o seu benefício marginal social.
D a poluição do meio ambiente não pode ser considerada uma falha de mercado, na medida em que ela não afeta as decisões das firmas e dos consumidores.
E externalidades positivas, como a arborização de ruas ou a vacinação da população contra doenças transmissíveis, são eficientemente ofertadas pelos mercados, dados os claros benefícios sociais que elas geram.

Sobre as estruturas de mercado, é correto afirmar:

A Em concorrência monopolística, as firmas podem aplicar discriminação de preços de acordo com as características do consumidor, discriminação essa que ocorre da mesma forma que no caso do monopólio.
B A presença de economias de escala em uma firma monopolista constitui a principal barreira à entrada de concorrentes.
C Um oligopólio é um tipo de concorrência estável, em que os concorrentes cooperam para manter os preços elevados por meio de restrições à quantidade produzida para o mercado.
D Em todos os casos, a maximização do lucro das firmas se dá no nível de produção em que a receita marginal equivale ao custo marginal.
E A regulação governamental dos preços praticados por uma firma monopolista reduz o excedente do consumidor ao inserir ineficiência econômica naquele mercado.

No que diz respeito à economia brasileira contemporânea,

A na década de 1980, o déficit em conta corrente do Balanço de Pagamentos era em grande parte explicado pela evolução dos encargos da dívida externa, provocado pelos elevados juros vigentes no mercado externo, em função da política monetária de Paul Volcker para estabilizar a economia norte-americana.
B a contenção da inflação no período do milagre econômico foi possível apenas devido à existência de capacidade ociosa na economia brasileira, permitindo a acomodação dos crescentes salários reais em uma economia em forte processo de acumulação de capital.
C o Plano Cruzado fracassou em conter de forma duradoura a inflação, principalmente devido à forte desvalorização cambial efetuada, transmitida aos preços internos.
D as reformas liberalizantes do governo Collor incluíam reduzir substancialmente as tarifas de importação e privatizar um amplo número de empresas estatais. Todavia, o governo não logrou extinguir a maioria das barreiras não tarifárias que impunham sérias restrições ao comércio externo, muito embora tenha implementado o maior programa de desestatização até os dias atuais.
E na primeira parte da década de 1990, registrou-se a ocorrência de um efeito Tanzi às avessas, segundo o qual as altas taxas de inflação fomentariam o crescimento dos déficits fiscais operacionais do governo brasileiro.

No que se refere ao fluxo circular da renda em sua versão ampliada, considerando governo, mercado financeiro e resto do mundo

A as famílias desempenham apenas o papel de consumidoras da sua renda no mercado de bens e serviços.
B o mercado financeiro aumenta o fluxo da renda doméstica ao criar moeda.
C a tributação não afeta a economia, pois equivale apenas a parte da renda das famílias.
D exportações são negativas à economia doméstica, por tornarem escassos bens e serviços disponíveis à população do país em questão.
E as importações têm efeito atenuador do fluxo doméstico da renda.

Em relação à economia brasileira a partir dos anos 1990, é correto se afirmar:

A O primeiro mandato do governo Lula abandonou o foco na estabilidade monetária por meio do regime de metas de inflação e, por meio de uma expansionista política fiscal, promoveu a elevação da taxa de crescimento econômico, a qual levou à melhoria dos indicadores sociais no Brasil.
B A terceira fase de implantação do Plano Real consistiu na reforma monetária. Em julho de 1994, o cruzeiro real e a URV foram substituídos pelo nova moeda, o real. A taxa de câmbio nominal foi fixada em um real por um dólar, implementandose uma das âncoras nominais da nova moeda, aspecto que gerou críticas ao Plano.
C O diagnóstico do Plano Real identificava no descontrole dos gastos públicos a principal causa da inflação brasileira. Mesmo assim, o plano propiciou o aumento da intervenção do Estado, particularmente por meio da criação de agências reguladoras para manter a oferta de bens em alguns setores a preços de mercado eficientes.
D Até a crise financeira global de 2008, a década dos anos 2000 observou a expansão das exportações brasileiras de maior conteúdo tecnológico, apoiadas pela melhoria dos termos de troca e pela depreciação da taxa de câmbio real no período.
E Durante a primeira década do século XXI, a melhora significativa do preço das commodities , apreciação cambial, maior crescimento do PIB e forte predomínio da absorção doméstica geraram expressivos superávits em conta corrente do balanço de pagamentos.

Considere o seguinte modelo macroeconômico de determinação da renda em uma economia aberta: C = 200 + 0,5Yd I = 100 + 0,4Y G = 400 T = 50 + 0,4Y Tr = 50 X = 200 + 0,4Y* M = 100 + 0,1Y Y* = 2000 Sendo C o consumo agregado das famílias, I o investimento agregado, G os gastos do governo, T a arrecadação de impostos, Tr as transferências do governo às famílias, X as exportações, Y* a renda agregada conjunta dos parceiros comerciais do país, M as importações, Y o PIB e Yd a renda disponível,

A as transferências dependem dos impostos sobre a renda agregada para serem integralmente financiadas.
B o governo apresentará déficit nas contas públicas.
C o país enfrentará elevados déficits comerciais nas contas externas.
D a propensão marginal a consumir, líquida dos impostos, é maior do que a sensibilidade do investimento à atividade econômica.
E o multiplicador dos gastos domésticos é maior do que o dobro do multiplicador das exportações.

No que se refere aos conceitos fundamentais da economia, é INCORRETO afirmar:

A A distribuição do produto nacional é parte central do problema econômico.
B A economia estuda a forma pela qual uma sociedade organiza a sua produção.
C Os governos são dispensáveis como mecanismo de maximização do bem-estar social.
D Todas as decisões individuais, em geral, enfrentam custos de oportunidade.
E A fronteira de possibilidades de produção ilustra as restrições econômicas de uma sociedade.