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O poeta, quanto mais individual, mais universal, pois o homem, qualquer que seja o meio e a época, só vem a compreender e amar o que é essencialmente humano. Embora, eu que o diga, seja tão difícil ser assim autêntico. Às vezes assalta-me o terror de que todos os meus poemas sejam apócrifos. Se estas linhas estão te aborrecendo é porque és poeta mesmo. Modéstia à parte, as digressões sobre poesia sempre me causaram tédio e perplexidade. A culpa é tua, que me pediste conselho e me colocas na insustentável situação em que me vejo quando alunos dos colégios vêm (por inocência ou maldade dos professores) fazer pesquisas com perguntas assim: “O que é poesia? Por que se tornou poeta?”. A poesia é destas coisas que a gente faz mas não diz. Não sei como vem um poema. Às vezes uma palavra, uma frase ouvida, uma repentina imagem que me ocorre nas ocasiões mais insólitas. A esta imagem respondem outras (em vez de associações de ideias, associações de imagens; creio ter sido esta a verdadeira conquista da poesia moderna). Não lhes oponho trancas nem barreiras. Vai tudo para o papel. Guardo o papel, até que um dia o releio, já esquecido de tudo. Vem logo o trabalho de corte, pois noto o que estava demais. Coisas que pareciam bonitinhas, mas que eram puro enfeite, coisas que eram puro desenvolvimento lógico (um poema não é um teorema), tudo isso eu deito abaixo, até ficar o essencial, isto é, o poema. Um poema tanto mais belo é quanto mais parecido for com um cavalo. Por não ter nada de mais nem nada de menos é que o cavalo é o mais belo ser da criação. Como vês, para isso é preciso uma luta constante. A minha está durando a vida inteira. O desfecho é sempre incerto. Sinto-me capaz de fazer um poema tão bom ou tão ruinzinho como aos dezessete anos. (Adaptado de: QUINTANA, Mario. “Carta”. Melhores poemas. São Paulo: Global Editora, 2005, edição digital)

Às vezes assalta-me o terror de que todos os meus poemas sejam apócrifos. (1o parágrafo) A frase acima está corretamente transposta para o discurso indireto do seguinte modo: Disse que, às vezes,

A assaltou-lhe o terror de que todos os seus poemas me eram apócrifos
B assaltava-lhe o terror de que todos os seus poemas fossem apócrifos.
C teria sido assaltado pelo terror de que todos os meus poemas foram apócrifos
D fui assaltado pelo terror de que todos os meus poemas serão apócrifos.
E será assaltado pelo terror de que todos os seus poemas lhe eram apócrifos

Na busca por maior eficiência e eficácia em uma organização que utiliza a ITIL v3 edição 2011, um Analista sugeriu modificar a infraestrutura de um ativo de TI. A permissão para tal modificação deve ser concedida no processo de Gerenciamento

A da Disponibilidade.
B da Configuração.
C do Nível do Serviço.
D de Incidentes.
E de Mudanças.
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O poeta, quanto mais individual, mais universal, pois o homem, qualquer que seja o meio e a época, só vem a compreender e amar o que é essencialmente humano. Embora, eu que o diga, seja tão difícil ser assim autêntico. Às vezes assalta-me o terror de que todos os meus poemas sejam apócrifos. Se estas linhas estão te aborrecendo é porque és poeta mesmo. Modéstia à parte, as digressões sobre poesia sempre me causaram tédio e perplexidade. A culpa é tua, que me pediste conselho e me colocas na insustentável situação em que me vejo quando alunos dos colégios vêm (por inocência ou maldade dos professores) fazer pesquisas com perguntas assim: “O que é poesia? Por que se tornou poeta?”. A poesia é destas coisas que a gente faz mas não diz. Não sei como vem um poema. Às vezes uma palavra, uma frase ouvida, uma repentina imagem que me ocorre nas ocasiões mais insólitas. A esta imagem respondem outras (em vez de associações de ideias, associações de imagens; creio ter sido esta a verdadeira conquista da poesia moderna). Não lhes oponho trancas nem barreiras. Vai tudo para o papel. Guardo o papel, até que um dia o releio, já esquecido de tudo. Vem logo o trabalho de corte, pois noto o que estava demais. Coisas que pareciam bonitinhas, mas que eram puro enfeite, coisas que eram puro desenvolvimento lógico (um poema não é um teorema), tudo isso eu deito abaixo, até ficar o essencial, isto é, o poema. Um poema tanto mais belo é quanto mais parecido for com um cavalo. Por não ter nada de mais nem nada de menos é que o cavalo é o mais belo ser da criação. Como vês, para isso é preciso uma luta constante. A minha está durando a vida inteira. O desfecho é sempre incerto. Sinto-me capaz de fazer um poema tão bom ou tão ruinzinho como aos dezessete anos. (Adaptado de: QUINTANA, Mario. “Carta”. Melhores poemas. São Paulo: Global Editora, 2005, edição digital)

... o homem, qualquer que seja o meio e a época, só vem a compreender [...] o que é essencialmente humano. (1o parágrafo) Uma redação alternativa para o segmento acima, em que se mantêm a correção e as relações de sentido, é:

A Não importa qual fosse o meio ou a época: só é compreendido pelo homem as coisas essencialmente humanas.
B Todo homem, qualquer que sejam os meios e a época, só compreendem o que seria essencialmente humano.
C Apenas àquilo que seja essencialmente humano, independente do meio ou da época será passível à compreensão pelo homem.
D Ainda que em diferentes meios, e épocas, vêm a ser compreendido pelo homem apenas o que for essencialmente humano.
E Seja qual for o meio e a época, o homem acaba por compreender apenas aquilo que é essencialmente humano.
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O poeta, quanto mais individual, mais universal, pois o homem, qualquer que seja o meio e a época, só vem a compreender e amar o que é essencialmente humano. Embora, eu que o diga, seja tão difícil ser assim autêntico. Às vezes assalta-me o terror de que todos os meus poemas sejam apócrifos. Se estas linhas estão te aborrecendo é porque és poeta mesmo. Modéstia à parte, as digressões sobre poesia sempre me causaram tédio e perplexidade. A culpa é tua, que me pediste conselho e me colocas na insustentável situação em que me vejo quando alunos dos colégios vêm (por inocência ou maldade dos professores) fazer pesquisas com perguntas assim: “O que é poesia? Por que se tornou poeta?”. A poesia é destas coisas que a gente faz mas não diz. Não sei como vem um poema. Às vezes uma palavra, uma frase ouvida, uma repentina imagem que me ocorre nas ocasiões mais insólitas. A esta imagem respondem outras (em vez de associações de ideias, associações de imagens; creio ter sido esta a verdadeira conquista da poesia moderna). Não lhes oponho trancas nem barreiras. Vai tudo para o papel. Guardo o papel, até que um dia o releio, já esquecido de tudo. Vem logo o trabalho de corte, pois noto o que estava demais. Coisas que pareciam bonitinhas, mas que eram puro enfeite, coisas que eram puro desenvolvimento lógico (um poema não é um teorema), tudo isso eu deito abaixo, até ficar o essencial, isto é, o poema. Um poema tanto mais belo é quanto mais parecido for com um cavalo. Por não ter nada de mais nem nada de menos é que o cavalo é o mais belo ser da criação. Como vês, para isso é preciso uma luta constante. A minha está durando a vida inteira. O desfecho é sempre incerto. Sinto-me capaz de fazer um poema tão bom ou tão ruinzinho como aos dezessete anos. (Adaptado de: QUINTANA, Mario. “Carta”. Melhores poemas. São Paulo: Global Editora, 2005, edição digital)

Depreende-se corretamente do contexto:

A No segmento tudo isso eu deito abaixo, até ficar o essencial (3o parágrafo), o elemento sublinhado assinala o limite do processo expresso na oração principal.
B O segmento mas que eram puro enfeite confirma a ideia de que um poema não é um teorema (3o parágrafo)
C No segmento Não lhes oponho trancas nem barreiras, o pronome sublinhado refere-se a “ocasiões mais insólitas”. (3o parágrafo)
D Ambos os elementos sublinhados nos segmentos Como vês, para isso é preciso uma luta constante // como aos dezessete anos (4o parágrafo) assinalam noção de conformidade.
E O segmento tanto mais belo é quanto mais parecido for com um cavalo (4o parágrafo) assinala noção de finalidade

Em um projeto gerenciado com base no Guia PMBOK 5a edição, uma funcionária que possui habilidade no desenho de diagramas de redes terá maior utilidade trabalhando no processo que se destina a

A estimar os recursos das atividades.
B sequenciar as atividades.
C controlar o escopo do projeto.
D criar a estrutura analítica do projeto.
E estimar os custos do projeto.
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Considerando o endereço Ethernet - 6 bytes (48 bits) escrito na notação hexadecimal, com um sinal de dois-pontos entre os bytes, ao analisar uma rede local com fio, um Analista precisou definir se o tipo dos seguintes endereços de destino eram unicast, multicast ou broadcast: I. FF:FF:FF:FF:FF:FFII. 4A:30:10:21:10:1AIII. 47:20:1B:2E:08:EE

Ele definiu corretamente que os endereços eram, respectivamente,

A broadcast, multicast e unicast.
B broadcast, unicast e multicast.
C multicast, multicast e unicast.
D multicast, unicast e unicast
E unicast, broadcast e unicast.

Um funcionário que trabalha no primeiro nível de atendimento da Central de Serviços de uma organização que utiliza a ITIL v3 edição 2011 recebeu o chamado telefônico de um usuário que está com dificuldades para acessar um serviço. Neste caso,

A o usuário deverá ser transferido diretamente para o técnico de campo de segundo nível caso o atendente de primeiro nível não conseguia resolver o problema.
B o usuário só deverá receber um retorno do atendente de primeiro nível quando o problema for solucionado, mesmo quando for escalonado para níveis de atendimento superiores e isso levar tempo.
C o atendente pode procurar uma solução para o problema na base de dados de erros conhecidos, se necessário, e aplicála, caso esta exista.
D só será necessário registrar o atendimento se o problema não puder ser resolvido pelo atendente de primeiro nível.
E o usuário precisa ser mantido na linha até que o problema seja resolvido, ou que uma solução de contorno seja encontrada
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Tanto o app Whats s app quanto o Telegram usam um recurso que embaralha o texto das mensagens, impedindo que elas sejam lidas durante o trajeto do emissor para o destinatário. No formato ‘de ponta a ponta’, apenas as pessoas nas ‘pontas’ da conversa têm o que pode desembaralhá-las, elas inclusive já chegam codificadas aos servidores. No Telegram, há duas opções deste recurso: cliente-cliente, isto é, entre usuários (apenas na opção ‘chat secreto’), ou cliente-servidor, entre o usuário e o servidor do app (nos chats comuns). Como o conteúdo vazou? Existem outras formas de interceptar conversas tanto no Telegram quanto no WhatsApp. Um dos golpes mais conhecidos é o ‘SIM Swap’. Neste golpe, os hackers clonam temporariamente o cartão de operadora (SIM) da vítima. Isso pode ser feito com algum criminoso infiltrado na empresa telefônica. [...] O perigo fica ainda maior se a vítima opta por fazer backups das conversas dos apps na nuvem. No WhatsApp isso é feito via Google Drive (Android) ou iCloud (iOS). Nestes casos, seria preciso também que o invasor conseguisse descobrir como invadir as contas do Google e iCloud de alguma forma, além de usar um celular com o mesmo sistema operacional da vítima. É importante frisar que as conversas do WhatsApp salvas na nuvem já tiveram o recurso desfeito quando a mensagem foi lida. No Telegram, as conversas comuns são guardadas na nuvem da empresa dona do mensageiro; em caso de invasão do celular, o hacker também consegue livre acesso a todos os backups que foram feitos automaticamente, ou seja, pode ler todo o seu histórico de mensagens de longa data. Só os chats secretos escapam disso, pois ficam armazenados apenas na memória dos celulares dos membros da conversa. (Disponível em: https://noticias.uol.com.br)

Com base no texto, um Analista de Infraestrutura conclui, corretamente, que

A o Telegram usa criptografia assimétrica na troca de mensagens, mas estas não são criptografadas nos backups em nuvem.
B o Telegram garante o segredo das mensagens trocadas em chats secretos, pois estes utilizam um túnel VPN entre os usuários.
C tanto o Telegram quanto o Whatsapp utilizam protocolos criptográficos do tipo DES, IDEA ou 3DES.
D o Whatsapp é mais seguro que o Telegram, pois faz backup automático em serviços de nuvem mais confiáveis por serem públicos, enquanto o Telegram utiliza nuvem própria
E o Whatsapp usa criptografia simétrica na troca de mensagens, mas estas não são criptografadas nos backups em nuvem