QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
15 questões encontradas
Texto associado
Texto I

Biodiversidade queimada

A Mata Atlântica tornou-se o ecossistema mais
ameaçado do Brasil. O desmatamento tem-se amplia-
do excessivamente, principalmente no trecho mais ao
norte dessa floresta, em áreas costeiras dos estados
5 de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do
Norte, onde restam apenas cerca de 10% da vege-
tação nativa original. O risco é maior nessa parcela
da mata porque a região apresenta uma das maiores
densidades populacionais do Brasil.
10 O censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Ge-
ografia e Estatística (IBGE), registrou pouco mais de
12 milhões de pessoas nos 271 municípios na área
de ocorrência da Mata Atlântica ao norte do rio São
Francisco. Desse total, cerca de 2 milhões foram clas-
15 sificados como população rural. Na região, portanto,
a Mata Atlântica está cercada de gente por todos os
lados e, infelizmente, uma parcela importante dessas
pessoas está em situação de pobreza. Imersas nes-
sa combinação indesejável de pobreza e degradação
20 ambiental estão dezenas de espécies de aves, anfíbios,
répteis e plantas, muitas já criticamente ameaçadas
de extinção.
É nesse cenário que, ao longo de mais de uma
década, pesquisadores têm feito estudos para en-
25 tender como a perturbação extrema da paisagem
altera a dinâmica vital dos remanescentes da Mata
Atlântica, causando perda de espécies, colapso da
estrutura florestal e redução de serviços ambientais
importantes para o bem-estar humano.
30 Esses são os efeitos em grande escala, resul-
tantes de modificações severas na estrutura da pai-
sagem. Há, porém, outras perturbações de origem
humana e de menor escala, mas contínuas e gene-
ralizadas, que podem ser descritas como crônicas: a
35 caça, a retirada ocasional de madeira (a maior parte
da madeira nobre já desapareceu) e a coleta de le-
nha, entre outros. Um desses estudos, recentemente
concluído, buscou quantificar esse ‘efeito formigui-
nha’ e trouxe dados inéditos sobre o impacto da reti-
40 rada de lenha para consumo doméstico sobre a Mata
Atlântica nordestina.
A madeira foi o primeiro combustível usado pela
humanidade para cozinhar alimentos. Estima-se que,
hoje, no mundo, mais de 2 bilhões de pessoas ainda
45 precisem de lenha e/ou carvão para uso doméstico.
Como a dependência de biomassa para fins energéticos
está diretamente associada à pobreza, o simples
ato de acender um fogão a gás para preparar as re-
feições é uma realidade distante para mais de 700 mil
50 habitantes da região da Mata Atlântica do Nordeste,
a porção de floresta mais ameaçada do Brasil. Essas
pessoas dependem ainda, para cozinhar, de lenha re-
tirada dos remanescentes de floresta. Já que, em mé-
dia, cada indivíduo queima anualmente meia tonela-
55 da de lenha, a Mata Atlântica perde 350 mil toneladas
de madeira por ano, em séria ameaça à conservação
dos fragmentos florestais que ainda resistem nessa
parte do país.
Os dados da pesquisa foram coletados de 2009
60 a 2011, a partir de entrevistas sistematizadas com
270 chefes de família e medição do uso de lenha em
cada casa. Foram investigadas áreas rurais, assenta-
mentos e vilas agrícolas de usinas de açúcar em Per-
nambuco, na Paraíba e no Rio Grande do Norte. O
65 estudo registrou o consumo de lenha de 67 espécies
de árvores (apenas sete exóticas) e, do total da lenha
utilizada, 79% vieram diretamente da Mata Atlântica.

SPECHT, M. J.; TABARELLI, M.; MELO, F. Revista Ciência
Hoje , n.308. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje, out. 2013.
p. 18-20. Adaptado.

O trecho do Texto I que explica o sentido do seu título é

A “Foram investigadas áreas rurais, assentamentos e vilas agrícolas de usinas de açúcar em Pernambuco, na Paraíba e no Rio Grande do Norte.” (l. 62-64)
B “O risco é maior nessa parcela da mata porque a região apresenta uma das maiores densidades populacionais do Brasil.” (l. 7-9)
C “Já que, em média, cada indivíduo queima anualmente meia tonelada de lenha, a Mata Atlântica perde 350 mil toneladas de madeira por ano” (l. 53-56)
D "Na região, portanto, a Mata Atlântica está cercada de gente por todos os lados e, infelizmente, uma parcela importante dessas pessoas está em situação de pobreza.” (l. 15-18)
E “pesquisadores têm feito estudos para entender como a perturbação extrema da paisagem altera a dinâmica vital dos remanescentes da Mata Atlântica” (l. 24-27)
Texto associado
Texto I

Biodiversidade queimada

A Mata Atlântica tornou-se o ecossistema mais
ameaçado do Brasil. O desmatamento tem-se amplia-
do excessivamente, principalmente no trecho mais ao
norte dessa floresta, em áreas costeiras dos estados
5 de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do
Norte, onde restam apenas cerca de 10% da vege-
tação nativa original. O risco é maior nessa parcela
da mata porque a região apresenta uma das maiores
densidades populacionais do Brasil.
10 O censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Ge-
ografia e Estatística (IBGE), registrou pouco mais de
12 milhões de pessoas nos 271 municípios na área
de ocorrência da Mata Atlântica ao norte do rio São
Francisco. Desse total, cerca de 2 milhões foram clas-
15 sificados como população rural. Na região, portanto,
a Mata Atlântica está cercada de gente por todos os
lados e, infelizmente, uma parcela importante dessas
pessoas está em situação de pobreza. Imersas nes-
sa combinação indesejável de pobreza e degradação
20 ambiental estão dezenas de espécies de aves, anfíbios,
répteis e plantas, muitas já criticamente ameaçadas
de extinção.
É nesse cenário que, ao longo de mais de uma
década, pesquisadores têm feito estudos para en-
25 tender como a perturbação extrema da paisagem
altera a dinâmica vital dos remanescentes da Mata
Atlântica, causando perda de espécies, colapso da
estrutura florestal e redução de serviços ambientais
importantes para o bem-estar humano.
30 Esses são os efeitos em grande escala, resul-
tantes de modificações severas na estrutura da pai-
sagem. Há, porém, outras perturbações de origem
humana e de menor escala, mas contínuas e gene-
ralizadas, que podem ser descritas como crônicas: a
35 caça, a retirada ocasional de madeira (a maior parte
da madeira nobre já desapareceu) e a coleta de le-
nha, entre outros. Um desses estudos, recentemente
concluído, buscou quantificar esse ‘efeito formigui-
nha’ e trouxe dados inéditos sobre o impacto da reti-
40 rada de lenha para consumo doméstico sobre a Mata
Atlântica nordestina.
A madeira foi o primeiro combustível usado pela
humanidade para cozinhar alimentos. Estima-se que,
hoje, no mundo, mais de 2 bilhões de pessoas ainda
45 precisem de lenha e/ou carvão para uso doméstico.
Como a dependência de biomassa para fins energéticos
está diretamente associada à pobreza, o simples
ato de acender um fogão a gás para preparar as re-
feições é uma realidade distante para mais de 700 mil
50 habitantes da região da Mata Atlântica do Nordeste,
a porção de floresta mais ameaçada do Brasil. Essas
pessoas dependem ainda, para cozinhar, de lenha re-
tirada dos remanescentes de floresta. Já que, em mé-
dia, cada indivíduo queima anualmente meia tonela-
55 da de lenha, a Mata Atlântica perde 350 mil toneladas
de madeira por ano, em séria ameaça à conservação
dos fragmentos florestais que ainda resistem nessa
parte do país.
Os dados da pesquisa foram coletados de 2009
60 a 2011, a partir de entrevistas sistematizadas com
270 chefes de família e medição do uso de lenha em
cada casa. Foram investigadas áreas rurais, assenta-
mentos e vilas agrícolas de usinas de açúcar em Per-
nambuco, na Paraíba e no Rio Grande do Norte. O
65 estudo registrou o consumo de lenha de 67 espécies
de árvores (apenas sete exóticas) e, do total da lenha
utilizada, 79% vieram diretamente da Mata Atlântica.

SPECHT, M. J.; TABARELLI, M.; MELO, F. Revista Ciência
Hoje , n.308. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje, out. 2013.
p. 18-20. Adaptado.

O reconhecimento da sequência em que os conteúdos foram apresentados em um texto contribuiu para uma leitura bem sucedida.

Depois de se referir ao “efeito formiguinha” (l. 38-39) de destruição da Mata Atlântica, conforme estudo recentemente concluído, o Texto I explica que

A a Mata Atlântica tornou-se o ecossistema mais ameaçado do Brasil com a ampliação do desmatamento que a tem atingido.
B a alta densidade demográfica nos estados nordestinos ameaça a floresta, que mantém apenas cerca de 10% da vegetação nativa original.
C os moradores da região desmatada são responsáveis pela queima de meia tonelada de madeira da mata por pessoa a cada ano.
D o mapeamento da região nordeste da mata revela a pobreza da população, a degradação ambiental e a ameaça de extinção de espécies animais.
E os pesquisadores identificaram um cenário de redução de serviços ambientais importantes para o bem-estar humano.
Texto associado
Texto I

Biodiversidade queimada

A Mata Atlântica tornou-se o ecossistema mais
ameaçado do Brasil. O desmatamento tem-se amplia-
do excessivamente, principalmente no trecho mais ao
norte dessa floresta, em áreas costeiras dos estados
5 de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do
Norte, onde restam apenas cerca de 10% da vege-
tação nativa original. O risco é maior nessa parcela
da mata porque a região apresenta uma das maiores
densidades populacionais do Brasil.
10 O censo de 2010, do Instituto Brasileiro de Ge-
ografia e Estatística (IBGE), registrou pouco mais de
12 milhões de pessoas nos 271 municípios na área
de ocorrência da Mata Atlântica ao norte do rio São
Francisco. Desse total, cerca de 2 milhões foram clas-
15 sificados como população rural. Na região, portanto,
a Mata Atlântica está cercada de gente por todos os
lados e, infelizmente, uma parcela importante dessas
pessoas está em situação de pobreza. Imersas nes-
sa combinação indesejável de pobreza e degradação
20 ambiental estão dezenas de espécies de aves, anfíbios,
répteis e plantas, muitas já criticamente ameaçadas
de extinção.
É nesse cenário que, ao longo de mais de uma
década, pesquisadores têm feito estudos para en-
25 tender como a perturbação extrema da paisagem
altera a dinâmica vital dos remanescentes da Mata
Atlântica, causando perda de espécies, colapso da
estrutura florestal e redução de serviços ambientais
importantes para o bem-estar humano.
30 Esses são os efeitos em grande escala, resul-
tantes de modificações severas na estrutura da pai-
sagem. Há, porém, outras perturbações de origem
humana e de menor escala, mas contínuas e gene-
ralizadas, que podem ser descritas como crônicas: a
35 caça, a retirada ocasional de madeira (a maior parte
da madeira nobre já desapareceu) e a coleta de le-
nha, entre outros. Um desses estudos, recentemente
concluído, buscou quantificar esse ‘efeito formigui-
nha’ e trouxe dados inéditos sobre o impacto da reti-
40 rada de lenha para consumo doméstico sobre a Mata
Atlântica nordestina.
A madeira foi o primeiro combustível usado pela
humanidade para cozinhar alimentos. Estima-se que,
hoje, no mundo, mais de 2 bilhões de pessoas ainda
45 precisem de lenha e/ou carvão para uso doméstico.
Como a dependência de biomassa para fins energéticos
está diretamente associada à pobreza, o simples
ato de acender um fogão a gás para preparar as re-
feições é uma realidade distante para mais de 700 mil
50 habitantes da região da Mata Atlântica do Nordeste,
a porção de floresta mais ameaçada do Brasil. Essas
pessoas dependem ainda, para cozinhar, de lenha re-
tirada dos remanescentes de floresta. Já que, em mé-
dia, cada indivíduo queima anualmente meia tonela-
55 da de lenha, a Mata Atlântica perde 350 mil toneladas
de madeira por ano, em séria ameaça à conservação
dos fragmentos florestais que ainda resistem nessa
parte do país.
Os dados da pesquisa foram coletados de 2009
60 a 2011, a partir de entrevistas sistematizadas com
270 chefes de família e medição do uso de lenha em
cada casa. Foram investigadas áreas rurais, assenta-
mentos e vilas agrícolas de usinas de açúcar em Per-
nambuco, na Paraíba e no Rio Grande do Norte. O
65 estudo registrou o consumo de lenha de 67 espécies
de árvores (apenas sete exóticas) e, do total da lenha
utilizada, 79% vieram diretamente da Mata Atlântica.

SPECHT, M. J.; TABARELLI, M.; MELO, F. Revista Ciência
Hoje , n.308. Rio de Janeiro: Instituto Ciência Hoje, out. 2013.
p. 18-20. Adaptado.

A concordância do verbo destacado foi realizada de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:

A Para conseguir neutralizar os efeitos negativos da poluição, necessitam -se de procedimentos mais eficazes de controle ambiental.
B Todos entendem que é necessário elaborar leis ambientais rígidas para que se punam o crime de destruição das florestas brasileiras.
C Segundo os dados coletados pelos pesquisadores, queimam -se anualmente meia tonelada da Mata Atlântica por habitante.
D Com o aumento do desmatamento mundial , esperam -se muitos prejuízos ambientais, como por exemplo mudanças climáticas extremas.
E Os estudos recentes permitem que se desconfiem das causas prováveis do cenário de ameaça que afeta o rico ecossistema da Mata Atlântica.

Participação do setor informal na Economia Brasileira - 1950 a 2008 - em % do PIB

Disponível em: AAAAAAAALyU/NlsyZ52Rhfw/s1600/informal.png>.
Acesso em: 30 maio 2016.

De acordo com o gráfico acima, a evolução do setor informal da economia brasileira apresenta o seguinte comportamento:

A arrefecimento na década de 1990
B aumento na década de 1950
C estabilização na década de 1980
D estagnação na década de 1960
E crescimento na década de 1970