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O artigo 138 da Constituição de 1937, que estabelece o reconhecimento e a regulação da atividade sindical pelo Estado, foi inspirado

A pela Carta de Nuremberg, elaborada em 1924 pelo Partido Nazista.
B pelo Documento de Genebra, firmado em 1918 pela Organização Internacional do Trabalho.
C pela Carta del Lavoro, promulgada em 1927 pela Itália fascista.
D pela Carta dos Trabalhadores Ingleses, editada em 1848 pelo movimento cartista.
E pelo Manifesto de Lisboa, escrito em 1930 pelo Movimento Salazarista.

Apesar do pioneirismo de Alcântara Machado na utilização de inventários como fonte para a história (Vida e morte do bandeirante foi publicado em 1929), é nas décadas de 1960 e 1970, em razão das novas tendências da historiografia, que os pesquisadores brasileiros passam a utilizar os arquivos judiciais de modo mais sistemático. Tal fenômeno está relacionado com

A a própria natureza dos processos judiciais, cuja estrutura dialógica põe em cena litigantes de diferentes extratos sociais e estimula uma multiplicidade de versões e abordagens.
B o abandono e o descrédito de fontes discursivas e generalizantes, como a legislação, os relatórios administrativos e os relatos de viajantes.
C a criação dos cursos superiores de Arquivologia, formando bacharéis que passaram a produzir instrumentos de acesso aos arquivos do Poder Judiciário.
D as recomendações do Conselho Internacional de Arquivos e dos organismos que o representam no Brasil: associações profissionais e Conselho Nacional de Arquivos (Conarq).
E a Lei de Acesso à Informação, liberando os arquivos dos órgãos judiciais dos prazos de confidencialidade e de sigilo que incidiam sobre a grande maioria dos processos por eles acumulados.

Charles Braibant definiu o arquivo como celeiro da história e arsenal da administração. Ante essa dupla funcionalidade da instituição arquivística, cabe ao historiador que ali presta serviços

A deferir os pedidos de autorização para consulta ao acervo, depois de aprovar os temas e projetos apresentados pelos pesquisadores.
B atuar junto às comissões de avaliação, com a prerrogativa de proferir voto decisivo sobre o valor de guarda permanente dos documentos.
C analisar o conteúdo dos documentos para fixar seu grau de sigilo e estabelecer os respectivos prazos de confidencialidade.
D realizar pesquisa retrospectiva sobre os organismos que deram origem aos documentos, de modo a subsidiar os trabalhos de arranjo e descrição do acervo.
E desenvolver pesquisa sobre qualquer tema para obtenção de títulos acadêmicos.

A partir de meados da década de 1970, o combate ao regime militar acentuou-se, envolvendo políticos da oposição e diversos setores da sociedade civil no rumo da retomada democrática. Em 1978, o Ato Institucional no 5 foi revogado, e em agosto de 1979, foi sancionada a Lei da Anistia, após manifestações populares em comícios, passeatas e atos públicos. O desgaste do regime militar era visível, e as forças da oposição política, formando uma frente suprapartidária, apresentaram, em 1983, um projeto que mobilizou novamente a sociedade: a campanha pelas “Diretas Já”, para mudar as regras da sucessão do general João Batista Figueiredo, com a Emenda Dante de Oliveira. Votada em 26 de abril de 1984, sob forte clima de tensão, pois a base de apoio político à ditadura ainda não se esfacelara, a Emenda

A foi aprovada e, por isso, em 1985, Tancredo Neves foi eleito por voto popular.
B recebeu votos contrários do PDT, que anteriormente a apoiara.
C foi aprovada e, em seguida, vetada pelo presidente Figueiredo.
D obteve número insignificante de votos dos deputados presentes.
E foi rejeitada, pois não obteve a maioria necessária de dois terços dos votos.

A IV República brasileira (1946-1964) foi marcada por algumas características peculiares, sobretudo a partir dos anos 1950, tais como a ampliação do voto das classes populares,

A a proposição de políticas nacionalistas e desenvolvimentistas por parte de vários governos do período e o crescente conflito político entre conservadores e reformistas radicais.
B o controle da política nacional por partidos oligárquicos regionais e as gradativas tensões e disputas entre liberais e comunistas no que se refere à política econômica.
C a inclusão do voto dos analfabetos, e a adoção de medidas reformistas no campo, a fim de promover a inclusão dos camponeses no processo econômico e político, segundo as orientações cepalinas.
D a presença do Exército na política, conferindo um caráter autoritário e militarizado ao Estado, e a criação de um sistema bipartidário nacional, com alguns consensos em relação às metas econômicas.
E a adoção de políticas estatizantes, envolvendo a criação de bancos e parques industriais, e a participação de delegados de centrais sindicais no Congresso Nacional como forma de apaziguar as reivindicações populares.

A disseminação do modelo fabril, na Europa do início do século XIX, implicou em inovações na organização do trabalho, tais como

A o controle do tempo para realizações de tarefas pelos trabalhadores, a divisão do trabalho e a imposição de regras disciplinares rígidas no interior das fábricas.
B a separação do trabalho entre indústria e agricultura, o cercamento dos campos para racionalizar a produção agrícola e o incentivo à imigração de trabalhadores.
C a transformação das fábricas em prisões, nas quais os operários eram confinados com suas famílias até que se cumprisse a cota de produção, e o emprego de máquinas a vapor.
D a vigilância contínua aos trabalhadores, a proibição da presença de mulheres nas fábricas e a especialização do trabalho segundo o grau de escolaridade do operário.
E a criação das primeiras leis trabalhistas e a pulverização dos operários em pequenas unidades fabris, para melhor assegurar o seu controle disciplinar.

Em Apologia da história, depois de afirmar que o modelo das ciências da natureza não se aplica à história, Marc Bloch discorre sobre a especificidade da ciência dos homens no tempo e defende a ideia de que cabe ao historiador

A render-se à evidência dos documentos, submetendo-os às críticas interna e externa.
B descrever, o mais fielmente possível, os acontecimentos do passado.
C formular perguntas aos documentos e forçá-los a dar respostas.
D isolar o tempo presente de seu universo de preocupações e referências.
E eximir-se de interpretar os vestígios do passado, evitando toda e qualquer subjetividade.

Apesar da existência de manifestações anteriores, inclusive no Império e na Primeira República, é a partir da década de 1950 que a mobilização dos trabalhadores rurais cresce e ganha força e visibilidade, com a luta por direitos trabalhistas e pela posse da terra, impondo-se ao debate político no centro de decisões do país. Entre os movimentos rurais organizados mais conhecidos estão as Ligas Camponesas, que renasceram em meados dos anos 1960 e dinamizaram suas ações sob a liderança de Francisco Julião, e o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), criado em 1984. Sobre tais movimentos é correto afirmar que

A as Ligas Camponesas espalharam-se por todo o país até 1970.
B têm em comum a luta pela reforma agrária como principal objetivo.
C ambos têm representantes em partidos políticos atuais.
D o MST busca conscientizar os trabalhadores sobre as vantagens do agronegócio.
E ambos buscaram aliança com os latifundiários para defender a agricultura.

O coronelismo na Primeira República era um sistema político baseado na

A nomeação de patentes militares entre os potentados locais, subordinados aos generais superiores que ocupavam postos na política nacional.
B troca de favores políticos entre mandatários locais e grupos oligárquicos dominantes em nível estadual e nacional, em cujo centro estava o controle do voto e dos cargos públicos nos municípios.
C nomeação de Interventores Municipais pelo governo estadual, que ganhavam patentes militares para exercer funções de polícia.
D troca de favores políticos entre o governo estadual e os latifundiários locais, formando um grupo oligárquico que era contrário às eleições municipais.
E nomeação de interventores municipais, os coronéis, por tempo determinado, enquanto durassem as eleições estaduais e presidenciais.

A “Carta de Alforria” pode ser definida como um documento

A registrado em cartório, que regularizava a manumissão do escravizado como uma prerrogativa da Coroa.
B oficial do Ministério da Justiça, que regularizava a manumissão do escravizado como uma prerrogativa do senhor, desde que chancelada pelo Estado.
C emitido pelo pároco local, que regularizava a manumissão do escravizado como uma prerrogativa da Igreja Católica, reservada a escravos batizados.
D escrito, que regularizava a manumissão do escravizado como uma prerrogativa do senhor, revogável a qualquer momento por este.
E redigido à mão, que regularizava a manumissão do escravizado como uma prerrogativa das Câmaras de Vereadores.