Atenção : Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 8.
1. Sem grande aviso, o mundo digital está mudando em suas bases. O que um dia foi um meio anônimo transformou-se numa
ferramenta dedicada a analisar dados pessoais.
2. Grande parte das pessoas imaginam que, ao procurar um termo na internet, todos obteremos os mesmos resultados. No
entanto, hoje isso já não é verdade. Agora, obtemos o resultado que um filtro personalizado sugere ser melhor para cada usuário
específico.
3. Durante algum tempo, parecia que a internet iria redemocratizar a sociedade. “Jornalistas cidadãos” iriam reconstruir os meios
de comunicação. Os governos locais se tornariam mais transparentes. Contudo, esses tempos de conectividade cívica com os quais
eu tanto sonhava ainda não chegaram.
4. A democracia exige que os cidadãos enxerguem as coisas pelo ponto de vista dos outros; em vez disso, estamos cada vez
mais fechados em nossas próprias bolhas. A democracia exige que nos baseemos em fatos compartilhados; no entanto, estão nos
oferecendo universos distintos e paralelos.
5. Naturalmente, há boas razões para que os filtros personalizados sejam tão fascinantes. Somos sobrecarregados por uma
torrente de informações. Eric Schmidt costuma ressaltar que, se gravássemos toda a comunicação humana desde o início dos tempos
até 2003, precisaríamos de 5 bilhões de gigabytes para armazená-la. Agora, criamos essa mesma quantidade de dados a cada dois
dias.
6. Tudo isso levará ao colapso da atenção. Somos cada vez mais incapazes de processar tanta informação. Nossa concentração
se desvia da mensagem de texto para as principais notícias e daí para o e-mail. A tarefa de examinar essa torrente cada vez mais
ampla em busca das partes realmente importantes, ou apenas relevantes, já demanda dedicação integral. Assim, quando os filtros
personalizados oferecem uma ajuda, tendemos a aceitá-la.
7. Deixados por conta própria, os filtros de personalização servem como uma espécie de autopropaganda invisível, doutrinando-
nos com nossas próprias ideias, amplificando nosso desejo por coisas conhecidas e nos deixando alheios aos perigos ocultos no
território do desconhecido. Na bolha dos filtros, há menos espaço para os encontros fortuitos que proporcionam novas percepções e
aprendizados.
8. A criatividade muitas vezes é atiçada pela colisão de ideias surgidas em disciplinas e culturas diferentes. Por definição, um
mundo construído a partir do que é familiar é um mundo no qual não temos nada a aprender. Se a personalização for excessiva,
poderá nos impedir de entrar em contato com experiências e ideias capazes de mudar o modo como pensamos.
9. Das megacidades à nanotecnologia, estamos criando uma sociedade cuja complexidade ultrapassa os limites da compreensão
individual. Os problemas que enfrentaremos nos próximos vinte anos – escassez de energia, terrorismo, mudança climática – têm
uma abrangência enorme. Os primeiros entusiastas da internet esperavam que a rede fosse uma nova plataforma para enfrentarmos
esses problemas. Acredito que ainda possa ser.
10. Mas, antes, precisamos entender as forças que estão levando a internet em sua direção atual, personalizada. Precisamos
entender as forças econômicas e sociais que movem a personalização, algumas inevitáveis, outras não. E precisamos entender o que
tudo isso representa para a política, a cultura e o futuro. E como a bolha dos filtros distorce a percepção do que é importante,
verdadeiro e real, é fundamental torná-la visível.
(PARISER, Eli. O filtro invisível: O que a internet está escondendo de você. Trad. Diego Alfaro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor Ltda, 2012. Edição digital)
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35 questões encontradas
Beck preconiza que o indivíduo adito terá, entre outras, as seguintes crenças aditivas sobre o comportamento ou a droga:
I. Trará prazer e excitação; fornecerá força e poder; é necessária para manter o equilíbrio psicológico ou emocional.
II. Terá efeito calmante; melhorará o funcionamento social e intelectual; trará alívio para a monotonia, a ansiedade, a tensão e a depressão.
III. A fissura faz parte do prazer; o apoio da família é opcional; pensamentos opositivos trazem força e expectativa de cura.
IV. Pensamentos fantasiosos trazem esperança e equilíbrio; a fissura faz parte da excitação; a presença de alívio gera conforto interpsíquico.
Está correto o que consta APENAS de
Por se tratar de um ramo complexo a Ergonomia possui subdivisões. A Ergonomia cognitiva refere-se aos processos mentais, que inclui itens de
As organizações nunca são completamente estáticas. Estão em interação contínua com forças externas. Essas mudanças implicam
que as organizações deveriam se concentrar em acrescentar valor. Isso se manifesta em uma tendência de passar da
autocracia para a democracia nas organizações, em um foco no negócio principal, em uma tendência de
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 7 a 11, baseie-se no texto abaixo.
De cabeça pra baixo
− Esse mundo está ficando de cabeça pra baixo!
É uma conhecida frase, que sucessivas gerações vêm frequentando. Ela logo surge a propósito de qualquer coisa que se considere uma novidade despropositada, irritante: modelo de roupa mais ousada, último grande sucesso musical, aumento milionário no salário de um jogador de futebol, a longa estiagem na estação chuvosa, a avalanche de crimes no jornal... A ideia é sempre demonstrar que a vida e o mundo já foram muito melhores, que a passagem do tempo leva inexoravelmente à perversão ou ao desmoronamento dos valores autênticos, que uma geração construiu e que a seguinte apagou.
Parece que na história da humanidade o fenômeno é comum e cíclico: as pessoas enaltecem seus hábitos passados e condenam os presentes. “Ah, no meu tempo...” é uma expressão que vale um suspiro e uma acusação. Algo de muito melhor ficou para trás e se perdeu. A missão dessa juventude de hoje é desviar-se da Civilização....
A ironia é que justamente nesses “desvios” e por conta deles a História caminha, ainda que não se saiba para onde. Fosse tudo uma repetição conservadora, nenhuma descoberta jamais se daria, sem contar que os mais velhos já não teriam do que se queixar e a quem imputar a culpa por todos os desassossegos que assaltam todas as gerações humanas, desde que existimos.
(Romildo Pacheco, inédito)
De cabeça pra baixo
− Esse mundo está ficando de cabeça pra baixo!
É uma conhecida frase, que sucessivas gerações vêm frequentando. Ela logo surge a propósito de qualquer coisa que se considere uma novidade despropositada, irritante: modelo de roupa mais ousada, último grande sucesso musical, aumento milionário no salário de um jogador de futebol, a longa estiagem na estação chuvosa, a avalanche de crimes no jornal... A ideia é sempre demonstrar que a vida e o mundo já foram muito melhores, que a passagem do tempo leva inexoravelmente à perversão ou ao desmoronamento dos valores autênticos, que uma geração construiu e que a seguinte apagou.
Parece que na história da humanidade o fenômeno é comum e cíclico: as pessoas enaltecem seus hábitos passados e condenam os presentes. “Ah, no meu tempo...” é uma expressão que vale um suspiro e uma acusação. Algo de muito melhor ficou para trás e se perdeu. A missão dessa juventude de hoje é desviar-se da Civilização....
A ironia é que justamente nesses “desvios” e por conta deles a História caminha, ainda que não se saiba para onde. Fosse tudo uma repetição conservadora, nenhuma descoberta jamais se daria, sem contar que os mais velhos já não teriam do que se queixar e a quem imputar a culpa por todos os desassossegos que assaltam todas as gerações humanas, desde que existimos.
(Romildo Pacheco, inédito)