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1 A verdadeira revolução, aquela que define o nosso tempo, é o processamento de informações. O que torna esse momento realmente novo e interessante é a possibilidade de os
4 objetos estarem conectados, poderem receber e transmitir informações complexas. A Internet é uma plataforma sobre a qual construímos inúmeras coisas surpreendentes nos últimos
7 vinte anos. Agora, sobre essa plataforma, também podemos construir as coisas do mundo físico às quais a palavra “industrial” remete. Uma das belezas do mundo tecnológico é
10 que ele induz a pensar globalmente. Produtos para a Internet ou para celulares cruzam muito rapidamente as fronteiras do lugar onde foram criados. E, quando você pensa no mundo, a sua
13 perspectiva muda.
Andy Rubin. O mundo é dos fazedores . In: Veja , 2/9/2015 (com adaptações).

No texto O mundo é dos fazedores , o autor emite a sua opinião no trecho

A “a possibilidade de os objetos estarem conectados, poderem receber e transmitir informações complexas” ( ℓ . 3 a 5).
B “A Internet é uma plataforma sobre a qual construímos inúmeras coisas” ( ℓ . 5 e 6).
C “sobre essa plataforma, também podemos construir as coisas do mundo físico” ( ℓ . 7 e 8).
D “Produtos para a Internet ou para celulares cruzam muito rapidamente as fronteiras do lugar onde foram criados” ( ℓ . 10 a 12).
E “Uma das belezas do mundo tecnológico é que ele induz a pensar globalmente” ( ℓ . 9 e 10).
Órgão: Tribunal Regional Eleitoral do Piauí Cargo: Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Taquigrafia Prova: CESPE/CEBRASPE - TRE PI - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Taquigrafia - 2016
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Texto para as próximas três questões
1 O livro vê-se perante um concorrente que o intimida, porque disputa a mesma clientela: os que podem comprar livros são os mesmos que dispõem de recursos econômicos para
4 adquirir e renovar seus computadores pessoais (PCs). O livro, que já constituiu a materialização mais completa da modernidade, tendo aparecido à época em que se
7 inauguravam as revoluções que marcariam o progresso econômico e cultural da Europa ocidental (revoluções das quais ele fez parte), alcança o começo do novo milênio sem a
10 mesma qualificação. Desde que se expandiu o uso do PC, telas, teclados e mouses passaram a encarnar o novo, já que são fruto de tecnologia mais sofisticada, que exclui a fabricação
13 artesanal, ainda possível (e altamente valorizada em certos círculos) na produção de livros.
Contudo, não se trata de uma opção, livros e
16 computadores não se excluem, nem o PC põe necessariamente em risco o universo do livro: se o PC se apresenta, por um lado, como seu possível antagonista, mostra-se, por outro, seu
19 parceiro. A produção editorial ganhou com os recursos introduzidos pela informática, tendo o processo de formatação, revisão, impressão e distribuição sido facilitado graças a
22 programas de editoração de textos, de digitalização de imagens e de tratamento de figuras.
Porém, a introdução desse novo suporte provoca
25 determinados efeitos, já que ele se vale de códigos específicos e exige formas particulares de manipulação. Transplantada para a tela, a escrita, que sempre procurou acompanhar a fala,
28 oferece novas possibilidades de reproduzir a oralidade, infringindo normas cristalizadas dessa representação. A escrita, no meio digital, produziu seu próprio código, não transferível
31 automaticamente para outros contextos, e seus usuários — como poliglotas usuários de diferentes linguagens — sabem bem distinguir entre os diferentes gêneros de escrita, aplicando
34 cada um deles em conformidade com as situações práticas.

Marisa Lajolo e Regina Zilberman. Das tábuas da lei à tela do computador: a leitura em seus discursos. São Paulo: Editora Ática, 2009 (com adaptações).

Na organização retórica do texto Das tábuas da lei à tela do computador...,

A a oração sublinhada em “a escrita, que sempre procurou acompanhar a fala ” ( ℓ .27) e os termos sublinhados em “seu próprio código, não transferível automaticamente para outros contextos ” ( ℓ . 30 e 31) e “seus usuários — como poliglotas usuários de diferentes linguagens ” ( ℓ . 31 e 32) constituem definições, respectivamente, para “a escrita”, “seu próprio código” e “seus usuários”.
B a oração “alcança o começo do novo milênio sem a mesma qualificação” ( ℓ . 9 e 10) encerra uma generalização a que se chega com base nas afirmações constantes nas orações anteriores e que vai ser corroborada pelo período que se segue a essa oração: “Desde que se expandiu (...) na produção de livros” ( ℓ . 10 a 14).
C os termos “o uso do PC”, “telas”, “teclados” e “mouses”, nas linhas 10 e 11, são usados para fornecer exemplificação do que vem a ser “fruto de tecnologia mais sofisticada” ( ℓ . 11 e 12).
D o trecho “o processo de formatação, revisão, impressão e distribuição” ( ℓ . 20 e 21) descreve as etapas do processo de produção de livros que foram beneficiadas graças à introdução da informática nesse mercado, enquanto o trecho “programas de editoração de textos, de digitalização de imagens e de tratamento de figuras” ( ℓ . 22 e 23) descreve ferramentas que foram introduzidas pela informática no mercado editorial.
E as duas orações presentes em “livros e computadores não se excluem, nem o PC põe necessariamente em risco o universo do livro” ( ℓ . 15 a 17) foram empregadas para especificar uma informação mais geral anteriormente apresentada.
Órgão: Tribunal Regional Eleitoral do Piauí Cargo: Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Taquigrafia Prova: CESPE/CEBRASPE - TRE PI - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Taquigrafia - 2016
Texto associado
Internet: (com adaptações).

Na história em quadrinhos, a coesão e a coerência textuais são estabelecidas por meio

A da retomada do termo “informação”, no último quadrinho.
B da explicitação das formas existentes no mundo que, em tese, poderiam equivaler a vida.
C do questionamento acerca do que vem a ser vida.
D da resposta ao próprio questionamento do indivíduo do primeiro quadrinho.
E das formas alfabéticas do segundo quadrinho.
Órgão: Tribunal Regional Eleitoral do Piauí Cargo: Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Taquigrafia Prova: CESPE/CEBRASPE - TRE PI - Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Taquigrafia - 2016