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O autor do texto afirma que a realidade objetiva não é toda a realidade porque está convencido de que

A os fatos que julgamos indiscutíveis são frequentemente uma experiência ilusória da nossa percepção.
B a dimensão do sonho e dos desejos é também parte ativa dos nossos contatos com o chamado mundo real.
C as experiências essenciais que contam são aquelas ainda não vividas e que certamente viveremos.
D as vivências humanas experimentadas no passado são muito mais marcantes do que as aspirações abstratas.
E um universo místico onde se ocultam as verdades absolutas está acima das nossas possibilidades reais de conhecimento.

Demonstra-se perfeito entendimento de uma expressão do texto em:

A precisa estar lastreado numa avaliação realista (1° parágrafo) = um ideal de vida dispensa qualquer base material de apoio
B é vivida em larga medida na imaginação (1° parágrafo) = a vida dos povos só alcança largueza quando vivida ilusoriamente
C fertilizam o real (2° parágrafo) = os sonhos e os desejos resultam de experiências fecundas
D resignar-se a um covarde e defensivo realismo (2° parágrafo) = buscar no real já dado uma proteção medrosa
E condenar-se [...] à repetição medíocre (2° parágrafo) = próprio de quem evita ser medíocre repetindo as mesmas virtudes

Analisa-se nesse texto, basicamente, a divergência que se estabelece quanto

A Analisa-se nesse texto, basicamente, a divergência que se estabelece quanto
B aos valores constituídos numa sociedade atenta às demandas essenciais e aos daquela regida pela valorização do máximo consumo.
C às reações daqueles que, diante das práticas consumistas, ou louvam a moralidade dos mais pobres ou incriminam a dos mais ricos.
D às práticas consumistas que, em nossos dias, vêm provocando, por um lado, melhor distribuição de renda e, por outro, enriquecimento ilícito.
E à função dos economistas, que deveriam, segundo uns, criar um modelo austero e, segundo outros, administrar as condições de escassez.

O que se lê na parte de trás de uma caixa de cereal deixa ver que a propaganda

A estabelece metas e protocolos claros para uma vida efetivamente saudável.
B associa positivamente a frugalidade dos hábitos alimentares à saúde do consumidor.
C justifica o valor do produto pela voracidade que ele desperta nos consumidores.
D dissocia criticamente as vantagens do produto e a expectativa do comprador.
E busca atrair o consumidor para as qualidades intrínsecas de um produto saudável.

Ocorrem numa mesma linha de argumentação, para caracterizar uma mesma posição histórica, os seguintes segmentos:

A economia capitalista moderna deve aumentar a produção / condições de escassez (1° parágrafo).
B ética austera dos puritanos / renunciar publicamente a tais valores (1° parágrafo).
C A fragilidade era, portanto, sua palavra de ordem (1° parágrafo) / ética do consumo em ação (2° parágrafo).
D A frugalidade é uma doença a ser curada / a parte de trás de uma caixa de cereal (2° parágrafo).
E a indulgência com os excessos é algo bom / as pessoas teriam sido repelidas, e não atraídas, por esse texto (3° parágrafo).

Há adequada correlação entre os tempos e os modos verbais empregados na frase:

A Há quem queira que a economia capitalista deva aumentar sua produção para que sobrevivesse de modo mais consistente
B Caso retornássemos às antigas situações de escassez em que viviam os antigos, talvez venhamos a sentir saudade do presente consumismo.
C A menos que venha a encorajar as pessoas a um consumismo desenfreado, a propaganda poderia não ver sentido na linguagem de que se vale
D Quem esperasse encontrar informações úteis e objetivas numa caixa de cereal terá se decepcionado com a linguagem apenas persuasiva.
E Na hipótese de virem a ser contrariadas em sua inclinação para o consumo, muitas pessoas não hesitariam em maldizer seus críticos.

Os três parágrafos em que se estrutura o texto podem ser identificados, nesta ordem, pelos seguintes procedimentos:

A descrição de um incidente; reflexão sobre esse incidente particular; conclusão genérica, de sentido moral.
B narração de uma visita; reconhecimento do caráter prosaico de uma cena; divagação sobre o valor social do trabalho.
C introdução a uma análise política; exemplificação de um sentimento edificante; reconhecimento moral do bom conformismo.
D reconhecimento de uma cena insólita; reflexão sobre a pauperização de um sentimento; valorização conclusiva da cena inicial.
E testemunho de uma ação extravagante; cogitação sobre o sentido dessa ação; enaltecimento da humildade de um simples trabalhador.

Está clara e correta a redação desta observação apoiada no texto:

A O motorista referido no texto constitui, aos olhos do autor, o exemplo de uma dignidade que não cede às mais duras circunstâncias.
B O autor foca-se no lugar-comum de um provérbio ao qual se deseja dar uma nova versão menos otimista do que a habitual.
C Quanto mais nos promete a esperança, em seu processo degradativo, à medida em que nos tornamos presas fáceis de sua sujeição.
D O conformismo, em cujo pendor a gente acaba se postando, pode ser o derradeiro degrau aonde se aloja a esperança.
E Tanto mais limpas são as dádivas na proporção mesma em que as recebamos com a condecendência de toda a nossa dignidade.

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

A Que eu estivesse pela manhã bem cedo (1° parágrafo) = Talvez eu fosse ainda cedinho.
B vive à custa de mutilações (2° parágrafo) = destroça-se para poder subsistir.
C tão mesquinha e despojada (2° parágrafo) = algo simplória e despreparada.
D protesto de beleza e dignidade (3° parágrafo) = recusa dos excessos da beleza digna.
E os bens mais excitantes e tentadores (3° parágrafo) = as posses luxuosas e pecaminosas.