QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
43 questões encontradas
Texto associado
J.A., 24 anos, solteira, estudante universitária de engenharia, apresenta quadro importante de agitação, acompanhada de aceleração do pensamento, fala rápida, com dificuldade de permanecer no mesmo assunto. Quando questionada, paciente fala sentir-se triste e desanimada e pede um remédio para essa tristeza, chegando a rir e chorar na entrevista. A família nega antecedentes de quadros depressivos no passado. Informa que nas últimas 2 semanas tem dormido pouco, passando a noite acordada querendo jogar videogame de dança em casa. No último final de semana foi ao shopping e gastou quase 10 mil reais em compras para os amigos da faculdade. Conta que adora sair “para a balada” e que tem bebido bastante (“não me lembro bem do que ocorreu nas noites passadas”). Paciente apresenta-se, ao exame psíquico, consciente, orientada, atenção preservada, porém, com distratibilidade frente a estímulos; por vezes, chora na entrevista, apresentando grande labilidade emocional, pensamento com perda da direção e presença de arborizações; crítica prejudicada quanto ao estado mórbido. Paciente vem saindo muito à noite e postando fotos provocativas nas redes sociais. Diz querer “namorar muito”. Familiar nega conhecimento de uso de drogas ilícitas. Informa que paciente iniciou uso de lisdexanfetamina (50 mg) há cerca de 2 meses devido à dificuldade de estudar para provas e que o “curso de engenharia era muito puxado e ela sentia ter déficit de atenção e não conseguir se concentrar o suficiente para acompanhar o curso”. Nos últimos semestres, familiar refere que J.A. vinha sobrecarregada e se dizia “exausta” e que o uso da medicação ajudou “a dar conta da faculdade”. Familiar informa que tem tido dificuldade de manter a paciente em casa e que, por vezes, ela se mostra agressiva quando alguém tenta impedir que saia.

Um importante diagnóstico diferencial para esse caso seria:

A Depressão bipolar secundária a burnout.
B Transtorno de humor induzido por medicação (anfetamina).
C Psicose esquizofrênica.
D Transtorno dissociativo (amnésia lacunar).
E Síndrome mental orgânica: delirium anticolinérgico.

R.S.

V. , 25 anos, sexo masculino, apresenta um padrão difuso de desconsideração e violação dos direitos das outras pessoas que ocorre desde os seus 15 anos, com claras evidências de transtorno da conduta antes desse período. Ele não se ajusta às normas sociais relativas a comportamentos legais, apresenta tendência à falsidade, costuma usar de trapaça para ganho pessoal, é impulsivo, agressivo e indiferente em relação a ter maltratado ou roubado outras pessoas. Em avaliação psiquiátrica, foi diagnosticado com transtorno da personalidade antissocial. Com relação a esse transtorno, é correto afirmar, com base no DSM-5:

A Por definição, a personalidade antissocial não pode ser diagnosticada antes dos 16 anos.
B O transtorno da personalidade antissocial tem um curso crônico, e não apresenta remissão conforme o indivíduo envelhece.
C Crianças que conviveram algum tempo com os pais biológicos e depois foram encaminhadas para adoção assemelham-se mais aos pais adotivos do que aos biológicos, destacando a preponderância do ambiente para o risco de desenvolvimento de um transtorno da personalidade e psicopatologia relacionada.
D Transtorno da personalidade antissocial é mais comum entre familiares biológicos de primeiro grau daqueles que têm o transtorno, em comparação com a população em geral. O risco para familiares biológicos de homens com o transtorno tende a ser maior do que aquele para familiares biológicos de mulheres com o transtorno.
E Taxas de prevalência de 12 meses de transtorno da personalidade antissocial, utilizando critérios de DSMs anteriores, situam-se entre 0,2 e 3,3%. A prevalência é maior em amostras afetadas por fatores socioeconômicos (i.e., pobreza) ou socioculturais (migração) adversos.
Texto associado
M.N., 54 anos, vem trazida pela irmã ao serviço de emergência psiquiátrica, pois a paciente recebeu uma intimação judicial para manter-se afastada do ator e cantor F.A.B., sob pena de prisão. A paciente conta que acompanha a carreira de F.A.B desde o início, e foi conhecê-lo numa entrevista há cerca de 6 meses. Nesse dia, percebeu que as músicas que ele escrevia eram para ela, e passou a ir aos lugares que ele costumava frequentar. Mandava cartas diariamente, e mostra uma foto autografada “que ele mandou somente para mim”. Após receber essa foto, teve certeza de que ele a cortejava. Ao ser questionada sobre a família do ator, responde: “ele casou com ela antes de me conhecer, e ela não deixa ele se separar, usa os filhos”. Passa dias seguindo F.A.B e, devido a faltas, perdeu o emprego no mês passado – “mas quando casarmos voltarei a trabalhar”. Nas últimas semanas vem escrevendo “sobre o que fazer para se livrar dela”. A irmã está preocupada com o que pode acontecer com a paciente, informando que tem autocuidados preservados, mantém cuidados com a casa, vai ao banco e gerencia sua conta. Sono e apetite preservados. A irmã nota a piora comportamental há cerca de 2 meses, quando a paciente começou a falar mais sobre o assunto, e não aceita quando ela (irmã) tenta falar sobre a impossibilidade desta relação - nestes momentos fica irritada e já chegou a jogar prato na parede. Ao exame psíquico: consciente, atenta e vigil. Orientada no tempo e espaço. Memória preservada. Humor sem polarização, afeto reativo. Psicomotricidade sem alterações. Não foram observados sinais alucinatórios. Pensamento com curso e direção preservados, fala pausada sem alteração quanto à velocidade.

Dos abaixo, são exames que poderiam ser pedidos no serviço de emergência, EXCETO:

A Ressonância magnética de crânio ou tomografia de crânio.
B Proteína 14-3-3 no líquor.
C Hemograma e PCR.
D Função hepática e renal.
E Eletrocardiograma e sorologias infecciosas.

O aspecto principal desse transtorno é um sério comprometimento no desenvolvimento da coordenação motora, que não é explicável unicamente em termos de retardo intelectual global ou qualquer transtorno neurológico congênito ou adquirido específico (a não ser aquele que possa estar implícito na anormalidade da coordenação). É usual que a inabilidade motora esteja associada a algum grau de desempenho comprometido em tarefas cognitivas visuoespaciais. O transtorno aqui descrito está classificado na CID-10 como F82 e inclui a seguinte condição:

A Distrofia muscular.
B Anormalidades de marcha e mobilidade.
C Paralisia cerebral.
D Síndrome da criança desajeitada.
E Falta de coordenação secundária a retardo mental.

São sintomas de primeira ordem na Esquizofrenia, segundo a descrição feita por Kurt Schneider (1887-1967), EXCETO:

A Roubo e inserção do pensamento.
B Sonorização do pensamento e vivências de influência corporal.
C Inserção do pensamento e difusão do pensamento.
D Vozes que dialogam entre si e comentam as atividades.
E Apatia, ambivalência e ausência de volição.

L.A.S., 40 anos, foi diagnosticada recentemente com câncer de mama. Após a ressecção do tumor, seu oncologista iniciou uso de tamoxifeno e a encaminhou para avaliação com psiquiatra por quadro compatível com episódio depressivo maior. O antidepressivo que deve ser fortemente EVITADO em associação com o tamoxifeno, devido ao fato de ser um moderado/potente inibidor da CYP2D6 podendo causar redução nos níveis plasmáticos do metabólito ativo do tamoxifeno [4-hidroxi-Ndesmetiltamoxifeno (endoxifeno)]:

A Desvenlafaxina.
B Reboxetina.
C Escitalopram.
D Paroxetina.
E Mirtazapina.

Está correta a associação do subtipo de Esquizofrenia e sua respectiva descrição:

A Subtipos - Paranoide Descrição - Predominam sintomas positivos. O quadro clínico é dominado por delírios persecutórios relativamente estruturados. Pacientes mostram-se desconfiados, reservados e com maior propensão para comportamento agressivo. CID-10 - F20.0
B Subtipos - Hebefrênico ou Desorganizado Descrição - Predomínio de sintomas motores e alterações da atividade, que podem ir desde um estado de cansaço e acinético até à excitação. CID-10 - F20.2
C Subtipos - Catatônico Descrição - Nesta forma existe um predomínio de sintomas negativos, os doentes apresentam isolamento social, embotamento afetivo e uma pobreza em nível de conteúdo do pensamento. CID-10 - F20.1
D Subtipos - Indiferenciado Descrição - Sintomas afetivos e alterações do pensamento são predominantes. Ideias delirantes podem estar presentes, mas não são organizadas. Alguns pacientes podem apresentar episódios graves de agressividade. Existe um contato muito pobre com a realidade. CID-10 - F20.4
E Subtipos - Residual Descrição - Habitualmente apresenta desenvolvimento insidioso com isolamento social e comprometimento do desempenho laboral e intelectual. Observa-se uma certa apatia e indiferença relativa ao mundo exterior. CID-10 - F20.3

Com relação ao transtorno neurocognitivo maior ou leve devido à doença do príon, de acordo com o DSM-5:

A A doença do príon não costuma ser diagnosticada sem, no mínimo, um biomarcador característico: lesões reconhecidas em imagem por ressonância magnética com DWI (diffusion-weighted imaging), ou FLAIR (fluid-attenuated inversion recovery), tau ou proteína 14-3-3 no líquido cerebrospinal, ondas trifásicas características no encefalograma ou, nas formas familiares raras, história familiar ou teste genético.
B O tipo mais comum é a variante da doença de Creutzfeldt-Jakob, associada à transmissão da encefalopatia espongiforme bovina, também conhecida como “doença da vaca louca”.
C Sua classificação inclui transtornos neurocognitivos devidos a um grupo de encefalopatias espongiformes agudas (entre as quais não devem ser incluídas o kuru e a insônia fatal), causadas por agentes transmissíveis conhecidos como príons.
D Normalmente, pessoas com doença de Creutzfeldt-Jakob apresentam déficits neurocognitivos e movimentos anormais, como mioclonia, coreia ou distonia; reflexo do sobressalto (startle reflex) é incomum.
E A incidência anual de doença de Creutzfeldt-Jakob esporádica é de cerca de 10 ou 20 casos por milhão de pessoas. A prevalência é desconhecida, mas muito reduzida, considerada a curta sobrevida.

M.N.E., 78 anos, apresenta quadro no qual não se alimenta há 1 semana referindo estar morta, solicita aos familiares para comprar um caixão, em que deve ser enterrada. Nas últimas 24 horas parou de falar com as pessoas e passou a não reagir quando chamada. No último mês a família diz que estava mais isolada e pouco comunicativa, queixando-se de desânimo e não querendo ver os netos e os filhos. Neste período emagreceu 4 kg e vem se queixando de dificuldade para dormir. Há quinze dias pediu para suspender o almoço de domingo (“não sei se consigo cozinhar”, “minha cabeça está vazia”). Familiar informa que ao longo dos últimos dias tem passado cada vez mais tempo na cama, sem se movimentar, falando pouco e baixo e com temática de morte. Tem antecedente psiquiátrico de quadros depressivos e ansiosos com vários episódios ao longo da vida. Já fez uso de fluoxetina (60 mg), venlafaxina (75 mg), mirtazapina (30 mg), buspirona (15 mg) e mantém uso atual de clonazepan 1 mg à noite, sertralina 50 mg ao dia prescrita pelo cardiologista. Faz seguimento clínico para hipertensão e diabetes. É um importante diagnóstico diferencial:

A Síndrome de Diógenes.
B Esquizofrenia residual.
C Transtorno delirante crônico persistente.
D Transtorno neurocognitivo menor.
E Catatonia.