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Considere o texto abaixo.
Na verdade, seria incompreensível se a consciência de minha presença no mundo não significasse já a impossibilidade de minha ausência na construção da própria presença. Como presença consciente no mundo não posso escapar à responsabilidade ética no meu mover-me no mundo. Se sou puro produto da determinação genética ou cultural ou de classe, sou irresponsável pelo que faço no mover-me no mundo e se careço de responsabilidade não posso falar em ética. Isto não significa negar os condicionamentos genéticos, culturais, sociais a que estamos submetidos. O excerto acima, extraído de obra de Paulo Freire, oferece elementos para considerarmos os processos de educação escolar e não escolar dos indivíduos.
A partir das formulações nele contida, os indivíduos

A são seres condicionados mas não determinados, que o futuro é problemático mas não inexorável.
B conquistam autonomia na sociedade moderna e altamente racionalizada pelo respeito a si mesmos e por assumirem uma responsabilidade ética.
C ainda que condicionados, se tornam independentes, sem precisarem prestar contas a ninguém, se assumirem uma responsabilidade ética com o mundo da vida.
D têm capacidade de outorgarem a si mesmos uma lei própria, de formar uma visão de mundo, se superarem as circunstâncias históricas que se encontram.
E conquistam a emancipação quando vinculados a um projeto coletivo ou histórico e mediante a assunção da responsabilidade ética.

O treinamento e o aperfeiçoamento aplicados ao preparo profissional são tipos de educação profissional que

A diferem nos objetivos, no tempo de duração e na amplitude do conhecimento a ser aprendido.
B acompanham o modelo de criação do conhecimento organizacional em que primeiro se aprende a fazer e depois a teorizar.
C são planejados e destinados a trabalhadores que necessitam ampliar seu grau de empregabilidade para recolocação no mercado.
D visam especializar as capacidades gerenciais em cada colaborador para o empreendedorismo organizacional.
E são destinados a funcionários e servidores segundo as hierarquias organizacionais das empresas.

Desde o Século XIX, o pensamento social tem oferecido contribuições à compreensão das relações entre sociedade e Estado e os papeis destes dois coletivos para a garantia da Educação às novas gerações, tal como se pode constatar no texto a seguir:
Admitido que a Educação seja função essencialmente social, não pode o Estado desinteressar-se dela. Ao contrário, tudo o que seja educação, deve estar até certo ponto submetido à sua influência. Isto não quer dizer que o Estado deva, necessariamente, monopolizar o ensino. A questão é muito complexa para que se trate dela assim de passagem. Pode-se acreditar que o progresso escolar seja mais fácil e mais rápido onde certa margem se deixe à iniciativa privada. O indivíduo é sempre mais renovador que o Estado. Mas, do fato de dever o Estado, no interesse público, deixar abrir outras escolas que não as suas, não se segue que deva tornar-se estranho ao que nelas se venha a passar. Pelo contrário, a educação que aí se der deve estar submetida à sua fiscalização. Não é mesmo admissível que a função de educação possa ser preenchida por alguém que não apresente as garantias de que o Estado, e só ele, pode ser juiz. Os limites dentro dos quais deve permanecer essa intervenção não podem ser determinados uma vez por todas; mas o princípio de intervenção não se contesta.
A citação acima foi extraída da obra de

A Émile Durkheim.
B Karl Marx.
C Immanuel Kant.
D Anísio Teixeira.
E Florestan Fernandes.

O direito à educação na infância e na adolescência é hoje defendida pela maioria da população. Nos dias atuais é inaceitável que uma criança esteja fora da escola na chamada idade escolar. Uma mãe analfabeta, com baixa escolaridade, vai brigar pelo direito do filho a ter uma vaga na escola. Mas, provavelmente, não brigará pelo dela. Ela não se vê como alguém que tem direito à educação.
Diante disso, é correto afirmar que

A respeitar as diversas formas do aluno ler e escrever, independentemente de estar certo ou errado, desde que se comuniquem com os professores, pode ser o caminho para mantê-los na escola por mais tempo.
B o problema de baixo rendimento escolar na educação de jovens e adultos deve-se, primordialmente, a uma questão cultural, tendo em vista que os educandos têm pouca cultura e suas famílias são de origem humilde.
C assegurar o direito à educação para jovens e adultos implica manter as exigências pedagógicas a todos os alunos que frequentam uma mesma escola, pois a educação, constitucionalmente, é direito de todos.
D a reposição de uma escolarização perdida, por meio do reforço escolar e recuperação paralela, pode minimizar as dificuldades cognitivas que essa modalidade de ensino traz aos jovens e adultos, o que fundamenta a utilização da educação a distância.
E ainda não construímos uma cultura do direito à educação ao longo da vida àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos nos ensinos fundamental e médio na idade própria.

“No país, a aspiração da Pedagogia a um estatuto científico guarda relações com alguns marcos históricos, que vai da constituição da Associação Brasileira de Educação (1924), passa pelo Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932), pela criação das Escolas de Formação de Professores ou Institutos Pedagógicos com anexos para formação prática de docentes (São Paulo e Rio de Janeiro), até a criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais (CBPE -1955), articulado aos Centros Regionais de Pesquisas Educacionais (CRPEs), instalados em diferentes capitais brasileiras, a exemplo do Recife (1957)."
Além de Pernambuco, o CRPE-Recife tinha como área atuação os estados da Paraíba e do Rio Grande Norte e teve como Dire- tor

A Darcy Ribeiro.
B Miguel Arraes.
C Ariano Suassuna
D Paulo Freire.
E Gilberto Freyre.

Adolescentes, de modo geral, diferentemente de jovens e adultos, não são compreendidos como atores coletivos, pois não usufruem plenamente dos direitos políticos e se inserem na ordem social e no espaço público mais como atores por meio da participação cultural e, muitas vezes, sob o estatuto de estudantes, sobretudo em tempos de centralidade real e simbólica da Internet. Entretanto, os adolescentes não deixam de expressar em diferentes espaços preocupações sociais, econômicas e até mesmo políticas e familiares distintas e mais amplas, pois como “ponta de iceberg” eles evidenciam os dilemas centrais que atravessam a sociedade na contemporaneidade, inclusive em torno das questões e desafios que se deparam no território da escolarização básica e superior e em virtude das orientações das políticas públicas educacionais que têm por intencionalidade delimitar os contornos da formação escolar tendo em vista determinadas projeções de futuro. Nos anos de 2015 e 2016, estudantes-adoles- centes protagonizaram ações coletivas de protestos em defesa da escola pública e da qualidade do ensino que usufruíam; seja como categoria nativa, seja pela literatura acadêmica aquelas ações foram denominadas de

A Assembleias estudantis.
B Ações beligerantes.
C Ocupações de escolas.
D Situação problemática.
E Indisciplina escolar.

Por vezes, a juventude é definida por sua característica revolucionária, de potência positiva e transformadora. Em outras circunstâncias, a juventude é identificada como geradora de problemas para a sociedade e como um modo de vida que exige cuidados específicos. Cada uma dessas, e outras visões gera, como consequência, uma maneira de lidar com a juventude e de pensar em políticas para esse grupo social.
Nesse sentido, para a juventude, como preparação para a vida adulta, as políticas pensadas serão essencialmente voltadas para o futuro, geralmente em torno da educação formal ou da formação profissional. Já para a juventude, como problema ou ameaça social, as políticas

A serão voltadas para conter sua atuação na sociedade, já que o jovem é criminalizado de maneira geral; o foco se encontra em medidas repressivas ou assistencialistas e voltadas apenas para a parcela da juventude em situação de vulnerabilidade social.
B são assistenciais e vistas como fator estratégico para o desenvolvimento socioeconômico de um país; há investimento em sua formação profissional e integral e, também, estímulo ao envolvimento com serviços na sua comunidade.
C estão voltadas à formação da moral e do caráter para a convivência cidadã, prevendo-se, também, cumprimento de pena aos atos infracionais praticados pelas crianças, adolescentes e jovens maiores de 12 anos de idade.
D encontram-se direcionadas ao mercado de trabalho e à formação integral do jovem, sendo este visto como “padrão de juventude”, pois dada sua escolaridade e posição social é inserido na sociedade de consumo, valorizado e estimulado ao empreendedorismo.
E concebem o jovem como sujeito de direito, razão pela qual é oferecido a ele uma educação integral que o forme para as demandas do tempo presente, adiando, ainda que sem desconsiderar, os aspectos voltados à vida produtiva do país.

Segundo Dermeval Saviani, no século XX, as tendências do pensamento pedagógico brasileiro podem ser esquematicamente apreendidas em duas temporalidades: uma marcada pela aspiração da Pedagogia a um estatuto pedagógico, e uma segunda, marcada pela suspeição da ciência (a partir de 1980).
São características da segunda temporalidade:

I. Adoção da avaliação da aprendizagem por meio de provas nacionais.

II. O diálogo da Pedagogia com a Sociologia e a Economia da Educação.

III. Em lugar das metanarrativas entram em cena os jogos de linguagem.

IV. Emergência da Didática Psicológica.

V. Configuração de uma verdadeira Pedagogia da exclusão.
Está correto o que se afirma APENAS em

A I, II e IV.
B II I e V.
C I e IV.
D II e IV.
E I, IV e V.

A respeito da ética, da moral, de valores e democracia, julgue os itens a seguir. Além de demandar a obediência a valores e normas de conduta, a solução dos problemas éticos na administração pública requer um padrão transparente e previsível de procedimentos.

A Certo
B Errado