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Os gêneros textuais são textos que circulam em determinada área da esfera humana. O texto a seguir é o início de uma crônica de Affonso Romano de Sant’Anna: “Um dia elas crescem e se mudam, as filhas. Os filhos também. Mas com as filhas é diferente. Sobretudo se vão morar sozinhas, solteiras. Há uma geração atrás, isto era impensável. Aparecia em filme americano e a gente pensava: lá, tudo bem, a cultura deles é assim”. Considerando-se somente o segmento dado, é correto afirmar que uma das características desse gênero textual é:

A certo descaso com a construção textual, como ocorre na primeira frase do texto, em que só se especifica o sujeito ao final;
B fatos do cotidiano apresentados sob a ótica do enunciador;
C sua finalidade é o convencimento do leitor a partir de exemplos retirados da experiência cotidiana;
D relata de forma poética acontecimentos recentes de interesse geral;
E informar ao leitor fatos atuais de interesse público com imparcialidade.

Os textos mostram distintas estruturas quando o enunciador pretende atribuir uma qualidade a um substantivo. A estrutura abaixo que está devidamente caracterizada, em relação ao substantivo sublinhado, é:

A O discurso presidencial levou uma hora / atribuição por meio de um adjetivo que expressa uma qualidade;
B Um governante eficiente não transfere as providências / atribuição por meio de uma metáfora;
C Um livro que custa caro é menos vendido / atribuição por meio de uma oração adjetiva explicativa;
D A obra proposta mostrar-se-ia de grande beleza / atribuição por meio de predicativo formado por locução;
E Um dia de fúria pode causar prejuízos para o resto da vida / atribuição por meio de frase verbal descritiva.

O texto a seguir foi retirado de uma Carta do Leitor do jornal O Globo, de 13 de setembro de 2017. A respeito da reportagem sobre o valor das delações premiadas, devo dizer que a achei parcial e de pouco valor informativo. A marca que NÃO está presente nesse gênero textual é:

A expressar opiniões dos leitores sobre assuntos publicados;
B utilizar-se de linguagem próxima à do jornal;
C pretender elogiar ou criticar determinada matéria;
D exibir inteligência e cultura do autor da carta;
E marcar a imparcialidade do jornal na publicação.

“Para uma civilização de quatro mil anos ou mais, uma década tem sabor de 15 minutos”. Em busca de expressividade, o autor do texto 1 apela, neste caso, para um(a):

A hipérbole;
B metonímia;
C personificação;
D eufemismo;
E pleonasmo;

Sabemos que as vírgulas são utilizadas na língua escrita com finalidades diversas, mas fundamentalmente para facilitar a leitura. Na frase de William Cowper “Deus fez o campo, e o homem, a cidade”, há duas vírgulas que se justificam, respectivamente, para:

A evitar ambiguidade / indicar elipse do verbo;
B separar elementos de mesma função sintática / marcar uma pausa;
C distinguir elementos coordenados / dar realce a certos termos;
D isolar elemento de valor explicativo / separar um aposto;
E destacar elementos repetidos / marcar um adjunto antecipado.

Na fala do personagem-pai na charge há um erro de acentuação no vocábulo “quê”; a frase em que ocorre o mesmo erro ortográfico é:

A Há um quê de estranho em tudo isso.
B Os políticos roubam, por quê?
C O quê? Não estou escutando bem...
D O quê da palavra “quero” está mal grafado.
E Por quê você não veio, por quê?

Machado de Assis é considerado um escritor clássico em termos de linguagem, mas isso não impede que haja termos e construções da língua coloquial em seus textos. O trecho abaixo em que só estão presentes termos e construções formais é:

A “Jumento de uma figa, cortaste-me os fios às reflex es”.
B “Nhonhô não vai visitar sinhá D. Eusébia? Perguntou-me o Prudêncio”.
C “Ouvindo isso, não me pude ter que lhe não falasse das cartas que aguardavam o Tristão”.
D “Quando o testamento foi aberto, Rubião quase caiu pra trás”.
E “Depois do sobressalto, um aborrecimento. Que diacho de ideia aquela de imprimir um fato particular, contado em confiança?”

Numa negociação de umas quintas em Portugal, poderia ocorrer a seguinte frase na língua falada portuguesa: - Tu queres que eu tas venda? Em linguagem falada contemporânea brasileira não regional, essa mesma frase deveria ser expressa do seguinte modo:

A Numa negociação de umas quintas em Portugal, poderia ocorrer a seguinte frase na língua falada portuguesa: - Tu queres que eu tas venda? Em linguagem falada contemporânea brasileira não regional, essa mesma frase deveria ser expressa do seguinte modo:
B Tu queres que eu venda-as a você?
C Você quer que eu venda elas a você?
D Tu queres que eu venda as quintas a ti?
E Você quer que eu as venda a ti?

Os brasileiros necessitam urgentemente de mais estudo, pois basta ver os resultados de seus votos para que notemos suas carências de informação. O texto acima exemplifica um texto argumentativo; o argumento utilizado nesse texto é do tipo:

A baseado no senso comum;
B apoiado em citações;
C suportado por evidências;
D definido por raciocínio lógico;
E fundamentado em falácias.