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Tomar remédio é fácil; difícil é tomar rumo
Remédios antidepressivos nem sempre funcionam. Sua eficácia pode depender de quão estressado você está.

Daniel Martins de Barros

A depressão caminha para se tornar uma das principais doenças da humanidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde ela afeta 350 milhões de pessoas, e daqui quatro anos se tornará a principal causa de incapacidade no mundo. Parte desse aumento se deve ao melhor esclarecimento das pessoas e à maior taxa de diagnósticos, mas não é só isso. O suicídio também aumenta mundo afora, indicando que há crescimento real no número de casos. A pergunta principal é: por quê?
Como todos os transtornos mentais, a depressão não tem uma causa só, bem definida. Sua origem é “multifatorial”, ou seja, múltiplos fatores contribuem para que ela surja. E um dos personagens mais cotados para vilão principal no aumento dos casos é o estresse. Ele não é um problema exclusivo do nosso tempo, sempre existiu, mas hoje em dia, onde quer que procuremos, vamos achar fontes de estresse. Seja vinda do trabalho onde se exige sempre mais; seja do meio cultural, com o fluxo de informação ininterrupto sobrecarregando nossos cérebros; do ambiente doméstico, com relações e papeis sendo redefinidos, gerando insegurança; ou mesmo do simples fato de o mundo passar por uma urbanização crescente, levando para mais gente o bônus, mas também o ônus de se viver em cidades. Uma das maneiras de o estresse levar à depressão é por estimular a resposta inflamatória geral do nosso organismo, desgastando-o lentamente.
O pior é que esse estresse todo pode não só estar causando, mas também perpetuando a depressão. Um estudo acaba de ser publicado investigando porque os antidepressivos funcionam, mas não para todo mundo. Sabendo desse papel da resposta inflamatória na origem da depressão os cientistas estressaram um grupo de ratos, levando-os a ter alterações comportamentais semelhantes às que ocorrem nos deprimidos. Passaram então a tratá-los com placebo ou com o antidepressivo fluoxetina, mantendo metade no ambiente estressante original e metade num ambiente tranquilo. Resultado? Não só o comportamento desses últimos melhorou mais do que nos outros, como também os parâmetros biológicos de atividade inflamatória diminuíram, enquanto nos pobres ratos estressados a inflamação aumentou.
Os pesquisadores concluíram algo difícil de discordar: não adianta muito tomar remédio se nós não atuarmos também no ambiente. O que faz todo sentido: se a origem da depressão não é só química, apenas medicamentos dificilmente bastarão para curá-la.
E como se combate o estresse se ele vem de todos os lados? Pode ser difícil, mas não é impossível. Cuidando bem do sono, por exemplo: a maioria das pessoas que dorme menos do que gostaria tem falta de sono por sua própria culpa, por ficar na TV ou celular por mais tempo do que deveria. E o sedentarismo, então? Não é preciso ter dinheiro para personal trainer : meia hora de caminhada na rua, dia sim, dia não, já combate os sintomas do estresse. Isso para não falar de alimentação – dietas ricas em carboidratos simples (açúcar e farinha) contribuem para também ativar o estado inflamatório do organismo, enquanto dietas saudáveis fazem o oposto.
Talvez você não possa mudar de chefe, de cidade ou de família. Mas com certeza poderia mudar de vida. Só que, como sempre digo, tomar remédio é fácil. O difícil é tomar rumo.

Texto adaptado de: http://vida- estilo.estadao.com.br/blogs/daniel-martins- de-barros/tomar-remedio-e-facil-dificil-e- tomar-rumo/

Em relação ao conteúdo elaborado no texto,
sobre a expressão “tomar rumo”, evidenciada
tanto no título quanto no último parágrafo
em oposição a “tomar remédio”, é correto
afirmar que

A considerando que se registra,
contemporaneamente, um aumento significativo
tanto dos casos de depressão quanto dos casos
de suicídio e que, conforme bem exemplifica o
relato da experiência científica retomada pelo
texto, o ambiente inevitavelmente estressante
no qual vivemos neutraliza a eficácia dos
medicamentos, a expressão em questão
evidencia uma necessidade de enfrentar a
depressão totalmente sem a utilização de
medicamentos.
B considerando que a experiência científica
relatada no texto evidenciou que o tratamento
da depressão em ratos por meio de placebo
demonstrou ser tão eficaz quanto o tratamento
com o antidepressivo fluoxetina, a expressão
em questão corrobora a conclusão dos pesquisadores que constataram a ineficácia total
dos remédios comuns no combate à depressão,
sendo menos oneroso ao organismo do doente
tomar placebo.
C considerando que a principal causa da depressão
é o estresse e que, como explica o autor do texto,
uma das maneiras deste acarretar em depressão
é estimulando a resposta inflamatória geral do
nosso organismo, desgastando-o lentamente, a
expressão em questão indica a necessidade de
que o doente em tratamento da depressão tome,
além do antidepressivo fluoxetina, também anti-inflamatórios.
D considerando que a depressão tem como
principal causa o estresse e de que este vem
de todos os lados, a expressão em questão
evidencia que se curar da depressão é difícil, mas
não impossível e que, ainda que o doente tome
remédio, medida considerada fácil, é necessário
que elimine as causas do seu estresse tomando
atitudes como contratar um personal trainer,
enriquecer a dieta com carboidratos simples e
mudar de emprego ou cidade.
E considerando que a origem da depressão é
multifatorial e que um dos principais agentes
para aumento de casos da doença é o estresse, a
expressão em questão evidencia a necessidade,
relatada pelo autor do texto, tanto por meio
do exemplo da experiência científica quanto
pelas sugestões de alterações de hábitos, de
que, contíguo à utilização de medicamentos, o
doente assuma novas atitudes que combatam o
estresse do dia a dia.
Texto associado
Tomar remédio é fácil; difícil é tomar rumo
Remédios antidepressivos nem sempre funcionam. Sua eficácia pode depender de quão estressado você está.

Daniel Martins de Barros

A depressão caminha para se tornar uma das principais doenças da humanidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde ela afeta 350 milhões de pessoas, e daqui quatro anos se tornará a principal causa de incapacidade no mundo. Parte desse aumento se deve ao melhor esclarecimento das pessoas e à maior taxa de diagnósticos, mas não é só isso. O suicídio também aumenta mundo afora, indicando que há crescimento real no número de casos. A pergunta principal é: por quê?
Como todos os transtornos mentais, a depressão não tem uma causa só, bem definida. Sua origem é “multifatorial”, ou seja, múltiplos fatores contribuem para que ela surja. E um dos personagens mais cotados para vilão principal no aumento dos casos é o estresse. Ele não é um problema exclusivo do nosso tempo, sempre existiu, mas hoje em dia, onde quer que procuremos, vamos achar fontes de estresse. Seja vinda do trabalho onde se exige sempre mais; seja do meio cultural, com o fluxo de informação ininterrupto sobrecarregando nossos cérebros; do ambiente doméstico, com relações e papeis sendo redefinidos, gerando insegurança; ou mesmo do simples fato de o mundo passar por uma urbanização crescente, levando para mais gente o bônus, mas também o ônus de se viver em cidades. Uma das maneiras de o estresse levar à depressão é por estimular a resposta inflamatória geral do nosso organismo, desgastando-o lentamente.
O pior é que esse estresse todo pode não só estar causando, mas também perpetuando a depressão. Um estudo acaba de ser publicado investigando porque os antidepressivos funcionam, mas não para todo mundo. Sabendo desse papel da resposta inflamatória na origem da depressão os cientistas estressaram um grupo de ratos, levando-os a ter alterações comportamentais semelhantes às que ocorrem nos deprimidos. Passaram então a tratá-los com placebo ou com o antidepressivo fluoxetina, mantendo metade no ambiente estressante original e metade num ambiente tranquilo. Resultado? Não só o comportamento desses últimos melhorou mais do que nos outros, como também os parâmetros biológicos de atividade inflamatória diminuíram, enquanto nos pobres ratos estressados a inflamação aumentou.
Os pesquisadores concluíram algo difícil de discordar: não adianta muito tomar remédio se nós não atuarmos também no ambiente. O que faz todo sentido: se a origem da depressão não é só química, apenas medicamentos dificilmente bastarão para curá-la.
E como se combate o estresse se ele vem de todos os lados? Pode ser difícil, mas não é impossível. Cuidando bem do sono, por exemplo: a maioria das pessoas que dorme menos do que gostaria tem falta de sono por sua própria culpa, por ficar na TV ou celular por mais tempo do que deveria. E o sedentarismo, então? Não é preciso ter dinheiro para personal trainer : meia hora de caminhada na rua, dia sim, dia não, já combate os sintomas do estresse. Isso para não falar de alimentação – dietas ricas em carboidratos simples (açúcar e farinha) contribuem para também ativar o estado inflamatório do organismo, enquanto dietas saudáveis fazem o oposto.
Talvez você não possa mudar de chefe, de cidade ou de família. Mas com certeza poderia mudar de vida. Só que, como sempre digo, tomar remédio é fácil. O difícil é tomar rumo.

Texto adaptado de: http://vida- estilo.estadao.com.br/blogs/daniel-martins- de-barros/tomar-remedio-e-facil-dificil-e- tomar-rumo/

Em relação às palavras: “suicídio”,
“também”, “número”, “crescimento” e
“ininterrupto”, que foram retiradas do texto,
e considerando as regras de acentuação e
as regras de divisão silábica das palavras
da língua portuguesa, assinale a alternativa
correta.

A Justifica-se a acentuação das palavras
“suicídio” e “número”, pois recebem acento
todas as palavras proparoxítonas, e da palavra
“também”, pois recebe acento a vogal “e” da
terminação “em” das palavras oxítonas; registrase
a divisão silábica das palavras “crescimento”
e “ininterrupto”, da seguinte forma: cres/ci/men/
to e i/nin/ter/ru/p/to.
B Justifica-se a acentuação das palavras “suicídio”,
“também” e “número”, respectivamente, pois
recebe acento a vogal tônica das paroxítonas
terminadas em ditongo oral, recebe acento
a vogal “e” da terminação “em” das palavras
oxítonas e recebem acento todas as palavras proparoxítonas; registra-se a divisão silábica
das palavras “crescimento” e “ininterrupto”, da
seguinte forma: cres/ci/men/to e i/nin/ter/rup/to.
C Justifica-se a acentuação das palavras “suicídio”,
“também” e “número”, respectivamente, pois
recebe acento a vogal tônica de todas as
palavras paroxítonas terminadas em “o”, recebe
acento a vogal tônica de todas as palavras
oxítonas terminadas pelas consoantes nasais
“m” ou “n” e recebem acento todas as palavras
proparoxítonas; registra-se a divisão silábica
das palavras “crescimento” e “ininterrupto”, da
seguinte forma: cre/sci/men/to e i/nin/te/rrup/to.
D Justifica-se a acentuação das palavras “suicídio”,
“também” e “número”, pois recebem acento
agudo todas as vogais abertas que estiverem na
sílaba tônica de palavras paroxítonas, oxítonas
e proparoxítonas da língua portuguesa; registrase
a divisão silábica das palavras “crescimento”
e “ininterrupto”, da seguinte forma: cres/ci/men/
to; i/nin/te/rrup/to.
E Justifica-se a acentuação das palavras “suicídio”,
“também” e “número”, respectivamente, pois
recebe acento agudo a vogal “i” precedida da
consoante “c” em palavras paroxítonas, recebe
acento agudo a vogal “e” seguida da consoante
“m” em palavras oxítonas e recebem acento
todas as palavras proparoxítonas; registra-se
a divisão silábica das palavras “crescimento” e
“ininterrupto”, da seguinte forma: cres/ci/men/to
e i/nin/ter/rup/to.

O filme brasileiro Aquarius ganhou
repercussão mundial quando parte de seu
elenco fez um protesto no Festival de Cannes
2016. Assinale a alternativa que apresenta o
único filme brasileiro que ganhou a Palma de
Ouro, prêmio principal no Festival de Cannes.

A “Vidas Secas”, de Glauber Rocha, em 1963.
B “O Beijo da Mulher Aranha”, 1985, de Hector
Babenco.
C “Eu sei que vou te amar”, de Arnaldo Jabor, em
1986.
D “Central do Brasil”, de Walter Salles, em 1998.
E “O Pagador de promessas”, de Anselmo Duarte,
em 1962.

Dentro dos conceitos de arquitetura de computadores, temos dois problemas clássicos. O primeiro é chamado de overflow, ou seja, ocorre quando um valor ultrapassa o limite máximo suportado por sua estrutura de armazenamento. O segundo é chamado de alteração de fluxo não causada pela execução do programa (esse problema é gerado pelas solicitações de dispositivos de Entrada e Saída (E/S) como teclados e mouse). Qual alternativa a seguir apresenta a solução correta para esses dois casos respectivamente?

A Instruction Set e Pilha.
B Pipeline e Paralelismo.
C Memória CACHE e Memória RAM.
D Registradores e variáveis de Memória.
E Exceções e Interrupções.

O Sistema Financeiro Nacional (SFN) do Brasil
é formado por um conjunto de instituições,
financeiras ou não, voltadas para a gestão
da política monetária do governo federal.
O Banco Central do Brasil propõe uma
subdivisão do Sistema Financeiro Nacional
em 3 níveis, órgãos normativos, entidades
supervisoras e operadores. Assinale a
alternativa que apresenta apenas órgãos
normativos do SFN.

A Conselho Nacional Monetário, Conselho
Nacional de Seguros Privados, Conselho
Nacional de Previdência Complementar.
B Conselho Monetário Nacional, Banco Central do
Brasil e Caixa Econômica.
C Conselho Nacional Monetário, Conselho
Nacional de Seguros Privados, Secretaria de
Desenvolvimento Financeiro e Social.
D Secretaria de Desenvolvimento Financeiro e
Social, Conselho Nacional Monetário, Comissão
de Valores Mobiliários.
E Bolsa de Valores, Conselho Nacional de Seguros
Privados, Conselho Nacional de Previdência
Complementar.

Para otimizar o desempenho de uma rede local de computadores, pode-se utilizar a técnica de subdividir logicamente a rede, utilizando as máscaras de sub-rede. Caso se deseje subdividir uma rede Classe C em dois segmentos de igual tamanho, deve-se utilizar a máscara de sub-rede:

A 255.255.128.0.
B 255.255.252.0.
C 255.255.255.0.
D 255.255.255.128.
E 255.255.255.252.
Órgão: Prefeitura de Presidente Prudente SP Cargo: Analista de Tecnologia da Informação Prova: VUNESP - Prefeitura de Presidente Prudente SP - Analista de Tecnologia da Informação - 2016

Deseja-se realizar uma transferência de arquivo em formato binário pela internet utilizando o conjunto de protocolos TCP/IP. Além do IP, é necessária a utilização de um protocolo da camada de transporte e um da camada de aplicação, e que são, respectivamente,

A FTP e HTTP.
B FTP e UDP.
C TCP e FTP.
D UDP e HTTP.
E UDP e TCP.
Órgão: Prefeitura de Presidente Prudente SP Cargo: Analista de Tecnologia da Informação Prova: VUNESP - Prefeitura de Presidente Prudente SP - Analista de Tecnologia da Informação - 2016