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Um paciente de 75 anos de idade, portador de hipertensão arterial sistêmica, diabete melito tipo II e dislipidemia, apresenta queixa de claudicação intermitente incapacitante de panturrilha direita. Durante a investigação, foi solicitado ecodoppler colorido arterial de membros inferiores, que demonstrou oclusão femoropoplítea direita, sem acometimento distal importante. Diante desses fatos, o médico assistente decidiu solicitar uma angiotomografia com contraste para programação de revascularização. Para realização desse exame nesse perfil de paciente, devido ao risco de acidose lática, é preciso ficar atento ao uso de:

A cilostazol
B losartana
C metformina
D sinvastatina
E ácido acetilsalicílico

Um homem de 62 anos, hipertenso em uso de losartana e hidroclorotiazida, chega a seu polo de espuma densa referenciado pela unidade básica, com dor, edema, varizes e dermatite ocre em membros inferiores, já classificado como CEAP IV, com exame de doppler venoso mostrando safenas magnas e parvas dilatadas e insuficientes. É indicado para tratamento por espuma densa ecoguiada como rege o fluxo da instituição local. Apesar da conduta já determinada, o residente plantonista hipocraticamente colhe a história do paciente e o examina, descobrindo que, além de hipertenso, ele é diabético e tabagista e que suas dores são típicas de claudicação intermitente com uma distância de marcha não maior que 100 metros. Seus pulsos poplíteos e tibiais são diminuídos e os pediosos, ausentes. Diante do quadro clínico em questão, é esperado que o residente:

A suspenda o protocolo e devolva o paciente à unidade básica de saúde;
B siga o tratamento com espuma densa eco guiada, conforme o protocolo, pois o paciente realmente tem indicação de fazêlo, e deixe que a unidade básica siga com a investigação arterial;
C inicie o tratamento com espuma, pois esse foi o protocolo designado pelo fluxo local, e oriente o paciente a procurar tratamento arterial;
D suspenda o tratamento venoso, oriente o paciente sobre os motivos, inicie tratamento clínico para doença arterial e devolva-o à unidade básica para seguimento adequado;
E siga o tratamento com espuma conforme o protocolo e inicie medicação para doença arterial em paralelo.

A endarterectomia, técnica aliada do cirurgião vascular, salva artérias em várias ocasiões. O local da parede arterial em que se inicia a deposição de lipídeos, dando início ao processo da formação da placa, é:

A entre a limitante elástica externa e as fibras musculares;
B entre a camada endotelial e a limitante elástica interna;
C no conjuntivo mais frouxo entre as lâminas elásticas da camada média;
D entre a limitante elástica interna e o conjuntivo frouxo da adventícia;
E entre a túnica íntima e a túnica média.

Alguns minutos após iniciado um procedimento endovascular, o arco-em-C que está em uso estranhamente superaquece e, após um leve curto-circuito que desarma o disjuntor da sala, interrompe a emissão de raios. Restabelecida de pronto a energia, o técnico tranquiliza a equipe médica, dizendo que esse aparelho já está antigo para as revascularizações distais. A equipe então nota algumas gotas de óleo no braço do arco, talvez oriundas da ampola emissora de raios-x. O profissional técnico em radiologia que assiste a equipe prontamente oferece a solução de não continuar usando esse aparelho velho e trazer o novo da sala ao lado para que a cirurgia seja reiniciada sem prejuízo de tempo. É adequado que nesse momento, a equipe:

A aceite a sugestão e prossiga tranquilamente sua cirurgia com o aparelho novo;
B aceite o aparelho novo, mas exija a retirada do anterior de sala, dado o risco de vazamento do material radioativo;
C troque o paciente de sala para dar continuidade à cirurgia com o aparelho novo, cuidando para manter distância do que aqueceu;
D suspenda o procedimento e determine o corte de energia elétrica para o setor;
E suspenda o procedimento, evacue a sala e comunique às autoridades sobre o vazamento do óleo contaminado e violação do isolamento da ampola.

Um paciente de 28 anos de idade encontra-se em investigação para aneurisma de aorta abdominal assintomático, descoberto durante exame médico de rotina. Na anamnese o paciente refere úlceras orais dolorosas de repetição e um episódio de úlcera genital. Diante desses fatos, deve-se investigar o diagnóstico de:

A sífilis terciária;
B doença de Bueger;
C arterite de Takayasu;
D síndrome de Behçet;
E aortite mediada por IgG4.

Em relação à isquemia seguida de reperfusão, assinale a alternativa correta.

A Não se observa reação do oxigênio molecular com a hipoxantina acumulada no tecido isquêmico
B Há formação de radicais livres do oxigênio, atração de leucócitos e reações de lipoperoxidação de membranas celulares
C O radical superóxido reage com óxido nítrico, causando vasodilatação e inibição plaquetária
D O íon ferro não participa da formação do radical hidroxila
E Ocorre peroxidação de lisossomas ativando oxidação de LDL- colesterol

Quanto a semiologia vascular, assinale a alternativa correta.

A Flictenas são bolhas cutâneas com conteúdo sero-hemorrágico que se apresentam no quadro inicial da isquemia aguda periférica
B Na prova de Allen, comprime-se a artéria ulnar para se testar se a artéria radial está pérvia
C As úlceras cutâneas hipertensivas, ou de Martorell, são mais frequentes em homens e são pouco dolorosas
D As úlceras cutâneas isquêmicas, com exceção das diabéticas, são extremamente dolorosas
E Ao se ocluir uma fístula arteriovenosa, ocorre aumento da frequência cardíaca

Assinale a alternativa que apresenta quais dos parâmetros arteriográficos a seguir são mais comuns no paciente diabético.

A Aorta de paredes regulares com lesões focais das ilíacas comuns e externas
B Ateromatose difusa do eixo aorto-ilíaco e fêmoro-poplíteo
C Inflow relativamente preservado, oclusão da artéria femoral superficial e outflow satisfatório
D Inflow relativamente preservado, ausência de doença oclusiva acima da artéria poplítea com doença difusa infra-patelar
E Preservação de artérias tronculares com pouca calcificação parietal

A compressão ecoguiada de uma artéria pode ser aplicada em:

A aneurisma assintomático de artéria poplítea
B pseudoaneurisma femoral em sítio de punção imediatamente após a retirada do introdutor
C pseudoaneurisma anastomótico na femoral ocorrido 4 anos após uma derivação aortobifemoral
D pseudoaneurisma bocelado em usuário de drogas, sem intervenção vascular prévia
E fechamento de fístula arteriovenosa traumática