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Leia a frase a seguir.
A fala e a escrita são modalidades diferentes da linguagem humana __ a primeira se utiliza de unidades sonoras __ a segunda __ ao contrário __ emprega sinais gráficos.
Assinale a pontuação que preenche corretamente as lacunas da frase acima.

A vírgula – dois-pontos – ponto e vírgula – vírgula
B dois-pontos – vírgula – ponto e vírgula – vírgula
C dois-pontos – ponto e vírgula – vírgula – vírgula
D dois-pontos – vírgula – vírgula – ponto e vírgula
E ponto – ponto e vírgula – ponto e vírgula – vírgula

Assinale a opção em que não há crase em lacuna alguma.

A Ele costumava deixar seus pertences largados __ vontade no chão. __ despeito de nossos conselhos, guardava suas fotos em envelopes, mas agora já __ acondiciona em álbuns especiais.
B __ exposição que se inaugura hoje __ 17h, ficará aberta de terça __ sexta-feira, das 12h30min __ 18h30min.
C Logo __ entrada, __ esquerda de quem entra, existe uma parte coberta possivelmente visando __ abrigar __ pessoas da chuva.
D Todos querem um fim de semana __ beira-mar com __ família e pouco __ pouco vão trazendo alegria __ quela praia deserta.
E O Brasil foi o primeiro país __ reconhecer __ fotografia como obra de arte, graças __ D. Pedro II, um dos primeiros fotógrafos brasileiros.

A charge é antiga, mas o assunto continua atual.
Na charge, produzida por Erasmo e retirada do Jornal de Piracicaba, o efeito de humor se dá sobretudo

Imagem da questão 208302
A pelas desavenças entre pai e filho.
B pelo duplo sentido da palavra escola.
C pelo fato de a mãe não ter feito qualquer comentário.
D pelo fato de o termo escola ser um hiperônimo.
E pela atitude ambígua do filho do casal.

Avalie as afirmativas a seguir, relativas a textos normativos legais. I. Alíneas devem ser designadas por letras minúsculas, seguidas de um parêntese de fechamento: a), b), c).
II. Na numeração de artigos, utiliza-se apenas a numeração ordinal: art. 1º, art. 8º, art. 10º.
III. Na numeração de parágrafos, utiliza-se apenas a numeração cardinal: § 3, § 9, § 10.
IV. Incisos devem ser designados por algarismos romanos e iniciados por letra minúscula: I, II, III.
Está correto o que se afirma em

A I e IV, apenas.
B II e III, apenas.
C III e IV, apenas.
D I e II, apenas.
E I, II, III e IV.
Texto associado
'Quer adressar?', me perguntou a moça De início não entendi o verbo cravado no coração da frase e, usando o etarismo a meu favor, pedi graciosamente, por favor, que a moça repetisse.
O cenário era a loja de um shopping no Leblon, onde eu negociava com ela, vendedora educadíssima, os últimos detalhes da compra de um produto volumoso que, sem carro, eu não podia levar naquele momento. Foram necessárias três repetições da frase até que – como se falava no tempo do orelhão, quando o português era ouvido por aqui – a ficha caiu:
“Eu posso adressar o produto?”, era o que perguntava a moça, fazendo-se finalmente entender. A moça queria ostentar na fala o mesmo padrão internacional do shopping.
A pureza vernacular não linka com a minha prosa vadia de cronista. A ideia aqui é mexer com a língua, roçar na de Luís de Camões e – como o tamanduá esticando a dele para pegar as formigas – tirar prazer disso. Para manter o emprego, equilibro num parágrafo as ordens do manual de redação – exibindo às vezes uma mesóclise de polainas – e já no parágrafo seguinte caio de boca – com o piercing no lábio inferior – no saboreio do último barbarismo ouvido na esquina. Nada a ver com os rigores de um professor de português. O target não é preparar o leitor para a nota mil do Enem, mas meter a língua onde não se foi chamado.
A propósito. Preciso dizer que quando eu, cliente, finalmente entendi o que a moça na loja do shopping queria dizer com a proposta de “adressar” a compra, eu aquiesci jovial – e me fiz up to date:
“Sim, por favor, adressa, sim”.
(Trecho adaptado da crônica de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada em “O Globo”.)

Assinale a frase, retirada do texto, que apresenta intertextualidade com outra frase conhecida, considerada como um ditado popular.

A Nada a ver com os rigores de um professor de português.
B (...) pedi graciosamente, por favor, que a moça repetisse.
C (...) como se falava no tempo do orelhão, quando o português era ouvido por aqui.
D O target não é preparar o leitor para a nota mil do Enem, mas meter a língua onde não se foi chamado.
E A moça queria ostentar na fala o mesmo padrão internacional do shopping.
Texto associado
'Quer adressar?', me perguntou a moça De início não entendi o verbo cravado no coração da frase e, usando o etarismo a meu favor, pedi graciosamente, por favor, que a moça repetisse.
O cenário era a loja de um shopping no Leblon, onde eu negociava com ela, vendedora educadíssima, os últimos detalhes da compra de um produto volumoso que, sem carro, eu não podia levar naquele momento. Foram necessárias três repetições da frase até que – como se falava no tempo do orelhão, quando o português era ouvido por aqui – a ficha caiu:
“Eu posso adressar o produto?”, era o que perguntava a moça, fazendo-se finalmente entender. A moça queria ostentar na fala o mesmo padrão internacional do shopping.
A pureza vernacular não linka com a minha prosa vadia de cronista. A ideia aqui é mexer com a língua, roçar na de Luís de Camões e – como o tamanduá esticando a dele para pegar as formigas – tirar prazer disso. Para manter o emprego, equilibro num parágrafo as ordens do manual de redação – exibindo às vezes uma mesóclise de polainas – e já no parágrafo seguinte caio de boca – com o piercing no lábio inferior – no saboreio do último barbarismo ouvido na esquina. Nada a ver com os rigores de um professor de português. O target não é preparar o leitor para a nota mil do Enem, mas meter a língua onde não se foi chamado.
A propósito. Preciso dizer que quando eu, cliente, finalmente entendi o que a moça na loja do shopping queria dizer com a proposta de “adressar” a compra, eu aquiesci jovial – e me fiz up to date:
“Sim, por favor, adressa, sim”.
(Trecho adaptado da crônica de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada em “O Globo”.)

Em relação ao texto, assinale a afirmativa correta.

A A crítica ao emprego do verbo adressar advém do repúdio do autor a palavras que infrinjam a pureza vernacular.
B Em “exibindo às vezes uma mesóclise de polainas”, o autor reconhece que a mesóclise deve ser utilizada com frequência na linguagem escrita.
C Para tirar a nota mil do Enem, o estudante deve obedecer rigorosamente à norma culta e evitar estrangeirismos e neologismos, o que não é o caso do autor, que é mais liberal nesse sentido.
D Os rigores de um professor de português nada têm a ver com as normas gramaticais de um Manual de Redação.
E Em “como se falava no tempo do orelhão, quando o português era ouvido por aqui” o autor externa ironicamente sua exaltação à linguagem do passado e sua crítica à linguagem falada no presente.
Texto associado
'Quer adressar?', me perguntou a moça De início não entendi o verbo cravado no coração da frase e, usando o etarismo a meu favor, pedi graciosamente, por favor, que a moça repetisse.
O cenário era a loja de um shopping no Leblon, onde eu negociava com ela, vendedora educadíssima, os últimos detalhes da compra de um produto volumoso que, sem carro, eu não podia levar naquele momento. Foram necessárias três repetições da frase até que – como se falava no tempo do orelhão, quando o português era ouvido por aqui – a ficha caiu:
“Eu posso adressar o produto?”, era o que perguntava a moça, fazendo-se finalmente entender. A moça queria ostentar na fala o mesmo padrão internacional do shopping.
A pureza vernacular não linka com a minha prosa vadia de cronista. A ideia aqui é mexer com a língua, roçar na de Luís de Camões e – como o tamanduá esticando a dele para pegar as formigas – tirar prazer disso. Para manter o emprego, equilibro num parágrafo as ordens do manual de redação – exibindo às vezes uma mesóclise de polainas – e já no parágrafo seguinte caio de boca – com o piercing no lábio inferior – no saboreio do último barbarismo ouvido na esquina. Nada a ver com os rigores de um professor de português. O target não é preparar o leitor para a nota mil do Enem, mas meter a língua onde não se foi chamado.
A propósito. Preciso dizer que quando eu, cliente, finalmente entendi o que a moça na loja do shopping queria dizer com a proposta de “adressar” a compra, eu aquiesci jovial – e me fiz up to date:
“Sim, por favor, adressa, sim”.
(Trecho adaptado da crônica de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada em “O Globo”.)

Assinale a opção em que a substituição do termo sublinhado por um sinônimo é incorreta.

A A pureza vernacular não linka com a minha prosa vadia de cronista (coaduna).
B O target não é preparar o leitor para a nota mil do Enem (objetivo).
C (...) eu aquiesci jovial – e me fiz up to date (concordei).
D (...) no saboreio do último barbarismo ouvido na esquina (cacografia).
E (...) usando o etarismo a meu favor (idadismo).
Texto associado
'Quer adressar?', me perguntou a moça De início não entendi o verbo cravado no coração da frase e, usando o etarismo a meu favor, pedi graciosamente, por favor, que a moça repetisse.
O cenário era a loja de um shopping no Leblon, onde eu negociava com ela, vendedora educadíssima, os últimos detalhes da compra de um produto volumoso que, sem carro, eu não podia levar naquele momento. Foram necessárias três repetições da frase até que – como se falava no tempo do orelhão, quando o português era ouvido por aqui – a ficha caiu:
“Eu posso adressar o produto?”, era o que perguntava a moça, fazendo-se finalmente entender. A moça queria ostentar na fala o mesmo padrão internacional do shopping.
A pureza vernacular não linka com a minha prosa vadia de cronista. A ideia aqui é mexer com a língua, roçar na de Luís de Camões e – como o tamanduá esticando a dele para pegar as formigas – tirar prazer disso. Para manter o emprego, equilibro num parágrafo as ordens do manual de redação – exibindo às vezes uma mesóclise de polainas – e já no parágrafo seguinte caio de boca – com o piercing no lábio inferior – no saboreio do último barbarismo ouvido na esquina. Nada a ver com os rigores de um professor de português. O target não é preparar o leitor para a nota mil do Enem, mas meter a língua onde não se foi chamado.
A propósito. Preciso dizer que quando eu, cliente, finalmente entendi o que a moça na loja do shopping queria dizer com a proposta de “adressar” a compra, eu aquiesci jovial – e me fiz up to date:
“Sim, por favor, adressa, sim”.
(Trecho adaptado da crônica de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada em “O Globo”.)

No trecho “e já no parágrafo seguinte caio de boca [...] no saboreio do último barbarismo ouvido na esquina”, o processo de formação da palavra sublinhada é

A a reduplicação.
B a derivação prefixal e sufixal.
C o hibridismo.
D a derivação parassintética.
E a conversão.
Texto associado
'Quer adressar?', me perguntou a moça De início não entendi o verbo cravado no coração da frase e, usando o etarismo a meu favor, pedi graciosamente, por favor, que a moça repetisse.
O cenário era a loja de um shopping no Leblon, onde eu negociava com ela, vendedora educadíssima, os últimos detalhes da compra de um produto volumoso que, sem carro, eu não podia levar naquele momento. Foram necessárias três repetições da frase até que – como se falava no tempo do orelhão, quando o português era ouvido por aqui – a ficha caiu:
“Eu posso adressar o produto?”, era o que perguntava a moça, fazendo-se finalmente entender. A moça queria ostentar na fala o mesmo padrão internacional do shopping.
A pureza vernacular não linka com a minha prosa vadia de cronista. A ideia aqui é mexer com a língua, roçar na de Luís de Camões e – como o tamanduá esticando a dele para pegar as formigas – tirar prazer disso. Para manter o emprego, equilibro num parágrafo as ordens do manual de redação – exibindo às vezes uma mesóclise de polainas – e já no parágrafo seguinte caio de boca – com o piercing no lábio inferior – no saboreio do último barbarismo ouvido na esquina. Nada a ver com os rigores de um professor de português. O target não é preparar o leitor para a nota mil do Enem, mas meter a língua onde não se foi chamado.
A propósito. Preciso dizer que quando eu, cliente, finalmente entendi o que a moça na loja do shopping queria dizer com a proposta de “adressar” a compra, eu aquiesci jovial – e me fiz up to date:
“Sim, por favor, adressa, sim”.
(Trecho adaptado da crônica de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada em “O Globo”.)

Na crônica de Joaquim Ferreira dos Santos, a função predominante é

A metalinguística.
B referencial.
C emotiva.
D apelativa.
E poética.
Texto associado
'Quer adressar?', me perguntou a moça De início não entendi o verbo cravado no coração da frase e, usando o etarismo a meu favor, pedi graciosamente, por favor, que a moça repetisse.
O cenário era a loja de um shopping no Leblon, onde eu negociava com ela, vendedora educadíssima, os últimos detalhes da compra de um produto volumoso que, sem carro, eu não podia levar naquele momento. Foram necessárias três repetições da frase até que – como se falava no tempo do orelhão, quando o português era ouvido por aqui – a ficha caiu:
“Eu posso adressar o produto?”, era o que perguntava a moça, fazendo-se finalmente entender. A moça queria ostentar na fala o mesmo padrão internacional do shopping.
A pureza vernacular não linka com a minha prosa vadia de cronista. A ideia aqui é mexer com a língua, roçar na de Luís de Camões e – como o tamanduá esticando a dele para pegar as formigas – tirar prazer disso. Para manter o emprego, equilibro num parágrafo as ordens do manual de redação – exibindo às vezes uma mesóclise de polainas – e já no parágrafo seguinte caio de boca – com o piercing no lábio inferior – no saboreio do último barbarismo ouvido na esquina. Nada a ver com os rigores de um professor de português. O target não é preparar o leitor para a nota mil do Enem, mas meter a língua onde não se foi chamado.
A propósito. Preciso dizer que quando eu, cliente, finalmente entendi o que a moça na loja do shopping queria dizer com a proposta de “adressar” a compra, eu aquiesci jovial – e me fiz up to date:
“Sim, por favor, adressa, sim”.
(Trecho adaptado da crônica de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada em “O Globo”.)

Com relação ao texto, assinale o comentário inadequado.

A Em “usando o etarismo a meu favor” (primeiro parágrafo), o autor se vale do fato de ser uma pessoa mais velha para disfarçar sua incompreensão quanto ao significado de adressar.
B No trecho “eu negociava com ela, vendedora educadíssima, os últimos detalhes da compra de um produto volumoso” a palavra volumoso pode ser substituída, sem alteração de sentido, pelo termo vultoso.
C No trecho “Eu posso adressar o produto?” (terceiro parágrafo), a vendedora do shopping perguntou se poderia apor o endereço do comprador no produto, para evitar possíveis erros de troca.
D O verbo adressar pode ser considerado um neologismo; daí a estranheza do autor.
E Ao dizer, no final do texto, que “se fez up to date: Sim, por favor, adressa, sim”, o autor demonstra sua intenção de se revelar moderno e atualizado quanto à evolução da língua.