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Uma das críticas ao conceito de Exclusão Social refere-se ao fato de que ao desenraizar as pessoas, o capitalismo as transforma em proprietários de uma única coisa – a sua força de trabalho – e, assim, vendedores dessa força de trabalho. Se ninguém se dispõe a comprá-la, isso cria um problema para elas e para a sociedade, mas de qualquer forma elas passam a ser potenciais vendedores da força de trabalho, trabalhadores à procura de trabalho. Um trabalhador à procura de trabalho é alguém que está buscando uma inserção estável nas relações sociais. O capital produz para vender e por isso não se pode falar em exclusão. De qualquer forma, todos que estão vivos – sejam empregados, subempregados ou desempregados – estão consumindo, ou seja,

A permanecem alijados do processo produtivo, portanto, o termo exclusão não se aplica.
B alternam períodos de inclusão e exclusão, sendo nomeados de população sobrante.
C experenciam uma realidade híbrida, sobressaindo os períodos de exclusão.
D estão entrando pela outra porta da sociedade capitalista, a do consumo.
E a intermitência entre inserção no polo produtivo e exclusão se aplica em sua totalidade.

As ações de Saúde direcionadas ao trabalhador nas diversas instâncias da rede SUS consideram o fenômeno saúde-doença, na sua relação com o trabalho, em seus aspectos individuais e coletivos, biológicos e sociopolíticos. A Promoção da Saúde, como um dos eixos das ações de Saúde, reconhece o trabalho como promotor de saúde e não apenas produtor de sofrimento, adoecimento e morte. Mais do que mudanças de comportamentos favoráveis à saúde, as ações de promoção da saúde devem buscar o empoderamento e o fortalecimento da autonomia dos trabalhadores na luta por condições dignas de trabalho. A articulação de políticas e práticas intersetoriais deve ser estimulada, especialmente aquelas com potencial para promover

A palestras e rodas de conversas que visem a redução de danos à saúde dos(as) trabalhadores(as) nas empresas, com a participação exclusiva do(a)s trabalhadores(as).
B ações sociais com o objetivo de promover fundamentalmente, mudanças de hábitos e comportamentos que assegurem benefícios aos trabalhadores(as).
C eventos e seminários que esclareçam a população em geral acerca de agravos em saúde de alguns setores produtivos em especial.
D o controle e a intervenção sobre os determinantes de saúde, e a participação em processos regulatórios, e na produção conjunta de normas protetivas, entre outras.
E o fortalecimento da autonomia dos(as) trabalhadores(as) que resultem em condições dignas de trabalho, por meio de consenso entre capital e trabalho.

A Lei no 13.935/2019 representa um avanço significativo para a atuação do Serviço Social na Educação Básica, ao reconhecer a importância do assistente social como agente de transformação e promoção de direitos. Sancionada em 2019, ela determinou a presença de assistentes sociais nas escolas da educação básica, estimulando o fortalecimento do trabalho interdisciplinar e o enfrentamento das desigualdades presentes no ambiente escolar. (Brasil, 2019) Essa legislação representa um avanço importante para a profissão, uma vez que reconhece o papel dos assistentes sociais

A como profissionais capazes, por meio de mediações, de pôr fim à violência presente no âmbito da educação.
B na promoção do desenvolvimento humano e na garantia de direitos.
C como garantidores, via política da assistência, da assistência material às famílias dos educandos; superando a questão social.
D como profissionais capazes de elevar os índices de alfabetização no 1º e 2º segmentos do ensino fundamental.
E no reforço ao familismo como ideário da política de assistência com o objetivo de implicar a família nas questões que emergem no cotidiano escolar.

É consenso, na literatura do Serviço Social, a convergência entre o ideário da Reforma Psiquiátrica brasileira com os fundamentos do projeto ético-político do Serviço Social. Entre os princípios do Código de Ética dos Assistentes Sociais, assinale aquele que converge com o princípio basilar da Reforma Psiquiátrica de contribuir para a construção de outra relação entre a sociedade, o louco e a loucura, mudando o imaginário social.

A Articulação com os movimentos de outras categorias profissionais que partilhem dos princípios deste Código.
B A luta pela eliminação de todas as formas de preconceito.
C Autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais.
D Opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária.
E Posicionamento em favor da equidade e justiça social, que assegure universalidade de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e políticas sociais, bem como sua gestão democrática.

A Lei nº 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA) prevê a criação dos Conselhos Tutelares, órgãos permanentes e autônomos, encarregados, pela sociedade, por zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, definidos na referida lei. Uma atribuição do Conselho Tutelar, segundo o ECA, é

A alterar a guarda de crianças e adolescentes em caso de conflitos entre os pais, se houver risco de alienação parental.
B responsabilizar e criminalizar os pais e responsáveis de crianças e adolescentes vítimas de qualquer tipo de violência, aplicando penas alternativas.
C atender à criança e adolescente vítima ou testemunha de violência doméstica e familiar, a seus familiares e a testemunhas, para orientação e aconselhamento acerca de seus direitos violados e encaminhamentos necessários.
D identificar o autor de abuso sexual contra crianças e adolescentes através do uso de técnicas de revelação e proceder a sua responsabilização.
E fiscalizar as escolas públicas de nível fundamental e médio para identificar situações de risco às crianças e adolescentes.

A exploração das mulheres na divisão do trabalho, numa perspectiva de gênero, impõe a discussão de como a questão social se expressa na inserção das mulheres no mercado de trabalho. Segundo os estudiosos do tema, o crescimento da contratação de mulheres nas redes produtivas globalizadas está relacionado ao fato de esta forma de exploração do trabalho aproveitar-se das construções sociais de gênero para contratar mulheres por suporem que as mulheres

A não tem tempo para mobilizações por direitos trabalhistas.
B são mais capazes de realizar diferentes tarefas ao mesmo tempo.
C são mais minuciosas e mais dedicadas ao trabalho.
D suportam mais as condições adversas e são uma mão-de-obra mais barata.
E são mais fáceis de ser controladas, devidos às responsabilidades com os filhos.

O Conjunto CFESS-CRESS, tem pautado o debate sobre a homofobia na perspectiva da viabilização dos direitos humanos, desafiando algumas resistências em reconhecer o direito à livre expressão da afetividade e da sexualidade humana. A categoria tem avançado na busca pela defesa dos direitos da população LGBT, tratando a homofobia como uma expressão da questão social que deve ser combatida. O evento em que o debate sobre sexualidades foi promovido pela primeira vez no Serviço Social, conferindo visibilidade a um tema que, até o momento, transitava nos interstícios da profissão, de maneira informal, foi o

A X CBAS - Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais, na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 2001.
B Encontro Nacional de Pesquisadores de Serviço Social (ENPESS) realizado em Brasília, DF, no ano de 1990.
C Encontro Nacional de Estudantes de Serviço Social (ENESS) realizado na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1986.
D III CBAS, também conhecido como “Congresso da Virada”, realizado em São Paulo, no ano de 1979.
E Seminário Alto da Boa Vista, promovido pelo CBCISS – Centro Brasileiro de Cooperação Internacional de Serviço Social, no Rio de Janeiro, no ano de 1984.

O tema instrumentalidade no serviço social remete, à primeira vista, ao uso dos instrumentos e técnicas no cotidiano profissional do assistente social. A instrumentalidade, entretanto, segundo os estudiosos dos fundamentos do serviço social, se refere

A à justa articulação entre a teoria e a prática.
B à importância da formação continuada para assegurar as boas práticas profissionais.
C ao projeto ético político da profissão.
D aos fundamentos teórico-metodológicos da profissão.
E a uma determinada capacidade ou propriedade constitutiva da profissão, construída e reconstruída no processo sócio-histórico.

O atual código de ética profissional dos assistentes sociais estabelece o sigilo profissional como um direito do assistente social que protegerá o usuário em tudo aquilo de que tome conhecimento como decorrência do exercício profissional. A quebra do sigilo é admissível apenas

A quando o assistente social testemunhar em juízo, em ação referente a um usuário por ele atendido.
B quando o assistente social atua como perito judicial.
C quando o assistente social atua em situações que envolvem crianças e adolescentes.
D em situações cuja gravidade possa trazer prejuízo financeiros ao usuário, a terceiros e à coletividade.
E em situações cuja gravidade possa, envolvendo ou não fato delituoso, trazer prejuízo aos interesses do usuário, de terceiros e da coletividade.

Na atualidade, a via judicial tem sido cada vez mais acionada. Concretamente, as relações sociais e familiares são as que vêm sendo cada vez mais judicializadas, com consequente requisição para o trabalho de assistentes sociais, ainda que nos espaços do sistema de justiça essas expressões muitas vezes sejam veladas pela “lide” entre pessoas. Isso posto, é correto afirmar que as judicializações que aparecem como conflitos de interesses ou busca de acesso a direitos fundamentais nada mais são do que:

A lides que emergem do cotidiano entre sujeitos sociais, configurando disputas individuais;
B situações consideradas, em tese, como conflitivas no âmbito de algumas famílias e/ou como irresponsabilidades ou negligências no âmbito de outras, e muitas vezes para sanção e punição de pessoas nelas envolvidas;
C formas de judicialização acionadas, quer para assegurar direitos legalmente dispostos, quer para punir eventuais comportamentos, ações ou omissões de sujeitos acusados por infração, quer por suposta infração da lei, conforme a sua interpretação;
D reflexos da desregulamentação e retirada de direitos, aliadas ao culto ao individualismo;
E formas de aparecer da contradição capital e trabalho enquanto base da questão social.