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Um dos elementos fundamentais das Redes de Atenção à Saúde (RASs) é o Modelo de Atenção à Saúde. O enfrentamento da organização do sistema de atenção à saúde, para responder às necessidades colocadas pelas condições agudas e pelos eventos agudos das condições crônicas, implica, na perspectiva das RASs, a construção de uma linguagem que permeie todo o sistema, estabelecendo o melhor local para a resposta a uma determinada situação. Para isso, um modelo que tem sido amplamente utilizado é o sistema

A Dahlgren.
B Whitehead.
C Mafra.
D Manchester.
E Denver.

São os desafios da reforma sanitária na contemporaneidade, EXCETO

A reconstruir uma expressiva base de apoio social e parlamentar de caráter classista em defesa do SUS.
B ampliar a intervenção de empresas médicas e organizações sociais de saúde para superar a precarização do sistema de saúde pública.
C acumular forças em direção à reforma pública do subsistema privado, para reduzir os gastos das famílias com bens e serviços de saúde, em especial nos estratos inferiores de renda.
D inibir o empresariamento e o liberalismo médico, que transgridem a ética da medicina ou se utilizam indevidamente do SUS.
E ampliar o financiamento para melhorar a gestão e para fortalecer a participação social do SUS.

Na unidade de saúde, o assistente social foi requisitado para realizar avaliação socioeconômica, visitas domiciliares e emitir parecer para usuários que necessitam de órteses e próteses. Sobre esse tema, é correto afirmar que

A a avaliação socioeconômica dos usuários tem por objetivo ser um instrumento que funcione como critério de elegibilidade para acesso a serviços de saúde, como órteses e próteses.
B as visitas domiciliares são importantes instrumentos a serem utilizados por assistentes sociais porque favorecem a verificação de dados fornecidos pelo usuário.
C a construção do perfil socioeconômico dos usuários busca evidenciar as condições determinantes e condicionantes de saúde, com vistas a possibilitar a formulação de estratégias de intervenção por meio da análise da situação socioeconômica (habitacional, trabalhista e previdenciária) e familiar dos usuários, bem como subsidiar a prática dos demais profissionais de saúde.
D a avaliação socioeconômica e a visita domiciliar permitem ao assistente social montar o processo e o preenchimento de formulários para o fornecimento de equipamentos, órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, bem como a dispensação destes.
E a avaliação socioeconômica e a visita domiciliar são imprescindíveis para garantir que o acesso aos serviços de saúde, como órteses e próteses, atenda às suas reais necessidades e evite despesas extras injustificadas.

A gerência de unidades próprias, ambulatoriais e hospitalares, inclusive as de referência, é de responsabilidade de qual nível de gestão do SUS?

A Gestão da atenção básica.
B Gestão avançada do sistema estadual.
C Gestão plena do sistema federal.
D Gestão básica do sistema municipal.
E Gestão plena do sistema municipal.

Texto

I Culpa Mario Prata Por que a culpa? É o que eu tenho perguntado à minha psicanalista. No princípio era o verbo e eu achava que só eu me sentia culpado. Com o passar do tempo (e da verba), fui descobrindo que todo criador tem culpa. Não no cartório. Mas na consciência. Vou tentar explicar. Todo mundo acha que a pessoa que vive de criar, ou seja, um criador, não faz nada o dia inteiro. Fica só pensando. É verdade. O problema é que ninguém considera o trabalho de pensar como ofício. Daí a culpa ensimesmada. Será que só pode ser considerado trabalhador o sujeito que fica o dia inteiro numa mesa de escritório, ouvindo pela janela olha a uva de Atibaia, melancia barata, melancia barata? Você vê uma frase num out-door tipo refresca até pensament o. São três palavrinhas mágicas. O sujeito que inventou isso deve ganhar uma fortuna por mês. O que ninguém entende é que ele trabalha há vinte neste ofício. Pode ser que a frase tenha saído de um estalo. Mas um estalo vinte anos depois. Não precisa ser nenhuma brastemp para se ter uma ideia dessas. Ou precisa? Mas o povo pensa: ganhar essa fortuna para escrever uma bobagem dessas? Para aliviar meu sofrimento, penso no Romário que trabalha umas dez horas por mês e ganha 100 mil dólares. Será que ele tem culpa? O Chico Buarque, que fica meses sem trabalhar , jogando futebol, será que ele acorda com culpa? E o Erasmo Carlos? Tem uma culpa tremendona? Vou almoçar fora e quase emendo com o fim do dia. Bebendo cerveja. Mas pensando. Pensando nessas besteiras que vocês estão a ler agora. Juro que eu trabalho, gente. Penso, invento, crio. E esses funcionários fantasmas, que trabalham em várias repartições e nunca comparecem? Será que eles não têm culpa? Será que só eu me sinto culpado neste país? Uma vez perguntei para o Chico Buarque, que acabava de acordar às duas da tarde, se ele não tinha culpa. Já tive. Superei . E o Caetano Veloso que nunca acorda antes das quatro (da tarde)? Foram anos e anos de culpa para conseguir escrever esta crônica. Mas saiu. Mas não adiantou nada. Continuo com culpa. Acho que eu nunca deveria ter saído do Banco do Brasil. Não bater ponto desnorteia a minha vida. Adaptado de: . Acesso em: 13 Jan. 2020.

A “E esses funcionários fantasmas, que trabalham em várias repartições e nunca comparecem?”
B “Será que só eu me sinto culpado neste país?”
C “Juro que eu trabalho, gente.”
D “Penso, invento, crio.”
E “Foram anos e anos de culpa para conseguir escrever esta crônica.”

Texto

I Culpa Mario Prata Por que a culpa? É o que eu tenho perguntado à minha psicanalista. No princípio era o verbo e eu achava que só eu me sentia culpado. Com o passar do tempo (e da verba), fui descobrindo que todo criador tem culpa. Não no cartório. Mas na consciência. Vou tentar explicar. Todo mundo acha que a pessoa que vive de criar, ou seja, um criador, não faz nada o dia inteiro. Fica só pensando. É verdade. O problema é que ninguém considera o trabalho de pensar como ofício. Daí a culpa ensimesmada. Será que só pode ser considerado trabalhador o sujeito que fica o dia inteiro numa mesa de escritório, ouvindo pela janela olha a uva de Atibaia, melancia barata, melancia barata? Você vê uma frase num out-door tipo refresca até pensament o. São três palavrinhas mágicas. O sujeito que inventou isso deve ganhar uma fortuna por mês. O que ninguém entende é que ele trabalha há vinte neste ofício. Pode ser que a frase tenha saído de um estalo. Mas um estalo vinte anos depois. Não precisa ser nenhuma brastemp para se ter uma ideia dessas. Ou precisa? Mas o povo pensa: ganhar essa fortuna para escrever uma bobagem dessas? Para aliviar meu sofrimento, penso no Romário que trabalha umas dez horas por mês e ganha 100 mil dólares. Será que ele tem culpa? O Chico Buarque, que fica meses sem trabalhar , jogando futebol, será que ele acorda com culpa? E o Erasmo Carlos? Tem uma culpa tremendona? Vou almoçar fora e quase emendo com o fim do dia. Bebendo cerveja. Mas pensando. Pensando nessas besteiras que vocês estão a ler agora. Juro que eu trabalho, gente. Penso, invento, crio. E esses funcionários fantasmas, que trabalham em várias repartições e nunca comparecem? Será que eles não têm culpa? Será que só eu me sinto culpado neste país? Uma vez perguntei para o Chico Buarque, que acabava de acordar às duas da tarde, se ele não tinha culpa. Já tive. Superei . E o Caetano Veloso que nunca acorda antes das quatro (da tarde)? Foram anos e anos de culpa para conseguir escrever esta crônica. Mas saiu. Mas não adiantou nada. Continuo com culpa. Acho que eu nunca deveria ter saído do Banco do Brasil. Não bater ponto desnorteia a minha vida. Adaptado de: . Acesso em: 13 Jan. 2020.

A retomar “a pessoa”.
B retomar “todo mundo”.
C introduzir uma oração que completa o sentido de “acha”.
D introduzir a oração “não faz nada o dia inteiro”.
E anunciar “um criador”.

Sobre o capitalismo contemporâneo, assinale a alternativa correta.

A Constitui a terceira fase do estágio imperialista.
B Constitui a segunda fase do estágio monopolista.
C Constitui a terceira fase do capitalismo industrial.
D Constitui a primeira fase do estágio imperialista.
E Constitui a primeira fase do capitalismo monopolista.

Que comissões são reconhecidas como foros de negociação e pactuação entre gestores, quanto aos aspectos operacionais do Sistema Único de Saúde (SUS)?

A Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite.
B Comissões de Ética.
C Comissões Interdisciplinares e Multidisciplinares.
D Comissões Nacionais de Direitos Humano.
E Comissões Internas Municipais e Estaduais.

A concepção de linhas de cuidado pressupõe um conjunto de ações orientadas pelas necessidades de saúde voltadas para determinados grupos e situações e colabora com a organização da atenção em saúde. Sobre as linhas de cuidado, relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta. 1. Seguimentos populacionais. 2. Ciclos de vida. 3. Gênero. 4. Agravos. 5. Eventos.

( ) Saúde da mulher e do homem.

( ) Indígenas, quilombolas e povos tradicionais.

( ) Gestação.

( ) Tuberculose, hanseníase, hipertensão e diabetes.

( ) Criança, adolescente e idoso.

A 2 – 1 – 4 – 3 – 5.
B 5 – 4 – 2 – 3 – 1.
C 3 – 1 – 5 – 4 – 2.
D 4 – 2 – 5 – 3 – 1.
E 1 – 5 – 2 – 4 – 3.

Considerando o Sistema Único de Saúde (SUS), assinale a alternativa correta.

A O dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas sociais que visem ao tratamento de doenças e de outros agravos e no estabelecimento de condições que assegurem acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção e recuperação.
B O dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da sociedade.
C O Sistema Único de Saúde poderá participar em caráter complementar à iniciativa privada.
D A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, os aspectos biológicos e genéticos da população brasileira e os níveis de saúde expressam a herança histórica de seus descendentes.
E A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições dispensáveis ao seu pleno exercício.