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Sobre os atributos da Atenção Primária à Saúde, assinale a alternativa INCORRETA .

A O primeiro contato implica a acessibilidade e o uso de serviços para cada novo problema ou novo episódio de um problema para o qual se procura atenção à saúde.
B A Longitudinalidade constitui a existência do aporte regular de cuidados pela equipe de saúde, e seu uso consistente, ao longo do tempo, em um ambiente de relação mútua de confiança e humanizada entre equipe de saúde, indivíduos e famílias.
C A integralidade significa a prestação, pela equipe de saúde, de um conjunto de serviços que atendam às necessidades da população adscrita nos campos da promoção, da prevenção, da cura, do cuidado, da reabilitação e da paliação; a responsabilização pela oferta de serviços em outros pontos de atenção à saúde e o reconhecimento adequado dos problemas biológicos, psicológicos e sociais que causam as doenças.
D A coordenação conota a capacidade de garantir a pontualidade da atenção, por meio da equipe de saúde, com o reconhecimento dos problemas que requerem atenção pontual, e se articula com a função de núcleo final de atenção das Redes de Atenção à Saúde.
E A focalização na família impõe considerar a família como o sujeito da atenção, o que exige interação da equipe de saúde com essa unidade social e o conhecimento integral de seus problemas de saúde e das formas singulares de abordagem familiar.

Durante a realização da entrevista, o assistente social identificou que os determinantes sociais que interferiram nos problemas de saúde/doença do usuário precisam ser levantados através da realização de coleta de dados através de outros instrumentos técnico-operativos e interpretados a partir de referencial teórico para que se estabeleça um parecer sobre a situação. Essa ação implica em

A um Relatório Social
B um Estudo Social.
C uma Perícia Social.
D um Laudo Social.
E um Relatório Técnico Social.

A função pedagógica do assistente social na contemporaneidade incide

A em práticas educativas à luta para a manutenção da ordem social, como elemento estratégico na base dos processos formadores da disciplina.
B em estratégias educativas subalternizantes, vinculadas à necessidade de reprodução das relações de dominação e exploração do capital sobre o trabalho e o conjunto da sociedade.
C em estratégias educativas emancipatórias, vinculadas à necessidade histórica de construção de uma alternativa societária à ordem socialista.
D na maneira de pensar e agir dos sujeitos envolvidos na referida ação, interferindo na formação de subjetividades e normas de conduta, elementos moleculares de uma cultura, entendida como sociabilidade.
E na ajuda psicossocial individualizada como modalidade interventiva do Serviço Social.

Texto

I Culpa Mario Prata Por que a culpa? É o que eu tenho perguntado à minha psicanalista. No princípio era o verbo e eu achava que só eu me sentia culpado. Com o passar do tempo (e da verba), fui descobrindo que todo criador tem culpa. Não no cartório. Mas na consciência. Vou tentar explicar. Todo mundo acha que a pessoa que vive de criar, ou seja, um criador, não faz nada o dia inteiro. Fica só pensando. É verdade. O problema é que ninguém considera o trabalho de pensar como ofício. Daí a culpa ensimesmada. Será que só pode ser considerado trabalhador o sujeito que fica o dia inteiro numa mesa de escritório, ouvindo pela janela olha a uva de Atibaia, melancia barata, melancia barata? Você vê uma frase num out-door tipo refresca até pensament o. São três palavrinhas mágicas. O sujeito que inventou isso deve ganhar uma fortuna por mês. O que ninguém entende é que ele trabalha há vinte neste ofício. Pode ser que a frase tenha saído de um estalo. Mas um estalo vinte anos depois. Não precisa ser nenhuma brastemp para se ter uma ideia dessas. Ou precisa? Mas o povo pensa: ganhar essa fortuna para escrever uma bobagem dessas? Para aliviar meu sofrimento, penso no Romário que trabalha umas dez horas por mês e ganha 100 mil dólares. Será que ele tem culpa? O Chico Buarque, que fica meses sem trabalhar , jogando futebol, será que ele acorda com culpa? E o Erasmo Carlos? Tem uma culpa tremendona? Vou almoçar fora e quase emendo com o fim do dia. Bebendo cerveja. Mas pensando. Pensando nessas besteiras que vocês estão a ler agora. Juro que eu trabalho, gente. Penso, invento, crio. E esses funcionários fantasmas, que trabalham em várias repartições e nunca comparecem? Será que eles não têm culpa? Será que só eu me sinto culpado neste país? Uma vez perguntei para o Chico Buarque, que acabava de acordar às duas da tarde, se ele não tinha culpa. Já tive. Superei . E o Caetano Veloso que nunca acorda antes das quatro (da tarde)? Foram anos e anos de culpa para conseguir escrever esta crônica. Mas saiu. Mas não adiantou nada. Continuo com culpa. Acho que eu nunca deveria ter saído do Banco do Brasil. Não bater ponto desnorteia a minha vida. Adaptado de: . Acesso em: 13 Jan. 2020. Nas orações “Será que só pode ser considerado trabalhador o sujeito que fica o dia inteiro numa mesa de escritório […]?” e “Pode ser que a frase tenha saído de um estalo.”, o verbo “poder” indica, respectivamente:

A obrigatoriedade – possibilidade.
B possibilidade – possibilidade.
C necessidade – asseveração.
D permissão – obrigatoriedade.
E obrigatoriedade – obrigatoriedade.

Texto

I Culpa Mario Prata Por que a culpa? É o que eu tenho perguntado à minha psicanalista. No princípio era o verbo e eu achava que só eu me sentia culpado. Com o passar do tempo (e da verba), fui descobrindo que todo criador tem culpa. Não no cartório. Mas na consciência. Vou tentar explicar. Todo mundo acha que a pessoa que vive de criar, ou seja, um criador, não faz nada o dia inteiro. Fica só pensando. É verdade. O problema é que ninguém considera o trabalho de pensar como ofício. Daí a culpa ensimesmada. Será que só pode ser considerado trabalhador o sujeito que fica o dia inteiro numa mesa de escritório, ouvindo pela janela olha a uva de Atibaia, melancia barata, melancia barata? Você vê uma frase num out-door tipo refresca até pensament o. São três palavrinhas mágicas. O sujeito que inventou isso deve ganhar uma fortuna por mês. O que ninguém entende é que ele trabalha há vinte neste ofício. Pode ser que a frase tenha saído de um estalo. Mas um estalo vinte anos depois. Não precisa ser nenhuma brastemp para se ter uma ideia dessas. Ou precisa? Mas o povo pensa: ganhar essa fortuna para escrever uma bobagem dessas? Para aliviar meu sofrimento, penso no Romário que trabalha umas dez horas por mês e ganha 100 mil dólares. Será que ele tem culpa? O Chico Buarque, que fica meses sem trabalhar , jogando futebol, será que ele acorda com culpa? E o Erasmo Carlos? Tem uma culpa tremendona? Vou almoçar fora e quase emendo com o fim do dia. Bebendo cerveja. Mas pensando. Pensando nessas besteiras que vocês estão a ler agora. Juro que eu trabalho, gente. Penso, invento, crio. E esses funcionários fantasmas, que trabalham em várias repartições e nunca comparecem? Será que eles não têm culpa? Será que só eu me sinto culpado neste país? Uma vez perguntei para o Chico Buarque, que acabava de acordar às duas da tarde, se ele não tinha culpa. Já tive. Superei . E o Caetano Veloso que nunca acorda antes das quatro (da tarde)? Foram anos e anos de culpa para conseguir escrever esta crônica. Mas saiu. Mas não adiantou nada. Continuo com culpa. Acho que eu nunca deveria ter saído do Banco do Brasil. Não bater ponto desnorteia a minha vida. Adaptado de: . Acesso em: 13 Jan. 2020. Em “Todo mundo acha que a pessoa que vive de criar, ou seja, um criador, não faz nada o dia inteiro.”, o “que”, em destaque, tem a função de

A retomar “a pessoa”.
B retomar “todo mundo”.
C introduzir uma oração que completa o sentido de “acha”.
D introduzir a oração “não faz nada o dia inteiro”.
E anunciar “um criador”.

TEXTO

II Como se livrar da culpa Vivemos numa sociedade que cobra perfeição na vida pessoal e profissional, e as pessoas se sentem cada vez mais exigidas. Destrinchar as fontes de culpa tem sido um desafio dos especialistas em comportamento. Aprender a lidar com elas seria o próximo passo. Todo método que pretende ajudar a encarar as manifestações do sentimento parte de sua origem. De maneira geral, a semente está no desejo da perfeição – física, profissional, pessoal ou espiritual –, que, por ser inatingível, leva à frustração, mas no processo nos força a ultrapassar nossos limites. São muitos os exemplos que mostram quão distantes estamos de abandonar metas impossíveis. O aumento de casos da chamada síndrome burnout, uma espécie de esgotamento intelectual e físico, é um deles. Embora não haja estatísticas consolidadas sobre o tema, sabe-se que entre 1998 e 2008 o número de trabalhos acadêmicos sobre o assunto subiu de 231 para 390, segundo a TransInsight, entidade que cataloga documentos científicos. E nos consultórios também cresceu a procura por tratamento. “Não é só o diagnóstico que ficou mais fácil, o número de casos também vem aumentando”, explica Duílio Camargo, da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt). […] As vítimas do burnout geralmente chegam ao médico submersas em responsabilidades e metas impossíveis. Insônia, dores de cabeça crônicas e distúrbios gastrointestinais são alguns dos sintomas. “Embora o diagnóstico surja à luz do esgotamento profissional, é muito comum identificar o stress generalizado em quem sofre do mal”, afirma Camargo. Faz sentido, visto que os sintomas afetam a vida como um todo. “O mundo moderno exige super-homens e supermulheres”, diz ele. E superespécimes humanos. […] Disponível em: . Acesso em: 15 Jan. 2020. Considere o trecho “Todo método que pretende ajudar a encarar as manifestações do sentimento parte de sua origem.” e assinale a alternativa em que a substituição do verbo em destaque exige a ocorrência de crase no termo posterior a ele.

A Vislumbrar.
B Observar.
C Conhecer.
D Atentar.
E Encontrar.

Para sensibilizar os usuários acerca dos direitos sociais, princípios e diretrizes do SUS, rotinas institucionais, promoção da saúde e prevenção de doenças, o assistente social, junto com a equipe, pode propor o planejamento de planos, programas e projetos. Sobre essa questão, assinale a alternativa correta.

A O programa vai envolver estudos, análises situacionais e diagnósticos sobre as condições de saúde da população usuária, acesso à informação e direitos de saúde básicos para propor objetivos, estratégias e metas a serem alcançados.
B O plano vai indicar um conjunto de projetos cujos resultados permitem alcançar o objetivo que é sensibilizar os usuários acerca dos direitos, princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde.
C O projeto vai consistir em um instrumento técnico-operativo de execução de ações especificas, direcionado para intervir em determinado período, apresentando o detalhamento das operações a serem executadas.
D A abrangência do plano é reduzida, detalhando as ações a serem executadas, os indicadores de avaliação, os instrumentos de verificação e os meios de aferição em determinado período de tempo.
E A execução do plano depende do planejamento do projeto e possui menor nível de agregação de decisões que o programa.

De acordo com o plano municipal de saúde do Recife (2018-2021), a Rede Materno-Infantil (Rede Cegonha) é desenvolvida nos diversos níveis de atenção, cabendo, à atenção primária em saúde, EXCETO

A planejamento reprodutivo.
B pré-natal de alto risco.
C consultas puerperais.
D captação precoce das gestantes para o prénatal.
E acompanhamento das crianças na puericultura.

Texto

I Culpa Mario Prata Por que a culpa? É o que eu tenho perguntado à minha psicanalista. No princípio era o verbo e eu achava que só eu me sentia culpado. Com o passar do tempo (e da verba), fui descobrindo que todo criador tem culpa. Não no cartório. Mas na consciência. Vou tentar explicar. Todo mundo acha que a pessoa que vive de criar, ou seja, um criador, não faz nada o dia inteiro. Fica só pensando. É verdade. O problema é que ninguém considera o trabalho de pensar como ofício. Daí a culpa ensimesmada. Será que só pode ser considerado trabalhador o sujeito que fica o dia inteiro numa mesa de escritório, ouvindo pela janela olha a uva de Atibaia, melancia barata, melancia barata? Você vê uma frase num out-door tipo refresca até pensament o. São três palavrinhas mágicas. O sujeito que inventou isso deve ganhar uma fortuna por mês. O que ninguém entende é que ele trabalha há vinte neste ofício. Pode ser que a frase tenha saído de um estalo. Mas um estalo vinte anos depois. Não precisa ser nenhuma brastemp para se ter uma ideia dessas. Ou precisa? Mas o povo pensa: ganhar essa fortuna para escrever uma bobagem dessas? Para aliviar meu sofrimento, penso no Romário que trabalha umas dez horas por mês e ganha 100 mil dólares. Será que ele tem culpa? O Chico Buarque, que fica meses sem trabalhar , jogando futebol, será que ele acorda com culpa? E o Erasmo Carlos? Tem uma culpa tremendona? Vou almoçar fora e quase emendo com o fim do dia. Bebendo cerveja. Mas pensando. Pensando nessas besteiras que vocês estão a ler agora. Juro que eu trabalho, gente. Penso, invento, crio. E esses funcionários fantasmas, que trabalham em várias repartições e nunca comparecem? Será que eles não têm culpa? Será que só eu me sinto culpado neste país? Uma vez perguntei para o Chico Buarque, que acabava de acordar às duas da tarde, se ele não tinha culpa. Já tive. Superei . E o Caetano Veloso que nunca acorda antes das quatro (da tarde)? Foram anos e anos de culpa para conseguir escrever esta crônica. Mas saiu. Mas não adiantou nada. Continuo com culpa. Acho que eu nunca deveria ter saído do Banco do Brasil. Não bater ponto desnorteia a minha vida. Adaptado de: . Acesso em: 13 Jan. 2020. Dentre as diferentes funções comunicativas assumidas pelo recorrente uso de perguntas ao longo do texto, assinale a alternativa INCORRETA.

A Fazer com que os leitores respondam a todas as perguntas por meio de cartas.
B Exteriorizar ao leitor as indagações que o narrador faz para si mesmo.
C Conduzir o leitor em sua linha de raciocínio.
D Estabelecer proximidade com o leitor.
E Revelar algumas perguntas feitas comumente por outras pessoas.