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A publicação científica em periódicos está bem estabelecida, mas o mesmo não ocorre com a publicação formal de dados, resultado da pesquisa científica. Dessa forma,

A a iniciativa internacional Big Data fornece orientação clara que ajuda a garantir que todos os dados e serviços associados à emergente Internet das Coisas serão abertos e reutilizáveis por máquinas.
B a web semântica garante as tecnologias que dão suporte à web dos dados, viabilizando pesquisas em banco de dados e o desenvolvimento de sistemas que possam oferecer suporte a interações na rede.
C o RDF é a base para a publicação e linkagem de dados e garante a qualidade e usabilidade dos dados inseridos em documentos nos bancos de dados, tornando-os disponíveis.
D os princípios FAIR fornecem um conjunto preciso e mensurável de qualidades que a boa publicação de dados deve apresentar para que os dados sejam encontráveis, acessíveis, interoperáveis e reutilizáveis.
E os CMS constituem softwares de gerenciamento de conteúdo que permitem criar um ambiente de apoio ao processo de pesquisa e uma real interação entre pesquisadores e documentos produzidos.
Texto associado
Página infeliz O mercado editorial no Brasil nunca pareceu tão próximo de uma catástrofe – com as duas principais redes de livrarias do país, Saraiva e Cultura, em uma crise profunda, reduzindo o número de lojas e com dívidas que parecem sem fim. Líder do mercado, a Saraiva, que já acumula atrasos de pagamentos a editores nos últimos anos, anunciou nesta semana o fechamento de 20 lojas. Em nota, a rede afirma que a medida tem a ver com “desafios econômicos e operacionais”, além de uma mudança na “dinâmica do varejo”. Na semana anterior, a Livraria Cultura entrou em recuperação judicial. No pedido à Justiça, a rede afirma acumular prejuízos nos últimos quatro anos, ter custos que só crescem e vendas menores. Mesmo assim, diz a petição enviada ao juiz, não teria aumentado seus preços. O enrosco da Cultura está explicado aí. Diante da crise, a empresa passou a pegar dinheiro emprestado com os bancos – o tamanho da dívida é de R$ 63 milhões. Com os atrasos nos pagamentos das duas redes, editoras já promoveram uma série de demissões ao longo dos últimos dois anos. O cenário de derrocada, contudo, parece estar em descompasso com os números de vendas. Desde o começo do ano, os dados compilados pela Nielsen, empresa de pesquisa de mercado, levantados a pedido do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, mostravam que o meio livreiro vinha dando sinais de melhoras pela primeira vez, desde o início da recessão econômica que abala o país. Simone Paulino, da Nós, editora independente de São Paulo, enxerga um descompasso entre as vendas em alta e a crise. Nas palavras dela, “um paradoxo assustador.” A editora nunca vendeu tanto na Cultura quanto nesses últimos seis meses”, diz. E é justamente nesse período que eles não têm sido pagos. “O modelo de produção do livro é muito complicado. Você investe desde a compra do direito autoral ou tradução e vai investindo ao longo de todo o processo. Na hora que você deveria receber, esse dinheiro não volta”, diz Paulino. “Os grandes grupos têm uma estrutura de advogados que vão ter estratégia para tentar receber. E para os pequenos? O que vai acontecer?” Mas há uma esperança para os editores do país: o preço fixo do livro. Diante do cenário de crise, a maior parte dos editores aposta em uma carta tirada da manga no apagar das luzes do atual governo – a criação, no país, do preço fixo do livro – norma a ser implantada por medida provisória – nos moldes de boa parte de países europeus, como França e Alemanha. Os editores se inspiram no pujante mercado europeu. Por lá, o preço fixo existe desde 1837, quando a Dinamarca criou a sua lei limitando descontos, abolida só em 2001. A crença é a de que a crise atual é em parte causada pela guerra de preço. Unificar o valor de capa permitiria um florescimento das livrarias independentes, uma vez que elas competiriam de forma mais justa com as grandes redes. (Folha de S. Paulo, 03.11.2018. Adaptado)

Considere as palavras em destaque no texto – catástrofe, enrosco, derrocada, esperança e florescimento – e assinale a alternativa correta.

A Todas as palavras em destaque apresentam compatibilidade de sentido com a ideia contida no título – Página infeliz.
B As palavras – esperança e florescimento – sinalizam um cenário promissor para os grupos editoriais saírem da crise.
C As palavras – enrosco, florescimento e esperança – atestam a problemática vivida pelos grandes grupos editoriais do país.
D Todas as palavras em destaque expressam a ideia de que o mercado editorial do país está em alta, apesar da recessão econômica.
E As palavras – catástrofe, enrosco e derrocada – evidenciam que os grupos editoriais poderão sair da crise, com a ajuda dos bancos.

O edifício completou 50 anos nesta quarta-feira (07.11). Um dos principais cartões-postais de São Paulo, abriga o mais importante acervo de arte europeia do Hemisfério Sul. A coleção do museu reúne hoje mais de 10 mil obras, incluindo pinturas, esculturas, objetos e vestuários de diversos períodos, provenientes da África, Ásia, Europa e das Américas. Seu primeiro endereço foi na Rua 7 de abril. Foram 12 anos entre o projeto e a execução do novo prédio, inaugurado em 1968. (Acesso em 07.11.18 – disponível em: https://bit.ly/2JQ6370. Adaptado) Em 2018, comemorou-se os 50 anos do prédio:

A do Museu de Arte Moderna de São Paulo.
B da Pinacoteca de São Paulo.
C do Museu de Arte de São Paulo “Assis Chateaubriand”.
D do Museu do Ipiranga.
E do Museu da República.

Em relação aos tipos disponíveis de licenças no Creative Commons, é correto afirmar que a licença de:

A Atribuição – Não Comercial (CC BY-NC) permite a redistribuição, comercial e não comercial, desde que o trabalho seja distribuído inalterado e no seu todo, com crédito atribuído ao criador.
B Atribuição – Sem Derivações (CC BY-ND) permite que outros remixem, adaptem e criem a partir do trabalho licenciado para fins não comerciais, e embora os novos trabalhos tenham de atribuir o devido crédito e não possam ser usados para fins comerciais, os usuários não têm de licenciar esses trabalhos derivados sob os mesmos termos.
C Atribuição – Não Comercial – Compartilha Igual (CC BY-NC-AS) permite que outros remixem, adaptem e criem a partir do trabalho licenciado para fins não comerciais, desde que atribuam o devido crédito e que licenciem as novas criações sob termos idênticos.
D Atribuição – Sem Derivações – Sem Derivados (CC BY-NC-ND) permite que outros remixem, adaptem e criem a partir do trabalho licenciado, mesmo para fins comerciais, desde que lhe atribuam o devido crédito e que licenciem as novas criações sob termos idênticos e os trabalhos novos baseados terão a mesma licença, e permitirão o uso comercial.
E Atribuição – Compartilha Igual (CC BY-SA) é restritiva, só permitindo que outros façam download dos trabalhos licenciados e os compartilhem desde que atribuam crédito, mas sem que possam alterá-los de nenhuma forma ou utilizá-los para fins comerciais.

Em relação aos links persistentes para documentos na web, é correto afirmar que:

A o W3C, formado por editores, sociedades científicas e editoras, teve início em 2001 visando implementar recursos XML para a comunicação científica e seus vínculos através de links no ambiente web.
B o ORCID é um sistema de identificação numérico para conteúdo digital que pode ser atribuído a artigos de periódicos, verbetes de enciclopédias, imagens, livros eletrônicos, qualquer conteúdo intelectual que necessite ter indicadores persistentes.
C o DOI é um identificador único de documento digital utilizado no registro da produção científica disponibilizada on-line, com numeração única e link para recuperação como uma URL registrada.
D a PILA é uma associação que tem por objetivo descentralizar os recursos do sistema Handle para que um documento na web não tenha mudança de endereço, garantindo o acesso sempre pela mesma URL.
E o ISSN é o número de identificação da obra composto por duas sequências, separadas por uma barra: um prefixo que indica a organização produtora e um sufixo que indica o objeto digital, número único e permanente.

A arquitetura da informação prevê que os websites possuam organização clara e concisa, com usabilidade testada na construção da interface com o usuário. No que diz respeito à avaliação de usabilidade, é correto afirmar que:

A os métodos baseados em modelos são caracterizados pela participação direta dos usuários do sistema na avaliação; podem ser prospectivos, servindo-se de questionários e entrevistas para capturar opiniões e experiências.
B os métodos de teste com usuários combinam diferentes técnicas de modelagem e análise de tarefas em termos de objetivos e operadores.
C os ensaios de interação são métodos baseados em modelos que procuram aferir o grau de usabilidade de um sistema, a partir de modelos da sua interface.
D os métodos de inspeção correspondem às representações que capturam e modelam a forma de interação dos usuários com o sistema.
E a avaliação heurística consiste no exame pormenorizado de uma interface de usuário, realizada por especialistas, com o objetivo de avaliar a sua adequação a uma série de princípios.

O fluxo informacional pode ser subdividido em três fluxos básicos: o primeiro é externo, o segundo, interno, e o terceiro fluxo é externo novamente. É correto afirmar que o

A primeiro fluxo externo refere-se à captação, à seleção, ao armazenamento e à recuperação da informação.
B fluxo interno refere-se ao fenômeno da transformação da informação organizada em conhecimento pelos indivíduos.
C fluxo interno busca mostrar a informação e o conhecimento elaborado pelo receptor em sua realidade.
D segundo fluxo externo compreende a criação e inscrição da informação pelo autor.
E fluxo interno tem caráter organizacional, permitindo a entrada, a classificação, o gerenciamento e o controle da informação.
Texto associado
Página infeliz O mercado editorial no Brasil nunca pareceu tão próximo de uma catástrofe – com as duas principais redes de livrarias do país, Saraiva e Cultura, em uma crise profunda, reduzindo o número de lojas e com dívidas que parecem sem fim. Líder do mercado, a Saraiva, que já acumula atrasos de pagamentos a editores nos últimos anos, anunciou nesta semana o fechamento de 20 lojas. Em nota, a rede afirma que a medida tem a ver com “desafios econômicos e operacionais”, além de uma mudança na “dinâmica do varejo”. Na semana anterior, a Livraria Cultura entrou em recuperação judicial. No pedido à Justiça, a rede afirma acumular prejuízos nos últimos quatro anos, ter custos que só crescem e vendas menores. Mesmo assim, diz a petição enviada ao juiz, não teria aumentado seus preços. O enrosco da Cultura está explicado aí. Diante da crise, a empresa passou a pegar dinheiro emprestado com os bancos – o tamanho da dívida é de R$ 63 milhões. Com os atrasos nos pagamentos das duas redes, editoras já promoveram uma série de demissões ao longo dos últimos dois anos. O cenário de derrocada, contudo, parece estar em descompasso com os números de vendas. Desde o começo do ano, os dados compilados pela Nielsen, empresa de pesquisa de mercado, levantados a pedido do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, mostravam que o meio livreiro vinha dando sinais de melhoras pela primeira vez, desde o início da recessão econômica que abala o país. Simone Paulino, da Nós, editora independente de São Paulo, enxerga um descompasso entre as vendas em alta e a crise. Nas palavras dela, “um paradoxo assustador.” A editora nunca vendeu tanto na Cultura quanto nesses últimos seis meses”, diz. E é justamente nesse período que eles não têm sido pagos. “O modelo de produção do livro é muito complicado. Você investe desde a compra do direito autoral ou tradução e vai investindo ao longo de todo o processo. Na hora que você deveria receber, esse dinheiro não volta”, diz Paulino. “Os grandes grupos têm uma estrutura de advogados que vão ter estratégia para tentar receber. E para os pequenos? O que vai acontecer?” Mas há uma esperança para os editores do país: o preço fixo do livro. Diante do cenário de crise, a maior parte dos editores aposta em uma carta tirada da manga no apagar das luzes do atual governo – a criação, no país, do preço fixo do livro – norma a ser implantada por medida provisória – nos moldes de boa parte de países europeus, como França e Alemanha. Os editores se inspiram no pujante mercado europeu. Por lá, o preço fixo existe desde 1837, quando a Dinamarca criou a sua lei limitando descontos, abolida só em 2001. A crença é a de que a crise atual é em parte causada pela guerra de preço. Unificar o valor de capa permitiria um florescimento das livrarias independentes, uma vez que elas competiriam de forma mais justa com as grandes redes. (Folha de S. Paulo, 03.11.2018. Adaptado)

A expressão “paradoxo assustador”, apontado no texto, associa-se:

A a contingências alheias às intenções das livrarias de pagar suas dívidas, em função de créditos reduzidos.
B ao equilíbrio de estratégias, postas em prática, não apenas pelo mercado editorial, como também por outros setores.
C ao acerto de contas entre os bancos e as líderes do mercado, Saraiva e Cultura, em função das dívidas que contraíram.
D à projeção bem sucedida da venda de livros no país, feita com ajuda de estudos desenvolvidos por advogados.
E ao acúmulo de dívidas das livrarias com as editoras, apesar do incremento nas vendas, expondo uma desproporção.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (10.04.2018): na premiação, a Biblioteca Nacional da Letônia acabou recebendo o prêmio. Mas a Biblioteca de São Paulo (BSP) colocou o Brasil entre os quatro finalistas na categoria de melhor biblioteca do mundo no Prêmio Excelência Internacional 2018, organizado pela Feira do Livro de Londres. A biblioteca concorreu com outras três bibliotecas, todas europeias. (Acesso em 20.11.18 – disponível em: https://glo.bo/2OvDmNl. Adaptado) A BSP é uma biblioteca modelo, aberta em 2010, na área que abrangia:

A a Penitenciária do Carandiru.
B o DOI-CODI.
C o Shopping Light.
D o Hospital Matarazzo.
E a Estação Roosevelt.
Texto associado
Leia trecho da canção de Caetano Veloso para responder à questão. LIVROS Tropeçavas nos astros desastrada Quase não tínhamos livros em casa E a cidade não tinha livraria Mas os livros que em nossa vida entraram São como a radiação de um corpo negro Apontando pra expansão do Universo Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso (E, sem dúvida, sobretudo o verso) É o que pode lançar mundos no mundo. (https://www.letras.mus.br/caetano-veloso, acessado em 09.11.2018)

Assinale a alternativa correta quanto ao sentido da canção.

A A falta de livros na casa e na cidade contribuiu para que a família do eu lírico não tivesse uma cultura aprimorada.
B Frases, enredos e conceitos, próprios do universo livresco, são mais eficazes que o verso para aperfeiçoar os limites do leitor.
C O eu lírico afirma que a família não adquiriu conhecimento livresco porque não tinha experiência com o universo da leitura.
D Uma espécie de escuridão sem fim tomou conta da vida do eu lírico porque faltavam livros na família e na cidade.
E Os poucos livros de que o eu lírico dispunha em casa foram suficientes para expandir sua visão de mundo.