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De acordo com Carvalho, 2008, a “Educação Ambiental tem uma proposta ética de longo alcance, que pretende reposicionar o ser humano no mundo, convocando-o a reconhecer a alteridade da natureza e a integridade e o direito à existência não utilitária do ambiente”. (Isabel Cristina de Moura Carvalho. Educação Ambiental : a formação do sujeito ecológico, 2008) Essa abordagem ética influencia diretamente a escolha dos princípios pedagógicos que orientam a Educação Ambiental, sendo necessário considerar que a

A inserção da expressão “Educação Ambiental” nos textos de políticas e programas de educação e de meio ambiente garante a união dos educadores em torno do ensino das boas práticas ambientais.
B Educação Ambiental é um espaço de convergência de boas intenções ambientais, tendo em vista que os saberes produtores das diferentes compreensões do ambiental são harmoniosos e concordantes.
C Educação Ambiental configura-se como uma abordagem pedagógica direcionada a validar o estilo de vida vigente, que fundamenta as expectativas de bem-estar, avanço e crescimento.
D Educação Ambiental crítica é imersa na vida dos educandos e implica a compreensão das relações entre sociedade e natureza e a intervenção nos problemas e conflitos ambientais.
E Educação Ambiental Comunitária, direcionada ao debate sobre questões ambientais locais, é realizada independentemente da atuação escolar, estimulando o aprendizado social construído no âmbito das comunidades.

Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. Segundo o antropólogo Lévi-Strauss

( 2000 ), a passagem da natureza à cultura foi produzida pela instauração da lei, pela proibição do incesto, mediante a qual se estabeleceram as relações de parentesco e de aliança e o mundo humano, simbólico, foi construído. Essa orientação normativa da conduta, no entanto, é exterior ao indivíduo, de modo que a adequação ou não à norma estabelecida, bem como a variação de tempo e lugar, é que acaba definindo se o ato é moral ou imoral.

II. A moral é apenas um conjunto de regras impostas aos indivíduos, mas a livre e consciente adesão a elas, razão pela qual um ato só pode ser considerado moral se passar pela aceitação da norma, ou seja, não é verdadeiramente moral o ato que for cumprido ou não mediante ameaça de sanções, o que não signifca que uma norma não possa ser questionada, mas também não pode ser persistentemente interrogada, porque isto pode levar à destruição da moral.

III. Segundo Gianotti, a flexibilidade existe, porém não pode levar a um relativismo em todas as formas de conduta: os direitos do homem, tais como em geral têm sido enunciado a partir do século XVIII, estipulam condições mínimas do exercício da moralidade. Por certo, cada um não deixará de aferrar-se à sua moral; deve, entretanto, aprender a conviver com outras, reconhecer a unilateralidade de seu ponto de vista.

IV. Para ser moral um ato não deve ser livre, consciente, intencional e responsável. Isso cria um compromisso de reciprocidade e compromisso com a comunidade. o sujeito, assim, deve saber o que e por que faz, não deve ser coagido ou obrigado a fazer algo e, além disso, deve assumir a autoria do seu ato, reconhecendo-o como seu e respondendo pelas consequências de sua ação. Estão corretas as afirmativas:

A I e II, apenas
B II e III, apenas
C I e III, apenas
D II e IV, apenas
E I, II, III e IV

Assinale a alternativa correta.

A Os filósofos do racionalismo procuram pensar a dupla definição do homem como ser determinado e livre. Para eles, o homem é dotado de consciência moral enquanto é capaz de conhecer e decidir sobre suas ações, de modo que mesmo sofrendo influência da cultura, do tempo e do espaço, ele pode identificar estes condicionamentos
B No século XX, os filósofos da corrente da Fenomenologia tematizaram a questão da liberdade visando a superar justamente a inclusão recíproca ou a antinomia determinismo-liberdade. Para eles, a liberdade não se efetivaria pela privilegiada atividade da consciência ou da razão, mas a partir de um sujeito situado no espaço e no tempo e capaz de se relacionar com o mundo e consigo mesmo
C Por isso, ao invés de os filósofos desta teoria falarem em determinismo e liberdade, referem-se à facticidade (o fato de o sujeito estar no mundo, na forma de um corpo, com determinadas características psicológicas, pertencente a uma família, a um grupo social, situado num tempo e espaço que escolheu) e à transcendência (o fato de o sujeito estar no mundo apenas como as coisas estão, por isso seria capaz de superar tais determinações, não para negá-las, mas para lhes dar sentido)
D O filósofo francês Maurice Merleau-Ponty (1908-1961) relaciona a liberdade à compreensão do mundo. Para ele, esta seria a condição de nossa experiência no mundo, no sentido de que a natureza não seria um mero objeto no mundo, mas aquilo pelo qual o mundo existe para mim (“sou um corpo e não tenho um corpo”)
E Jean Paul Sartre (1905-1980), um dos mais importantes representantes do existencialismo, destaca uma questão fundamental dessa corrente filosófica expressa na famosa frase: “A existência precede a essência”. Em sentido contrário às correntes tradicionais, que defendem uma essência e uma natureza humana regional, Sartre avalia que o homem, além de não ter uma natureza, é aquilo que se concebe e faz de si mesmo, após existir, porque, diferentemente dos outros animais, é o único capaz de se colocar fora de si e se autoexaminar

Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:

I. Embora partindo de ideias do homem em estado de natureza, Rousseau não partilha da tese de que a natureza humana é má ou egoísta. Os homens não são inimigos por natureza, mas são naturalmente bondosos. Na base do conflito humano, quando este acontece, situa-se a propriedade privada; esta é a fonte geradora de atritos entre os homens.

II. Se há um estado de guerra, este é produto da relação entre as coisas e não entre os homens. Como em estado de natureza não há propriedade privada, a guerra originada pela propriedade também não reflete o estado de natureza. Rousseau define a guerra como uma relação de Estado a Estado, na qual os homens particulares tornam-se inimigos apenas por acidente.

III. Com essa ideia Rousseau se contrapõe às concepções que defendem de alguma forma o direito à escravidão. Em nenhum momento o escravo pode ser produto da guerra, porque esta não é uma relação de homem a homem. A guerra não concede nenhum direito que não seja necessário a seus fins, e os fins nunca são particulares; logo, para os particulares nenhuma consequência pode resultar após o fim da guerra da qual participam.

IV. Em Rousseau o homem é definido como livre e igual por natureza. Renunciar à liberdade equivale a renunciar à própria condição de homem. O princípio da liberdade é inalienável; a norma o imperativo da ação. O homem que Rousseau define como livre e igual por natureza, porém, revela-se numa existência bastante distante da natural. “o homem nasce livre e por toda parte encontra-se a ferros”. Estão corretas as afirmativas:

A I e II, apenas
B II e III, apenas
C III e IV, apenas
D I, II e III, apenas
E I, II, III e IV

Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. A relação capitalista da produção, que aparentemente parece livre, não passa de uma relação servil. Uma relação servil em que o capital está subordinado ao trabalho e o sujeito humano aos objetos por ele produzidos. O domínio do capital sobre o trabalho converte o produtor real em meio de produção de riqueza e esta não lhe pertence, mas lhe aparece como riqueza estranha. Quanto mais o trabalhador produz, mais objetos contrapõem-se a ele com poder hostil, os quais não lhe pertencem, mas o subordinam.

II. Uma segunda característica da alienação na sociedade capitalista está ligada à própria atividade produtiva do homem. A riqueza resultante da atividade produtiva pertence ao trabalhador, mas se contrapõe a ele como riqueza estranha e que o domina, a própria atividade vital do homem surge como uma atividade estranha. O estranhamento também resulta do fato de não ser o homem que emprega os meios de produção, mas os meios de produção empregarem o homem.

III. Quando o trabalhador chega à fábrica, defronta-se com os meios de produção como uma força estranha que dele independe e que o domina. Um meio pelo qual a atividade vital do homem se converte em atividade estranha é a própria divisão do trabalho. Pela divisão do trabalho a atividade humana transforma-se em atividade maquinal, unilateral; uma atividade separada do pensamento e idêntica ao agir animal.

IV. A atividade maquinal não oferece satisfação ao trabalhador, mas, ao contrário, o trabalho lhe aparece como atividade estranha, que não o realiza, mas que o nega, desgasta suas energias físicas e mentais. O trabalhador que vende sua força de trabalho por um salário não se afirma no trabalho, não desenvolve livremente suas energias físicas e mentais, mas as esgota. O trabalhador se sente em si, livre, fora do trabalho, e quando trabalha sente-se estranho, fora de si. Estão corretas as afirmativas:

A I e II, apenas
B II e III, apenas
C III e IV, apenas
D I e III, apenas
E II e IV, apenas