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A partir da leitura do texto acima, infere-se:

A O uso da função fática, principalmente no trecho: “O BNDES também recebeu R$32 bilhões (...)”.
B A função referencial é explicitada na passagem: “Por isso, nós estamos colocando aqui a necessidade (...)”.
C A ênfase na mensagem utilizada, marcada pela fundamentação dos argumentos em várias informações numéricas.
D O predomínio da linguagem conativa, instaurada por apelos ao bom senso e à razoabilidade dos parlamentares.
E A função expressiva, marcada pelo uso da primeira pessoa e pela indignação no eventual aumento das tarifas.

Uma das sentenças mais conhecidas da história da filosofia foi formulada pelo filósofo francês René Descartes: “Penso, logo
existo”. Para chegar a essa sentença, Descartes põe em dúvida o conhecimento da realidade. Mas, com essa sentença, ele
garante que

A o ser que existe tem existência anterior ao ato de pensar, pois o pensamento só é possível num ser que existe.
B pensar é ter certeza de que a realidade pensada é verdadeira, porque pensar implica não pôr em dúvida a existência da
realidade.
C o ser que duvida se mantém no caminho da dúvida indefinidamente, pois o ato de pensar põe em dúvida a existência.
D o limite da dúvida é pôr em dúvida tudo que existe, mas ao pôr tudo que existe em dúvida não se pode duvidar do próprio
ato de pensar.
E o limite do pensamento é admitir não haver conexão entre pensamento e realidade, já que só existe realidade no próprio
ato de pensar.

Dentre os preceitos retóricos elencados por Vieira no 3o parágrafo, é correto afirmar:

A Recomendações como “há de prová-la com a Escritura; há de declará-la com a razão” são sintomáticas do antagonismo
característico dos discursos de Vieira, compostos em um contexto barroco.
B Ao dizer que há de amplificar a matéria “com as causas, com os efeitos, com as circunstâncias”, Vieira refere-se a questões
que, por parte do público, não teriam por si só o respaldo necessário.
C Com “há de dividi-la, para que se distinga”, embora abra precedente contrário ao primeiro preceito, pois trata de matéria
compósita, dividi-la permite que o enunciador se dedique apenas ao que importa para o convencimento da audiência.
D Embora as três primeiras recomendações se relacionem diretamente com a clareza do discurso, o orador há de saber calar
o que não convém que seja exposto, como está dito em “com os inconvenientes que se devem evitar”.
E O primeiro deles, “Há de tomar o pregador uma só matéria”, refere-se à unidade do texto, de início, meio e fim com base
na unidade do assunto abordado.

De acordo com o texto,

A a Obra do poeta atravessa a crise de modo a criar uma transposição simbólica.
B a crise é um truísmo que não pode ser depreendido, já que inarredável.
C a crise referida no texto pode ser relativizada de acordo com o ponto de vista.
D do cerne da crise nascerá a Utopia, eis a perspectiva inarredável do poeta.
E a Utopia e a Obra são componentes da tradução simbólica da crise moderna.

Em consonância com o texto e com os fundamentos da retórica, pode-se afirmar:

A Da Antiguidade, com Demóstenes ou Cícero, até chegar às redações escolares, é preciso acrescentar também outra modalidade
de discursos retóricos, os sermões eclesiásticos, embora neles a persuasão e a credibilidade não tivessem
importância, visto que a fé constituia um dado inexorável.
B O convencimento era preocupação secundária para a retórica, uma vez que os tribunais de júri na Antiguidade impor tavam-se sobretudo com a eloquência dos discursos.
C A retórica, que se origina nas disputas por poder político, tem início em Atenas, a partir de um desmembramento da
filosofia, já que esta se dedicava ao pensamento abstrato, enquanto a arte da eloquência tinha por base a utilidade.
D A verdade por si só, a que se dedicava a filosofia, não era necessariamente persuasiva; este atributo cabia de modo mais
apropriado à arte retórica, cujos discursos procuravam obter eficácia através da verossimilhança.
E O texto, esclarecendo um caminho de decadência da retórica até os dias de hoje, culmina com um paralelo com a
estrutura da dissertação escolar, que mantém a mesma organização, embora sem utilidade prática.

Sobre o primeiro parágrafo do texto, é correto afirmar:

A Prevalece a narração histórica, para a qual a repetição de informações constitui recurso que as mantém vivas na mente do
leitor, de maneira a facilitar a compreensão dos argumentos.
B A compreensão do texto encontra-se prejudicada por problemas de coesão, a ponto de algumas expressões, como
“ciceronianismo jesuítico”, ficarem pouco claras.
C O uso expressivo da pontuação colabora para a compreensão do texto e torna claro o ponto de vista do autor sem que
precise ser enunciado abertamente.
D Exceto pelo problema na mudança de tópico frasal, do primeiro para o segundo período, a repetição de informações
acentua o caráter acadêmico do texto e privilegia sua clareza.
E Embora não haja problemas de clareza, há pouca articulação entre as orações, e repetem-se informações e termos, como
o advérbio “aqui”, por exemplo.