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Uma empresa, cujo custo fixo é vultoso em relação ao seu custo variável acumulado em certo período de tempo, uma hidrelétrica, por exemplo, tende a

A apresentar deseconomias de escala em todos os níveis de produção.
B ter prejuízo se a produção aumentar.
C ter custos marginais elevados se a produção for baixa.
D ter custo total médio declinante em produções baixas.
E ser lucrativa apenas a longo prazo.

O Produto Interno Bruto potencial (PIB potencial), em determinada economia, aumenta a uma taxa percentual inferior ao crescimento percentual da demanda agregada por bens e serviços. Nessa economia, a(o)

A inflação tende a aumentar.
B inflação pode estar diminuindo.
C demanda agregada é menor do que o PIB potencial.
D demanda agregada é maior do que o PIB potencial.
E valor das exportações excede o das importações.

A principal marca distintiva do modelo de crescimento econômico de Paul Romer, em relação ao de Robert Solow, é que no modelo de Romer

A o estoque de conhecimento opera sob retornos constantes de escala.
B o progresso tecnológico é endógeno.
C o progresso tecnológico é exógeno.
D a função agregada de produção opera sob retornos constantes de escala.
E as externalidades econômicas positivas são inexistentes.

Um consumidor tem como curvas de indiferença retas paralelas, entre os dois bens, X e Y, conforme se vê na Figura abaixo.

Tal fato significa que, para esse consumidor, X e Y são bens

A complementares
B inferiores
C substitutos perfeitos
D com o mesmo preço
E consumidos em quantidades iguais

O texto a seguir analisa o agravamento da situação fiscal no Brasil em período recente.

Com o PIB e a arrecadação menores, o déficit primário aumentou de 17 bilhões de reais em 2014 para 111 bilhões em 2015, apesar do corte de despesas. A dívida líquida do setor público, por sua vez, passou de 32,6% do PIB em dezembro de 2014 para 35,6% em dezembro de 2015. Já a dívida bruta saltou de 56,3% para 65,5% do PIB. Uma decomposição dos fatores que levaram ao aumento de 9,3 pontos percentuais na dívida bruta em relação ao PIB mostra, no entanto, que o déficit primário sequer foi o principal responsável por essa elevação. Os componentes que mais destoaram dos anos anteriores foram o pagamento de juros, que aumentou sua contribuição, e o crescimento do PIB, que passou a colaborar menos para a redução da dívida-PIB.
CARVALHO, L. Valsa brasileira: do boom ao caos econômico. São Paulo: Editora Todavia, 2018, p.100-101.

De acordo com a autora, o agravamento da crise fiscal no Brasil entre 2014 e 2015 resultou do

A congelamento das despesas correntes e do aumento do déficit fiscal nominal
B aumento do déficit fiscal nominal e da recessão econômica em curso
C aumento do déficit fiscal nominal e do maior crescimento do PIB
D aumento do déficit fiscal primário e do maior crescimento do PIB
E aumento do déficit fiscal primário e da queda da arrecadação

O Produto Interno Bruto de uma economia é maior do que o seu Produto Nacional Bruto, em determinado período, se houver, nesse período,

A déficit no balanço comercial
B déficit na conta corrente do balanço de pagamentos
C taxa de desemprego maior do que 4%
D expansão da produção dentro do país
E pagamento líquido de rendas ao exterior
Texto associado
Texto II
Estojo escolar

Noite dessas, ciscando num desses canais a
cabo, vi uns caras oferecendo maravilhas eletrônicas,
bastava telefonar e eu receberia um notebook
capaz de me ajudar a fabricar um navio, uma estação
5 espacial.
Minhas necessidades são mais modestas: tenho
um PC mastodôntico, contemporâneo das cavernas
da informática. E um laptop da mesma época que co-
meça a me deixar na mão. Como pretendo viajar es
10 ses dias, habilitei-me a comprar aquilo que os caras
anunciavam como o top do top em matéria de computador
portátil.
No sábado, recebi um embrulho complicado que
necessitava de um manual de instruções para ser
15 aberto. Depois de mil operações sofisticadas para
minhas limitações, retirei das entranhas de isopor o
novo notebook e coloquei-o em cima da mesa. De
repente, como vem acontecendo nos últimos tempos,
houve um corte na memória e vi diante de mim o meu
20 primeiro estojo escolar. Tinha 5 anos e ia para o jardim
de infância.
Era uma caixinha comprida, envernizada, com
uma tampa que corria nas bordas do corpo principal.
Dentro, arrumados em divisões, havia lápis coloridos,
25 um apontador, uma lapiseira cromada, uma régua de
20 cm e uma borracha para apagar meus erros.
Da caixinha vinha um cheiro gostoso, cheiro que
nunca esqueci e que me tonteava de prazer. Fechei o
estojo para proteger aquele cheiro, que ele ficasse ali
30 para sempre, prometi-me economizá-lo. Com avare
za, só o cheirava em momentos especiais.
Na tampa que protegia estojo e cheiro havia
gravado um ramo de rosas muito vermelhas que se
destacavam do fundo creme. Amei aquele ramalhete
35 – olhava aquelas rosas e achava que nada podia ser
mais bonito.
O notebook que agora abro é negro, não tem rosas
na tampa e, em matéria de cheiro, é abominável.
Cheira vilmente a telefone celular, a cabine de avião,
40 ao aparelho de ultrassonografia onde outro dia uma
moça veio ver como sou por dentro. Acho que piorei
de estojo e de vida.

CONY, C. H. Crônicas para ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2009. Disponível em: .Acesso em: 23 jul. 2019.

Com base na leitura de todo o Texto II, entende-se que ele tem como foco a contraposição entre

A cheiro de notebook e cheiro de estojo
B requinte e simplicidade
C sociedade e indivíduo
D presente e passado
E trabalho e lazer

Entre o início da década de 1980 e a primeira metade da década de 1990, o Brasil foi acometido por um processo de alta inflação, que só foi contido com o Plano Real (1994).
Os principais formuladores desse plano de estabilização indicaram, como principal causa da aceleração da inflação no Brasil, a(o)

A inércia decorrente da indexação generalizada de preços
B congelamento de preços
C aumento dos salários reais
D excesso de demanda agregada sobre o produto agregado potencial
E choque de preços de matérias-primas essenciais, como o petróleo

Segundo o Relatório da Desigualdade Global, da Escola de Economia de Paris, o Brasil é hoje o país democrático que mais concentra renda no 1% do topo da pirâmide. Só o Qatar, emirado árabe absolutista de 2,6 milhões de habitantes e governado pela mesma dinastia desde meados do século 19, supera, por pouco, o Brasil. [...] Segundo Marc Morgan, que analisa dados do Brasil no relatório, enquanto os mais ricos no país expandiram a renda no período favorável de 2001 a 2015, e os 50% mais pobres também tiveram ganhos, a classe média (os 40% “do meio”) perdeu participação nos rendimentos totais, de 33,1% para 30,6%.
CANZIAN, Fernando; MENA, Fernanda. Super-ricos no Brasil lideram concentração de renda global. Folha de São Paulo , 19 ago. 2019, Disponível em: . Acesso em: 28 ago. 2019. Adaptado.

Com respeito à distribuição de renda brasileira no período recente, o texto sugere que

A a concentração de renda no topo e na base da pirâmide ocorreu no período 2001-2015.
B a melhora da participação dos 50% mais pobres reduziu expressivamente a concentração de renda no Brasil.
C a classe média figura como o estrato mais negativamente afetado pela menor participação na renda nacional no período 2001-2015.
D a participação dos rendimentos dos mais pobres na renda nacional foi reduzida no período 2001-2015.
E os rendimentos dos estratos mais ricos da população sofreram ligeiro decréscimo da participação na renda nacional no período 2001-2015.